Curiosidades: Show de Horrores

As grandes atrações dos circos do passado não eram malabaristas ou elefantes treinados, mas anomalias humanas. Anões, albinos e picaretagens faziam parte desse tipo de circo que teve o...
Fiodor Jeftichew

As grandes atrações dos circos do passado não eram malabaristas ou elefantes treinados, mas anomalias humanas. Anões, albinos e picaretagens faziam parte desse tipo de circo que teve o seu apogeu no fim do século 19 e início do século 20.

Os Freak Shows, ou Show de Horrores, foram muito populares nos Estados Unidos, e eram muitas vezes, mas nem sempre, associados aos circos e festas populares. No começo eram exibidos animais deformados (como vacas de duas cabeças, animais com um olho só, porcos e cabras de quatro chifres) mas isso logo se estendeu aos humanos. Bebês e adultos deformados por doenças, a maioria desconhecidas na época, eram exibidos como aberrações da natureza.

Phineas Taylor Barnum


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Nascido no estado norte-americano do Connecticut, em 1810, Phineas Barnum é considerado por muitos como o primeiro grande empresário do showbusiness. Ele começou com uma caravana itinerante que fazia apresentações de animais adestrados e fraudes concebidas pelo próprio Barnum. Uma dessas fraudes era a “Sereia de Fiji”. Em 1881 fundiu o seu circo com o de  James Bailey e L. James Hutchinson, nascendo assim o Barnum & Bailey. O Barnum & Bailey imediatamente tornou-se o maior circo do mundo, um espetáculo grandioso com elefantes africanos, acrobatas e o mais bizarro: as anomalias humanas.

Na foto: Cartaz, do ano de 1900, do Circo Barnum & Bailey

Na foto: Phineas Barnum e Commodore Nutt, "O Menor Homem do Mundo"

O Maior Espetáculo da Terra


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Curiosidades Humanas. É assim que um dos circos mais famosos da história apresentava suas atrações. O Barnum  & Bailey, uma espécie de Cirque de Soleil do século 19, era antes de tudo um show de horror. Antes dos direitos humanos e do politicamente correto, em 1898, o espetáculo mostrava cenas que hoje só são vistas nos almanaques médicos. Na época, o show fazia tanto sucesso que contratava mais de 1.000 artistas, algo incrível para os padrões da época. Dentre as atrações mais famosas do Barnum & Bailey estavam:

  • O menor homem do mundo;
  • A mulher barbada;
  • Os anões gêmeos;
  • O homem com cara de cachorro;
  • A mulher com crina de cavalo;
  • Os Siameses Pigmeus; e
  • O Gigante do Congo.

Com as mudanças da cultura popular e do entretenimento, associada às mudanças na forma como as pessoas enxergavam as diferenças físicas, os Freak Shows foram naturalmente acabando. O avanço da medicina também contribuiu. Com o passar das décadas, as misteriosas anomalias humanas eram explicadas cientificamente como mutações genéticas ou doenças. Os “anormais” passaram a ser vistos como pessoas, ao invés, de bichos. Leis também foram aprovadas, proibindo a exibição e/ou exposição de pessoas com deficiências em shows com fins lucrativos.

Esse tipo de show ficou para trás, mas não os seus artistas. Veja abaixo alguns dos artistas que fizeram história nos shows de horrores mundo afora.

O Homem Cachorro


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O homem com cara de cachorro tinha nome, nacionalidade e diagnóstico. Fiodor Jeftichew era um russo nascido em 1868 com uma doença rara chamada hipertricose, que causa excesso de pelos no rosto. É uma doença bastante rara, com cerca de 40 casos documentados no mundo. Foi trazido para a América pelo mega-empresário do ramo circense Phineas Barnum. No circo, Fiodor era apresentado como uma espécie de cachorro humano e latia para assustar o público. Para dar um ar ainda mais empolgante ao show, Phineas inventou uma história de que um caçador caçou Fiodor e sua família de homens-cães até uma caverna e o capturou. O público claro, acreditava.

Na vida real, o homem-cão era trilíngue: falava russo, inglês e alemão. Morreu aos 35 anos na Grécia, de pneumonia.

