Crimes Históricos: A Casa das Bonecas

As pessoas costumam associar bonecas com crianças, principalmente meninas. É fato que bonecas ajudam as crianças a ensaiarem certos comportamentos, uma espécie de “treinamento” para sua vida adulta, assim...
Crimes Historicos - A Casa das Bonecas
A Casa das Bonecas

A Casa das Bonecas

As pessoas costumam associar bonecas com crianças, principalmente meninas. É fato que bonecas ajudam as crianças a ensaiarem certos comportamentos, uma espécie de “treinamento” para sua vida adulta, assim como ajudam a entretê-las. Entretanto, para algumas pessoas, bonecas podem servir como objetos de bruxaria. Feiticeiros vodu as usam para espetar agulhas na esperança de que a vítima do feitiço sofra dores horríveis e até mesmo doenças incuráveis. Já para outras pessoas, elas podem servir de fetiche, e neste caso, temos pessoas com comportamento sexual parafilico. Parafilia é um padrão de desvio sexual com a presença de fantasias intensas, recorrentes e sexualmente excitantes para o indivíduo. Normalmente implicam no uso de objetos não humanos (como bonecas), sofrimento ou humilhação dele mesmo ou do outro, ou no uso sob coação de crianças ou outras pessoas.

O psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing listou dezenas de casos de fetichistas, alguns dos quais envolvia bonecas, no seu clássico livro Psychopathia Sexualis, de 1886. No livro, ele cita o caso de um francês preso em 1876 após roubar peças íntimas femininas num banheiro público. Em sua casa foram encontradas mais de 300 itens femininos, dentre eles várias bonecas. Richard von Krafft-Ebing diz que a noite, o homem ia para a cama vestido com as roupas roubadas, e criava uma fantasia de vida onde era a mais linda das mulheres. Pegava uma boneca, e a usava para manter relações “lésbicas”, induzindo sensações de prazer para chegar ao orgasmo.

Porém, o uso de bonecas por fetichistas não assusta psiquiatras. No pior dos casos, elas podem ser transformadas em assustadores monstros, com seus olhos arregalados podendo despertar, ao mesmo tempo, medo e aversão. Um exemplo é Charles Frederick Albright, um serial killer norte-americano que se tornou tão fixado em olhos artificiais de bonecas que cortava os olhos de suas vítimas.

E por falar em serial killers, o canibal alemão Joachim Kroll mantinha uma coleção de bonecas em seu apartamento. As bonecas eram sua companhia e ele sempre comprava as últimas que saiam no mercado. Elas representavam uma extensão do que ele mais gostava: menininhas. Ele gostava de bonecas, e ele gostava de menininhas. Ele era um homem estranho, com um rosto redondo, orelhas grandes, grossos óculos de grau, mas as crianças pareciam gostar dele. Ele sabia como fazê-las rir. O que as menininhas não sabiam era que ele também mantinha em sua casa sinistras bonecas que ele usava para, digamos, se “aliviar”. Ele fazia sexo com elas enquanto apertava seus pescoços de pano.

Parece que esses pequenos “cadáveres” despertam sentimentos conflitantes em inúmeras pessoas, principalmente, naquelas que possuem algum tipo de distúrbio mental.

Nizhny Novgorod, Rússia


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A bela cidade de Nizhny Novgorod é a quinta maior cidade russa, possui mais de 1 milhão de habitantes e é um importante centro econômico e cultural da Federação Russa. Nizhny Novgorod é conhecida também por ser um centro de pesquisa militar e produção que ficou fechada para os estrangeiros durante a maior parte da era soviética. É a terra de grandes personalidades como o escritor Maxim Gorky, o matemático Vladimir Steklov, do pianista Issay Dobrowen, das top models internacionais Natalia Vodianova e Anne Vyalitsyna, dentre outros.

Dizem que a maneira mais fácil de algum lugar ficar conhecido é se acontecer algo infame. E isso parece a mais pura verdade, afinal, alguém no mundo já tinha ouvido falar de Goiânia antes do acidente radioativo de 1987? Antes do tsunami no Japão em 2011, você já tinha ouvido falar na cidade de Fukushima? Saindo um pouco dos acidentes atômicos ou naturais, alguém sabia da existência de um bairro em Londres chamado Whitechapel? “Ah, eu conheço!” É óbvio que todos nós o conhecemos (pelo menos por nome), é o bairro onde o carniceiro Jack, O Estripador mutilou suas vítimas. Mas, mais uma vez, o bairro só ficou mundialmente conhecido após os assassinatos em série do estripador. E Queimadas, na Paraíba? Nunca tinha ouvido falar, mas soube da existência da cidade após o caso do estupro coletivo, um caso de repercussão nacional e internacional.

E aqui estou escrevendo sobre Nizhny Novgorod, não sobre sua cultura ou ilustres conterrâneos, mas devido à outra coisa. Uma descoberta feita no dia dos mortos de 2011 colocou a cidade russa em evidência não por suas belas paisagens, mas por um insólito e bizarro crime.

A ponte de Kanavinsky na bela cidade de Nizhny Novgorod.

Nizhny Novgorod


Dezembro de 2011


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Numa fria manhã de dezembro de 2011, um grupo com cerca de 30 parentes e conhecidos esperavam pelo funeral de uma mulher de 65 anos do lado de fora de um prédio de cinco andares em Lenin Prospect, na cidade russa de Nizhny Novgorod. Algumas delas discutiam os últimos acontecimentos da cidade, sussurrando umas as outras:

“Nossa Rima Stesheva seria velha demais para aquele maníaco! Ele arrastou para sua casa apenas cadáveres de jovens mulheres.”

Uma outra mulher respondeu.

“Dizem que ele colocava caixas de música dentro das múmias, sentava em sua sala de estar e tomava chá, enquanto elas cantavam para ele.

Outra mulher disse, citando um recente artigo de um jornal local:

“Ele cavava durante a noite e transformava os restos em lindas bonecas. Ele coletava roupas de mulheres mortas. Seu apartamento estava cheio de múmias feitas de cadáveres”.

