Grandes RockStars Que Não Voltam Mais: Quando Monstros Andavam Pela Terra

Bob Dylan Em 1959, ao entrar para a Minessota University, Robert Allen Zimmerman tomou contato com a folk music, que era a música dos campus universitários. Começou a tocar...


Bob Dylan

Em 1959, ao entrar para a Minessota University, Robert Allen Zimmerman tomou contato com a folk music, que era a música dos campus universitários. Começou a tocar o repertório folk clássico de Woody Guthrie, Peter Seeger e Leadbelly, adotando o nome Bob Dylan, possivelmente em relação ao poeta Dylan Thomas. Em 1961, Bob foi para Nova York, onde mergulhou na cena folk dos clubes e cafés de Greenwich Village. Na época, o folk passava por uma revitalização, com a adesão de uma nova geração muito talentosa, que incluía Joan Baez, Carolyn Hester, Phil Ochs, Tom Paxton e Peter, Paul & Mary.

Em pouco tempo, Bob já se destacava, com uma personalidade magnética, carismática, com um modo rude, porém efetivo de cantar, além de ter excepcional habilidade para compor, era somente uma questão de tempo até ser descoberto. E, também, ele estava  firmemente determinado  a ser reconhecido. Como absolutamente tudo na vida de Bob Dylan, aqueles primeiros tempos em Nova York são cercados de mistério, Bob sempre foi econômico em declarações, jamais deu entrevistas, o que reforçou muito sua aura mítica. Diz-se que ele visitava regularmente Woody Guthrie no hospital, onde o mestre estava internado desde 1954, vítima de uma doença degenerativa, e que vivia mais enturmado com escritores do que com músicos.

Descoberto por John Hammond, executivo da Columbia, Dylan gravou seu primeiro álbum (Bob Dylan) no final de 1961, disco que somente seria lançado em março de 1962. O disco escondia o Dylan compositor, por ser montado com canções tradicionais (blues rural e folk) adaptadas. The Freewheelin’ Bob Dylan, o segundo álbum, estabeleceu seu estilo de cantor/compositor folk, poeta, e com influência de rock. Então, tudo passou a acontecer para ele. Peter, Paul & Mary gravou suas músicas, Joan Baez o apresentava regularmente em seus concertos. Até em Los Angeles ele começou a ser comentado. Os novos álbuns Anoter Side Of Bob Dyaln e The Times They Are A Changin’ o mostravam como o bardo da América, uma versão renovada de Woody Guthrie.

Em 1965, no espaço de 6 meses, Bob lançaria seus dois álbuns mais importantes por serem, acima de tudo, revolucionários: Highway 61 Revisited e Bringing It All Back Home. Bob rompia com o folk tradicional, eletrificava seu som e declarava seu amor pelo rock’ n’ roll. Nesses dois álbuns estão as versões originais de algumas de suas músicas mais famosas: “Just Like A Woman”, “Mr. Tambourine Man”, “Maggie’s Farm”, “Like A Rolling Stone” e “She Belongs To Me”.

Nos anos 60, Bob ainda gravaria discos importantes de sua longa carreira, o duplo Blonde On Blonde, em 1966, e (voltando ao folk básico) John Wesley Harding, em 1967. Discos posteriores, ainda nos anos 60 e nas décadas seguintes, nem sempre foram brilhantes, às vezes desapontaram por não ter a excelência que se espera de Bob Dylan, outras vezes foram obviamente superestimados, mas nunca deixaram de ser extremamente interessantes.

Fãs xiítas não concordarão com seu nome aqui, dizendo que ele ainda está na ativa, mas eu digo uma coisa: aquele Bob Dylan revolucionário e com explosões de criatividade já se foi à muito tempo, e esse, esse não volta nunca mais.

