Serial Killers: Michael Madison, o assassino copycat

Cleveland, Ohio. Estados Unidos. Setembro de 2009 Em setembro de 2009, uma situação banal e corriqueira no mundo inteiro ocorreu num barzinho da cidade de Cleveland, estado norte-americano de...

Serial Killer em Cleveland

Serial Killer em Cleveland

Cleveland, Ohio. Estados Unidos.

  • Setembro de 2009

Em setembro de 2009, uma situação banal e corriqueira no mundo inteiro ocorreu num barzinho da cidade de Cleveland, estado norte-americano de Ohio. Uma mulher aceitou um convite para beber na casa de um homem que acabara de conhecer. Mas após alguns goles, a mulher percebeu que o gentil homem que conhecera no bar não era o que parecia ser. Ele ficou violento, agrediu-a, sufocou-a e a estuprou. Felizmente, num momento de descuido do homem, a mulher conseguiu fugir da casa e chamar a polícia.

Semanas depois, com um mandado de busca, a polícia chegou até a casa do estuprador para prendê-lo. Ele não estava lá. Ao adentrar a casa, a polícia fez uma macabra descoberta. Dois corpos de mulheres jaziam no chão da sala de estar. Quatro outros corpos foram encontrados enterrados numa cova rasa no porão. Ao cavar o jardim da casa, a polícia encontrou um crânio humano dentro de um balde, elevando o número para sete corpos. Mais algumas horas e a polícia encontraria outros quatro corpos enterrados pelo jardim, alguns estavam envoltos em sacos plásticos. Como em tantos outros casos, surgiu a mesma pergunta: Como um assassino pôde matar tantas mulheres bem debaixo dos nossos narizes, e nunca suspeitarmos de nada? A resposta: Seja bem-vindo ao mundo dos serial killers.

Anthony Edward Sowell, 49 anos, foi preso dois dias depois. Como a maioria dos serial killers, Sowell descontava sua fúria num tipo de vítima por qual tinha fixação, no caso, mulheres negras. Foi condenado à prisão perpétua, e o FBI, ainda hoje, investiga sua vida para saber se fez mais vítimas.

Na foto: O Estrangulador de Cleveland, Anthony Sowell. Créditos: Associated Press.

Na foto: O Estrangulador de Cleveland, Anthony Sowell. Créditos: Associated Press.

Na foto: A casa do serial killer Anthony Sowell. Avenida Imperial número 12205. A casa foi posteriormente demolida. Créditos: The Plain Dealer.

Na foto: A casa do serial killer Anthony Sowell. Avenida Imperial número 12205. A casa foi posteriormente demolida. Créditos: The Plain Dealer.

Cleveland, Ohio. Estados Unidos.

  • Maio de 2013

No dia 6 de maio de 2013, o serviço de emergência 911 de Cleveland recebeu a chamada de uma mulher que dizia o seguinte:

– 911

– Me ajude, por favor! Eu sou Amanda Berry. 

– Você precisa da polícia, dos bombeiros ou de uma ambulância? 

– Polícia! 

– O que está acontecendo? 

– Eu fui sequestrada! Fiquei desaparecida por dez anos e estou aqui, estou livre agora. 

– OK, e qual é o seu endereço? 

– Avenida Seymour, 2207… eu sou Amanda Berry. Estive no noticiário pelos últimos dez anos.

Minutos antes, um homem chamado Angel Cordero passava em frente do número 2207 da Avenida Seymour, quando viu uma mulher gritando de dentro da casa. Ele não pôde conversar com ela, pois não falava inglês. Outro vizinho, Charles Ramsey, ouviu os gritos e os dois arrombaram a porta. Ao entrarem, viram sair de um buraco uma mulher com uma criança no colo. Era Amanda Berry, que corre até o vizinho da frente e faz a ligação ao 911.

O caso chocou os Estados Unidos e foi notícia no mundo inteiro. Durante mais de uma década, um sádico estuprador manteve presas no porão de sua casa número 2207, três mulheres, Amanda Berry, Gina DeJesus, e Michelle Knight,  que ele havia sequestrado ainda adolescentes. Durante os 10 anos em que viveu no porão, Amanda Berry ficou grávida pelo menos cinco vezes de Ariel Castro, o sequestrador. Para que ela abortasse, Ariel dava socos em sua barriga ou a deixava sem comida. Entretanto, uma gravidez prosperou e, em 2006, Amanda teve uma filha de Ariel, menina que, inocentemente, o chamava de “papai”.

Na foto: Reportagem do jornal O Estadão sobre o caso Ariel Castro.

Na foto: Reportagem do jornal O Estadão sobre o caso Ariel Castro.

