Serial Killers: O Pai do Terror

Estados Unidos. 26 de Junho de 1960 Um dos melhores e mais importantes filmes da história do cinema é lançado nos Estados Unidos. A música, o suspense, o terror...
Ed Gein
Serial killers - Ed Gein, o pai do terror

Edward Theodore Gein

Estados Unidos.

  • 26 de Junho de 1960

Um dos melhores e mais importantes filmes da história do cinema é lançado nos Estados Unidos. A música, o suspense, o terror psicológico e uma cena que assustou o mundo, ninguém nunca antes havia visto um filme como aquele: Macabro, perturbador e acima de tudo brilhante. Seu nome: PSICOSE.

Os filmes de suspense/terror nunca mais seriam os mesmos. Saía de cena os filmes com aranhas gigantes, bolhas assassinas, monstros e múmias que grunhiam para filmes com histórias mais “reais”.

Cenas do Filme Psicose de Alfred Hitchcock. Lançado em 1960, o filme tornou-se um marco do suspense/terror. Foi a primeira vez que um filme de suspense incorporou temáticas psicológicas na grande telona.

O personagem Norman Bates, interpretado pelo ator Anthony Perkins.

Interpretado pelo ator Anthony Perkins, Norman Bates tornou-se um dos mais famosos personagens da história do cinema. As doenças psicológicas de Bates tem origem nos abusos que ele sofreu de sua mãe na infância. Extremamente religiosa, Norma (sua mãe) pregava ao filho que sexo era coisa do diabo e que todas as mulheres, exceto ela, eram prostitutas. Os dois viveram sozinhos durante toda infância de Bates. Quando adolescente, sua mãe arruma um namorado, Joe Considine, Bates então mata os dois envenenados e preserva o corpo de sua mãe em casa. A partir daí seu distúrbio psicológico só faz piorar, com Gates assumindo a identidade de sua mãe como forma de escapar da culpa de tê-la matado

Estados Unidos.

  • 1 de Outubro de 1974

Um dos mais controversos e grandiosos filmes de horror de todos os tempos é lançado nos Estados Unidos. O Massacre da Serra Elétrica mostrava uma família de psicopatas que sorriam enquanto serravam pessoas vivas. Um dos membros da família, Leatherface, tem destaque especial. Meio retardado, usava uma máscara feita de pele humana. Empunhando sua moto-serra, não tinha dúvidas em matar quem passasse na sua frente.

Cenas do filme O Massacre da Serra Elétrica.

Lançado em 1974, o filme de Tobe Hooper foi chamado pela crítica de “doentio, terrível, perverso, brutal e inaceitável”. Foi atacado por igrejas e banido por governos. Seria reconhecido apenas anos depois quando diversos críticos o chamaram de “o filme que redefiniu o terror”. Aterrorizou plateias pelo mundo a fora e deu um novo padrão aos filmes de terror. A partir dele, os filmes com psicopatas insanos (Sexta-Feira 13, Halloween…) se tornariam comuns.

O insano serial killer Leatherface (Face de Couro).

Um dos personagens principais do filme, Leatherface era retardado e matava a mando de sua família. Foi definido pelo diretor do filme como um “bebê grande”, que mata em auto-defesa ao se sentir ameaçado. A família de Leatherface usavam os ossos das pessoas que ele matava para decorar o interior da casa. Eles retiravam a carne das vítimas para serem vendidas no posto de gasolina de Drayton Sawyer (o irmão mais velho de Leatherface).

Estados Unidos.

  • 14 de Fevereiro de 1991

A obra-prima dos filmes de serial killers é lançado. “A obra-prima do horror”, o filme de “qualidades terríveis”, escreveram críticos. “Incrivelmente chocante”, disse o New York Magazine, “impressionante”, escreveu o Los Angeles Times.

A crítica e o mundo caíram de joelhos ao suspense psicológico de O Silêncio dos Inocentes. O filme foi o terceiro filme da história do cinema a ganhar os cinco principais Oscars:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Roteiro Adaptado;
  • Melhor Diretor (Jonathan Demme);
  • Melhor Ator (Anthony Hopkins);
  • Melhor Atriz (Jodie Foster);

O Silêncio dos Inocentes.

Dificilmente um filme de suspense/horror conseguirá repetir os feitos de O Silêncio dos Inocentes. Dirigido por Jonathan Demme, o filme mergulha como nenhum outro nas fantasias psicopatas de dois serial killers: Hannibal Lecter, o psiquiatra canibal e Jame Gumb, um psicótico homossexual. Considerado um marco, o filme conseguiu juntar o suspense psicológico com o horror sem causar repulsa. Foi um sucesso de crítica e de público. O filme foi uma fonte para sucessos posteriores como Seven, Os Sete Crimes Capitais, O Colecionador de Ossos e Beijos Que Matam.

O personagem Buffalo Bill, interpretador pelo ator Ted Levine.

O travesti e serial killer Jame Gumb (interpretado pelo ator Ted Levine), considera a si mesmo como um transexual. Barrado para fazer uma operação de mudança de sexo por psiquiatras devido ao seu distúrbio sexual, começa uma onda de matança. Suas vítimas são mulheres gordas, das quais ele retira suas peles para costurar uma “roupa de mulher”, para que possa vestir e se sentir mulher. Por esses crimes ganha o apelido de Buffalo Bill.

Esses três filmes moldaram os gêneros do suspense, horror e terror, ditaram tendências e redefiniram os caminhos do cinema em seus tempos.

Mas o que esses filmes teriam em comum? Seus personagens poderiam ter algo que os ligassem? Terem uma mesma fonte? A resposta é SIM. Esses três grandes clássicos do cinema tiveram seus personagens (Norman Bates, Leatherface e Buffalo Bill) inspirados e baseados na história de um único homem, um serial killer da vida real que deixou a opinião pública americana dos anos 50 em estado de choque. Sua história espantou o mundo, virou desde objeto de teses de monografias em Universidades até mesmo uma inspiração para mudar o rumo da história do cinema. Por isso podemos chamá-lo de O PAI DO TERROR.