Fiodor Jeftichew, O Homem Cachorro

A Família Lucasie


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Durante três anos, uma família de albinos atraiu o público para os shows de Phineas Barnum nos Estados Unidos.

Rudolph Lucasie, sua mulher e os dois filhos, nasceram na Holanda, mas nos shows eram apresentados como originários de Madagascar. Durante uma visita a Amsterdã em 1857, Phineas Barnum conheceu a família e imediatamente viu brilhar os seus olhos com os dólares que poderia fazer com os albinos.

Para deixar os espectadores ainda mais impressionados, dizia-se que seus olhos avermelhados não eram redondos, e sim quadrados, e que por isso, mesmo dormindo, eles permaneciam com os olhos abertos.

A propaganda funcionou: por volta de 1860 não havia atração mais fascinante no mundo do circo do que a família Lucasie. Após a temporada com Phineas Barnum, eles continuaram se apresentando pelo mundo até 1898, quando Rudolph e sua esposa faleceram.

A Família Lucasie

O Homem Coruja


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Outra famosa atração do show de bizarrices do circo de Phineas Barnum era Martin Laurello, ou melhor, “O Homem Coruja”. Antes que vocês pensem que o Homem Coruja era uma farsa, eu antecipo: o cara realmente conseguia girar a cabeça em 180 graus.

O “Homem Coruja” nasceu na Alemanha, em 1886, e começou a mostrar a sua bizarra habilidade em apresentações pela Europa no século passado. Segundo ele, sua capacidade de girar a própria cabeça veio com três anos de treinamentos. Em 1921 foi para os Estados Unidos, onde se apresenteou no Barnum & Bailey. Além de girar a cabeça, ele também caminhava nessa situação, mas não muito, pois segundo ele, ficava sem ar. Em 1940 ele foi fotografado pela revista Life pedindo uma bebida no bar com a cabeça virada para trás. Em 1952 ele apareceu no programa de TV You Asked For It (veja abaixo). O alemão, simpatizante do nazismo, morreu três anos depois, de ataque cardíaco.

Martin Laurello, O Homem Coruja

A Senhora Pé Grande


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Fanny Mills, “A Senhora Pé Grande”, nasceu com uma doença chamada millroy, que restringe o desenvolvimento dos vasos linfáticos das pernas, causando um excesso de líquido. De baixa estatura, seus 115 quilos se deviam, principalmente, por causa da sua condição. Calçava tamanho 46. Sua carreira no showbiz circense começou em 1885. Ela era acompanhada por uma enfermeira chamada Mary Brown que a ajudava a se movimentar. Durante os seus shows, seus “empresários” começaram a oferecer US$ 5 mil dólares (uma imensa quantia para a época) e uma “fazenda muito bem abastecida” para qualquer pessoa disposta a se casar com a Senhora Pé Grande. William Brown, irmão da sua enfermeira, aceitou a proposta.

Sua enfermeira e fiel escudeira morreria de uma desconhecida doença em 1892 e Fanny Mills parou de se apresentar, retornando para a fazenda de sua família. Ela morreu no mesmo ano.

Fanny Mills, A Senhora Pé Grande

O Homem de Três Olhos


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No livro My Very Unusual Friends, Ward Hall diz que “Parecia que ele havia sido atingido no rosto por um machado”.

Esse infortunado era William “Bill” Durks, nascido em 1913 no estado norte-americano do Alabama. Bill sofria de displasia frontonasal, um defeito congênito que ocorre quando as duas metades do rosto de um embrião não se unem completamente. O resultado era assustador: ele tinha dois narizes, cada um com apenas 1 narina; 1 lábio leporino e os dois olhos bem afastados um do outro. Essa penosa situação fez com que Bill se tornasse um recluso durante 40 anos de sua vida. Mas sua sorte mudou quando, durante uma festa em sua pequena cidade, ele foi descoberto” e convidado a ser uma atração freak pelos Estados Unidos. Ele topou. Deixou sua vida triste e monótona para fazer fama e fortuna e virar o “Homem de Três Olhos.”

