Documentário: Meu Mundo Maravilhoso ou Contra Chikatilo…

Preparem-se! Vocês estão prestes a ver algo único. Estão prestes a ver algo que, provavelmente, nunca teriam a oportunidade de assistir não fosse o árduo e incessante trabalho do...
Documentario Andrei Chikatilo

Meu Mundo Maravilhoso ou Contra Chikatilo ...

Preparem-se! Vocês estão prestes a ver algo único. Estão prestes a ver algo que, provavelmente, nunca teriam a oportunidade de assistir não fosse o árduo e incessante trabalho do Blog O Aprendiz Verde. E não pensem que estou exagerando. Não, não estou! O que disponibilizo neste post para vocês é algo absolutamente ÚNICO! RARO! Pela primeira vez em língua portuguesa, na verdade, pela primeira vez numa língua que não seja a original, a russa.

Meu Mundo Maravilhoso ou Contra Chikatilo… é um raríssimo documentário de 1993 do russo Misha Serkov. Tão raro que não existem informações sobre ele. Não sei nem mesmo se foi lançado comercialmente, o que acredito que não. É um documentário esquecido, perdido e que estaria fadado ao ostracismo eterno não fosse uma das maiores invenções do século 20: A Internet!

Sabe aquele raríssimo filme ou documentário que você possui em VHS (ou outra mídia) e que está empoeirado a uns 20 anos dentro de uma caixa qualquer no seu porão? E com o advento da internet você resolve compartilhá-lo com o mundo? Foi isso o que fez um russo em 2012. Em 6 de julho de 2012, o usuário HaryJuce publicou em sua conta no youtube um desses documentários.

“Esse filme é único, com filmagens nunca antes publicadas. É um material extremamente raro e valioso. Super!”, escreveu um internauta russo sobre o doc.

Preto, melancólico, vanguardista… bem no estilo da era pós-soviética, e com um assunto que poucas pessoas ousariam discutir. Posso definir assim esse documentário que mais parece ter surgido das profundezas da Terra. Com imagens antagônicas, de demônios a lindas mulheres, de gatinhos a crianças mortas, e uma trilha sonora pop, Meu Mundo Maravilhoso ou Contra Chikatilo… fala sobre mortes, maníacos, serial killers… É um documentário no estilo art house, não possui um objetivo específico, um caminho a seguir, sua ênfase é no realismo social e é claramente destinado a um nicho muito específico de audiência, ou seja, está MUITO longe do mainstream.

O filme é sobre a maldade humana, sobre homens de rostos angelicais e aparentemente inofensivos que, por algum motivo, matam a sangue frio.

Como toda película, o documentário possui o seu personagem principal, e aqui, ele é, simplesmente, Andrei Romanovich Chikatilo, um dos mais sanguinários serial killers da história. Mas não pense que este é mais um documentário que conta sobre sua vida, não, não é! Aqui, vocês verão algo completamente único e raro. Este documentário disponibiliza a última entrevista dada por Andrei Romanovich Chikatilo antes dele ser executado no dia 14 de fevereiro de 1994.

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Andrei Romanovich Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo

Eu realmente não sei se quem o entrevistou foi o diretor Misha Serkov ou algum psiquiatra levado por ele. Digo isso porque as perguntas que saem da boca do entrevistador parecem vir de um psiquiatra. Na época em que deu esta entrevista, Andrei Chikatilo era uma espécie de pop star do crime, equipes de TV do mundo inteiro faziam fila do lado de fora da prisão em Novocherkassk para tentar entrevistá-lo. A mórbida fascinação não era para menos. Até hoje, é difícil explicar esse homem, um pai de família com várias faculdades nas costas e que teve grande influência dentro do Partido Comunista, mas que sentia-se tão humilhado pela sociedade que, ferozmente, começou a matar com uma perversidade ainda pouco vista.