Preparem-se ! Sua história será contada abaixo.

Condado de Jefferson, Wisconsin. Estados Unidos.

  • 1 de maio de 1947

Durante o final dos anos 40 e começo dos anos 50, a polícia do estado de  Wisconsin começou a reportar um grande aumento no número de casos de pessoas desaparecidas. Quatro desses casos, particularmente deixaram a polícia intrigada.

Em primeiro de maio de 1947, uma menina de 8 anos chamada Georgia Weckler, desapareceu quando voltava da escola na cidade de Fort Atkinson no Condado de Jefferson. Centenas de moradores e policiais fizeram buscas em uma área de 10 quilômetros quadrados na cidade na esperança de encontrar a criança. Infelizmente Georgia nunca mais foi vista. Não haviam suspeitos e a única evidência eram marcas de pneus perto do local onde Georgia fora vista pela última vez. As marcas de pneus foram identificadas pela polícia como sendo de um FORD.

Georgia Jean Weckler. À esquerda uma foto da época e à direita a foto reconstituída no computador.

Na Foto: Centenas de moradores fazem buscas na reigão à procura de Georgia.

Na Foto: Centenas de moradores fazem buscas na região à procura de Georgia.

Na Foto: 10 tratores foram utilizados nas buscas por Georgia Weckler. Data da foto: 15 de maio de 1947.

Na Foto: 10 tratores foram utilizados nas buscas por Georgia Weckler. Data da foto: 15 de maio de 1947.

Plainfield, Wisconsin. 

  • Novembro de 1952

Em novembro de 1952, um fazendeiro de 43 anos anos chamado Victor Travis, morador do Condado de Adams, saiu para caçar junto de um amigo de Milwaukee chamado Ray Burgess. Em dado momento eles pararam em um bar na pequena Vila de Plainfield chamado Mac’s Bar onde beberam e conversaram com os presentes durante várias horas. Por volta das 19:00 os dois entraram no carro de Burgess e foram embora. Nunca mais foram vistos. Os dois homens e o carro simplesmente desapareceram. Durante meses, buscas foram feitas na área de Plainfield e em cidades vizinhas, mas a polícia não conseguiu achar nenhuma pista, nenhum rastro dos dois caçadores.

La Crosse, Wisconsin. 

  • 24 de Outubro de 1953

Um casal da cidade de La Crosse decide assistir a um jogo que aconteceria na cidade. Eles, porém, tinham um filho recém-nascido e a babá que cuidava dele não poderia ir trabalhar aquela noite. Eles então decidem arrumar uma babá substituta para olhar a criança enquanto vão ao jogo. Eles convidam uma conhecida da família, uma jovem de 15 anos chamada Evelyn Hartley. Evelyn chega a casa deles com livros do colégio, ela iria estudar enquanto o bebê dormia. Combinou com seu pai que ligaria para ele às 20h30 para dar notícias. Ela nunca ligou. Seu pai tentou repetidamente telefonar para a garota na casa onde ela estava mas não obteve resposta.

Preocupado, o pai da garota dirigiu imediatamente para a casa onde a filha estava. Ninguém atendeu à porta. Quando ele olhou pela janela, ele viu um dos sapatos de sua filha e os seus óculos no chão. Ele tentou entrar na casa, mas todas as portas e janelas estavam trancadas. Exceto por uma, a janela dos fundos do porão. Foi por essa janela que ele descobriu manchas de sangue. Petrificado, ele entra na casa e descobre sinais de que houve uma luta.

Imediatamente ele chama a polícia. Quando a polícia chegou na casa acharam mais evidências de luta incluindo manchas de sangue nos vidros quebrados fora da casa, a marca de uma mão suja de sangue em uma casa vizinha, pegadas e o sapato da garota no porão. Cães farejadores conseguiram farejar seu rastro por duas quadras até perderem o rastro. Neste momento é possível que o raptor de Evelyn a tenha colocado em um carro.

Uma das maiores buscas do estado de Wisconsin foi feita. Dezenas de investigadores em carros percorriam os arredores da cidade em busca de pistas, outros investigadores faziam perguntas a alunos e professores no colégio onde Evelyn estudava usando detectores de mentira. Cerca de 10 mil pessoas foram entrevistadas mas Evelyn nunca foi encontrada. Dias depois, a polícia descobriu alguns pedaços da roupa de Evelyn manchadas de sangue perto de uma auto-estrada fora de La Crosse. O pior tinha acontecido.

O desaparecimento da jovem Evelyn Hartley é destaque em jornais da época.

Evelyn Grace Hartley. Evelyn era uma aluna exemplar, sempre envolvida em muitas atividades escolares. Tocava piano e cantava em uma Igreja Presbiteriana. Era a mais nova de quatro irmãos.

Condado de Portage, Wisconsin. 

  • 8 de Dezembro de 1954

Naquela tarde de quarta-feira, um agricultor chamado Seymour Lester decide ir até uma taverna em uma área rural perto da pequena Vila de Plainfield para beber. Ao chegar ao local, o agricultor leva um susto: o lugar estava completamente vazio e bastante silencioso. Ao adentrar ao local percebe algumas mesas e cadeiras reviradas e nota o que parece ser uma mancha de sangue no chão da taverna. Sem perder tempo ele corre até uma fazenda próxima e faz uma ligação para Villas Waterman (o prefeito da cidade) e para o Xerife da cidade de Stevens Point.

Pouco tempo depois Waterman e Harold S. Thompson (juntamente com outros detetives) chegou ao local. Os homens notaram uma mancha de sangue que ia do estabelecimento até o estacionamento da taverna. Eles concluíram que, provavelmente, Mary Hogan, a dona do estabelecimento, fora morta (eles acharam um cartucho de espingarda calibre .32) e puxada para fora da taverna até o estacionamento e colocada em um carro.

Percebendo que se tratava de um crime, Thompson pediu ajuda a investigadores do laboratório criminal de Madison. Os investigadores chegaram ao local, procuraram por digitais e outras pistas que pudessem dar alguma luz à polícia.