Entre os seus dois olhos, Bill pintava um terceiro, e todos acreditavam que ele realmente tinha três olhos. Ele chegou a ganhar 100 dólares por semana, uma quantia pequena hoje, mas bem significativa para a época e para os padrões do ex-catador de algodão do Alabama.

E foi no showbiz que Bill encontrou sua cara-metade: A Mulher Pele de Jacaré. Em 1973, a glória para o Homem de Três Olhos: ele fez uma ponta em Hollywood, no filme Sisters, de Brian de Palma. Morreu dois anos depois, aos 62 anos.

William Bill Durks, O Homem de Três Olhos

A Mulher Barbada


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“Nós a chamávamos de Esaú, por causa deste crescimento peculiar em seu rosto”, disse a mãe de uma das mais famosas mulheres barbadas da história: Annie Jones Elliot.

Nascida em 1865, com apenas nove meses de idade ela já possuía uma proeminente barba, o que chamou à atenção do mago Phineas Barnum. O showman queria levá-la em turnê e os pais deixaram com a condição de que a mãe da pequena Annie a acompanhasse. E o sucesso da pequena mulher barbada foi estrondoso. Ela rendia a família incríveis 150 dólares semanais, o que a deixou como uma das “anomalias” freaks mais bem pagas da época. Aos 13 anos foi supostamente sequestrada por um frenologista, fato que muitos apontam como sendo uma jogada de marketing publicitário de Phineas Barnum.

Por volta dos 20 anos ela saiu do circo Barnum & Bailey e foi para a Europa onde experimentou enorme sucesso. Apresentou-se para o Czar russo e para as famílias reais da França, Itália e Alemanha. Foi embora da Europa quando seu segundo marido morreu e assinou um novo contrato com o Barnum & Bailey, ganhando 500 dólares por semana (mais do que o Presidente dos Estados Unidos!). Em uma temporada do circo na França, ela contraiu tuberculose e voltou para os Estados Unidos, vindo a falecer precocemente aos 37 anos, em 1902. Seu último desejo foi atendido: foi enterrada com seus longos cabelos e imensa barba.

Annie Jones Elliot, A Mulher Barbada

As Irmãs Siamesas


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As mais bem sucedidas irmãs siamesas do showbusiness freak foram as irmãs Daisy e Violet. Nascidas na Inglaterra, elas eram gêmeas pygopagus (gêmeos idênticos que se fundem pela pélvis ainda no útero), unidas na altura dos quadris e nádegas. Elas compartilhavam apenas a circulação sanguínea. Com apenas dois meses de vida, as gêmeas foram adotadas por Mary Hilton, que era a patroa da mãe das gêmeas, Kate Skinner. Kate, garçonete e mãe solteira, decidiu dar suas filhas para a patroa pois assim pensava que elas teriam uma vida melhor. Mas a primeira coisa que a nova mãe das gêmeas fez foi levá-las até Ike Rose, famoso empresário circense. E durante toda sua vida, as irmãs se apresentariam em espetáculos de anomalias humanas pelos quatro cantos do mundo.

Em 1932, já cidadãs norte-americanas, elas apareceram no filme Freaks (veja o filme no fim do post, elas aparecem aos 22 segundos). O filme teve diversas reações na época, tanto positivas quanto negativas. Um dos pontos interessantes do filme foi tocar na delicada questão (para alguns): irmãos siameses podem ter uma vida amorosa? Pessoalmente, uma das irmãs, Violet, a mais extrovertida, teve uma série de namorados, de boxeador a guitarristas de bandas musicais. Entretanto, foi impossibilitada de se casar perante às leis americanas devido à sua condição. Em 1950, elas apareceram no filme hollywoodiano Chained for Life, que foi um fracasso total, muito devido ao preconceito contra as irmãs, consideradas pela sociedade como “anormais”.

Passaram o resto de suas vidas lutando contra o preconceito e contra a ação de empresários inescrupulosos que aproveitavam da inocência das irmãs para as roubar. As duas foram encontradas mortas em janeiro de 1969. Segundo o médico-legista, Daisy morreu primeiro, Violet morreu três dias depois. Ambas contraíram a gripe de Honk Kong, que na época matou mais de um milhão de pessoas.

