Grandes Mistérios: Purnima Ekanayake

Bakamuna, Distrito de Polunnaruwa, Sri Lanka. 24 de Agosto de 1987 O dia amanhece claro e bonito na pequena cidade de Bakamuna, no distrito de Polunnaruwa, no centro norte...
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Purnima Ekanayake - Capa

Purnima Ekanayake

Bakamuna, Distrito de Polunnaruwa, Sri Lanka.

  • 24 de Agosto de 1987

O dia amanhece claro e bonito na pequena cidade de Bakamuna, no distrito de Polunnaruwa, no centro norte do Sri Lanka, que traz em sua história a marca da espiritualidade do país asiático. Polunnaruwa foi declarada pelo Rei Vijayabahu I como a primeira capital do reino do Sri Lanka no ano de 1070. A cidade é pura história, seus antigos monumentos a fazem ser uma das maiores relíquias arqueológicas da Ásia, mostrando a disciplina e grandeza dos primeiros governantes do reino. Sua beleza estonteante ficou conhecida internacionalmente quando em 1982, uma das maiores bandas de rock da época, o Duran Duran, gravou um dos mais famosos videoclipes da história: Save a Prayer.  

A Estátua do Buda. Essa rocha é conhecida como Gal Vihariya. É um templo de pedra do Buda situada na antiga cidade de Polunnaruwa. Foi construído no século 12 pelo Rei Parakramabahu I. O  Gal Vihariya tem todas as 3 posturas do Buda esculpidas em uma única rocha. É um patrimônio da humanidade.

Hoje a antiga cidade de Polunnaruwa é patrimônio histórico pela UNESCO. Fazendo um salto no tempo, 900 anos depois, mais precisamente no dia 24 de agosto de 1987, nascia na pequena cidade de Bakamuna em Polunnaruwa uma criança, seu nome: Purnima Ekanayake. 

O dia 24 de agosto de 1987 foi marcado não apenas pelo nascimento da pequena Purnima, mas também pelo nascimento de um mistério inexplicável. Um mistério que, provavelmente, ninguém nunca terá uma resposta.

Purnima cresceu como qualquer criança normal. Saudável, brincalhona e… falante. Vaidosa, gostava de usar bonitos vestidos coloridos. Era também bastante estudiosa e inteligente, era a primeira aluna de uma turma de 33 alunos e só possuía notas A’s em seus boletins. Uma criança normal. Porém, algo misterioso acompanhava a pequena Purnima, e esse mistério começou a aparecer quando Purnima começava a ensaiar suas primeiras palavras, aos 3 anos de idade.

O Início do Mistério

Purnima começou a falar suas primeiras palavras com 2 para 3 anos de idade, e pouco depois já conseguia falar algumas frases. Com o desenvolvimento de sua fala, Purnima começou a falar coisas muito estranhas e que chamaram a atenção de seus pais. Sempre ao irem até o centro da cidade, Purnima falava:

“Pessoas que dirigem por cima de outras pessoas são pessoas más”.

Frequentemente, mesmo em casa, Purnima peguntava pra sua mãe:

“Mamãe, você não acha que pessoas que causam acidentes são pessoas más?”

Com o tempo, as conversas de Purnima ficaram ainda mais estranhas. Aos quatro anos, depois de ver um famoso programa na televisão sobre o Templo Kelaniya (templo de peregrinação de budistas no Sri Lanka e distante 145 quilômetros de Bakamuna), Purnima disse conhecer o templo. Poucos dias depois, uma excursão da escola onde os pais de Purnima trabalhavam foi até a cidade de Kelaniya conhecer o templo, Purnima foi com os pais. Ao chegar à cidade, Purnima disse:

“Eu morei do outro lado desse rio [Rio Kelaniya].”

Quanto mais o tempo passava, mais as conversas de Purnima ficavam estranhas, ela começou a falar sobre ter uma outra mãe, um outro pai e sobre uma fábrica de incensos. Falava também sobre um terrível acidente com um Zoku (uma espécie de ônibus). Apesar de acharem estranho essas “conversas” da pequena Purnima, os pais não deram muita atenção, Purnima era muito pequena e eles pensavam que ela era apenas uma criança falante, esperta, inteligente e com muita imaginação, achavam até engraçado. Em certa ocasião, um amigo repórter do pai de Purnima escutou ela falando sobre incensos, achou engraçado e levou para ela um pacote de incensos. Tímida, a pequena Purnima não queria conversar com o amigo do pai, mas depois de olhar e examinar com suas mãozinhas o pacote de incensos disse:

“Eu posso fazer incensos melhores do que esses.”