Uma imensa busca foi feita de fazenda em fazenda por todo Condado de Portage (que possui 52 cidades, vilas e comunidades) e um alerta emitido para a polícia de Chicago (que fora a última cidade que Mary Hogan havia morado antes de se mudar). A polícia, porém, não conseguiu nenhuma pista.

Mary Hogan. A dona da Taverna Pine Grove desapareceu misteriosamente no inverno de 1954.

Plainfield, Wisconsin. 

  • Agosto de 1956

Um casal morador de uma fazenda em Plainfield, sai, e deixa o filho com um fazendeiro local de meia-idade, bastante confiável e que já trabalhava como babá de crianças na região a bastante tempo. O garoto, particularmente, gostava bastante do fazendeiro e de suas histórias. O garoto ficava maravilhado com as aulas de anatomia que recebia e com as histórias de guerra que o fazendeiro contava, especialmente sobre experiências médicas que os Nazistas fizeram nos judeus. Gostava também de escutar as histórias das grandes batalhas navais no Mar do Sul (um gênero de histórias de aventuras bastante popular nos EUA). O garoto sempre perguntava mais e o fazendeiro disse até que tinha alguns troféus dessas batalhas.

Curioso para ver, o fazendeiro o levou até sua fazenda, bastante afastada e isolada da cidade de Plainfield. Chegando lá, o fazendeiro levou o garoto até o seu quarto e mostrou os troféus que ele afirmava ser dos “Quartéis Generais do Mar do Sul”. Eram várias cabeças (algumas amassadas) penduradas na parede do seu quarto. O fazendeiro foi mostrando uma a uma as cabeças ao garoto que apenas arregalou os olhos numa mistura de medo e fascinação. Uma a uma as histórias das cabeças eram contadas. Todas, segundo o fazendeiro, eram da época da II Guerra Mundial.

Chegando em casa, o garoto contou a incrível história aos seus pais que não acreditaram em nenhuma palavra do menino. Uma criança com uma imaginação fértil pensaram. Além do mais, quem teria cabeças guardadas em casa?

  • Outubro de 1956

Dois jovens da pequena Vila de Plainfield decidem visitar um fazendeiro local para conversar a respeito de um trabalho. O fazendeiro era bastante conhecido na região e sempre estava disposto a ajudar as pessoas e ganhar alguns trocados fazendo trabalhos braçais. Esse fazendeiro era conhecido como Eddie. Ao entrarem na casa do fazendeiro eles notaram várias cabeças penduradas em um cômodo da casa. Acharam aquilo estranho mas não deram muita importância pois pensaram ser um estranho costume de Halloween de Eddie.

Pouco tempo depois, as “Cabeças de Eddie”, eram o principal assunto na pequena cidade de Plainfield, uma comunidade com pouco mais de 800 habitantes. Eddie era conhecido na região como um homem extremamente pacato, trabalhador e meio “retardado”. Para os habitantes dali, Eddie dissera que as cabeças eram troféus das Batalhas do Mar do Sul, durante a II Guerra Mundial, e que foram trazidas por seu primo que havia servido o exército. Todos achavam Ed estranho o suficiente para estar falando a verdade e não levaram o caso muito a sério. A história ao invés de levantar suspeitas na população virou caso de piadas, Eddie era o típico caipira, tão “indefeso” que os homens da cidade faziam piadas dele por ele não caçar veados, como todos os outros homens faziam. Ele não era capaz de matar uma galinha, quanto mais ter cabeças em casa.

Quando Eddie ia a cidade, os homens perguntavam sobre suas cabeças e ele dava um sorriso e respondia: “Elas estão lá em casa”, todos riam.

Certa vez, um fazendeiro local e vizinho de Eddie, chamado Elmo Ueeck, decidiu chamá-lo para um trabalho. Os dois começaram a conversar e em determinado momento começaram a falar sobre o desaparecimento de uma mulher conhecida na região, Mary Hogan.

“Eddie, se você tivesse passado mais tempo cortejando Mary, ela estaria cozinhando para você agora ao invés de estar desaparecida”, brincou Ueeck.

Ed revirou os olhos e começou a farejar com seu nariz igual a um cachorro. Então respondeu: “Ela não não está desaparecida. Ela está lá em casa agora”. Os dois riram como nunca.

O fazendeiro Elmo Ueeck. Foto: Biography Channel.

  • 16 de Novembro de 1957

O sábado amanheceu frio na pequena comunidade de Plainfield, Wisconsin. Era o primeiro dia da temporada de caças. Naquela tarde, Frank Worden, vice-xerife, retornou da floresta onde tinha passado o dia anterior. Foi diretamente para a Casa de Ferragens Worden de propriedade de sua mãe, Bernice Worden. Para sua surpresa, ela não estava lá e sua falta já tinha sido notada pelos moradores do local que foram até a loja para comprar produtos e a encontraram fechada.

A Casa de Ferragens Worden’s. De propriedade de Bernice Worden. Foto: Biograhpy Channel.

“Eu atravessei a rua indo até a loja de ferragens de Bernice Worden. A loja estava trancada desde a manhã. Algumas pessoas nas ruas se perguntavam porque a loja estava trancada e onde estava Bernice Worden”. (Joan Lindstrom, moradora de Plainfield). Foto: Biograhpy Channel.

Adentrando no local, Frank ficou chocado: a loja estava toda revirada e viu uma trilha de sangue que ia da porta da frente da loja até a porta dos fundos. Nesse instante ele ligou para a delegacia para comunicar o desaparecimento de sua mãe. Quando os investigadores chegaram começaram a procurar por pistas. Encontraram um recibo de venda do dia anterior de um galão anticongelante, o nome do comprador era: Eddie Gein. Na mesma hora, o pacato Eddie tornou-se o principal suspeito do desaparecimento de Bernice Worden, já que ele, provavelmente, foi a última pessoa a tê-la visto.

Foto tirada pela Polícia de Plainfield onde é possível ver uma mancha de sangue dentro do estabelecimento de Bernice Worden. Foto: Biograhpy Channel.