Áudios

Hurricane

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Like A Rolling Stone 

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Prêmios

  • 11 Prêmios Grammy (O Oscar da Música)
  • 6 Músicas no Hall da Fama do Grammy (Blowin In The Wind, Like a Rolling Stone, Mr. Tambourine Man, Blond On Blonde, Highway 61 Revisited e Bringing It All Back Home)
  • Incluído no Hall da Fama do Rock’ N’ Roll em 1988.
  • 5 Músicas na lista das 500 maiores músicas de todos os tempos: Like a Rolling Stone,  Blowin In The Wind, Tangled Up in Blue, The Times They Are a-Changin’ e Subterranean Homesick Blues
  • Ganhador do Oscar em 2000 pela música Things Have Changed
  • Ganhador do Globo de Ouro em 2001 pela música Things Have Changed
  • Incluído ao Hall da Fama dos Compositores em 1982
  • Incluído para o Hall da Fama dos Compositores de Nashville em 2002
  • Ganhador do Polar Music Prize em 2000, prêmio de música internacional sueca
  • Ganhador do Prêmio Pulitzer em 2008 (O oscar do jornalismo)
  • Ganhador do Prêmio Príncipe das Astúrias em 2007
  • Ganhador da Medalha Nacional das Artes norte-americanas em 2009

Chuck Berry

Um dos articuladores do rock n’ roll tal como o conhecemos, Chuck Berry foi quem deu ao ritmo a cara que ele tem (ou teve), expressando em suas letras o espírito de rebelião. Berry é o trovador do rock, curiosamente, sendo ele negro, suas letras narrativas são a pura expressão da cultura jovem branca dos anos 50, ele foi seu porta voz, ao exprimir o sonho americano como nenhum outro compositor conseguiu fazer. Havia ainda o Berry performer, com seu duck walk, um jeito todo original de se mover no palco; o Berry guitarrista, de riffs infalíveis, influenciando várias gerações de músicos; o Berry cantor, escandindo cada sílaba dos seus versos, fazendo-os muito claros.

A música de Berry, um crossover de vários gêneros e estilos, nasceu em meados dos anos 50, quando gravou “Maybellene” no selo Chess, de Chicago. Entre as influências que admitiu receber para inventar seu som estava Muddy Waters, o mestre do blues elétrico, de quem era um ardente admirador. Apesar de não gostar da comparação, sua música se assemelhava à batida do rockabilly que estava sendo desenvolvido em Memphis, por artistas brancos, em volta do selo Sun.

Os clássicos de Chuck Berry, como “Carol”, “Bye Bye Johnny”, “School Day”, “Johnny B. Goode”, “Reelin’ And Rockin”, “Sweet Little 16”, são ainda atuais e regravados constantemente.

Como diria John Lennon: “se você tiver que dar outro nome ao rock’ n’ roll, chame-o de Chuck Berry

Áudios

Johnny Be Good 

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Maybellene 

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Carol

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Prêmios

  • Ganhador do Grammy Lifetime Achievement Award em 1984 por sua contribuição ao rock’ n’ roll
  • Primeiro indicado para o Hall da Fama do Rock N’ Roll em 1986
  • Ganhador do Kennedy Center Honors em 2000 por sua contribuição para a cultura norte-americana
  • Eleito em 2009 pela revista Time como o sétimo maior guitarrista de todos os tempos
  • Eleito pela revista Rolling Stone como o sexto maior guitarrista de todos os tempos
  • Eleito pela revista Rolling Stone como o quinto maior artista da música de todos os tempos
  • O álbum The Great Twenty-Eight está na posição 21 dos 500 melhores álbuns do rock de todos os tempos (Rolling Stone)
  • 6 Músicas entre as 500 melhores músicas de todos os tempos (Johnny B. Goode, Maybellene, Roll Over Bethoven, Rock and Roll Music , Sweet Little Sixteen e Brown Eyed Handsome Man)
  • Johnny B. Goode foi eleita a maior música
  • Chuck Berry possui uma estátua de 2.4 metros de altura na calçada da fama de St. Louis

Recentemente, em 29 de julho de 2011, Chuck Berry ganhou uma estátua erguida na Calçada da Fama de St. Louis.