Daisy e Violet, As Irmãs Siamesas

O Garoto Lagosta


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A vida de Grady Franklin Stiles Jr, o “Garoto Lagosta”, pode facilmente ser tema de um filme. Nascido em 1937, Grady era o sexto na linhagem da família Stiles que nasceu com ectrodactilia, uma deformidade em que há à ausência de um ou mais dedos centrais das mãos ou dos pés (ou ambos). Consequentemente, as mãos e os pés assumem uma aparência característica como se fossem presas de lagosta. O nome ectrodactilia, literalmente, significa “dedos monstruosos” e é uma condição essencialmente hereditária, como evidenciado pela família Stiles, embora possa ocorrer espontaneamente.

O pai de Grady foi um famoso performance dos freaks shows no século 19, e quando Grady nasceu, ele imediatamente levou o filho para o mesmo caminho, onde ficou conhecido como o “Garoto Lagosta”.

Quem pensa que Grady era um incapacitado pela sua deformidade levará um susto ao saber de sua história. Casou-se duas vezes e teve quatro filhos, dois deles nasceram com a mesma deformidade do pai. Quando sua filha mais velha apareceu com um namorado dizendo que ia se casar, Grady não aceitou, reprovando o pretendente da filha. Sua filha o enfrentou e ele simplesmente deu um tiro na cabeça do rapaz. Não foi preso porque nenhuma cadeia estava preparada para receber um preso como ele. Ele, então, foi condenado a 15 anos em regime aberto.

Grady era alcoólico e abusivo com sua família. Em novembro de 1992, um funcionário de um circo o matou com três tiros na cabeça dentro do trailer onde morava. A mandante do crime foi sua segunda mulher, que estava cansada dos abusos do marido. Era o fim do Garoto Lagosta, mas não o fim da família Stiles. Os filhos e netos de Grady, que possuem a deformidade, já apareceram em filmes como Big Fish de Tim Burton e Firecracker , de Steve Balderson. Em 1997, a banda de rock australiana Silverchair lançou um álbum chamado Freak Show; na capa do álbum: O Garoto Lagosta!

Grady Franklin Stiles Jr, O Garoto Lagosta

A Mulher Esqueleto


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Rosa Lee Plemons é até um hoje um mistério da medicina. Nasceu com apenas 450 gramas em 1873, na Califórnia. Aos 19 anos, ela foi sequestrada e exibida em shows freak pelos Estados Unidos como “A Mulher Esqueleto” e “A Mulher Ossificada”. Nunca se soube quem a sequestrou, mas o fato é que ela era levada de cidade em cidade e exibida como uma aberração da natureza. Segundo relatos, nessa época, ela pesava apenas oito quilos. Ela praticamente não possuía carne, seus joelhos, pulsos e cotovelos eram imobilizados com faixas, pois ela não tinha forças para mantê-los firmes numa posição. Ela levava cerca de uma hora para comer. Sua única foto conhecida foi tirada durante uma exibição, provavelmente em 1891. Não se sabe o que aconteceu com ela após esse ano, provavelmente deve ter falecido devido a estressante e difícil vida à que foi submetida por seu (ou seus) raptor.

Rosa Lee Plemons está no Guiness Book como o adulto mais leve da história.

Rosa Lee Plemons, A Mulher Esqueleto

O Jogador de Futebol de Três Pernas


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Em maio de 1889, uma estranha criança nasceu na ilha de Sicília na Itália. Seus pais não o aceitaram pois acharam que ele era obra do “demo”.  

Francesco A. “Frank” Lentini nasceu com três pernas, dois órgãos sexuais e um pé rudimentar crescente a partir do joelho de sua terceira perna.