O Xerife Art Schley. Foto: Biograhpy Channel.

Eddie foi encontrado em uma fazenda próxima onde havia almoçado com os donos e levado para a delegacia para um interrogatório.

Eddie recusava-se a falar e quando falava, negava qualquer envolvimento no desaparecimento de Bernice.

O principal suspeito estava detido, o que a polícia queria agora era localizar a mãe de Frank.

A casa de Eddie parecia ser o local mais lógico para que os policiais começassem uma busca. Às 20h  do mesmo dia, o xerife Art Schley, juntamente com o Capitão Schoephoerster, entrou em uma viatura da polícia e foram para fora da cidade, até a afastada e isolada fazenda de Eddie Gein. A casa era bastante assustadora, parecia uma casa fantasma. Fazia muito frio, a neve cobria boa parte dos arredores.

Vista Frontal da Casa de Eddie Gein. Foto: Biograhpy Channel.

Árvores sem folhas com neve por todos os lados. Foi assim que os policiais encontraram a casa de Eddie Gein. Foto: Biograhpy Channel.

A escuridão era total. Com lanternas de mão, os investigadores tinham dificuldades em chegar até a casa de Eddie.

Os policiais rodearam toda a casa mas todas as portas estavam trancadas, exceto por uma, a da cozinha. Os investigadores decidiram entrar por ela. A casa não tinha eletricidade, estava completamente escura.

Com lanternas, os dois detetives entram dentro da casa, não conseguem enxergar um centímetro à suas frentes sem as lanternas; as portas internas rangiam com o vento que entrava.

O Xerife Art Schley caminha pela casa desolada sem conseguir enxergar muita coisa. De repente ele sente algo tocar em seu ombro. Ele fica paralisado já que escutava os passos do outro detetive em outro cômodo da casa.

Com um frio na barriga ele vira devagar, mira sua lanterna e vê algo assustador, chocante, algo que faria o mais calejado dos policiais ficar apavorado.

Ao mirar sua lanterna ele vê uma carcaça branca de um corpo pendurado pelos pés. A carcaça não tinha cabeça e havia sido massacrado, extirpado feito um animal, com um imenso corte que ia dos genitais até o pescoço. Mas o corpo definitivamente não era de um animal, era humano.

Art Schley levou alguns minutos para entender para o que estava olhando, quando voltou a si disse: “MEU DEUS!! AÍ ESTÁ ELA!” Ele saiu correndo da casa, ajoelhou-se e vomitou. Imediatamente o capitão Schoephoerster pediu reforços. Detetives chegaram, munidos de lanternas e lâmpadas de querosene, entraram pela porta dos fundos da cozinha. Ao iluminar os vários cômodos da casa, os investigadores começaram a discutir uns com os outros que aquela decadente e desolada casa era o lar de uma criatura que poderia ser chamada, sem nenhum tipo de sensacionalismo ou exagero, de vampiro. Mas eles na verdade não descobriram nada ainda.

Fotos tiradas pela polícia do corpo de Bernice Worden podem ser vistas nos links abaixo:


Art Schley decidiu encerrar as buscas e esperar o dia amanhecer para fazer uma busca mais detalhada.

Eddie, O Macabro

Em 17 de novembro de 1957, começou uma exaustiva e cansativa busca na casa e na fazenda de Eddie Gein.

A desolada casa na fazenda de Eddie estava em completo caos. Dentro, o lixo em decomposição cobria todo o chão. Era quase impossível andar pelas salas. O cheiro de sujeira e lixo era terrível. Os policiais se perguntavam como um homem poderia viver em um chiqueiro como aquele.

A Cozinha de Eddie Gein. Foto: Getty Images.

Outra imagem da cozinha de Eddie Gein. Foto: Getty Images.

Foto tirada pela polícia do quarto onde Eddie Gein dormia. Foto: Getty Images.

Enquanto os ainda chocados policiais faziam buscas pelos escombros da existência de Eddie, eles perceberam que as horríveis descobertas não parariam no corpo de Bernice Worden. Eles haviam tropeçado na fazenda da morte.

Foram encontrados na casa de Eddie Gein os seguintes artefatos:

  • Tigelas de sopas feitas a partir do topo serrado de crânios humanos.
  • Cadeiras forradas com peles humanas e estofadas com gordura.
  • Abajures feitos de pele humana.
  • Uma caixa com narizes.
  • Um cinto feito de mamilos femininos.
  • Um puxa-cortina feito de lábios humanos.
  • Nove vulvas em uma caixa de sapato. Algumas secas e murchas. Uma estava pintada de prata e com uma fita vermelha, outras tinham pitadas de sal.
  • Máscaras de pele humana de 9 mulheres, cuidadosamente secas, preenchidas com papel e montados, como troféus de caça, em uma parede.
  • Um colete de pele completo, com seios, feito a partir do tronco.
  • Um sutiã feito de pele humana.
  • Um terno feito de pele humana.
  • Uma lixeira feita de pele humana.
  • Cabelos em um saco.
  • Coração de Bernice Worden num prato na mesa da sala.
  • A cabeça e os intestinos de Bernice Worden numa caixa.
  • Demais órgãos de Bernice Worden em uma panela sobre o fogão.
  • Vários órgãos e vísceras humanas na geladeira.
  • Uma caixa de aveia Quaker contendo pedaços de cérebros.

As “tigelas” feitas de crânios humanos que Eddie Gein utilizava para comer.

Na Foto: Outra tigela de Ed Gein. Créditos: Crime Library.

Na Foto: Outra tigela de Ed Gein. Créditos: Crime Library.

Na Foto: Par de luvas feitos a partir de pele humana confeccionados por Ed Gein. Créditos: Crime Library.

Na Foto: Par de luvas feitos a partir de pele humana confeccionados por Ed Gein. Créditos: Crime Library.

Uma das máscaras feitas de pele humana encontradas na casa de Eddie Gein.

