Japão caça spree killer que matou 5

Mitake, Shunan. Yamaguchi, Japão. 25 de Julho de 2013 Mitake é uma pequena aldeia localizada em uma remota área montanhosa dentro da região de Shunan, a oeste do distrito...

Spree Killer no Japão

Spree Killer no Japão

Mitake, Shunan. Yamaguchi, Japão.

25 de Julho de 2013

Mitake é uma pequena aldeia localizada em uma remota área montanhosa dentro da região de Shunan, a oeste do distrito de Yamaguchi, Japão. É um lugar completamente bucólico. Seus habitantes são, a maioria, pessoas idosas, que cresceram juntas e vivem suas vidas pacatas, sem ter o mínimo de preocupação com o violento e estressante mundo daqueles que vivem nas grandes cidades.

Até o último domingo, essa aldeia vivia no marasmo. Tinha 10 casas e 16 habitantes. Hoje, vive o terror. Têm 8 casas e 11 habitantes. Um terço de sua população foi morta por um spree killer, que incendiou duas casas e, como num roteiro de cinema, deixou um poema para trás.

Uma força-tarefa japonesa atualmente está na caça de um homem responsável por assassinar 5 pessoas na remota aldeia de Mitake. A onda de matança começou no último domingo a noite, 21 de julho de 2013, quando os corpos de Makoto Sadamori, 71 anos, e de sua eposa Kiyoko, 72 anos, foram encontrados em meio ao que restou de sua casa. 80 metros adiante, a polícia se deparou com um terceiro corpo, Miyako Yamamoto, 79 anos. A casa de Miyako foi vista ardendo em chamas por volta das 21:00 horas de domingo, o mesmo horário do incêndio na casa do casal Sadamori.

A polícia acredita que Makoto, Kiyoko e Miyako, foram mortos no domingo a tarde e suas casas incendiadas horas depois. Os moradores locais ainda se perguntavam o que havia acontecido quando dois outros corpos foram encontrados na segunda-feira de manhã. Como seus vizinhos, as vítimas encontradas na segunda-feira, Satoko Kawamura, 73 anos, e Fumito Ishimura, 80 anos, foram espancados até a morte. Acredita-se que todas as cinco vítimas foram mortas instantâneamente após serem atingidas na cabeça com um objeto contundente.

O criminologista japonês Jinsuke Kageyama disse ao jornal Japan Times que: “Todas as vítimas deviam estar dormindo quando foram atacadas. Até mesmo pessoas idosas resistem, por isso é difícil que eles estivessem acordados quando foram repetidamente golpeados na cabeça.”

A polícia não encontrou a arma do crime, mas eles acreditam ter descoberto uma pista que pode levar a identidade do assassino: um poema haiku, fixado na janela da casa do principal suspeito, um homem de 63 anos, vizinho de uma das vítimas, e que desapareceu após os assassinatos. O poema dizia o seguinte: “Tsukebishite kemuri yorokobu inakamono”

Colocar fogo
Fumaça dá prazer
Para um companheiro da comunidade


Na foto: O poema pregado na janela da casa do principal suspeitos dos assassinatos. Créditos: Tv Asahi.

Na foto: O poema pregado na janela da casa do principal suspeitos dos assassinatos. Créditos: Tv Asahi.

Haiku é uma tradicional forma de verso japonesa. Consiste de 17 sílabas em três linhas. A maioria dos versos usa imagens tiradas da natureza como uma metáfora para as emoções humanas.

A polícia não tem pistas do autor do poema. De acordo com o Japan Times, o suspeito tem 63 anos. “Sobreviventes” da aldeia disseram que ele era anti-social e, as vezes, criava problemas. Uma das vítimas, Satoko Kawamura, recentemente havia reclamado com ele sobre seu cachorro. Ao reclamar com o suspeito, ele teria gritado: “Você irá bater nele até a morte?”

O suspeito teria sido visto jogando golfe por volta das 15h de domingo. Desde então nunca mais foi visto. Ele vivia sozinho e teria mudado para a aldeia a cerca de 20 anos, para cuidar dos pais idosos. Reportagens japonesas dizem que ele vivia isolado após a morte dos pais, em 2006.