Para entender melhor essa história vamos voltar algumas semanas atrás.

3 de Novembro de 2011


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Desde 2010, dezenas de túmulos em vários cemitérios da região estavam sendo violados, a suspeita era da ação de uma seita satânica e uma investigação começou a ser realizada pelo departamento de crimes violentos do Ministério do Interior russo. No dia 3 de Novembro, o Presidente russo Dmitry Medvedev e o Primeiro Ministro Vladimir Putin faziam uma visita oficial à cidade de Nizhny Novgorod. Centenas de repórteres de várias partes da Rússia estavam em Nizhny Novgorod, mas nem todos estavam interessados em cobrir a viagem dos chefes de estado. Vários repórteres estavam na cidade cobrindo o caso de profanação de túmulos e nesse dia em especial eles foram orientados a não fazer qualquer tipo de menção à história antes dos líderes deixarem a cidade. Mas um site de notícias chamado Criminal Chronicle não pôde se conter. No dia 3 de Novembro de 2011 publicou a seguinte notícia:

“O departamento do Ministério do Interior de combate a crimes violentos descobriu cerca de 28 corpos mumificados de mulheres e adolescentes entre 12 e 26 anos, em três quartos de um apartamento pertencente a um cientista de 45 anos”.

Um dia antes, policiais russos haviam feito a surpreendente e macabra descoberta em um apartamento no pacato distrito de Leninsky em Nizhny Novgorod. 

Na noite do dia 2 de Novembro, na caça pelo ladrão de corpos, policiais encontraram um corpo mumificado na garagem do prédio de um suspeito em Leninsky. Adentrando no apartamento do suspeito, uma surpresa: o local estava totalmente bagunçado e mais parecia uma biblioteca, ou melhor, um depósito de livros. Centenas deles. Não havia maneira de caminhar pelos cômodos sem pisar e se esgueirar pelas montanhas de livros que preenchiam o apartamento. Mas não foi isso o que mais chamou a atenção dos investigadores.

Várias bonecas, em tamanho real, estavam expostas pelos vários cômodos do apartamento, deitadas, sentadas sobre as montanhas de livros. Todas vestidas em diferentes trajes, vestidos brilhantes, lenços na cabeça, mãos e rostos envoltos em pano. Uma delas era um ursinho, outra estava vestida como uma noiva, já outra parecia querer ir a uma festa… e assim contava-se 28 delas.

Mas ao analisarem as “bonecas”, os policiais fizeram uma sinistríssima descoberta: elas, na verdade, não eram bonecas convencionais… o assustador dono daquele apartamento fabricava bonecas de cadáveres profanados.

Foram encontradas 28 bonecas e, na época, as autoridades russas disseram que os cadáveres profanados dos túmulos e transformados em bonecas pertenciam à adolescentes com idades entre 12 e 18 anos, informação que posteriormente foi corrigida. Aquelas bonecas eram fabricadas de corpos de crianças e adolescentes, com idades entre 2 e 15 anos.

A assustadora descoberta tinha uma conclusão óbvia: o homem profanava túmulos de crianças em cemitérios da região, levava os cadáveres para o seu apartamento, e então dava início a um medonho ritual de mumificação e fabricação de bonecas

As imagens abaixo foram tiradas de um vídeo da polícia gravado no interior da casa do acusado.


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Foto: Boneca encontrada no apartamento do suspeito. Todas elas eram cuidadosamente vestidas e enfeitadas. Créditos: bigpicture.ru.

Foto: Todas as bonecas estavam muito bem vestidas e enfeitadas. Com saias, calçados, ornamentos… Créditos: kp.ru.

Foto: Uma das bonecas vestida como noiva. Créditos: abunda.ru.

Foto: O rosto de uma das bonecas fabricadas de cadáveres. Créditos: cbit24.

Foto: O apartamento do suspeito estava completamente desorganizado com bonecas espalhadas por todos os lados. Créditos: bigpicture.ru.

Foto: Uma boneca de cabelo verde sentada encostada em uma parede do apartamento. Créditos: bigpicture.ru.

 

Foto: Uma das bonecas deitadas no chão. Créditos: kp.ru.

Foto: Em detalhe o rosto da boneca que a polícia encontrou deitada no chão do apartamento. Créditos: kp.ru.

Foto: Na imagem é possível ver o rosto de duas bonecas. Créditos: Life News.

Foto: Uma das bonecas foi colocada sentada cuidadosamente ao lado de um montante de livros. Créditos: thetimes.co.uk.

Foto: Na assustadora imagem o rosto de uma das bonecas

Na Foto: Um close na boneca de Moskvin.

Foto: O rosto mumificado de uma boneca. Créditos: Life News.

Foto: Uma das bonecas estava vestida como ursinho de pelúcia. Créditos: bigpicture.ru.

Os investigadores ficaram abismados com o que encontraram no apartamento, e, quando um deles tentou remover uma boneca que estava vestida como um ursinho de pelúcia, uma música russa de nome Urso Adora Mel começou a tocar deixando-os assustados. A boneca estaria cantando?

Serial killers - O Canibal de Milwaukee - Olhar

Não! Havia uma caixa de música dentro da boneca urso e, provavelmente, ao pegar na boneca, o policial acabou ativando-a.

Veja abaixo o vídeo gravado pela polícia no interior do apartamento


“São bonecas de cadáveres”, diz o narrador do vídeo.

O Profanador


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Tão surpreendente quanto esse crime é o perfil do acusado, Anatoly Moskvin. Um pacato cidadão mas com um mórbido interesse no ocultismo.

Moskvin é considerado um gênio. Doutor em cultura céltica, historiador, professor de um museu local, fala 13 línguas (incluindo celta) e autor de numerosos livros e estudos sobre toponímia e onomástica. É considerado uma das maiores autoridades em cemitérios da Rússia, tendo escrito um guia depois de visitar mais de 750 deles.

Moskvin afirmou que, entre 2005 e 2007, inspecionou 752 cemitérios em toda a região, muitas vezes, viajando cerca de 30 quilômetros por dia a pé. Passou noites em fazendas abandonadas, bebia água de poças e uma vez chegou até dormir em um caixão preparado para um funeral.