Na Foto: Máscara de pele humana confeccionada por Ed Gein do rosto de uma das vítimas. Créditos: Crime library

Na Foto: Máscara de pele humana confeccionada por Ed Gein do rosto de uma das vítimas. Créditos: Crime library.

A cama do quarto de Eddie e sua sala tinham crânios e ossos como decoração (alguém lembrou da família do Leatherface?). Dentro do armário, uma cabeça pendurada em um cabide.

Foram coletados pedaços de cerca de 15 corpos na casa de Eddie. Foram necessárias 30 viagens para levar partes de corpos e “objetos” para os laboratórios da Polícia.

seta

Edward Theodore Gein

Vida

    • A chave para tentar entender como uma criança se torna um Eddie Gein está na infância e na relação de Eddie com sua mãe.
    • Edward Theodore Gein nasceu em 27 de agosto de 1906 em La Crosse no estado de Wisconsin. Filho de Augusta Gein e George Gein. Eddie era o segundo filho  do casal. O primogênito, Henry, era 7 anos mais velho do que Eddie.
    • A mãe de Eddie era extremamente fanática. Durante toda sua vida impôs aos filhos seus códigos morais religiosos. A bíblia e suas interpretações fanáticas eram impostas aos filhos todos os dias. Ela repetidamente advertia seus filhos sobre a imoralidade das mulheres, na esperança de desencorajá-los de qualquer desejo sexual. Isso tudo era o medo de que eles fossem para o inferno. Para ela, todas as mulheres eram devassas, seres mandadas pelo demônio para corromper os homens (alguém lembrou da mãe de Norman Bates?)
    • Augusta era uma mulher extremamente difícil e dominadora que acreditava que suas visões de mundo eram absolutamente verdades. Ela não tinha dificuldades em impor suas crenças aos seus pequenos filhos e ao seu marido.
    • O pai de Eddie era um homem fraco e alcoólico que não participava da educação dos filhos. Na verdade, Augusta desprezava o marido e o via como uma criatura sem valor, incapaz de ter um emprego, muito menos de cuidar dos filhos. Ela se encarregou não só de criar os filhos de acordo com suas crenças, mas também de sustentar sua família financeiramente. Ela só não separou do seu marido devido às suas crenças.
    • Em 1906, no ano em que Eddie nasceu, Augusta abriu uma mercearia em La Crosse. O negócio da Sra. Gein foi um sucesso e trouxe uma boa quantidade de dinheiro para sustentar a família de uma maneira confortável. Trabalhava dia e noite e economizou dinheiro para que a família pudesse morar em uma área rural longe da imoralidade da cidade e dos pecadores que a habitavam.
    • Em 1914 eles mudaram para Plainfield, Wisconsin, para uma fazenda de 195 hectares, isolada de qualquer influência demoníaca que pudesse desestruturar sua família. Os vizinhos mais próximos ficavam quase a um quilômetro de distância.
    • Embora Augusta tentasse de todas as formas manter seus filhos longe do mundo exterior, ela não obteve sucesso porque era necessário que os garotos frequentassem a escola. A performance de Eddie no colégio era mediana, apesar dele ser excelente em leitura. Era a leitura de livros de aventura e revistas que estimulavam a imaginação de Eddie e permitia que ele momentaneamente escapasse do seu próprio mundo.
    • Por ser afeminado e tímido, Eddie sofria bullying de seus colegas de classe. Não tinha amigos e quando tentava fazer amigos, sua mãe o repreendia. Eddie ficava triste por não ter amigos e por sua mãe não permitir que ele tivesse amigos. Apesar disso, Eddie a obedecia, e via nela um poço de pureza e bondade. O que quer que fosse, ele sempre a obedeceria.
    • Augusta raramente era bondosa com seus filhos e sempre os ofendiam verbalmente, abusando deles. Ela acreditava que eles seguiriam o mesmo destino de falhas do seu marido. Durante suas adolescências e suas vidas adultas, os garotos continuaram longe das pessoas e só tinham a companhia de um e de outro.
    • Eddie se espelhava em seu irmão Henry, via-o como um trabalhador e um homem com  bom caráter. Depois da morte do seu pai em 1940 (ataque cardíaco), Eddie (34 anos) e Henry (41 anos) pegaram uma série de trabalhos para ajudar no suporte financeiro da fazenda e de sua mãe. Eddie tentava imitar os hábitos do irmão nos trabalhos e eles eram considerados pelas pessoas da cidade como pessoas seguras e confiáveis. Trabalhavam como trabalhadores braçais. Eddie também frequentemente trabalhava como babá para seus vizinhos. O trabalho como babá trouxe felicidade para Eddie, ele gostava de olhar crianças, elas eram mais fáceis de lidar do que adultos. Ele era de muitas maneiras conhecido por ser sociável e emocionalmente retardado. Talvez por isso se identificasse com crianças.
    • Eddie tinha um apego completamente insano por sua mãe e isso preocupava Henry. Em várias ocasiões Henry criticou abertamente sua mãe, algo que deixava Eddie chocado. Eddie via sua mãe como uma “Virgem Maria” e ficava mortificado por seu irmão não vê-la da mesma forma. É possível que esses incidentes levaram à prematura e misteriosa morte de Henry em 1944.
    • Em 16 de maio de 1944, Eddie e Henry lutavam contra um incêndio que estava queimando perigosamente perto da fazenda. Segundo a versão de Eddie, os dois se separaram em diferentes direções para tentar apagar o incêndio. Durante suas tentativas, a noite se aproximou rapidamente e Eddie perdeu de vista Henry. Após o incêndio ter sido apagado, Eddie supostamente ficou preocupado com o desaparecimento do irmão e contatou a polícia.
    • Os policiais organizaram homens e foram até a fazenda de Eddie para começarem as buscas pelo desaparecido Henry. Ao chegarem lá, ficaram surpresos ao ver Eddie levá-los diretamente até o seu “perdido” irmão, que estava caído morto no chão. Os policiais suspeitaram sobre algumas circunstâncias da morte de Henry. Por exemplo: Henry estava deitado em um pedaço de terra que não foi tocado pelo fogo e a parte de trás de sua cabeça continha hematomas.
  • Embora Henry fora achado sobre estranhas circunstâncias, a policia rapidamente encerrou o caso. Ninguém poderia acreditar que um sujeito tímido e pacato como Eddie fosse capaz de matar alguém, especialmente seu irmão. Mais tarde, o médico legista do condado concluiu como causa da morte asfixia.