Esses foram dois recentes casos que chocaram os moradores da cidade de Cleveland, uma cidade com cerca de 400 mil habitantes no extremo norte do estado de Ohio. E com relação a isso, gostaria de fazer um pequeno comentário: dos dois crimes acima, do qual você tinha conhecimento? Eu respondo por você: você sabia do crime de Ariel Castro, dos sequestros das três garotas. E tenho certeza de que você NÃO sabia dos crimes do serial killer Anthony Edward Sowell. Eu pergunto: Como assim? Crime por crime, o do serial killer é muito mais hediondo. Ele assassinou e enterrou 11 pessoas no seu quintal!!! Mulheres, algumas mães com crianças em casa… Mas e daí? Eram mulheres negras, algumas viciadas em drogas, outras prostitutas, a escória da sociedade. Alguém se importa com elas? Elas não são brancas como as garotas sequestradas por Ariel Castro. E não diga que sou paranoico, antimídia, ou algo do tipo. Se você acha, sugiro ler esta matéria publicada no site da BBC Brasil.

Voltemos ao texto.

Não bastassem as ainda frescas memórias de policiais cavando no jardim de Anthony Sowell e a horrenda descoberta em maio deste ano na casa número 2207 da Avenida Seymour, Cleveland foi novamente tomada pela incredulidade e medo neste último fim de semana.

Tudo começou na última sexta-feira, 19 de julho de 2013, quando vizinhos chamaram a polícia devido a um mau cheiro vindo de uma garagem em uma casa num bairro a leste da cidade. Ao adentrarem o local, policiais encontraram o corpo nu de uma mulher. Apesar do estado do corpo, era evidente que ela sofrera uma morte violenta. Investigando o inquilino da casa, a polícia chegou até Michael Madison, 35 anos, que alugara o local havia poucas semanas. Na mesma sexta-feira, a polícia, com um mandado de busca, adentrou o apartamento do suspeito e encontrou o que as autoridades chamaram de “evidências adicionais de decomposição”. Michael foi preso na casa de sua mãe poucas horas depois. No dia seguinte, sábado, 20 de julho de 2013, quando detetives retornaram ao bairro de Michael para procurar por mais evidências, eles encontraram outros dois corpos em uma casa abandonada.

Quatro anos depois, Cleveland revela um novo serial killer.

“Nós estamos lidando com um indivíduo doente, e nós temos razões para acreditar que há mais vítimas. Ele não diz que não há mais corpos, mas também não diz que há. Ele está brincando nos dois lados”, disse à CNN o prefeito de Cleveland, Gary Norton.

Mas não foi só isso o que disse o prefeito, “Infelizmente, este é um indivíduo doente que parece ter sido influenciado por outro doente.”

As três vítimas eram mulheres, negras, e foram enroladas em sacos plásticos. Isso lembra alguém?

“Ele nos disse coisas que nos levam a crer que Anthony Sowell foi uma influência para ele”, disse o prefeito.

Gary Norton, porém, não disse porque as autoridades acreditavam haver mais corpos. Uma grande busca, com ajuda de cães farejadores, foi feita no último domingo, 21 de julho de 2013, em vários bairros abandonados da cidade, em busca de mais corpos. Cerca de 40 voluntários, incluindo ativistas anticrimes, ajudaram nas buscas engrunhando-se pelas casas abandonadas ao longo de uma estrada de ferro.

“O modus operandi de cada corpo encontrado até agora é embrulhado em um monte de sacos plásticos. Então, se vocês virem alguma coisa… isso pode não parecer um corpo, mas fiquem atentos porque, em cada saco, a pessoa estava em posição fetal. Não parece que uma pessoa pode estar dentro”, disse o chefe de polícia Ralph Spotts para policiais e civis que participaram das buscas.

A polícia acredita que as mulheres foram mortas neste mês de julho, mas a decomposição dos corpos está em um estado tão avançado que o médico-legista do condado de Cuyahoga (lembrei de Samuel Gerber…) disse à imprensa no último domingo, que “a identificação e a causa final da morte pode levar vários dias.”

  • Segunda-Feira, 22 de julho de 2013

Apesar do estado dos corpos, nesta segunda-feira, 22 de julho, saiu a notícia de que o médico-legista conseguiu extrair a digital de uma das vítimas. E ela é Angela Deskins, 38 anos, desaparecida desde o dia primeiro de julho. Analisando a vida de Angela, pinta-se um retrato do possível tipo de vítima do serial killer Michael Madison. Não estranhe se bater com as vítimas mortas por Anthony Sowell.

Angela era um rosto conhecido no tribunal municipal de Cleveland. Enfrentou inúmeras acusações de tráfico de drogas, foi presa várias vezes por excesso de velocidade, dentre outras infrações. Em 2009, ela foi dada como desaparecida por sua família, mas tempos depois voltou sem dizer por onde havia andado. Seu último registro no tribunal da cidade é do ano passado, por porte de drogas.