Continuaram a vida normalmente, mas tempos depois, uma frase de Purnima fariam os seus pais a olharem com outros olhos as afirmações da filha. 

Em 1993, aos 6 anos de idade, Purnima percebeu que sua mãe estava triste, cabisbaixa. Havia tido um acidente de carro perto da casa da família e uma pessoa havia morrido. A mãe de Purnima ficou triste com o acidente, mas a pequena Purnima tentou acalmar a mãe dizendo:

“Não se preocupe com isso. Eu vim para você depois de um acidente também.”

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O que pensar? Os pais de Purnima chegaram a uma conclusão assustadora: a pequena Purnima parecia ter lembranças de uma outra pessoa, ou mais especificamente, de uma vida passada.

A história de Purnima chamou a atenção de um dos maiores e mais respeitados cientistas de reencarnação no mundo: o islândes Erlendur Haraldsson, que resolveu investigar o caso.

Erlendur Haraldsson

Erlendur Haraldsson é professor emérito de psicologia da Faculdade de Ciência Social da Universidade da Islândia. Publicou diversos artigos sobre parapsicologia em jornais científicos do mundo todo e fez ao lado do bioquímico e professor de psiquiatria canadense, Ian Stevenson, uma extensa e elogiada pesquisa sobre reencarnação. Foi pesquisador na Universidade de Freiburg, nos Estados Unidos e na Universidade de Munique, Alemanha. Publicou 5 livros, dentre eles, “At the Hour of Death”, indisponível no Brasil mas lançado em Portugal com o título “O que eles viram. No limiar da morte”. Em 2010 ganhou a Myers Memorial Medal, prêmio dado de tempos em tempos pela Sociedade de Pesquisa Psiquiátrica do Reino Unido para aqueles que contribuíram para o avanço da pesquisa psiquiátrica.

A Investigação

  • Setembro de 1996

Durante três anos, Erlendur Haraldsson investigou as declarações de Purnima, o primeiro encontro entre os dois aconteceu quando Purnima tinha 9 anos, em setembro de 1996. Purnima continuava a falar sobre sua vida passada, fato raro segundo o pesquisador que durante sua vida investigou mais de uma centena de casos de reencarnação, todos com crianças. Segundo Erlendur, na maioria dos casos investigados, as crianças paravam de falar sobre detalhes de vidas passadas por volta dos 5 e 6 anos. Erlendur fez cinco visitas ao Sri Lanka, entre setembro de 1996 e março de 1999. A metodologia de investigação do pesquisador envolvia entrevistas com todas as testemunhas do caso, em conjunto, e em separado.

Na Foto: Purnima Ekanayake e sua mãe, durante uma visita do pesquisador islândes Erlendur Haraldsson em 23/09/1998

Purnima falava abertamente e sempre prestava atenção nas conversas entre seus pais e o pesquisador, as vezes até corrigindo os pais. Depois de dezenas de entrevistas, o pesquisador listou 20 lembranças que Purnima havia dito aos pais durante todos aqueles anos e até mesmo feito nas entrevistas para o pesquisador e os seus intérpretes.

As Lembranças de Purnima Segundo A Investigação de Haraldsson


A Vida Passada

Segundo as lembranças de Purnima, na vida passada, ela havia sido um homem, trabalhava numa fábrica de incensos e até sabia o nome da marca: Ambiga. Ela (ou melhor: ele) era o melhor fabricante de incensos da família. Purnima relatou também sobre sua morte:

“Eu apenas fechei os meus olhos depois do acidente e vim para cá”.

Segundo Purnima, ela foi atropelada por um ônibus: “Um pedaço de ferro estava no meu corpo”, afirmava ela.

Ela relatou que após o acidente ela flutuou no ar semi-escuro por alguns dias. Ela viu pessoas de luto e chorando, e viu o seu corpo sendo velado. Havia muitas pessoas como ela flutuando por perto. Então de repente, uma luz forte apareceu, e ela veio parar “aqui” (em Bakamuna).