David Bowie

Quem olhasse para aquele saxofonista loiro, baixo e mirrado, tocando em bandas obscuras de Londres, entre 1963 e 1965, mal podia acreditar que, em poucos anos, ele iria liderar uma verdadeira revolução no rock e no pop, fazendo a música mudar de direção várias vezes, funcionando como uma bússola, apontando o norte. Mais influenciado por Anthony Newley (uma especie de Tony Bennet inglês) do que por Elvis, ele esperou o momento certo no começo dos anos 70 para dizer que era a hora do “glitter”. Inventou personagens, antecipou a era do techno rock e arriscou mais do que qualquer rock star de seu tempo, com sua imagem andrógina. Tudo isso além de editar, provavelmente, o melhor rock dos anos 70 e fazer sua arte viver em permanente mutação.

Alguns dos seus discos são obras-primas indiscutíveis do rock: David Bowie, Space Oddity, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, Heroes, Scary Monsters …

Áudios

Ziggy Stardust 

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Starman 

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Ashes to Ashes 

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Prêmios

  • Ganhador do Ivor Novello Awards em 1969.
  • Ganhador do Saturn Awards em 1976 como melhor ator no filme The Man Who Fell to Earth
  • Ganhador do British Awards em 1984, melhor cantor e em 1996 por sua contribuição para a música britânica e em 1986 por Dancing in The Street
  • Ganhador do MTV Music Awards em 1984 pelo vídeo de China Girl
  • Incluído no Hall da Fama do Rock N’ Roll em 1996
  • Ganhador do Daytime Emmy Awards em 2003. Prêmio dado pela Academia de Artes televisivas e Ciências.
  • Ganhador do Grammy em 1985 pelo vídeo de Jazzin’ for Blue Jean e em 2006 por sua contribuição para a música
  • Ganhador do Q Awards em 1995
  • Ganhador do Much Music Awares em 1998 pelo vídeo de I’m Afraid of Americans
  • Ganhador em 1999 do WB Radio Music Awards (Lenda do Rádio).
  • Ganhador da medalha do mérito das Artes e das Letras francesas em 1999
  • Recebeu o título de doutor honorável da música pelo Colégio Berklee em 1999
  • Ganhador em 2007 do Webby Awards
  • Está na posição de número 39 dos maiores artistas de todos os tempos (Rolling Stone) e na posição de número 23 dos maiores cantores de todos os tempos.

Elvis Presley

Elvis foi o rei do rock e do pop ao mesmo tempo. O maior ídolo e símbolo máximo do rock ‘ n’ roll. Nascido em Tupelo, Mississipi, em 1935, aos dez anos mudou-se para Memphis, onde fez carreira e fixou residência por toda a vida. Sua carreira, aliás, começou quase por acaso, ao gravar um disco no Memphis Recording Service, em 1953, para dar de presente à sua mãe. Pela gravação, cortada diretamente num acetato de 10′, Elvis pagou 4 dólares. O estúdio que prestava esse tipo de serviço era um anexo da Sun Records e ambos pertenciam a Sam Phillips, que um ano depois chamou Elvis para gravar uma música que havia recebido de Nashville. Para a sessão, Phillips trouxe dois músicos locais, o guitarrista Scotty Moore e o baixista Bill Black. Antes de começar a gravação, os três músicos que jamais haviam tocado juntos, resolveram “esquentar” tocando um rhythm & blues de Arthur Crudup, “That’s Allright Mama”. Phillips gostou do que ouviu e este acabou sendo seu primeiro disco na Sun.

Mais quatro discos (compactos) foram editados pela Sun no período de um ano. Com sua popularidade crescente, embora ainda fosse um fenômeno regional, Elvis foi votado como o artista mais promissor de country & western, numa eleição promovida por disc-jockeys, no final de 1955. Em seguinda, Phillips vendeu o contrato de Elvis para RCA por meros 35 mil dólares. A Sun continuou a descobrir talentos que tinham semelhança com Elvis, mas não revelou nenhum outro que possuísse  a mistura de country e música negra no mesmo ponto de fusão. Na RCA, com os sistemas de promoção e distribuição que a empresa tinha, Elvis deixou de ser “The Hillbilly Cat” e “The King Of Western Bop”, para se tornar o primeiro e único Rei do Rock’ N’ Roll.

Os números não deixam mentir: foram 10 álbuns no primeiro lugar das paradas americanas e outros 10 nas paradas inglesas. 36 músicas alcançaram o primeiro posto nas principais paradas do mundo (Estados Unidos e Reino Unido). Seus prêmios foram tantos que poderia escrever um post apenas com suas premiações.