Essa condição de Frank é bastante conhecida e chama-se “Gêmeo Parasita”. Um caso muito raro no qual dois fetos são gerados na barriga da mãe (gêmeos), um deles não desenvolve corretamente e acaba “englobado” pelo feto do seu gêmeo que tem o desenvolvimento normal. Em geral, o gêmeo parasita aloja-se no abdômen ou na cavidade retroperineal. No caso de Frank, seu irmão gêmeo acabou se alojando em sua coluna e a remoção poderia causar paralisia. Ele cresceu em um lar para crianças deficientes onde aprendeu a andar, patinar no gelo e pular corda. Aos oito anos mudou para os Estados Unidos, onde passou a se apresentar em freak shows. No palco, ele usava sua terceira perna para chutar uma bola, daí o nome “O Jogador de Futebol de Três Pernas”.

Uma frase sua ficou famosa:

“Se você vivesse em um mundo onde todo mundo tivesse apenas um braço, o que você faria se tivesse dois?”

Francesco Lentini, O Jogador de Futebol de 3 Pernas

A Menina Camelo


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“Eu sou chamada de a Menina Camelo porque meus joelhos são virados para trás. Eu posso andar melhor sobre minhas mãos e pés, como você pode ver na imagem. Eu viajei consideravelmente em atrações de circo pelos últimos quatro anos e agora, é 1886 e tenho a intenção de sair do show e ir para a escola para ter outra ocupação.”

[Ella Harper].

Ella Harper nasceu em Nova Orleans, em 1873, com uma deformidade chamada genu recurvatum. Aos 9 anos foi levada a se apresentar como uma aberração humana no W. H. Harri’s Nickel Plate Circus, recebendo uma enorme quantia para a época: US$ 200 dólares semanais.

Como escrito por ela acima na parte de trás de um cartão (imagem abaixo), deixou o circo após quatro anos de apresentações. Nunca mais ninguém ouviu falar da “Menina Camelo”.

Ella Harper

A Mulher de Quatro Pernas


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Josephene Myrtle Corbin, a “Mulher de Quatro Pernas”, nasceu no condado de Lincoln, estado americano do Tennessee, em 1868. Ao contrário do Jogador de Futebol de Três Pernas, ela não tinha um gêmeo parasita, sua deformidade era resultado de uma forma ainda mais rara de gêmeos siameses conhecida como dipygus. Da cintura para baixo, ela tinha tudo duplicado. Ela possuía duas pequenas pélvis, cada uma com uma perna emparelhada às suas pernas normais. Ela conseguia mover suas pernas menores, mas não conseguia andar sobre elas. Possuía também duas vaginas, consequentemente dois sistemas reprodutivos. Suas menstruações ocorriam simultaneamente nas duas vaginas, diferentemente dos seus dois ânus, onde ela conseguia defecar em momentos distintos.

Imediatamente ao nascer a menina virou uma sensação nos jornais do Tennessee. Ela foi examinada por vários médicos e seu caso descrito em várias revistas da época. Na década de 1880, começou a ser levada por todo país em feiras, shows e mostrada ao público como uma aberração da natureza. Quando fez 14 anos, conseguiu algo extraordinário para alguém como ela: um contrato de US$ 250 dólares semanais para apresentar-se no circo do mago Phineas Barnum.

Com o tempo foi cansando dos shows e aposentou-se aos 19 anos. Na mesma época, Josephene casou-se com um médico chamado Clinton Bicknell e teve sete filhos.

Curiosidade: quando estava grávida do primeiro filho, ela inicialmente duvidou que estava esperando uma criança, pois seu marido havia dito que a criança estava sendo gestada no seu útero do lado esquerdo. Ela não acreditou, pois segundo ela, eles só mantinham relações sexuais na vagina da direita.

Josephene morreu em 1928, aos 60 anos.

A Mulher de Quatro Pernas

Maxine-Mina


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Nascida nas Filipinas por volta de 1896, Maxine-Mina tinha quatro pernas e dizia-se que ela podia controlá-las. Com cerca de 20 anos foi “descoberta” por empresários dos freak shows e levada para os Estados Unidos. Lá, trabalhou para o Zoológico Sheeley, uma caravana itinerante que apresentava pessoas com deformações. Maxine foi apresentada como uma aberração da natureza em várias localidades como Atlantic city, New Jersey e Coney Island. Devido aos seus membros extras, ela só podia vestir uma camiseta ou vestido.