Durante quase toda entrevista, Chikatilo não encara o entrevistador e nem a câmera, sempre de cabeça baixa, discorre sobre sua vida e seus problemas. Fala até mais do que o necessário (o que deu muitos problemas para a tradutora). Suas respostas parecem tentativas de defesas, é tangencial quando é questionado sobre seus crimes e prefere dar ênfase a seus dotes acadêmicos em detrimento do ser “vagabundo”. Responde o que lhe é conveniente.

Já nas partes finais da entrevista, que na realidade só foi mostrada algumas poucas partes, Chikatilo fica tão na dúvida do que responder que afirma: “…eu já não sei o que devo falar. Eu já não sei como eu devo responder”.

Aqui ele revela que delibera bem sobre o que responde, e pensa para falar, ou seja, ele não está preocupado em ser sincero. Alias, seria estranho se ele tivesse mesmo essa preocupação.

Chikatilo não parece ser esquizofrênico. É um psicopata com parafilias pedofílicas e sádicas. É marcante ele contar que sua mãe o apavorava com histórias de que seu irmão havia sido canibalizado na grande fome ucraniana de 1933. Pergunto-me: será que, já na infância, ele não teria ficado curioso com isso e com vontade de experimentar carne humana? Meras suposições… Durante a entrevista ele deixa claro sua frustração devido a impotência. Com relação a isso, uma vez atendi um paciente que falou que só sentia prazer vendo vídeos “hard” e, durante uma bateria de exames, um médico descobriu que ele tinha testosterona baixa. Ele afirmava que precisava de um estímulo “intenso” para chegar a ter ereções. Tive dificuldades em achar literaturas relacionando níveis de testosterona e parafilias. Chikatilo poderia ter testosterona baixa? São muitas as hipóteses, de qualquer forma, é óbvio que Chikatilo procurava experiências radicais em busca do prazer perdido e, como era psicopata, até sabia o que era certo ou errado, mas não se importava em fazer o errado pois, como um psicopata, não tinha empatia. A psicopatia grave associada a uma parafilia sempre é algo perigoso.

Durante a entrevista, o entrevistador pergunta qual o animal preferido de Chikatilo. Ele responde que gosta de todos, mas principalmente de gatos. Para a psicologia isso tem um significado. Em 2011, um estudo de pesquisadores da Universidade do Texas mostrou que pessoas que gostam de gatos são mais instáveis emocionalmente e com menos empatia.

Durante a entrevista, o entrevistador pergunta qual o animal preferido de Chikatilo. Ele responde que gosta de todos, mas principalmente de gatos. Para a psicologia isso tem um significado. Em 2011, um estudo da Universidade do Texas, coordenado pelo psicólogo Samuel Gosling, mostrou que pessoas que gostam de gatos são mais instáveis emocionalmente e com menos empatia.

A entrevista com Chikatilo é intercalada com dados sobre maníacos mundo afora, ditas através de uma narração, e cenas de concursos de beleza, gatos, videoclipes, etc. Isso mesmo! Achei algo bastante original e interessante. Você já viu um documentário sobre maníacos assassinos onde o diretor insere videoclipes? De duas uma: ou o diretor Misha Serkov, com tais cenas, quis quebrar o gelo e tornar o documentário algo menos sombrio ou ele joga uma indireta dizendo: Esse é um assunto tão banal e corriqueiro, que devíamos discuti-lo com a mesma frequência com a qual discutimos coisas banais como, por exemplo, música.

E por falar em videoclipes e música, o destaque sonoro do documentário vai para uma conhecidíssima música popular. Ao mostrar as belas mulheres russas durante o Miss União Soviética de 1989, o diretor coloca pra tocar uma trilha sonora que fez muita gente balançar os quadris mundo afora. Qual a música?

Qual? Qual? Ah… você terá que ver o documentário. A banda é francesa, mas a vocalista é brasileira, e a música cantada em português, ecoou pelo mundo no final dos anos 80 e começo dos 90. Sem dúvidas uma música que marcou uma época e que lançou uma certa cantora carioca ao estrelato mundial. O videoclipe dessa música só tem 35 milhões de visualizações no Youtube. Pouco, né?