Infelizmente as pesquisas e as entrevistas feitas pelo pesquisador Erlendur Haraldsson não puderam ter nenhum valor científico porque três anos antes, intrigados, os pais de Purnima resolveram investigar os relatos da menina por contra própria.

  • Bakamuna, Sri Lanka, 1993

Depois de Purnima ter dito para sua mãe sobre ter morrido em um acidente com um Zoku, os pais de Purnima decidiram investigar a história. Eles não podiam mais ignorar as afirmações da pequena menina. Estavam assustados também, há anos a menina fazia relatos estranhos, estava na hora de tirar essa história a limpo.

Um conhecido da família, o professor W. G. Sumanasiri, da Universidade de Kelaniya, se incubiu de investigar a história. Sumanasiri não conhecia Purnimae os pais da menina deram quatro informações para as investigação de Sumanasiri:

  • Ela viveu do outro lado do rio a partir do Templo de Kelaniya;
  • Ela fabricava Incensos Ambiga e Gita Pichcha;
  • Ela vendia os incensos em uma bicicleta;
  • Ela teve um acidente fatal com um grande veículo.

De posse dessas informações, Sumanasiri começou a investigar.

Junto com um meio-irmão, morador de Kelaniya e outro morador local, Sumanasiri deixou seu carro em um estacionamento local e pegou um trem que atravessava todo o rio Kelaniya. Pararam em uma área onde havia vários povoados e vilas, uma região conhecida como Angoda. Perguntaram os moradores locais se eles conheciam alguma fábrica de incenso na área. Havia três, todas elas empresas familiares de pequeno porte.

E para surpresa de Sumanarisi, uma das empresas fabricava incensos chamados Ambiga e Geta Pichcha.

Fingindo ser um potencial comprador dos incensos, Sumanarisi começou a fazer algumas perguntas para o proprietário da fábrica: L. A. Wijisiri. 

Em dado momento da conversa, Wijisiri, disse que seu cunhado, Jinadasa Perera, havia morrido em um acidente com um ônibus quando ele estava trazendo incensos do mercado em uma bicicleta em setembro de 1985, dois anos antes do nascimento de Purnima. 

A visita de Sumanasiri à Wijisiri foi breve. Ao voltar, ele informou suas descobertas ao pai de Purnima. Uma semana e meia depois, Purnima, seus pais, Sumanasiri e seu meio-irmão fizeram uma visita surpresa para Wijisiri e sua família.

O Encontro de Purnima com sua “Antiga Família”

Antes de irem até Angoda, todos passaram uma noite na casa de Sumanasiri em Kelaniya. Lá Sumanasiri mostrou alguns incensos pegos na sua investigação em Angoda, ao olhar um, Purnima sussurrou no ouvido de sua mãe:

“Esse fabricante de incensos tem duas esposas. Isto é um segredo. Não lhe dê o meu endereço, eles podem me incomodar.”

Quando o grupo chegou na casa de Wijisiri, ele não estava mas chegou pouco tempo depois. Purnima conheceu primeiramente as duas filhas de Wijisiri. Quando Wijisiri veio caminhando por dentro da casa, Purnima olhou e disse:

“Esse é o meu cunhado.”

Wijisiri não gostou nenhum pouco dos visitantes e muito menos das conversas de Purnima, Wijisiri pediu para que todos fossem embora, mas Purnima começou a falar sobre a fabricação de incensos e perguntá-lo sobre os pacotes de incensos fabricados pela família. “Você mudou os pacotes?”, perguntou Purnima.

Wijisiri ficou calado. Após a morte do seu cunhado Jinadasa, Wijisiri mudou a cor e o design dos pacotes. Purnima perguntou também sobre o joelho de Wijisiri. Wijisiri havia sofrido um acidente e machucado o joelho, Jinadasa foi quem cuidou do joelho do cunhado.

  • “Como estão Somasiri e Padmasiri?” , perguntou Purnima.

Somasiri e Padmasiri eram os melhores amigos de Jinadasa. Padmasiri, que era irmão de Wijisiri, inclusive, saiu junto com Jinadasa no dia de sua morte. Os dois foram comprar matéria-prima para a fabricação de incensos, porém, cada um foi para lugar diferentes.