Após suas apresentações nas cidades citadas acima, não se sabe o que aconteceu à menina de quatro pernas.

Curiosidades - Show de Horrores - Maxine minaMaxine-Mina

Quer ver mais? Acesse o site Phreeque.

Dica da @_mahrshmallow.

O clássico filme Freaks, de 1931


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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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  • Paulo Borracha

    Esta foi uma das matérias mais interessantes que já li. Quando era pequeno ouvia falar desses ‘freak shows’ que existiam antigamente, mas nunca tinha visto uma foto ou vídeo, muito interessante conhecer um pouco mais desta história. Ótimo site.

  • Patricia Barreto

    ótima matéria, tmb já tinha ouvido falar sobre esses ‘freak shows’ mas ainda não tinha visto fotos e detalhes sobre a vida de cada um

    parabéns pelo site (:

  • Rocha

    É deprimente pensar que pessoas que deveriam ser tratadas pela medicina (independente da época), sendo tratadas como monstros, o filme nunca vi, mas a julgar pelo pequeno vídeo imagina-se que  seja triste.
    Porém, vale ressaltar que a matéria é interessante e oportuna, parabéns.

  • http://profile.yahoo.com/HSRPSCECPGUTTF7HJ4FVZ4V4OE Manuel

    Nossa! É incrível como a tristeza pulsa em cada foto e em cada história. Eu sei que existem esses casos como o da mulher barbada que tiveram “finais felizes” e os canalhas como o homem lagosta, mas é assustador como uma coisa tão “underground” quanto a glamurização do escárnio às deformidades era algo tão “mainstream” na época. É algo como o “lado negro” de uma socidade, e de um elemento cultural como o circo. É curioso olhar o pudor com que as pessoas falam de uma deficiência hoje e como elas eram tratadas ontem. A falta de ética dos empresários, o descaso das autoridades, a APROVAÇÃO do público. Nossa! Sem falar nesse filme Freaks, onde essas pessoas são mostradas como seres “mágicos” e depravados. Nossa. Não tem nem o que falar cara. Ótima matéria.

  • Pingback: Fotografias mostram as atrações do Circo de horrores do século XIX | CLAMOR DA UNIVERSAL()

  • Caroline Ferreira

    Mais uma vez, parabéns pela excelente matéria!!!!!

  • Debbie

    Amei o site.

  • Mayara

    Querido adorei o blog…Otimos documentários!!! Vou ver se acho Freaks para assistir!!!

  • Pingback: O Psicopata e Elvis | O Aprendiz Verde()

  • Augusto

    O pior, é que isso ainda existe por aí. Muitas vezes, a pessoa que tem alguma anomalia se vê obrigada a apresentar-se nesses circo dos horrores, pois é o único meio de sustento que dispõe. Como no caso do Dede, da Indonésia, conhecido como “homem árvore”. Triste…

    • http://twitter.com/OAprendizVerde O Aprendiz Verde

      Verdade Augusto, um caso recente é o do Mexicano Felipe Garcia, “o incrível menino que se prega”, devido a uma raríssima condição, ele não sentia dor, e apresentava-se em um circo martelando pregos no corpo. Quando descoberto, seus pais e tios foram presos e atualmente ele é criado por uma família da Cidade do México.

  • Pingback: Serial Killers: Anatomia do Mal | Blog O Aprendiz Verde()

  • João Carlos

    qual o nome da canção no ínicio do vídeo muito bonita.

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Johnny Cash – Hurt..

  • Pingback: American Horror Story: Freak Show♥ | Rather CHAOS()

  • Raphael

    Melhor post sobre o assunto que eu encontrei. Parabéns.

  • Lara

    Qual o nome dessa musica? linda demais

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Johnny Cash – Hurt.

  • BRUNA

    Quais são as referencias bibliográficas? Pretendo fazer uma pesquisa histórica com essa temática

  • Pingback: American Horror Story: uma história real por trás da ficção | Blog O Aprendiz Verde()

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