Os outros dois corpos continuam sem identificação. Uma das vítimas tem tatuagens (alguém conhece o Homem Tatuado?) que podem ajudar em sua identificação. Uma delas é uma estrela vermelha com algumas linhas que saem em direção ao seu polegar esquerdo. Outra é uma flor roxa e verde próxima de um nome, ‘Gene’, em seu antebraço esquerdo. O nome ‘Gene’ também está tatuado ao lado de um par de lábios na parte de trás do antebraço esquerdo. O nome ‘Lil Wayne’ também está tatuado no peito esquerdo da mulher.

Na foto: Angela Deskins. Créditos: Cleveland.com

Na foto: Angela Deskins. Créditos: Cleveland.com

Pouco mais de 48 horas após ser preso, Michael Madison foi acusado formalmente pelos três assassinatos. Sua fiança foi estipulada em US$ 6 milhões de dólares.

“Do que eu sei, ele era uma pessoa comum, apesar de possuir muitos conflitos com diferentes garotas que ele conhecia. Quando ele realmente ficava com raiva, você podia ouvir seus gritos a duas quadras de distância”, disse à CNN Shaeaun Child, vizinho de Michael.

“Não estamos satisfeitos. Existe a possibilidade de haver algo mais. Então, nós vamos exaustivamente procurar por tudo, até não acharmos mais nada”, disse o chefe de polícia Ralph Spotts.

  • Terça-Feira, 23 de julho de 2013

A polícia de Cleveland divulgou na manhã desta terça-feira o nome de outra das três vítimas encontradas mortas no último fim de semana. Ela é Shetisha Sheeley, 28 anos. Segundo o prefeito da cidade, as tatuagens no corpo de Shetisha ajudaram na sua identificação, assim como impressões digitais. A terceira vítima continua sem identificação. Essa é a segunda tragédia em pouco mais de seis meses na família Sheeley. Em dezembro de 2012, o irmão mais velho de Shetisha, Dontel, 25 anos, foi morto dentro de casa, um crime que ainda não foi solucionado.

A mídia americana ainda compila informações sobre a vítima, mas uma rápida pesquisada e encontrei uma foto de Shetisha no site justmugshots.com, um site dedicado a publicar fotos de pessoas que já foram presas. Ao que parece Shetisha também já teve problemas com a lei.

Creditos: Foto de Shetisha Sheeley no site Just Mugshots. Créditos: justmugshots.com

Creditos: Foto de Shetisha Sheeley no site Just Mugshots. Créditos: justmugshots.com

Veja abaixo imagens de Michael Madison e um vídeo legendado de reportagens da Associated Press.

Na foto: Michael Madison. Créditos: Cleveland.com

Na foto: Michael Madison. Créditos: Cleveland.com

Na foto: Michael Madison, durante audiência preliminar nesta segunda-feira, 22 de julho de 2013. Créditos: Cleveland.com

Na foto: Michael Madison, durante audiência preliminar nesta segunda-feira, 22 de julho de 2013. Créditos: Cleveland.com

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Na foto: Michael Madison, durante audiência preliminar nesta segunda-feira, 22 de julho de 2013. Créditos: Cleveland.com

Michael Madison ao lado de sua advogada, durante audiência preliminar nesta segunda-feira, 22 de julho de 2013. Créditos: Cleveland.com

Michael Madison ao lado de sua advogada, durante audiência preliminar nesta segunda-feira, 22 de julho de 2013. Créditos: Cleveland.com

Vídeo

  • Quarta-Feira, 24 de julho de 2013

A terceira vítima do serial killer Michael Madison foi identificada hoje como Shirellda Helen Terry, 18 anos. Apesar das autoridades ainda não confirmarem a identificação, um padre de Cleveland disse ao jornal The Plain Dealer que a polícia entrou em contato, nesta manhã, com a família de Shirellda para dar a triste notícia. Segundo informações do jornal britânico The Huffington Post, a identificação foi feita usando registros da arcada dentária e DNA.

Diferentemente das outras vítimas, Shirellda não tinha problemas com a lei, ao contrário, era uma jovem que morava com os pais, trabalhava e estudava. Ela desapareceu no último dia 10 de julho (2013). Foi vista pela última vez saindo do colégio onde trabalhava. Ao longo da última semana, familiares e amigos pregaram cartazes com sua foto por diversos pontos da cidade. Uma recompensa de dois mil dólares foi oferecida pela família e uma página no facebook, “Shirellda Terry is Missing. Have You Seen Her?” chegou a ser criada por amigos na tentativa de encontrá-la. A página hoje, 24 de julho, possui atualizações com mensagens de despedida para Shirellda.