Na Foto: Belas mulheres russas se preparam para o Miss União Soviética de 1989.

Belas mulheres russas se preparam para o Miss União Soviética de 1989.

Ao assistir ao doc, dois pontos de interrogação surgem:

“No Brasil, Florisvaldo Delevetro, em 30 anos, matou 50 pessoas”, diz o narrador ao abordar casos de assassinatos em série pelo mundo. Mas quem é Florisvaldo Delevetro? Eu, particularmente, não faço a mínima ideia de quem seja o tal Florisvaldo. Desconheço um serial killer tupiniquim com tal nome. Suspeito bastante que Misha Serkov tenha se referido a Florisvaldo de Oliveira, mais conhecido como “Cabo Bruno”, o notório “Justiceiro” paulista que na década de 80 assassinou mais de 50 pessoas. O nome e o número de mortes batem com o de Cabo Bruno, entretanto, enquanto o Florisvaldo de Serkov matou durante 30 anos, o Florisvaldo paulista agiu durante apenas dois anos, 1982 e 1983. Outro ponto que levanta dúvidas é quando o narrador diz: “O americano Dyuel Davis, de 40 anos, foi condenado ao mais longo prazo de encarceramento pelos seus assassinatos, dez mil anos.”

Em 1976, Dudley Wayne Kyzer, 40 anos, foi condenado à morte por eletrocussão, pelo assassinato de três pessoas. Em 1980, a Suprema Corte do estado do Alabama considerou a pena de morte inconstitucional. Dudley foi julgado novamente, em 1981, e condenado a duas prisões perpétuas mais dez mil anos. Portanto, o nome correto do americano condenado a dez mil anos de cadeia é Dudley Kyzer e não Dyuel Davis. Me parecem dois pequenos erros do documentário, mas que não interferem em nada em seu entendimento.

Na Foto: A tragédia do comunismo também é abordada com imagens de pessoas mortas de fome, crianças esfomeadas e esquálidas.

A tragédia do comunismo também é abordada com imagens de pessoas mortas pela fome, crianças esfomeadas e esquálidas. Destaque também para a voz da poetisa Bella Akhmadulina, que narra alguns dos seus poemas durante o documentário. Nada mais antagônico, não?

Bom, eu disse que o documentário possui um personagem principal, certo? Então, se existe um personagem principal, provavelmente há coadjuvantes, correto? Sim! Se no papel principal posso destacar Andrei Chikatilo, nos papeis de “atores” coadjuvantes, há dois serial killers da pesada.

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Boris Serebryakov

Não se engane com o rostinho de bebê e o jeitinho simples de Boris Serebryakov. Assim como muitos serial killers, Boris tinha uma aparência inofensiva e calma. Seu comportamento, porém, não deixa dúvidas: Ele era um sociopata.

Nascido no dia 18 de agosto de 1941, na região que hoje é conhecida como Chechênia, desde cedo o soviético mostrou comportamento desregrado e violento. Não parava em nenhum emprego e bebia até cair no chão. Foi preso inúmeras vezes por ataques aleatórios à pessoas nas ruas. Batia nos pais, irmãos, arrumava confusão com colegas de trabalho… tinha uma vida totalmente voltada para a violência.

Na casa dos 20 anos, mudou-se para a cidade de Samara, ao sul da Rússia, onde continuou a cometer crimes. Foi preso por roubo, tentativas de estupros e por provocar incêndios (característica comum a vários serial killers). Quando saía da cadeia, continuava com seus crimes. Sua onda de assassinatos começou na madrugada do dia 28 de abril de 1969, quando ele invadiu um apartamento em Samara matando toda uma família. Marido, mulher e filho, este de apenas 5 anos de idade. Depois de matar a família, ele praticou necrofilia com o cadáver da mulher e incendiou todo o apartamento.