Todos ficaram boquiabertos, cada vez que a conversa se aprofundava, mais Wijisiri ficava convencido sobre algo estarrecedor: seria Purnima a reencarnação de Jinadasa Perera?

A Investigação de Erlendur Haraldsson

Erlendur Haraldsson focou sua investigação nas declarações de Purnima sobre sua vida passada. A primeira declaração de Purnima a ser investigada pelo pesquisador foi sobre o seu conhecimento em fabricar incensos. O pesquisador a perguntou se ela sabia fabricar incensos e Purnima disse que sim, e descreveu todo o processo de fabricação.

“Existem duas maneiras de fazer. Uma usa esterco de vaca, o outro modo usa as cinzas de lenhas [carvão vegetal]. Uma pasta é produzida. Uma vara fina é cortada de um bambu e um tipo de goma é aplicado à vara. Então a vara é rolada sobre a pasta e então é colocado uma substância pra dar um cheiro agradável.” 

Até onde Purnima lembrava, o incenso fabricado por sua antiga família usava o segundo modo.

  • “Do que é feito o carvão vegetal e como ele é produzido?”, perguntou Erlendur.
  • “Quando a lenha é queimada, você obtêm o carvão vegetal”, respondeu Purnima.

Após interrogá-la, Erlendur interrogou os pais da menina. Erlendur queria saber se eles sabiam como fabricar incensos. O pai de Purnima disse que uma vez ouviu que incensos poderiam ser feitos de esterco de vaca, mas que não sabia que poderia se fabricar incenso de carvão vegetal. A mãe de Purnima não sabia absolutamente nada a respeito.

Erlendur e seu intérprete viajaram até Angoda. Queriam ouvir Wijisiri, o cunhado de Jinadasa. Ao perguntarem Wijisiri sobre a fabricação de incensos, Wijisiri detalhou exatamente como Purnima havia dito.

Na Foto: O pesquisador Erlendur Haraldsson, Purnima Ekanayake e seu pai em 1996, durante visita de Erlendur.

Das 20 lembranças listadas pelo pesquisador, 14 correspondiam com a vida de Jinadasa: (1, 2 , 3 , 4 , 5 , 7 , 8 , 10, 11, 13, 14, 15, 17 e 20).

Três lembranças não puderam ser verificadas e por isso o pesquisador as considerou indeterminadas: (6, 9, 12).

Três lembranças estavam incorretas (16, 18 e 19).

As Marcas de Nascença de Purnima

Fatos ou lembranças que levam uma pessoa ser considerada uma reencarnação de outra já são por si só muito intrigantes e  pensar nessa possibilidade é algo que vai além da compreensão que nós seres humanos temos hoje. Uma coisa é você acreditar (por motivos religiosos ou não), outra coisa são fatos da vida real que levam a tal conclusão. O que dizer então das marcas de nascença de Purnima? A resposta pode ser algo fantástico e ao mesmo tempo assustador.

Na Foto: Purnima mostra para o pesquisador Erlendur Haraldsson suas marcas de nascença.

Purnima nasceu com proeminentes marcas de nascença na parte inferior do peito do lado esquerdo. E foi quando a família de Purnima conheceu a família de Jinadasa é que Purnima resolveu falar sobre essas marcas. Foi nesse encontro que Purnima disse que os pneus passaram por cima do seu peito e a feriram do lado esquerdo.

  • “Essa foi a marca que eu recebi quando fui atropelado por um ônibus”, disse ela a Wijisiri  no encontro das duas famílias.

Wijisiri sabia que os ferimentos fatais de Jinadasa ocorreram do lado esquerdo, logo abaixo o peito. Jinadasa morrera instantaneamente, seu irmão Chandradasa foi até o necrotério e disse a família depois ter visto ferimentos massivos no lado esquerdo do peito, as costelas inferiores pareciam querer sair para fora. A irmã de Jinadasa, Sitriyavati, reconheceu o irmão apenas pelo rosto já que seu corpo estava coberto por um lençol.