Moskvin era bem conhecido entre os historiadores locais e um estranho e solitário especialista em cemitérios, um “necropolista”, como ele próprio se orgulhava de dizer em seus artigos. Durante décadas, Moskvin escreveu regularmente para os jornais de Nizhny Novgorod, e mesmo após ser preso e ficar sob custódia, acusado da profanação de mais de 150 túmulos na região, seus trabalhos Great Walks Around Cemeteries (Grandes Caminhadas Por Cemitérios) e What the Dead Said (O Que os Mortos Dizem) continuaram a ser publicados semanalmente em um jornal local.

“Toda sua vida foi obcecada em caminhar por centenas de cemitérios, estudando e documentando as covas. Não existe ninguém como ele na Rússia. Ele pesquisou mais de 750 cemitérios por toda região de Nizhny Novgorod, sendo pago miseravelmente pelo seu inestimável e único trabalho”, disse Alexei Yesin, editor da Necrologies, um artigo semanal que publica obituários e histórias sobre cemitérios e pessoas famosas mortas. Moskvin escrevia regularmente para o Necrologies.

Moskvin também era bastante conhecido pelos funcionários da maior biblioteca da região.

“Era um companheiro versátil. Foi ele o primeiro a criar um dicionário anglo-russo e russo-inglês de palavras e frases mais comuns, além disso, ele escreveu vários artigos sobre a história local. Escreveu também várias introduções de obras de autores estrangeiros, por exemplo, as obras completas de Raffaelo Giovagnoli e A Ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells. O pessoal o considerava um gênio, seus artigos eram muito interessantes e importantes. Claro, ficamos chocados quando soubemos sobre o seu terrível passatempo, um gênio do mal!”, disse um funcionário da biblioteca que não quis se identificar.

Uma reportagem do jornal russo KP News encontrou artigos de Moskvin no qual ele descreve como os povos do alto do rio Volga, de meados do século 19, produziam bonecas e como elas eram utilizadas em rituais sagrados.

“Entre as bonecas de pano produziam-se, principalmente, as do sexo feminino. Nas aldeias, a imagem preferida das bonecas de pano era a feminina… o material básico para fabricação das bonecas era pano, mas há casos onde foram utilizados paus, galhos, palha, argila, papel e areia… o cabelo, muitas vezes, era feito de cabelo humano”, diz Moskvin num artigo chamado Fabricação de bonecas da região de Nizhny Novgorod e do alto do Volga em meados do século XIX e início do século XX.

Ele ainda diz que:

“Quando saiam de casa durante o dia, os pais deixavam as crianças aos cuidados das bonecas. Com elas, eles sabiam que nada de ruim aconteceriam aos seus filhos. Assim bonecas eram utilizadas como brinquedos e até mesmo como um talismã… para os agricultores, bonecos também tinham um significado adicional. Na Rússia, até o século XX, eles mantiveram seu valor mágico, eram usados em rituais e feitiços… nas províncias centrais eram comuns bonecos skeletki; uma característica importante destes bonecos era uma imitação de um movimento das juntas através de um dispositivo. Era um esforço para reviver suas bonecas. Eram dispositivos simples para movimentos simples: dobradiças, mecanismos nos olhos, rodas de equilíbrio com manivelas, alavancas e rolos com lâminas. Estes dispositivos eram geralmente inseridos em uma boneca oca…”

Na Foto: Imagem da capa do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Moskvin é o segundo pesquisador da imagem à direita. Fonte: KP News.

Na foto: Imagem da capa do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Moskvin é o segundo pesquisador (de cima pra baixo) na imagem à esquerda. Créditos da imagem: KP News.

Na Foto: Imagem do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Fonte: KP News.

Na foto: Imagem do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Créditos da foto: KP News.

Na Foto: Imagem do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Fonte: KP News.

Na foto: Imagem do artigo escrito por Anatoly Moskvin e disponível na biblioteca estadual de Nizhny Novgorod. Créditos: KP News.

A polícia diz que Moskvin pesquisou informações da vida de cada uma das mulheres que ele desenterrou, e imprimiu de um computador instruções detalhadas para produção das bonecas a partir de restos humanos. Como muitos homens que cometem crimes hediondos ou bizarros (que é o seu caso), Moskvin nunca pareceu o tipo que alguém esperaria que algo assim acontecesse. Era educado com todos e nem mesmo um pequeno mau cheiro que exalava do andar do cientista nunca pareceu suspeito.

“Nosso prédio sempre fedeu algo podre vindo dos porões”, disse uma senhora de meia-idade chamada Galina Riabova. Riabova gostava de passear as tardes no pátio, segundo ela, muitas vezes via Moskvin carregando mochilas pesadas ou sacos de plástico pretos. “Sua família e amigos certamente sabiam sobre sua doença psiquiátrica, mas ninguém o mandou para um hospital para tratamento”, disse Riabova, expressando profundo pesar pelos familiares que teriam que identificar seus entes queridos transformados em bonecas.

“A parte mais assustadora para mim foi que ele mantinha em seu apartamento centenas de pedaços de roupas que ele trouxe dos cemitérios”, disse uma vizinha que não quis se identificar. Ela mora no andar abaixo do apartamento de Moskvin e se referiu ao seu antigo vizinho como: “…a pessoa mais respeitosa e inteligente que já conheceu”.

Obsessão com a morte


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Em seu último artigo, publicado na Necrologies, em 26 de outubro de 2011, seis dias antes de ser preso, Moskvin confessa o que inspirou sua obsessão na morte. Ele descreve como, em 1979 (aos 13 anos), ele foi parado em sua caminhada para a escola por pessoas vestidas com ternos pretos. Era um velório, e ele foi puxado para o caixão contendo o corpo de uma menina de 11 anos, chamada Natasha Petrova, e forçado a beijar a menina morta.

“Um adulto empurrou meu rosto até a testa de cera da menina, e não havia nada que eu pudesse fazer a não ser beijá-la. Eu a beijei uma vez, depois de novo, e de novo” diz ele no artigo.