Áudios

Jailhouse Rock 

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Blue Suede Shoes 

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Don’t Be Cruel 

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Elvis Presley possui dezenas de estátuas em diversos lugares, principalmente Estados Unidos. Duas destacam-se: à esquerda uma estátua do Rei erguida no Havaí em comemoração aos 30 anos do antológico show "Live in Hawai", com mais de 1 bilhão de espectadores em todo o mundo. À direita sua estátua em Memphis, Tennessee.


 

James Brown

Vindo do gueto, James Brown sofreu todas as consequências de uma infância desprotegida. Foi salvo pela música, ao formar o grupo de rhythm & blues chamado The Famous Flames. Seus hits “I Don’t Mind”, “Try Me”, “Please Please Please”, “Night Train”, entre outros, permitiram que Brown organizasse o James Brown Revue, um grupo de cerca de 40 músicos e bailarinos, montando um show criteriosamente organizado, coreografado, que depois de anos on the road culminou num espetacular LP gravado ao vivo em outubro de 1962, o clássico Live At The Appolo. Brown foi o primeiro artista negro a ter controle total sobre todos os aspectos profissionais de sua carreira, tornando-se empresário de si mesmo. No começo dos anos 70, depois de atingir a mass media e se tornar um ícone, sua música foi empobrecendo, tornando-se mais e mais repetitiva.

James Brown readquiriu importância no final dos anos 80 e anos 90, quando os grupos de hip-hop e rap se apropriaram de seus temas.

Áudios

I Got You (I Feel Good)

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It’s A Man’s Man’s Man’s World

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Prêmios

Alguns dos inúmeros prêmios recebidos ao longo da carreira são: 

  • Introduzido no Hall da Fama do Estado da Georgia em 1983
  • Introduzido no Hall da Fama do Rock’ N’ Roll em 1986
  • Ganhador do Lifetime Achievement Award em 1992
  • James Brown possui uma estrela na calçada da fama
  • Introduzido para o Hall da Fama dos Compositores de Nova York em 2000
  • Ganhador do Kennedy Center Honours em 2003
  • Eleito pela Rolling Stone como o sétimo maior artistas de todos os tempos (2004)
  • Introduzido para o Hall da Fama do Rock’ N’ Roll do Reino Unido em 2006

Estátua de James Brown no centro da cidade de Augusta, Geórgia.

Ray Charles

Multiinstrumentista, Ray Charles acabou optando pelo piano, mas no começo dos anos 50 fez várias gravações tocando sax-alto e clarineta, num estilo puramente jazzístico. Por volta de 1956, Charles iniciaria pela Atlantic Records uma intensa fase no rhythm & blues, com sua voz que era pura emoção. Depois, no princípio dos anos 60, já na ABC Records, gravou country & western com enorme sucesso, alternando com discos pop de forte apelo emocional, como “Ruby” e “Georgia On My Mind”. O estilo ardente de Charles nas baladas ou na batida vigorosa de múscias como “Hit The Road Jack”, e “What I’d Say“, influenciou fortemente o rock dos anos 50 e 60, de Bobby Darin e Buddy Holly a Animals e Joe Cocker. Ray Charles é um dos gigantes da história da música popular.

Áudios

Hit The Road Jack 

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Georgia On My Mind 

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Prêmios

Alguns dos inúmeros prêmios recebidos ao longo da carreira são:

  • Introduzido para o Hall da Fama do Estado da Georgia em 1979
  • Possui uma estrela na Calçada da Fama (1981)
  • Introduzido para o Hall da Fama do Rock’ N’ Roll em 1986. Ganhador do Kennedy Center Honours no mesmo ano
  • Ganhador do  Grammy Lifetime Achievement Award em 1987
  • Ganhador da Medalha Nacional das Artes em 1993
  • Ganhador do Polar Music Prize em 1998
  • Introduzido para o Hall da Fama do Jazz em 2004

Em 2007, Ray Charles ganhou sua estátua de bronze em Albany, Georgia

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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