Um ponto positivo neste caso começa aqui. Nenhum dos familiares de Jinadasa viu o relatório post-mortem. Se o pesquisador e cientista Erlendur Haraldsson conseguisse autorização para analisar o relatório da morte de Jinadasa, ele poderia verificar ou não (e isso ter um caráter científico) se as marcas de nascença de Purnima correspondiam aos ferimentos fatais de Jinadasa e foi isso o que Erlendur fez.

Erlendur obteve autorização da Corte de Magistrados de Gangodavilla, onde estava arquivado o caso da morte de Jinadasa, para analisar o relatório médico. Ele obteve o relatório do Dr. Kariyawasam, que foi o médico-legista responsável pela autópsia em Jinadasa. O relatório continha detalhes como os desenhos dos ferimentos. Os ferimentos eram massivos, particularmente do lado esquerdo do peito, onde várias costelas quebraram. O relatório descrevia os seguintes ferimentos:

  • Fraturas das costelas 1 e 2, 8, 9 e 10, lateralmente da esquerda. 1 a 5, anteriormente e 6 anteriormente e lateralmente, e 7 lateralmente. 8 e 9 anteriormente e posteriormente, 10 e 11 anteriormente;
  • O rim foi rompido;
  • O baço foi rompido;
  • Pulmões foram perfurados pelas costelas quebradas.

As marcas de nascença de Purnima coincidiam sim com os ferimentos mortais de Jinadasa Perera. Poderiam as marcas de nascença de Purnima serem resultados de uma morte violenta e dolorosa em uma vida passada?

Coincidência? Alguns leitores podem achar tudo isso bobagem, realmente é um assunto delicado e que recebe muitas críticas da própria academia. Porém é um assunto que a cada dia ganha novos adeptos e hoje é estudado por diversos cientistas do mundo inteiro.

Erlendur Haraldsson não tem uma teoria sobre as marcas de nascença, mas outro pesquisador de reencarnações, o psiquiatra norte-americano Jim Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos tem uma teoria: 

Na Foto: Jim B. Tucker.

Tucker é diretor médico da Clínica Psiquiátrica da Família e Criança e professor associado de Psiquiatria e Ciência Neurocomportamental da Universidade de Virgínia, Estados Unidos. Estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Sua principal linha de pesquisa são crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas e memórias de nascimento. É autor do livro: “Vida Após Vida: Uma Investigação Científica de Crianças Com Memórias de Vidas Passadas”. Neste livro, Tucker, apresenta mais de 40 anos de pesquisas científicas sobre reencarnação. Trabalhou em casos famosos como o do garoto Camero Macaulay que foi mostrado no documentário “Extraordinary People”, da rede de TV inglesa Canal 5. Sobre as marcas de nascença, Tuker diz:

“Sabemos, por meio de trabalhos de outras áreas, que imagens mentais podem, por vezes, produzir efeitos muito específicos no corpo. Meu pensamento é: Se a consciência sobrevive à morte, ela carrega as imagens dos ferimentos fatais, afetando assim o desenvolvimento do feto.”

Cronologia do Caso 

Uma Breve Nota de Erlendur Haraldsson

“Primeiro, deixe-me resumir os pontos fortes desse caso. A localização das duas famílias era distante e as duas famílias eram completamente estranhas uma para a outra. Uma terceira parte culminou na descoberta de uma pessoa que combinava com as declarações de Purnima. 14, das 17 declarações que poderiam ser checadas foram encontradas como fatos acontecidos na vida de Jinadasa, que morreu 2 anos antes do nascimento de Purnima. As marcas de nascença de Purnima coincidem com a área dos ferimentos fatais sofridos por Jinadasa. Suas marcas de nascença são do lado esquerdo do tórax, onde a maioria das costelas de Jinadasa quebraram, e onde ele sentiu mais dor (pelo fato da costela ter perfurado órgãos vitais). Também, existe alguma evidência de conhecimento na fabricação de incensos, o que é altamente incomum para uma criança, e que Purnima explica naturalmente como sendo de sua vida anterior.

Esse caso, é um ótimo exemplo onde você têm diferentes características que se encaixam em um padrão e que devem ser vistos como um todo: memórias, marcas de nascença e, o autoconhecimento. No geral, pode-se afirmar que o caso de Purnima Ekanayake é de uma qualidade incomum.