Um ano depois, ele invadiu uma casa onde moravam mãe e filha. Pensando que só havia uma moradora dentro da casa, Serebryakov atacou a mulher mais velha com um machado e, pensando que ela estava morta, começou a estuprá-la. A filha da mulher acordou com os barulhos e, ao presenciar a cena, começou a gritar. Assustado, Serebryakov fugiu do local deixando as duas mulheres vivas. Mas um mês depois, em maio de 1970, duas outras mulheres não teriam a mesma sorte. Na madrugada do dia 9 de maio de 1970, ele invadiu uma casa em Samara matando as moradoras a golpes de machado. Poucos dias depois, em 22 de maio, uma equipe de investigação foi criada para investigar os crimes do “Maníaco de Samara”.

Mas isso não impediu que o serial killer continuasse matando. Em 05 de junho de 1970, ele invadiu uma outra casa e matou quatro pessoas, todas da mesma família. Marido, mulher, e seus dois filhos de 10 e 5 anos. Estuprou a mulher morta e incendiou a casa. Seu caso assemelha-se bastante ao de Anatoly Onoprienko, um dos piores serial killers ucranianos. Apelidado de “O Exterminador”, (leia sua história aqui) Anatoly Onoprienko invadia casas em locais afastados e assassinava famílias inteiras. Homens, mulheres, crianças, recém-nascidos. Após os crimes, ele incendiava as casas e ia embora. A diferença é que Anatoly não estuprava as mulheres e, ao invés de um machado, usava uma escopeta.

Três dias depois de ter assassinado quatro pessoas da mesma família, Serebryakov pegou sua bicicleta e começou a vagar pela sombria noite russa a procura de novas vítimas. Policiais que faziam uma ronda num local afastado da cidade, o avistaram. Já sabendo que o maníaco usava uma bicicleta, eles saíram em perseguição a Serebryakov, que invadiu uma casa e se escondeu. Os policiais entraram na casa e um deles quase teve a cabeça quebrada por um tijolo. Serebryakov conseguiu fugir subindo em um trem em movimento que passava pelo local. Poucos dias depois ele foi capturado vindo a ser executado em 1971, aos 30 anos de idade.

E são as inéditas e perdidas cenas das reconstituições dos crimes de Serebryakov que Misha Serkov disponibiliza em seu documentário. Todos nós sabemos que uma das principais características de países socialistas é esconder suas mazelas. Infantilmente, eles acham que, escondendo as desgraças que acontecem em seus territórios, o mundo os verão de forma diferente, como exemplos de sucesso. Rússia e China são países campeões em número de maníacos assassinos, entretanto, esse tipo de informação não atravessa as altas paredes do Kremlin ou consegue sair do alto comando do Partido Comunista chinês, por isso, ter acesso a esses documentos não é qualquer coisa. Para se ter uma idéia, muitos russos nunca tinham ouvido falar de Boris Serebryakov, e a frase do internauta no começo do post comprova o que digo.

Na Foto: O "Maníaco de Samara", Boris Serebryakov, os restos de uma das casas que incendiou.

O “Maníaco de Samara”, Boris Serebryakov, observa os restos de uma das casas que incendiou.

Obs.: Imagem Ilustrativa

Obs.: Imagem Ilustrativa

Se Boris Serebryakov era a imagem de um delinquente juvenil, cujos assassinatos em série não surpreenderam ninguém, nem mesmo a sua família, o mesmo não podemos dizer do enigmático serial killer Aleksey Sudarushkin. Posso afirmar que Sudarushkin faz parte do seleto “clube” onde sentam-se Andrei Chikatilo, Ted Bundy, John Wayne Gacy, e tantos outros .

Assim como Andrei Chikatilo, Aleksey Sudarushkin era um homem acima de qualquer suspeita. Médico pediatra brilhante, com várias teses de mestrado e doutorado publicadas, Sudarushkin era casado, pai de dois filhos e frequentava a alta sociedade russa. Mas ao mesmo tempo em que se dedicava com afinco aos seus pequenos pacientes, ele também tinha que lidar com o seu patológico desejo de matar. Numa espantosa regularidade, de seis em seis meses, Sudarushkin estuprava e matava crianças. E ele é mais um dos inúmeros serial killers russos que foram “escondidos” pelo governo comunista. Não há informações sobre ele, nem mesmo uma foto. É bem provável que se Andrei Chikatilo tivesse sido preso em 1984, nós nunca teríamos ouvido falar dele. Certamente seria mais um que o comunismo esconderia, mas como ele foi preso após o colapso da União Soviética, sua história chegou até nós.