O túmulo no cemitério de Plainfield de Henry Gein, irmão de Eddie Gein.

    • A única pessoa que sobrou para Eddie foi sua mãe e ela era a única pessoa de que ele precisava. Entretanto, não foi por muito tempo.
    • Em 29 de dezembro de 1945, Augusta Gein morre após uma série de derrames. Eddie ficou totalmente abalado com sua morte. Harold Schechter, em se livro Deviant, explica que Eddie teve “seu único amigo e seu único amor indo embora. E ele estava absolutamente sozinho no mundo”. Pela primeira vez na vida, Eddie Gein estava sozinho, ele tinha 39 anos.
    • Ele continuou na fazenda após a morte de sua mãe e vivia de pequenos e magros rendimentos de trabalhos que fazia. Ele preservou o quarto de sua mãe no andar de cima como um santuário e deixou o quarto intocável por anos. Ele vivia no andar de baixo da casa, fazendo uso da cozinha e de um pequeno cômodo localizado ao lado da cozinha, que ele usava como quarto.
    • Era nessas áreas da casa que Eddie passava a maior parte do seu tempo, lendo sobre morte e histórias de aventuras. Porém, durante a noite, ele mergulharia no seu mundo de Hobbies bizarros.
    • Após a morte de sua mãe, Eddie tornou-se cada vez mais solitário. Ele passava grande parte do seu tempo lendo livros de anatomia. Os quartos vazios de sua casa estavam cheios de revistas sobre o Nazismo, Mar do Sul e naufrágios. De suas leituras, Eddie aprendeu sobre o processo de encolher cabeças, exumar corpos de covas e a anatomia do corpo humano. Ele começou a ficar obcecado com essas histórias bizarras e sempre as contavam para as crianças a qual ele vigiava como babá. Eddie também gostava de ler jornais locais. Sua seção favorita eram os obituário.
  • Foi dos obituários locais que Eddie soube sobre as mais recentes mortes de mulheres das redondezas. Nunca tendo a companhia do sexo oposto, ele passou a compensar sua luxúria visitando suas covas à noite. Eddie passou a desenterrar e roubar os corpos dessas mulheres do cemitério de Plainfield. Posteriormente ele disse à polícia que nunca praticou sexo com cadáveres: “elas cheiravam muito mal”, disse ele.

A investigação

Em 17 de novembro de 1957, após a descoberta da carcaça do corpo de Bernice Worden e outros artefatos na casa de Eddie, a polícia começou uma exaustiva e cansativa busca em toda sua fazenda. Imediatamente ele tornou-se suspeito dos vários desaparecimentos na região, principalmente nos desaparecimentos de Georgia Weckler, Victor Travis e Ray Burgess, Evelyn Hartley e Mary Hogan. Os policiais acreditavam que os corpos poderiam estar enterrados pela propriedade.

Enquanto escavações eram feitas por toda fazenda. Eddie começou a ser interrogado na cadeia do Condado de Wautoma. Inicialmente ele negou qualquer envolvimento nas mortes. Entretanto, depois de apenas um dia de silêncio e de algumas agressões do Xerife Art Schely, ele começou a contar a horrível história de como matou Bernice Worden e de onde ele adquiriu partes de corpos que foram achados em sua casa.

Eddie tinha dificuldade em lembrar dos detalhes do assassinato. Ele recordava de colocar o corpo de Bernice em sua camioneta Ford, pegar a caixa registradora da loja e leva-a até sua casa. Ele não se lembrava de ter atirado em sua cabeça com uma espingarda calibre .22.

Quando perguntado sobre os outros corpos achados em sua casa, ele disse que havia roubado do cemitério. Eddie insistiu que não tinha matado nenhuma daquelas pessoas que foram achadas em sua casa, com a exceção de Bernice Worden.

Entretanto, um dos “troféus” encontrados em sua casa provava o contrário. Uma máscara feita do rosto de Mary Hogan. Depois de dias de intenso interrogatório e bastante pressão, ele finalmente admitiu que matou Mary Hogan. Mais uma vez admitiu estar em confusão mental no momento do assassinato e ele não podia lembrar do detalhes exatos do que realmente havia acontecido. A única memória que ele tinha era dele acidentalmente atirando nela.

Eddie Gein é apresentado a Imprensa.

O Xerife Art Schley e “O Vampiro de Plainfield” Eddie Gein.

Na Foto: Ed Gein e o Xerife Art Schley.

Na Foto: Ed Gein e o Xerife Art Schley.

Na Foto: Ed Gein.

Na Foto: Ed Gein.

Na Foto: Ed Gein.

Na Foto: Ed Gein.

Depois de vários dias de interrogatório, Eddie Gein confessou apenas dois assassinatos: Bernice Worden e Mary Hogan. Os investigadores decidiram liberá-lo para exames psiquiátricos.

Enquanto Eddie estava na mira de psiquiatras, os investigadores continuavam as buscas nas terras em sua fazenda. Policiais descobriram na fazenda de Eddie os restos mortais de 15 mulheres. Embora ele afirmasse veemente que a maioria das partes dos corpos eram de várias mulheres que ele havia desenterrado, os policiais desconfiavam. Eles desconfiavam que a grande parte dos restos mortais eram de mulheres que Eddie havia assassinado. A única maneira da polícia ter certeza de que aqueles restos de corpos eram de mulheres que ele havia desenterrado, era examinar as covas que Eddie afirmava ter roubado.

Depois de muita controvérsia sobre a moralidade de exumação dos corpos, a polícia finalmente teve permissão para abrir as covas. Todos os caixões tinham claros sinais de arrombamento. Na maioria dos casos, faltavam partes dos corpos.