Na foto: Cartaz confeccionado pela família de Shirellda. Créditos: facebook (Shirellda Terry is Missing)

Na foto: Cartaz confeccionado pela família de Shirellda. Créditos: facebook (Shirellda Terry is Missing)

O médico-legista, Thomas Gilson, disse que em poucos dias publicará informações de como as três mulheres morreram. Uma reportagem do The Huffington Post diz que Shetisha Sheeley, a segunda vítima a ser identificada, foi presa em 30 de junho de 2012 sob acusação de disparar uma arma de fogo de dentro de um veículo. O caso foi arquivado três meses depois por falta de provas. Outra informação relevante foi publicada no site cleveland.com. Segundo o irmão de Angela Deskins (a primeira vítima a ser identificada), ele e sua irmã conheciam o serial killer Michael Madison. Os três estudaram juntos durante o ensino médio. Na reportagem, o irmão de Angela, Jermaine, descreve o serial killer como “homem erva”, devido ao fato dele sempre estar fumando maconha.

Nesta quarta-feira, ativistas comunitários planejam fazer uma mega busca no lado leste de Cleveland a procura de novas vítimas do serial killer.

“Nós estamos convocando 300 homens para vir até as avenidas Shaw e Hayden e ajudar nas buscas. Queremos ter certeza de que não existem mais corpos de mulheres na mata ou em casas abandonadas. Todos os homens estão nervosos sobre essa questão das nossas mulheres não estarem seguras e sendo mortas e mutiladas”, disse o ativista Judy Martin, em uma reportagem do jornal Plain Dealer.

  • Sexta-Feira, 26 de julho de 2013

Foram determinadas as causas da morte de duas das três mulheres encontradas mortas no último fim de semana em Cleveland. Segundo o escritório do médico-legista do condado de Cuyahoga, Shirellda Terry e Angela Deskins foram mortas por estrangulamento de ligadura, uma forma de estrangulamento onde não há a suspensão do corpo, com uso de algum instrumento, como uma corda ou fio, para executar a ação. Já Shetisha Sheeley não teve sua causa mortis determinada, o relatório do legista diz que Shetisha morreu de “violência homicida por meios não especificados”.

Uma suposta ex-namorada de Michael Madison disse a WOIO TV, uma afiliada da rede televisiva CBS, que seu ex-namorado tinha uma verdadeira fixação pelo serial killer Anthony Sowell. Madison chegava a chorar ao assistir vídeos do serial killer no Youtube.

Juiz ordena exame psicológico

  • 3 de Junho de 2014

Uma juiza ordenou que o serial killer Michael Madison se submeta a um exame psicológico. A juíza Nancy McDonnel proferiu a decisão na última segunda-feira (2 de junho de 2014) mesmo sob protestos dos advogados de defesa, que dizem que não irão levantar a questão de sua saúde mental no julgamento, marcado para 21 de Julho. Segundo eles, o exame poderia violar seus direitos de Quinta Ementa contra autoincriminação.

A juíza e os promotores argumentaram que os advogados de Madison contataram especialistas em psicologia, que testemunhariam durante o julgamento ou, se caso condenado, durante a fase de sentença. “O estado mental do réu será uma questão abordada, por isso é necessário que o estado tenha capacidade de refutar adequadamente as evidências. Para fazê-lo, é necessário que [Madison] se submeta a testes psicológicos por um perito para o estado.”, escreveram em uma nota os promotores Brent Kirvel, Anna Faraglia e Katherine Mullin.

Os promotores disseram que Madison confessou a polícia que usou drogas e álcool no período em que os crimes foram cometidos. Eles também disseram que ele “afirmou sofrer de perda de memória e confusão mental.”. Mas os promotores dizem que a sanidade e a competência de Madison para ser julgado não será um problema durante o julgamento e eles não basearão sua acusação em sua saúde mental. Com informações Cleveland OH Local News.

Serial Killers - Michael Madison - O Assassino Copycat - Audiencia

Na foto: Michael Madison e sua advogada Christine Julian durante uma audiência. Créditos: Cleveland OH Local News.

Continuaremos acompanhando o caso. O post será atualizado conforme surjam novas informações. Para não perder nenhum detalhe, acompanhe-nos no facebook e twitter.

Informações

Serial killer em Cleveland - Michael Madison - Mugshot

Nome: Michael Madison

Idade: 35 anos

Acusação: Assassinatos

Vítimas: 3 confirmadas

Local: Cleveland, Ohio. Estados Unidos

Período: julho de 2013

Situação: Preso. Fiança estipulada em 6 milhões de dólares

Obs: Madison já havia sido preso no ano 2000 por tráfico de drogas. Foi preso novamente em 2001 sob mesma acusação e, em 2002, foi preso por sequestro e tentativa de estupro. Seu nome estava em um banco de dados de criminosos sexuais do estado de Ohio.



Com Lucimara Vaz

Fontes Consultadas: Associated Press, cleveland.com, Daily Mail, The Huffingpost, CNN, wptv, The Plain Dealer.

Com colaboração

Revisão por:

hellen

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