O místico ritual acabou com a mãe da garota colocando anéis de casamento no dedo de Moskvin e no dedo da garota morta.

“Meu estranho casamento com Natasha Petrova foi útil”, diz Moskvin recordando como a experiência o ajudou a desenvolver seu profundo e mórbido interesse nas “sérias cerimônias mágicas”.

Na foto: Anatoly Moskvin analisa sepulturas num cemitério local.

O editor de Moskvin, Yesin, disse que se sentiu “relutante” em continuar publicando partes dessa mórbida experiência amorosa entre Moskvin e a garota morta. “Muitos dos seus artigos iluminam seu interesse sensual em jovens mulheres mortas, eu via isso como uma fantasia romântica e algo um tanto infantil de um escritor talentoso”, disse Yesin.

Vários historiadores abandonaram sua colaboração com Moskvin em projetos conjuntos de pesquisa após a prisão do cientista. Em sua última conversa telefônica com sua colega Yulia Zadozozhna, uma historiadora da região de Balakhna, Moskvin a criticou por não fazer pesquisas dentro das covas.

“Ele me disse que eu não era uma necropolista real, já que eu estudava apenas arquivos e não esqueletos. Mas o que eu iria querer com esqueletos?”, indaga Zadorozhna.

Na época, Zadorozhna realizava uma pesquisa sobre os veteranos de guerra enterrados na região de Balakhna entre os séculos 18 e 19. Moskvin duvidou da exatidão de sua pesquisa, já que ela baseou-se em arquivos da Igreja, “ao invés de cavar restos, do jeito que ele queria.”

Mas ninguém conhecia melhor sobre a devoção de Moskvin em estudar túmulos do que o diretor da editora Books, Oleg Riabov que, em 2008, encomendou ao cientista a lista de mortos dos mais de 700 cemitérios, em 40 regiões, de Nizhny Novgorod. Riabov ficou abismado com a gigante pesquisa de Moskvin, e também frustrado, já que o trabalho nunca pôde ser publicado.

“Esta é uma tragédia e a polícia o acusa de ser uma pessoa sã. Eu temo que ao invés dele ser adequadamente tratado em um hospital, seja morto na cadeia, disse na época Riabov

Na foto: Imagem do cientista Anatoly Moskvin fichado.

Foto: Anatoly Moskvin inspeciona um túmulo em um cemitério russo. Créditos: Life news.

Na Foto: Anatoly Moskvin inspeciona um cemitério.

Foto: Anatoly Moskvin inspeciona um cemitério. Créditos: Life News.

Foto: Anatoly Moskvin inspeciona um túmulo em um cemitério. Moskvin é considerado um dos maiores especialistas da Rússia em cemitérios. Créditos: Life news.

Na Foto: Anatoly Moskvin, data da foto desconhecida.

Na Foto: Anatoly Moskvin, data da foto desconhecida.

Foto: Um dos túmulos profanados por Moskvin pertencia a uma criança. Ela faleceu aos 9 anos de idade e teve os seus restos mortais mumificados e transformados em uma boneca pelo cientista. Créditos: poccnr

Foto: Investigadores retiram uma das múmias do apartamento de Anatoly Moskvin. Créditos: cenyac

Investigação e Julgamento


Atualizado em Setembro de 2012

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Desde que foi detido, Anatoly Moskvin cooperou de todas as formas com a polícia, dando todos os chocantes detalhes de suas atividades. Durante seus interrogatórios, Moskvin afirmou que tentara “ressucitar” as crianças, colocando caixas de música dentro das bonecas para que elas pudessem “cantar”. Durante a noite, ele colocava as bonecas junto com ele no sofá e ambos assistiam filmes e desenhos animados. O relatório da polícia diz que Moskvin pesquisou informações da vida de cada uma das crianças que ele desenterrou, e imprimiu de um computador instruções detalhadas para produção das bonecas, a partir de restos humanos.

“Eu realmente queria uma menina, uma filha. Mas o juizado não deixou. Portanto, eu e todas essas bonecas éramos crianças. Eu vivia com elas como vivia com os vivos, mostrava-lhes desenhos animados, contava histórias de ninar”, disse Moskvin para os policiais.

Moskvin tentou adotar uma menina, adoção a qual foi negada pelo Conselho Tutelar russo. Talvez por isso, sabendo que não poderia ter uma filha, ele começou a desenterrar corpos e fabricar bonecas.

“Ele profanava os túmulos tão suavemente que funcionários de funerárias da cidade achavam que os túmulos estavam apenas sendo restaurados. Talvez por isso essas profanações só foram descobertas muito tempo depois. No cemitério de Rumyantsev havia 14 locais escavados e outros 12 no cemitério Red Etna”, disse na época uma fonte policial.

Os investigadores descobriram também que Moskvin cometeu atos de vandalismo contra cerca de 150 túmulos de muçulmanos enterrados nos cemitérios de Krasnaya Etna e New Sormovskoy, em Nizhny Novgorod. Usando um spray, ele pintou figuras nesses túmulos, além de escrever a palavra “Pátria”. Segundo a polícia, esses atos de vandalismos foram uma espécie de vingança do cientista devido ao ataque terrorista perpetuado por fanáticos muçulmanos no aeroporto de Moscou, em janeiro de 2011.

Mas a pergunta que não quer calar: seria Anatoly Moskvin um cientista louco? Se no dicionário, louco é sinônimo de insano, então podemos dizer que sim, Moskvin era louco. Ele foi considerado insano por um laudo conduzido por psiquiatras. Segundo eles, o cientista sofre de esquizofrenia paranóide, portanto, Moskvin não é capaz de compreender a verdadeira natureza dos seus atos, tampouco controlá-las.

Ele foi acusado nos itens 1 e 2 do artigo 244 do Código Penal russo: violação de cadáveres e profanação de túmulos. Diante de sua condição mental, o promotor do caso, Konstantin Zhilyakov, pediu sua exclusão da sociedade, propondo ao Juiz que Moskvin fosse internado para tratamento compulsório num hospital psiquiátrico.

