Holocausto: Os Experimentos de Rascher e o Campo de Buchenwald

“Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos.” Essa é uma frase emblemática do médico nazista...
OS EXPERIMENTOS DE RASCHER E O CAMPO DE BUCHENWALD

Os Experimentos de Rascher e o Campo de Buchenwald.

“Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos.”

Essa é uma frase emblemática do médico nazista Sigmund Rascher. Sigmund foi um dos 350 médicos nazistas que conduziram macabras experiências em humanos durante a Segunda Guerra Mundial. Diferentemente de outros colegas, Sigmund era o responsável pelo campo de concentração de Dachau, na Bavária alemã. Isso significa que o sanguinário médico nazista tinha à sua disposição todo um laboratório de cobaias (humanas) vivas.

O médico era admirado e protegido pelo todo poderoso Heinrich Luitpold Himmler, o segundo no comando alemão, abaixo apenas de Adolf Hitler. Himmler era tão entusiasta das pesquisas “científicas” de Rascher que chegava à assistir aos terríveis experimentos do doutor em câmaras de baixa pressão. Himmler inclusive forneceu prisioneiros para o doutor em maio de 1941. Os experimentos do médico era uma forma de entender como homens poderiam reagir sob baixíssima pressão. Ele simulava condições atmosféricas para determinar se os pilotos alemães poderiam sobreviver à aquela altitude. Os dados das suas pesquisas iam direto para a Luftwaffe, a Força Aére alemã.

Não precisa dizer que a maioria das cobaias morriam, os que conseguiam sobreviver, tinham o cérebro dissecado enquanto ainda estavam vivas para que o médico pudesse observar as bolhas de ar que se formavam nos vasos sanguíneos. Sigmund registrava meticulosamente todos os sintomas que suas cobaias iam sofrendo, entre elas:

  • Convulsões espasmódicas.
  • Respiração agoniada e compulsiva.
  • Gritos.
  • Convulsões de pernas e braços.
  • Caretas. Mordidas na língua.
  • Perder a consciência.
  • Dá a impressão de estar morta.

“Vi um prisioneiro suportar o vácuo até que os pulmões estouraram. Certas experiências provocaram tal pressão na cabeça dos pacientes que eles enlouqueceram, arrancando os cabelos no esforço para aliviar o tormento. Dilaceravam as faces com as unhas, batiam nas paredes, uivavam no intuito de aliviar a pressão nos tímpanos. Esses casos de vácuo absoluto terminavam geralmente com a morte do paciente.” 

[Anton Pacholegg, prisioneiro de Dachu e assistente de Sigmund Rascher na câmara de baixa pressão]

Cobaias humanas utilizadas pelo Dr. Sigmund Rascher.

Na imagem acima, duas cobaias humanas que morreram durante os experimentos do médico Sigmund Rascher. Os dois homens foram cobaias em um experimento em uma câmara de baixa pressão para determinar qual a altitude que a tripulação de um avião (nazista) poderia sobreviver sem oxigênio. A data da morte do homem à esquerda é desconhecida. Já a do homem à direita, foi tirada em um domingo, 01 de março de 1942, o fotógrafo foi o próprio Sigmund.

O médico alemão, também conduziu experiências com hipotermia. As pesquisas com hipotermia mataram centenas de psisioneiros e tinham como objetivo entender os efeitos do frio no corpo humano. Prisioneiros eram mergulhados em tanques com água congelante e o médico analisava suas reações e o tempo de morte.

Os médicos nazistas, Professor Ernst Holzlohner (esquerda) e o Dr. Sigmund Rascher, utilizam uma cobaia em um tanque com água congelante para estudar os efeitos da hipotermia no corpo humano. A cobaia utiliza uma roupa especial fabricada pelos alemães. A experiência tinha como objetivo saber quanto tempo um soldado alemão poderia sobreviver em águas congelantes com a roupa.

O Campo de Concentração de Buchenwald

Buchenwald foi um campo de concentração nazista localizado no leste da Alemanha. Estima-se que cerca de 250 mil pessoas tenham morrido em Buchenwald. Além de judeus, a população do campo de concentração era composta por criminosos, testemunhas de Jeová, ciganos e desertores militares alemães.

Buchenwald foi também um campo de experiências para a sinistra medicina nazista. Em 1944, o médico dinamarquês Dr. Carl Vaernet iniciou uma série de experiências de transplantes hormonais que, segundo ele, trariam a “cura” para homossexuais.

Entre junho e dezembro de 1944, o médico usou 17 prisioneiros para testar seus estudos. O método consistia em inserir uma glândula artificial contendo testosterona (o hormônio masculino) nas virilhas das cobaias. Embora nenhum dos pacientes tenham morrido diretamente, pelo menos duas infecções contraídas na cirurgia mataram dois deles posteriormente. Sua busca pela cura da homossexualidade tornou-se inconclusiva e ele logo perdeu sua influência com o alto escalão nazista.

Outros experimentos macabros em humanos feitos em Buchenwald consistiam na admistração de vacinas experimentais contra vários tipos de doenças (como tifo) e testes com venenos e bombas. Soldados nazistas soltavam bombas nos prisioneiros para que os médicos pudessem estudar seus ferimentos e cronometrar o tempo que levavam para morrer.

Os que não eram mortos pela “medicina” nazista eram mortos aleatoriamente por soldados da SS alemã que praticavam “tiro ao alvo” e enforcamentos. Walter Gerhard Martin Sommer era um desses sádicos soldados. O sargento chegou a crucificar dois padres austríacos de cabeça para baixo no meio do campo. Ficou conhecido também por pendurar prisioneiros com os punhos atrás das costas em árvores da região deixando-os agonizando até a morte.

Ao chegarem ao campo, os prisioneiros escolhiam entre o trabalho forçado ou a execução, claro que a primeira escolha era a mais apropriada, porém, ela apenas estendia a dor e o sofrimento. Grande parte dos prisioneiros morriam de esgotamento físico devido à intensa jornada de trabalhos sem alimentação.

Após o fim da guerra a União Soviética utilizou o campo para acomodar prisioneiros de guerra alemães.

Mortos são jogados uns em cima dos outros em um canto do campo de Buchenwald.

Na foto acima o senador norte-americano Alben W. Barkley de Kentucky e presidente do Comitê sobre Crimes de Guerra do Senado visita o campo de extermínio em Buchenwald em 24 de abril de 1945. Ele olha sombriamente os cadáveres esqueléticos amontoados no chão.



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