Em 29 de novembro de 1957 houve uma nova descoberta nas terras de Eddie que elevou ainda mais as suspeitas sobre um terceiro assassinato. A polícia descobriu restos de um esqueleto. A suspeita era que o esqueleto pertencia a Victor Travis, que havia desaparecido anos antes. Os restos foram imediatamente levados a um laboratório criminal para serem examinados. Os testes mostraram que o corpo não era de um homem mas de uma mulher com a idade de sua mãe quando morreu. Provavelmente uma outra mulher que Eddie desenterrou.

A polícia tentou de todas as formas incriminar Eddie no desaparecimento de Victor Travis, das três outras pessoas desaparecidas anos antes nos arredores de Plainfield e até do seu irmão Henry. Mas nunca conseguiu. Eddie foi acusado de apenas duas mortes: Mary Hogan e Bernice Worden.

Nome: Georgia Jean Weckler

Idade: 8 anos

Desaparecimento: 1 de maio de 1947.

Local: Fort Atkinson, Wisconsin

Foi o Eddie: Marcas de pneus encontradas perto de onde Georgia foi vista pela última vez são de um  FORD, o  mesmo  carro de Eddie Gein.

Não foi o Eddie: Eddie aparentemente gostava de crianças e todos os corpos encontrados  em sua fazenda eram de mulheres de meia-idade (como sua mãe)

Serial Killers - O Pai do Terror - Evelyn Grace HartleyNome: Evelyn Grace Hartley

Idade: 15 anos

Desaparecimento: 24 de Outubro de 1953. La Crosse, Wisconsin

Foi o Eddie: Na noite do desaparecimento de Evelyn, Eddie estava em La Crosse visitando um  conhecido que morava a poucas quadras da casa onde Evelyn foi sequestrada.

Não foi o Eddie: Mais uma vez, as vítimas preferidas de Eddie eram mulheres de meia-idade. Nenhum traço de Evelyn foi encontrado na fazenda de Eddie.

Serial Killers - O Pai do Terror - Desconhecido Nomes : Victor Travis e Ray Burgess

Desaparecimento: 1 de Novembro de 1952. Plainfield, Wisconsin

Foi o Eddie: Os dois desapareceram a poucos quilômetros da fazenda de Eddie. É possível que  possam ter entrado nas terras de Eddie para caçar.

Não foi o Eddie: Pelo perfil psicológico traçado por psiquiatras, o interesse de Eddie era apenas  em mulheres e com o perfil de sua mãe. Esses desaparecimentos nunca foram solucionados e até hoje a Polícia do Departamento de La Crosse, Wisconsin pede por informações que possam dar alguma pista.

Serial Killers - O Pai do Terror - Desconhecido Nome: Henry G. Gein

Morte: 16 de maio de 1944

Foi o Eddie: Há fortes indícios de que Eddie tenha matado o irmão. Primeiro, para ficar sozinho com sua mãe. Segundo, porque, talvez, ele não tenha gostado da forma como Henry a enfrentava. Seu corpo foi encontrado em um local que não havia sido queimado pelo fogo e tinha um hematoma na parte de trás da cabeça.

Não foi o Eddie: Segundo a autópsia, Henry morreu asfixiado com a fumaça do incêndio.

Modus Operandi

Eddie Gein nunca soube dizer quantas pessoas matou e nem como. As duas mortes só foram admitidas por ele depois de intenso interrogatório. Ele nunca soube explicar como matou Mary Hogan e Bernice Worden. A primeira vítima, Mary Hogan, estava sozinha naquela tarde fria de 8 de fevereiro de 1954. Ele atirou em sua cabeça com seu revolver calibre .32, colocou-a em sua camioneta e a levou para sua casa.

A segunda vítima, Bernice Worden, também fora morta em seu estabelecimento. É provável que Eddie fora comprar algo em sua loja e ao ver a mulher parecida fisicamente com sua mãe, decidiu matá-la. Ele pegou um rifle calibre .22 que ficava pendurado na própria loja de Bernice, carregou com um cartucho que sempre carregava e atirou na cabeça da vítima. A colocou em seu FORD e a levou para sua casa.

O Ritual

Eddie começou desenterrando corpos. O primeiro foi o de sua mãe. Ele a desenterrou e manteve o corpo em casa (alguém lembrou do Norman Bates?). Ele a idolatrava e falava com ela como se ainda estivesse viva. Chegava a dizer: “Não mamãe, não fiz sexo com nenhuma delas… é pecado, sim, eu sei…” (em referência aos outros corpos de mulheres que posteriormente desenterrou).

Eddie removeu a vagina de sua mãe e a pintou de prata e colocou um laço vermelho.

Eddie pendurava os corpos de cabeça pra baixo e desossava-os como animais. Cortava primeiramente a cabeça e guardava em uma caixa. Abria o externo com um corte que ia do pescoço até a barriga. Retirava as vísceras e órgãos internos e colocava na geladeira ou em panelas em cima do fogão. Esfolava os corpos para retirar suas peles. Removia as vaginas e guardava-as em uma caixa de sapato.

Eddie escalpelava as cabeças; com as peles fazia máscaras que eram preenchidas com papel e penduradas na parede como troféus. Os crânios eram usados na decoração (mesas, cadeiras, cama) da casa e alguns eram cerrados para servirem de pratos. Com as peles fazia roupas (paletós, blusas, sutiãs, calças) e decorava a casa em cadeiras e abajures. Passava o dia inteiro “costurando”.

Eddie queria ser mulher, ele vestia as roupas de peles que fazia (alguém lembrou do Buffalo Bill?) colocava uma vagina entre as pernas e fingia ser uma mulher. As vezes fingia ser sua mãe. Ia para fora da casa e fazia trabalhos femininos, como varrer, plantar, etc. Eddie sentia-se tão feliz que chegava a cantar, dançar e dar cambalhotas pela sala da casa.