Foto: Anatoly Moskvin chega no Tribunal de Nizhny Novgorod para o seu Julgamento no dia 25 de maio de 2012.

Foto: O Julgamento de Anatoly Moskvin foi fechado e o Juiz só permitiu a entrada da imprensa ao final.

Foto: Anatoly Moskvin é fotografado pela imprensa russa que cobriu seu Julgamento no dia 25 de maio de 2012.

Foto: Anatoly Moskvin chega no Tribunal de Nizhny Novgorod.

Julgamento


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“Hoje vamos apresentar ao tribunal as provas de seis acusações. Anatoly Moskvin é acusado nos itens 1 e 2 do artigo 244 do Código Penal, violação de cadáveres e profanação de túmulos. Durante o exame forense, foi comprovado que Moskvin sofre de transtorno mental. A promotoria quer sua exclusão da sociedade, colocando-o em tratamento psiquiátrico compulsório”, disse o promotor Konstantin Zhilyakov durante o julgamento de Anatoly Moskvin, ocorrido no dia 25 de maio de 2012.

O julgamento foi fechado e a promotoria (como visto acima) pediu a internação compulsória de Moksvin em um hospital psiquiátrico. Anatoly Moskvin foi considerado insano em um laudo conduzido por psiquiatras e condenado a um tratamento compulsório.

“Emocionalmente, foi difícil trabalhar neste caso. Foi doloroso para os familiares das vítimas, principalmente ver o túmulo dos seus entes queridos vazios. Eu concordo com o veredito mas Moskvin se comporta como uma pessoa completamente normal. Muitas de suas ações são legítimas. Por exemplo, ele cavava os túmulos e guardava os restos mortais em mochilas e transportava uma a uma a pé até sua casa”, disse o promotor do caso, K. Zhilyakov.

O promotor disse ainda que pediu a internação psiquiátrica do acusado por temer que ele cruze a linha da fantasia e torne-se um maníaco assassino.

De acordo com o advogado de Moskvin, A. Ilina, seu cliente admitiu sua culpa e está disposto a submeter-se a tratamento. Moskvin admitiu o roubo de cadáveres mas não lembra o número exato de profanações. Durante seu julgamento, foi dada a oportunidade de Moskvin falar. Dentre outras coisas ele disse que quando for solto, ele deseja adotar uma criança. “Esta foi a decisão certa. Há muito tempo queria me encontrar com médicos… As autoridades tutelares não me permitiram que eu adotasse alguém, pois o meu rendimento financeiro era muito baixo, mas eu realmente queria uma menina… Venham me ver no hospital, tenho coisas muito interessantes para contar, se vocês quiserem”, disse Moskvin.

Foto: Os pais de Anatoly Moskvin presenciaram o Julgamento do filho.

Foto: Os pais de Anatoly Moskvin deixam o Tribunal após o filho ser condenado a internação em um hospital psiquiátrico.

Durante todo o seu Julgamento Anatoly Moskvin foi mantido em uma jaula de ferro.

Anatoly Moskvin preso em uma jaula durante o seu Julgamento.

Anatoly Moskvin durante o seu julgamento em 25 de Maio de 2012.

Anatoly Moskvin: o gênio insano


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Durante o seu julgamento, ocorrido em 25 de maio de 2012, Anatoly Moskvin foi mantido preso dentro de uma jaula de ferro (um procedimento que parece ser padrão na Rússia). Quando foi dada a ele a oportunidade de falar, vimos um discurso bastante desorganizado e sem linearidade, com frases e ideias ditas de forma muito rápidas, sem pausas, num ritmo bastante frenético. Ele disse, dentre outras coisas:

“Eu fiz isso para que a ciência pudesse reanimá-las posteriormente… A genética desenvolve-se num ritmo muito rápido. Foi somente por isso. Eu fiquei muito triste por todas essas crianças. Eu só queria ter algum material para o futuro da clonagem. Para que todas essas crianças pudessem viver uma segunda vez. Eu me sentia muito triste por essas crianças. O fato é que eu sou especialista no povo Celta e, aprendendo essa cultura, eu notei que os druidas dessa cultura mantinham relações com os mortos. Eles chegavam nas sepulturas e dormiam sobre elas… Então comecei a dormir sobre as sepulturas das crianças e aí seus espíritos começaram a aparecer pra mim. Eu faço isso por cerca de 20 anos. Eu dormia nas sepulturas, olhava, com ou sem contato. Primeiramente eu cavava as sepulturas daquelas com quem tinha contato, mas depois eu comecei a cavar todas. Em casa eu falava com elas. Tínhamos o destacamento. Tínhamos a líder, a anti-líder, tínhamos uma hierarquia. Tínhamos uma linguagem própria, nossas próprias músicas, nossas férias, ou seja, tínhamos nosso próprio mundo particular. Depois eu descobri que cheguei a um impasse, da mesma forma que cheguei a um impasse após 10 anos de estudos de magia branca. Há um impasse. Não existe nenhuma informação nova nos últimos 2 anos. Talvez eu realmente pesquisei tudo o que eu poderia pesquisar… Eu descobri que era esquizofrênico no dia 21 de março (2012), a médica me explicou em detalhes, e eu percebi que era esquizofrênico desde a infância… Lenin viveu. Lenin está vivo. Lenin vai viver. Como assim? O avô Lenin morre e renasce para adorar crianças? Assim o estado nos mostrou o exemplo de que em nosso mausoléu deita-se uma boneca”.

Para o psiquiatra forense Leandro Gavinier, no atual status judicial, não se pode descartar a possibilidade de Moskvin ter manipulado o discurso para obter o benefício de ser considerado louco e conseguir um regime de restrição de direitos menos rígido. Analisando os fatos, temos que Moskvin é um professor altamente intelectualizado que morava sozinho, tinha poucos amigos e não tinha histórico de agressividade direcionado a qualquer pessoa. Essas informações, segundo Leandro, direcionam seu caso para um transtorno de personalidade do grupo A. O psiquiatra explica que nos transtornos da personalidade temos indivíduos com comportamentos persistentemente muito desviantes da normalidade sem, necessariamente, causar sofrimento a alguém ou a ele mesmo. Especificamente no grupo A, temos os indivíduos muito isolados e excêntricos podendo ainda ser considerados esquizoides, esquizotípicos ou paranoides. Tais indivíduos costumam ser obcecados num determinado assunto que os satisfazem quase que completamente e são mais propensos a desenvolverem quadros psicóticos com o avançar da idade, caracterizando uma esquizofrenia de início tardio e, antes do desenvolvimento da doença, há pouco a ser feito.