Quanto ao médico serial killer, ao ser levado para a sala de execução em 1981, Sudarushkin defecou e urinou na própria calça. E foi mais um que foi morto sem ter sido compreendido. Uma pena, pois uma mente como a dele, deveria ter sido mantida viva para estudos. Como diria o personagem psiquiatra Aron Richter do filme Evilenko: “Vocês não os entendem então… os matam! Haverá outros, pode ter certeza.”

Uma grande frase que mostra a mais pura realidade. Depois de Sudarushkin, veio Anatoly Slivko, e após Anatoly Slivko, veio Andrei Chikatilo, e como os anteriores, Chikatilo também foi executado sem ser compreendido. Como podemos nos defender de pessoas assim se não os entendemos?

Antes de ser executado, Aleksey Sudarushkin gravou um monólogo numa fita cassete, onde diz dentre outras coisas: “Eu queria chegar à fonte da vida. E quanto mais perto eu aspirei a este mistério, mais forte era o meu ciúme desses jovens, crianças. A alma exigiu um forte estresse, sangria, em suma, o sacrifício.”

Parece que o médico queria chegar à fonte da juventude, e enxergou isso nos seus pequenos pacientes, e tomado pelo ciúme, os matou. Algo que, grosso modo, poderia até explicar a sua “arte” na sala de execução. Um homem que tinha medo extremo da morte e que usava o seu conhecimento acadêmico para tentar viver eternamente e, ao concluir que a morte o espreitava e que não escaparia, perdeu o controle de todas as suas ações, e… se sujou todo.

E são partes do monólogo de Aleksey Sudarushkin que são narradas aleatoriamente durante o documentário. Algumas cenas mostram uma criança morta, toda machucada, mas não é informado se a criança foi uma vítima de Sudarushkin ou de um outro maníaco não identificado que aparece algumas vezes no vídeo, o que eu acredito que seja.

Na Foto: Um outo Maníaco, não identificado, é mostrado no documentário. É bem possível que uma criança morta mostrada no documentário tenha sido vítima dele.

Um outo maníaco, não identificado, é mostrado no documentário. É bem possível que uma criança morta mostrada no documentário tenha sido sua vítima.

Voltando à produção do vídeo e contextualizando com o período final do regime comunista da União Soviética, o documentário não poupa críticas ao regime. No final intercala imagens de Lênin e Stálin com de crianças famintas e clara referência ao terrível genocídio ocorrido na Ucrânia na década de 30. No regime totalitário, com a KGB em plena atividade, esse seria o típico documentário que não seria exibido em rede pública de TV.

E é este sinistro e, ao mesmo tempo, instigante documentário que vocês estão prestes a assistir. Mas antes, gostaria de deixar o meu agradecimento a Elena Kopyonkina. Se vocês hoje tem a oportunidade de assistir a este documentário, agradeçam a ela. Gentilmente, Elena, uma russa moradora de São Petersburgo, concordou em colaborar com o Blog O Aprendiz Verde traduzindo todo o documentário, um trabalho realmente difícil e complicado. Por isso, todo o meu agradecimento ao trabalho e empenho de Elena Kopyonkina. Elena possui um blog onde dissemina um pouco da cultura russa. Acessem: leandrey.wordpress.com

Maníacos, crimes, mortes, mulheres, poesia, videoclipes e um dos mais abomináveis serial killers de todos os tempos. Assistam, isto é história! Ah! E não esqueça de deixar o seu comentário!

Meu Mundo Maravilhoso ou Contra Chikatilo…


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Colaborou com esta matéria:


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Leandro C S Gavinier, psiquiatra forense.

Vídeo, tradução por:

elena

Revisão por:

Marina

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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