A principal fraqueza desse caso é o fato de que nenhum registro das declarações de Purnima foi feito antes do caso ser “resolvido”, o que ocorreu 3 anos antes do início de minha investigação.

Esse caso possui algumas características incomuns. Purnima fala de memórias de uma vida entre a morte e o nascimento, fato que só encontrei no caso de Duminda Ratnayake. As memórias de Purnima tem durado muito mais do que geralmente é. Purnima continuou falando livremente de sua vida passada até os 10 anos. Ela começou a falar de suas memórias muito cedo, e falava persistentemente sobre elas. E suas memórias refletiam em seu comportamento.

Finalmente, Purnima exibe com destaque algumas caracterísicas que meus estudos psicológicos formais tem mostrado para diferenciar crianças que falam sobre memórias de uma vida passada e crianças que apenas inventam histórias. Ela é muito inteligente, tem um excelente vocabulário e memória, mostra alguma tendência para a dissociação, e é menos influenciável do que a maioria das crianças. Ela é muito exigente com seus pais, é argumentativa e de mentalidade independente, quer ser perfeita, as vezes é temperamental e arrogante. Concluindo: uma vívida e memorável personalidade.”

No próximo post, continuarei a tratar o assunto. Falarei sobre um outro caso intrigante investigado pelo pesquisador Erlendur Haraldsson, mas ao contrário do caso de Purnima, nesse caso, as declarações da criança foram gravadas antes que uma investigação oficial fosse feita. Apresentarei as conclusões do pesquisador Erlendur Haraldsson onde ele tenta responder a difícil pergunta: Pode realmente os fatos desses casos ser uma evidência de genuínas memórias de uma vida passada? Até o próximo post sobre Grandes Mistérios.

Vídeo – O Antigo Reino de Polunnaruwa No Sri Lanka

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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  • Bella

     Esperando o próximo… 😀

  • http://twitter.com/Vickie_Vikernes Vi¢kiэ Vikєяиэʂ

    Realmente fascinante…

  • Montes

    Excelente, continue. Só não esqueça, por favor, de citar as fontes.

  • Adj_regente

    o espirito e uma particula divina,dividido em um poro negativo e um poro positivo o espirito e unico quando ele e dividido seus poros negativos,e positivos se origina o espirito homem,e o espirito mulher,(almas gemeas) e impossivel um espirito ser homem e voltar mulher,nao desacredito nessa historia porem,em outras vidas ele deve ter sido uma mulher e voltou mulher NAO EXISTE um espirito HOMEM voltar mulher ou virce e versa

    • Fernanda87

      Parei de ler no “poro”…

      • Quirino

        Deve ser japonês, entendeu? Polo = poro…rs

  • Schmutz Md

    o espirito e uma particula divina,dividido em um poro negativo e um poro
    positivo o espirito e unico quando ele e dividido seus poros
    negativos,e positivos se origina o espirito homem,e o espirito
    mulher,(almas gemeas) e impossivel um espirito ser homem e voltar
    mulher,nao desacredito nessa historia porem,em outras vidas ele deve ter
    sido uma mulher e voltou mulher NAO EXISTE um espirito HOMEM voltar
    mulher ou virce e versaaaaaaaa

    • http://twitter.com/oaprendizverde O Aprendiz Verde

      No que você se baseia para tal conclusão ? Teorias espíritas ? Qual ? Fale mais a respeito …

      • Schmutz Md

        o espírito é uma partícula divina, a carga que cada um de nós tem para seguirmos a Caminho de Deus em suas jornadas universais, os espíritos seguem uma lei universal que
        os caracterizam como homens ou mulheres. Somente em raros e excepcionais
        casos há troca de sexo em uma reencarnação.Quando vai reencarnar, o espírito, junto com a Espiritualidade Maior,
        programa sua nova jornada, escolhendo as provas por que deverá passar,
        incluindo sua família, seu pai e sua mãe. Ao ser preparado para a
        reencarnação o espírito é submetido ao sono cultural, onde se apaga toda
        a sua lembrança, e, quando o feto está no terceiro mês de gestação, ele
        é ligado àquele corpo em formação, pela centelha divina. como diz na ORAÇAO ”assm na terra como nos céus’ e assim meu irmao dentro desses casos expecionais deve ter ocorrido isso ESPIRITO HOMEM sempre vem HOMEM e mulher sempre MULHER…

        • Carlos Parreira

          De onde vem essas conclusões?