Embora as informações disponibilizadas sobre o laudo psiquiátrico de Moskvin não faça referência à alucinações persecutórias e vozes de comando, a psicóloga forense Rochele Kothe diz que a sintomatologia condiz com o diagnóstico de esquizofrenia paranoide dado ao cientista. Não se pode compreender Moskvin com base em comportamentos isolados e poucas informações disponíveis sobre sua conduta, entretanto, com base em seu diagnóstico, dado por uma junta médica russa, podemos tentar ter um vislumbre de sua mente.

Como salienta Rochele, Moskvin admite que comunicava-se com as bonecas, que tinham uma linguagem própria, uma hierarquia, músicas próprias, sendo assim substanciais as evidências de ideias delirantes bizarras, onde a mais destacada é a da alusão sobre ressuscitar as bonecas. Na fala de Moskvin, é notório o seu discurso pouco linear e desorganizado. A psicóloga explica que segundo o DSM-IV-TR (Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais), o pensamento desorganizado é considerado uma característica bastante associada à esquizofrenia, sendo que alguns autores defendem como sendo a característica (isolada) mais importante desta patologia. O pensamento desorganizado desencadeia um discurso igualmente desorganizado, que pode ser apresentado de várias formas. O sujeito pode “sair do curso”, ou seja, saltar de um tópico ao outro com fraca associação entre os conteúdos deste discurso, havendo um “descarrilamento de associações”, como também pode ser um discurso onde às respostas são completamente destituídas de relação, com afirmações incoerentes. E ao observarmos a fala de Moskvin, essa característica chama à atenção, pois ele, em um ritmo intenso (veja no vídeo abaixo), discorre sobre várias questões que não estão interligadas de forma coerente.

É também referenciado, no que tange a esquizofrenia, que os sujeitos acometidos por essa patologia podem expressar crenças pouco comuns e bastante estranhas (não atingindo necessariamente uma proporção delirante acentuada), sendo que o discurso pode até ser compreensível, porém, é digressivo, com comportamento bastante peculiar, mas sem necessariamente ser desorganizado.

Na época, o psiquiatra Yan Goland, chefe do Centro de Reabilitação Psicológica Korefei, levantou a hipótese de necrofilia e fetichismo. “Pelo o que eu ouvi, o diagnóstico mais provável para o problema psicológico de Moskvin é a necrofilia e o fetichismo situacional”.

Entretanto, nas informações divulgadas, não houve confirmação de necrofilia, nem mesmo o caráter sexual dos atos de Moskvin foram confirmados. Porém, isso não pode ser descartado, sobretudo quando levamos em consideração sua grande fixação por jovens mortas.

Quanto à possibilidade de fetichismo, que em uma definição bastante sucinta é uma parafilia que implica no uso de objetos inanimados (normalmente peças de vestuário feminino) para a finalidade de satisfazer suas fantasias sexuais e/ou práticas sexuais solitárias, Rochele diz que de acordo com a literatura, em casos como a esquizofrenia, onde se dá uma considerável redução do juízo crítico, das aptidões sociais e do controle de impulsos, raras são as situações que conduzem o sujeito a ter um comportamento sexual pouco habitual. Se ocorrerem tais práticas sexuais, estas dar-se-ão no período de evolução da patologia, sendo portanto comportamentos isolados (e não recorrentes como na parafilia) e assim sendo, é muito provável que estejam ligados com a doença.

Anatoly Moskvin está internado sob vigilância constante em um hospital psiquiátrico de Nizhny Novgorod. Pelas leis russas, Moskvin ficará no hospital por tempo indeterminado. Exames serão feitos anualmente para determinar seu estado mental e, caso sua patologia esteja sob controle, ele poderá deixar o hospital e ter uma vida normal.

“Sua motivação é ainda difícil de explicar. Não eram experimentos científicos. Ele estava com elas com a intenção de revive-las”, disse um dos investigadores do caso. A suposição de que a “ressurreição” das meninas teria algo de conotação sexual não foi descartada pelos psiquiatras, mas também, não foi confirmada.

Alguns jornais de Nizhny Novgorod apelidaram Moskvin de “O Senhor das Múmias”; outros o chamaram de “Perfumista”, em referência ao romance Perfume , de Patrick Suskind, o qual virou filme: Perfume: A História de Um Assassino.

Atualização


Abril de 2014

.

O prazo de internação de Anatoly Moskvin venceu no final do mês de março de 2014, mas o Tribunal Distrital de Leninsky considerou que Moskvin ainda não está apto a viver em sociedade e por isso prorrogou por mais seis meses o tratamento compulsório do cientista. As informações são do site russo Life News.

Atualização


Agosto de 2015

.

O tribunal de Nizhny Novgorod ordenou a prorrogação por mais seis meses do tratamento psiquiátrico de Anatoly Moskvin. O pedido havia sido feito pelos próprios psiquiatras do hospital que o cientista está internado. Seu advogado, ao contrário, pediu para que ele fosse libertado.

Agora, Anatoly Moskvin poderá pedir o fim de seu tratamento compulsório em 25 de Fevereiro de 2016. As informações são do site russo Newsru.com.

Informações

Crimes Historicos - A Casa das Bonecas - Anatoly Moskvin - Mugshot

Nome: Anatoly Moskvin

Conhecido como: O Senhor das Múmias, O Perfumista

Ocupação: Historiador, escritor, pesquisador e professor

Nascimento: Rússia, 1966 (49 anos)

Acusação: Profanação de túmulos e violação de cadáveres

Julgamento: 25 de maio de 2012

Pena: Internação compulsória em um hospital psiquiátrico

Captura: 2 de novembro de 2011

Situação: Internado

Obs.:: Anatoly Moskvin foi considerado insano pelas autoridades e diagnosticado com esquizofrenia paranoide. Apenas 6 dos 28 corpos encontrados no apartamento de Anatoly Moskvin foram identificados. Já teve negado quatro vezes o pedido para sair em liberdade. Sua situação será analisada novamente em Fevereiro de 2016.