Análise Psicológica

Eddie Gein ganhou notoriedade em todo o mundo como sendo o mais famoso caso documentado que envolvia a combinação de necrofilia, fetichismo e travestimento

Psicólogos e psiquiatras que o entrevistaram o diagnosticaram com esquizofrenia. Segundo eles, Eddie era um “psicopata sexual”.

Sua condição foi atribuída ao  relacionamento doentio que tivera com sua mãe e à sua educação severa. Eddie aparentemente sofria de sentimentos conflituosos sobre mulheres, de um lado sua natural atração sexual à elas e do outro as atitudes não naturais que sua mãe o havia instigado.

“A morte de sua mãe o afetou terrivelmente. Ele não tinha nenhuma outra pessoa para se comunicar ou falar. A consequência foi que ele mergulhou nas suas obscuras fantasias e achou aquilo que sua mãe sempre havia proibido… Ele roubava aqueles cadáveres para que pudessem colocá-los no lugar de sua mãe”, disse o psiquiatra Dr. George Arndt.

Eddie desejava se tornar mulher, foi essa a razão de estudar anatomia, pensava sobre a possibilidade de uma operação que poderia resultar em uma mudança de sexo, ele dissecava corpos femininos e familiarizava-se com sua anatomia.Para que esse desejo chegasse logo, ele começou a costurar um corpo feminino com as peles dos corpos e vestia as roupas e fingia ser uma mulher.

Julgamento

Eddie Gein passou 30 dias em um hospital psiquiátrico. Foi diagnosticado como mentalmente incompetente, ou seja, Eddie Gein não estava apto para ser julgado e, portanto, não poderia ser acusado de nenhum crime. Foi sentenciado a ser internado por tempo indeterminado no Hospital do Estado Central em Waupun, Wisconsin.

Eddie Gein recebe conselhos de seu advogado, William Belter. Por ser mentalmente incompetente, Eddie foi sentenciado à internação em um Hospital Psiquiátrico até poder ter competência para ser julgado.

Na Foto: Art Schley e Ed Gein.

Na Foto: Art Schley e Ed Gein.

Depois de passar 10 anos na instituição mental onde se tratava, a corte decidiu finalmente que ele era competente para ser julgado. Os procedimentos começaram em 22 de janeiro de 1968. Esse julgamento determinaria se Eddie era culpado ou não por razões de insanidade, pela morte de Bernice Worden. O julgamento começou em 7 de novembro de 1968.

O já “Senhor” Eddie Gein (62 anos) chega para o seu julgamento em novembro de 1968.

O advogado de Eddie Gein alegou insanidade. A maioria dos que deporam eram pessoas ligadas à investigação, como técnicos de laboratório, médicos legistas e o Xerife Art Schley e o vice-Xerife Frank Worden. Evidências contra Eddie Gein foram apresentadas aos milhares, porém, sua saúde mental era a questão mais levantada.

Após apenas uma semana, o júri deu o veredito: Eddie foi considerado culpado por assassinato em primeiro grau. Entretanto, foi considerado insano no momento do crime. No final do julgamento, Edward Theodore Gein foi considerado inocente por sua insanidade e absolvido. Mas por ser insano, deveria passar o resto da vida em um hospital psiquiátrico. Depois do julgamento ele foi escoltado de volta ao Hospital do Estado Central.

Na Foto: Os túmulos da família Gein no cemitério de Plainfield.

Eddie continuou na instituição mental pelo resto de sua vida onde vivia seus dias feliz e confortável. Schubert (chefe do hospital) o descreveu como um paciente modelo: “Se todos os pacientes fossem como ele não teríamos problemas”.

Eddie era feliz no hospital, talvez mais feliz do que na sua vida fora dele. Convivia bem com outros pacientes, apesar da maior parte do tempo ficar isolado. Comia três vezes ao dia. Continuava a ser um leitor voraz. Gostava de suas conversas regulares com os psicólogos e… as mulheres ainda o fascinavam. Morreu em 26 de julho de 1984 de ataque cardíaco. Foi enterrado ao lado da sua mãe, entre o irmão Henry e a mãe Augusta, a poucos metros dos locais onde décadas antes havia roubado vários corpos.

O Xerife Art Schley tornou-se um homem assombrado pelo que viu naquela fazenda em novembro de 1957. Passou por uma pressão incrível nos anos de investigação do caso, lidava com a pressão da imprensa e da própria polícia que o achava inexperiente para aquele caso. Além do mais começou a ter pesadelos. Ele morreu de um ataque cardíaco fulminante em dezembro de 1968, apenas um mês depois de depor no julgamento de Eddie Gein. Ele tinha 43 anos.

Informações

Nome: Edward Theodore Gein

Conhecido Como: O Vampiro de Plainfield, O Açougueiro Louco

Nascimento: 27 de Agosto de 1906. Condado de La Crosse, Wisconsin

Morte: 26 de Julho de 1984 (77 anos). Madison, Wisconsin

Causa da Morte: Ataque Cardíaco

Captura: 16 de Novembro de 1957

Acusação: Assassinato em primeiro grau

Pena: Condenado a internação em um manicômio judiciário

Número de Vítimas: 2 confirmadas e 5 suspeitas

Período: 8 de Dezembro de 1954 a 16 de Novembro de 1957

Local: Plainfield, Wisconsin. Estados Unidos


Curta O Aprendiz Verde No Facebook

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

Deixe o seu comentario:
DarkSide Books

RELACIONADOS

Dupla Identidade – Bruno Gagliasso

Glória Perez

Ilana Casoy

OAV TV

OAV TV

Queremos Você!

Queremos Você!

O Aprendiz Verde no Whatsapp!

OAV no Whatsapp

Siga-nos no Twitter

Siga-nos no Facebook!

21 Anos de Arquivo-X

20 Anos da Execução de Andrei Chikatilo

20 Anos da Execução de John Wayne Gacy

O nascimento de um serial killer

Categorias

Contribua com O Aprendiz Verde!

Bate-Papo

Blogs Brasil

Follow

Get every new post delivered to your Inbox

Join other followers

Follow

Get every new post delivered to your Inbox

Join other followers