  • Lmssssss

    Por isso que é bom guardar dinheiro no banco e memorizar a senha. Funcionários públicos quando morrem demoram de 4 anos a 8 anos pra voltar. Se for Chinês o tempo de espera é uns 100 anos pelo volume de morte no país. Isso não existe, as ondas magnéticas estão pelo universo todo. Estudem efeito borboleta, vejam o filme de um caso verídico A última profecia. Eu não vou ficar dando aula de indução, reflexo magnético, paralelismo, dualidade, cada um que viva a sua esperança de ficar reencarnando, agora faça-me um favor e faça as contas, se no mundo existem 7 bilhões de pessoas e a taxa média de vida são 80 anos a sua encarnação estará comprometida. 

    • Anfrajimaboot

      que está tentando dizer que você??? 

  • Dali

    Em todos os ensinamentos espíritas consta que o espírito não tem sexo, nem idade, nem cor, forma … e que por isso mesmo, viemos muitas vezes e vivemos em cada uma delas um experimento novo, o que com o tempo nos trará o conhecimento necessário para que a alma se liberte e não precise mais reencarnar. Então viemos mulher, homem, deficiente, rico, pobre, lindo, feio, gordo, magro, branco, negro …. e tudo dependerá de como aceitamos e vivenciamos cada uma das experiências a que escolhemos enquanto almas, antes de encarnar. Nós escolhemos nossos pais, as famílias que teremos, aquela em que nasceremos e aquela que criaremos, se for o caso: marido, esposa, filhos, netos…
    Fico admirada por ler que quem é homem só nasce homem e mulher só mulher. Qual é a fonte que traz esse ensinamento? Todos nós temos que sentir na pele o que é ser homem e ser mulher. E aprender em ambas as situações.

  • Lalah

    Alan Kardec foi o único a trazer respostas que as igrejas sempre esconderam…

    • http://twitter.com/OAprendizVerde O Aprendiz Verde

      Concordo em gênero, número e grau 

  • Paula Soch

    Ao contrário da maioria, tenho que confessar que não acredito em nada disso. Não acredito nas escritas de Alan Kardec, Chico Xavier, etc. Enfim, não acredito em espiritismo. Respeito quem acredita. Há milhões de crenças no mundo, quem sou eu para dizer que elas são falsas ou erradas, cada um acredita no que quiser, mas eu sinceramente não acredito.

    • Roberto

      Paula, você é uma pessoa admirável. Comportamento como o seu é a solução para boa parte dos problemas da humanidade. O que todos querem é respeito pela própria crença (ou ceticismo), mas muitos não se preocupam em respeitar a de outras pessoas.

  • Trabalhoseganhosreais

    Muito interessante pois toda codificação espirita de Kardec baseia-se na reencarnação
    tem ate um livro que li interessante também de casos documentados sobre reencarnação 
    chamado reencarnação no brasil.. Mas sendo realidade ou não porque existem também variadas
    fontes que combatem tais teorias são casos que merecem serem objetos de estudos sérios..

    trabalhoeganhosreais.vai.la

  • Franco P. Da Rosa

    Que massa :p, eu me faço pequeno diante de tudo isso, mas acredito que a opinião de todos é válida certo?Bom, eu penso que a razão das marcas de nascença serem no mesmo lugar em que o homem foi atropelado é que as memórias são guardadas no perispírito, assim elas são levadas para outras vidas, na verdade todas as pessoas tem essas memórias, tanto que existem pessoas que fazem esse trabalho de “vidas passadas”, sendo assim acredito que se vc for a fundo pode sim entrar em contato com suas memórias de qndo era um guerreiro, ou um simples servo haha :), Continue com esse trabalho foda aprendiz verde !

  • Yasmin

    Cadê o outro caso do Erlendur Haraldsson que você disse que contaria? Na espera!

    • O Aprendiz Verde

      Olá Yasmin. Prometi e não trouxe rss… mas em breve publicarei.

      • Yasmin

        Continuo na espera 🙁

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