Vídeo

Reportagem legendada sobre Anatoly Moskvin


Colaborou com esta matéria


.

Vídeo, tradução por:

elena

Psicóloga forense

Leandro Gaviviner (psiquiatra)

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
Deixe o seu comentario:
  • Jean

    pensei que não iria postar mais nada no seu blog, abriu até um sorriso kkk, parabéns pelo blog 😀

    • http://twitter.com/oaprendizverde O Aprendiz Verde

      =D Obrigado Jeann !! Fico feliz em saber que curte o conteúdo do blog. O único problema é que esse blog é apenas um hobby, tenho que sobreviver fazendo outras coisas rss. Ai o tempo fica curto pra pesquisar e escrever algo que tenha relevância pra quem acessa.De qualquer forma tem mais posts saindo nos próximos dias !! Abraços !!

      • Jean Dalarosa

        kkkk, não é que eu esteja 

      • Jean Dalarosa

        não é que eu tenha falado para postar com mais frequência, eu sei quanto é foda manter um hobby como esse, mas vou ser sincero, admiro seu blog, acho que entro umas duas vezes por dia todo dia pra ver se tem alguma novidade, ou ler alguma coisa que deixei passar… você faz muito bem isso, só não abandone seu hobby kkk, valeu!

  • http://twitter.com/Vickie_Vikernes Vi¢kiэ Vikєяиэʂ

    Seu blog é o melhor com certeza, já li todos os posts! Parabéns cara^^

  • izzakwlsk

    Adoro como vc escreve!!

  • Dali

    Oi, bacana, mas deixa ver se entendi … o cara desenterra os defuntos e leva os cadáveres pra casa, é isso? Daí transforma-os em bonecas múmias? E por isso ele foi preso a aguarda uma sentença, mas será julgado como uma pessoa normal, saudável mental, emocional e psicologicamente?
    Mas foi ele quem matou as mulheres? Pelo que entendi não.
    De qualquer forma você está mesmo de parabéns!
    Desperta a curiosidade e interesse , prende a atenção.

    • http://twitter.com/OAprendizVerde O Aprendiz Verde

      Ele não matou ninguém. Essa questão de ser julgado como são é bastante comum. É uma jogada das autoridades para dar uma resposta à sociedade. E melhor jogá-lo numa prisão ao invés de interná-lo para tratamento certo ? O “ser-humano” nesse caso pouco importa.

    • Juliana Santiago

      existe uma coisa chamada de algo como crime contra o patrimônio emocional das pessoas, e é daí que vem a fundamentação para a lei do dano moral, por exemplo. eu não gostaria nenhum pouco de ver os pedaços de um ente querido meu servindo de brinquedo pra um maluco desalmado desse.. #sorry

  • Dali

    E bem interessante esse russo, só que “loquinho” não dá! rsrsrsrs… será que todo o russo tem sangue ruim?! Já ouvi umas histórias … alguém pra acrescentar?

  • Paula Soch

    que loucuraaaaaa… me deu até arrepios!!

  • Joicevcamargo

    Parabéns pela página, não consigo mais sair dela e nem sei o que leio primeiro. SENSACIONAL!

  • http://twitter.com/cristianeholand Cristiane Holanda

    O mais macabro é ele ter sido preso no dia de finados

    • http://twitter.com/OAprendizVerde O Aprendiz Verde

      Seria apenas coincidência Cristiane ? =D

  • Caroline Ferreira

    Muito interessante esse caso, veja só a quantidade de livros que ele tinha em casa….talvez de tanto estudar tenha enlouquecido mesmo..hauahua…mas eu realmente senti pena dele, um homem muito intelectual, pois ele fala 13 línguas né…isso não é pra qualquer um! Ele era um homem solitário,  sentia a vontade de dar amor a alguém, e nos meios de seus estudos e desejos profundos fez perder a noção da realidade! Mas ele não parece ser uma pessoa perigosa ou assassina, tanto que para todos seus conhecidos foi uma surpresa. Mas de fato, como dizia Renato Russo em uma de suas músicas “O mal do século é a solidão”. Outra coisa que notei foi que eu lembrei um pouco do Chikatilo….hauahua..eu sei que não se compara, mas me lembrou pelos traços físicos e por ele ter sido julgado numa jaula também!!! Espero que ele possa melhorar.(mas essa é a minha opinião) 

  • Caroline Ferreira

    Adorei a reportagem!

  • Monique Detoni

    Nossa! Descobri o Blog através de um vídeo seu no Youtube, e não consigo mais parar de ler. Faço faculdade de psicologia e por isso adoro esse tipo de matéria. 
    O conteúdo do seu Blog é muito bom, e você escreve muito bem. Parabéns, você acaba de ganhar uma nova fã!

  • Flávio

    Conheci o blog ainda há pouco e já gostei do que li. Vim atraído pela história de alguns crimes, mas percebi que você faz um bom trabalho de pesquisa em vários segmentos.

    Parabéns!

  • http://www.facebook.com/anasabrina.localocaloca Ana Sabrina Loca LocaLoca

    esse site é muito fantardigo,as fotos dos crimes mas ainda

  • mc marciely

    putaaaaaaaaaaaa q pariuuuuuuuuu q medooooo veiii na bouaa vo te pezadelo hj

  • Bennet

    Ai cacilda, não consegui ver as fotos, rolei com olhos fechados. Muito medo. Mas não consegui deixar de encarar o rosto dele nas fotos; dá pra ver algo insano nos olhos dele. Brrrr, arrepios!! JESUIS

  • Pingback: Séries: Arquivo X - O Fetichista da Morte | O Aprendiz Verde()

  • http://www.facebook.com/camilakurosaki Camila Akemi Kurosaki

    Esse blog é com certeza o melhor! Diferentemente dos sensacionalistas que só se importam com as imagens e um pequeno texto copiado de outro blog, que às vezes nem verídico é, você faz todo um levantamento de informações e tudo mais. De verdade, meus parabéns pelo trabalho. Continue postando!

    • http://twitter.com/OAprendizVerde O Aprendiz Verde

      Obrigado Camila. Achei muito pertinente o seu comentário. Não é porque está elogiando não, mas creio que a internet está matando de certa forma a informação. Honestamente, eu desconheço algum blog ou site que busca a qualidade ao invés da quantidade. O que interessa são cliques, muitos de preferência. Muitos sequer tem uma identidade, copiam dos outros, como acontece muitas vezes com os nossos textos. Vejos muitos sítios que, como você disse, publicam uma foto com uma legenda, como se isso fosse uma notícia. O Aprendiz Verde não tem 1% da audiência que vários blogs/sites similares tem, entretanto, na nossa política, em primeiro lugar vem a Qualidade, a Informação. Podemos continuar desconhecidos, mas não mudaremos de forma alguma a nossa forma de informar nossos leitores.
      Abraços!

      • Mag Afram Silva

        queria saber se é possível encontrar os vídeos perdidos que dele no ato da mumificação, na internet.

  • Saah

    Ja Li Todos od textos por aki mais esse sei la me deu uma ancia sem igual credo nem terminei de ler#Oo

  • Lince

    Eu tbm tenho um blog sabe, e copio sim alguns posts seus, mas sempre dando os créditos a vc. Porque sinceramente, seu site e o melhor, eu vejo as noticias aqui e fico com vontade de postar sobre isso, mas procuro em varios lugares e não há nenhum lugar que tenha as informações contidas aqui.
    PARABÉNS.

  • Linda

    O senso comum está repleto desses dizeres: ele é inteligente, então é louco! Estudou tanto que ficou doido! É assim que se cria uma nação de idiotas! Não estudem muito ok, fiquem normais!

    • Juliana Santiago

      é bom estudar muito.. mas arrogância tem limite. se seu conhecimento não servir para o bem real de um coletivo, melhor continuar na graça da ingenuidade mesmo

    • Carlos Augusto

      Não vi nenhuma inteligência fora do comum em ler um ou dois filósofos e achar que desvendou todos os mistérios da humanidade

  • Pingback: Anatoly Moskvin, "O Senhor das Múmias", tem internação psiquiátrica prolongada por mais 6 meses | Blog O Aprendiz Verde()

  • Bruno de Melo Silva Borges

    Então ele é acusado como insano por retirar cadáveres de pessoas no qual o espirito já está longe da vã matéria que se encerra o corpo. Ele é um intelectual extremamente inteligente, no qual seus comportamentos são inovadores e excentricos justamente por não fazer parte do rebanho. Dai todos acham um absurdo ele querer fazer o que uma civilização egipcia já fazia no auge de seu desenvolvimento cultural. No qual eram tidos como um dos povos mais inteligentes do mundo. Eu sinto que serei o único que compreendo que este cara está sendo acusado por crimes de estado, mas no qual ninguém entendeu a verdadeira razão pelas suas atitudes. Queimem-no como fizeram com Giordano Bruno!

    • Gabriel

      Eu te achei Bruno, entre em contato comigo.

    • M. Calavera

      Onde estais, camarada? Ou não mais estais em lugar algum?

    • Cris

      Na moral… nas Faculdades de Filosofia e História da Federal do meu Estado tem mais de uma dúzia de carinhas como o tal Bruno “Giordano” Borges.
      6 meses de curso, uns 15 livros e pronto. Eles tem certeza de que são os maiores (e incompreendidos) gênios que a humanidade já produziu.
      Aff…

      • Juliana Santiago

        kkkkkk. isso mesmo Cris! vaydade pura desses abextados. lavar uma louça, nenhum quer né

    • Meu Nome é Edson

      D#OLPLQH#GH#FXMXV#DEVFRQGDP#SXEOLFD

    • Andressa Lima

      Bruno, eu te admiro. Admiração como você sabe, não significa concordar 100% com o que a pessoa diz ou pensa. Pode ser sim, que você seja o único a compreende-lo. Esse ato de violar sepulturas pode ter surgido das maiores civilizações inteligentes. Os tempos são diferentes, o que era comum lá atrás hoje já não é mais. Pode ser um retrocesso no ponto de vista de alguns, como pode ser um avanço cultural no ponto de vista de outros. Particularmente eu acho extremamente desrespeitoso. Ele não estava fazendo experimentos, buscando conhecimentos, tentando trazer algo de bom para nós como você está tentando fazer. Ele simplesmente pegava cadáveres de crianças para fazer enfeite. Imagine você se tivesse um filho que estivesse morto e meses depois, você terminasse por descobrir que violaram a sepultura da criança para fazer uma boneca de enfeite com o cadáver. Pode não entender o meu ponto de vista como eu não entendo esse seu. Mesmo discordando continuo tendo uma admiração forte por você e seu trabalho. Ainda bem que o mundo é feito por pessoas que discordam uma da outra, né?! Assim nós jamais ficaremos limitados ao que pensamos e poderemos debater idéias contrárias as nossas. Que chato seria se todos concordassem uns com os outros. Volta logo querido.

    • Juliana Santiago

      os cientistas trazem consigo a loucura de reduzir à matéria tudo aquilo que na verdade transcende para o espiritual. e ainda se acham gênios.. só lamento

    • Vanessa Borges

      Oi sumido

  • Renato Nakamura Ferreira

    Existe um filme que é muito semelhante com essa história, porém no filme, o indivíduo sequestras as crianças, inclusive, se não me falha a memória, a filha do detetive do caso. Não me recordo o nome do filme e já procurei na net e não acho. Sei que o filme é russo (acredito eu). Parabéns mais uma vez pelo Blog.

    • Vitor

      O Filme chama Evilenko, sendo o personagem principal, Malcolm Mcdowell (que fez Alex DeLarge em Laranja Mecânica). Abraços!

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