Um morador local disse que a 10 anos atrás chegou a beber com o suspeito e que, aparentemente, era uma pessoa normal. “Ele era um homem alto, e nós ríamos enquanto conversávamos sobre os velhos tempos. Eu acho que ele trabalhava como gesseiro”, disse ele.

Outros vizinhos afirmaram que ele teria dito que se ele matasse alguém, estaria imune de ser processado devido a medicação que tomava. Em 2008, a casa de uma das vítimas, Satoko Kawamura, teve um princípio de incêndio e outra casa local queimou até as cinzas em 2011. A polícia investiga se há ligação entre esses incidentes e os acontecimentos do último fim de semana.

Ontem, quarta-feira, a polícia começou uma grande caçada nas montanhas que cercam a região. Acredita-se que o homem possa estar escondido em algum local em meio as floresas, pois seus dois carros permanecem na garagem de sua casa. Bom, conhecendo o povo japonês, só espero que ele não tenha ido para a floresta cometer suicídio.

Crime é característico de spree killer

A mídia mundial, errôneamente, está noticiando que o Japão está na caça de um serial killer. Entretanto, esses assassinatos não caracterizam assassinatos em série e sim spree killings. Um spree killer mata várias pessoas num curto espaço de tempo, em dois ou mais locais diferentes, e não faz distinção de raça ou gênero. São assassinatos impulsivos e não premeditados. Neste post explico detalhadamente as diferenças entre serial killers, spree killers e mass murderers.

Veja abaixo imagens do caso e um vídeo da TV Asahi juntamente com uma reportagem legendada da rede CNN.

Na foto: Vista da pacata aldeia de Mitake. Créditos: NHK.

Na foto: Vista da pacata aldeia de Mitake. Créditos: NHK.

Na foto: Montagem da TV japonesa mostra local onde moravam as vítimas do spree killer. Créditos: Nipon News Network.

Na foto: Montagem da TV japonesa mostra local onde moravam as vítimas do spree killer. Créditos: Nipon News Network.

Na foto: A casa do principal suspeito. Nota-se que seus dois carros estão em sua garagem. Créditos: Japan Times.

Na foto: A casa do principal suspeito. Nota-se que seus dois carros estão em sua garagem. Créditos: Japan Times.



Na foto: A casa do principal suspeito. Créditos: NHK.

Na foto: A casa do principal suspeito. Créditos: NHK.

Na foto: Policiais carregam corpo de uma das vítimas. Créditos: Japan Times.

Na foto: Policiais carregam o corpo de uma das vítimas. Créditos: Japan Times.



Na foto: A casa queimada de uma das vítimas. Créditos: CNN.

Na foto: A casa queimada de uma das vítimas. Créditos: CNN.

Na foto: A casa queimada de outra vítima. Créditos: CNN.

Na foto: A casa queimada de outra vítima. Créditos: CNN.

Na foto: Vista aérea da aldeia de Mitake mostra uma das casas incendiadas. Créditos: Japan Times.

Na foto: Vista aérea da aldeia de Mitake mostra uma das casas incendiadas. Créditos: Japan Times.



Na foto: Policiais japoneses fazem buscas em riacho na aldeia de  Créditos: CNN.

Na foto: Policiais japoneses fazem buscas em riacho na aldeia de Mitake. Créditos: CNN.

Na foto: Policiais fazem busca no entorno da aldeia de Mitake. Créditos: Asahi.

Na foto: Policiais fazem busca no entorno da aldeia de Mitake. Créditos: Asahi.

Na foto: Foto das vítimas. Créditos: NHK.

Na foto: Foto das vítimas. Créditos: NHK.

Vídeo

Sexta-Feira, 26 de julho de 2013

A polícia anunciou na manhã desta sexta feira, 26 de julho de 2013, que prendeu o principal suspeito dos assassinatos na aldeia de Mitake, região de Shunan. Ele foi identificado como Kosei Homi, e foi encontrado em uma trilha abandonada numa das montanhas que cercam a aldeia. Ele estava vestido apenas com sua cueca. Segundo a polícia, ele confessou os cinco assassinatos e os dois incêndios que destruíram duas casas.

Apesar de alguns arranhões, Homi aparentava estar bem de saúde e chegou a dizer aos policiais que planejava o suicídio: “Eu queria morrer, mas falhei, não pude ir em frente.”

Segundo uma nova reportagem do jornal Japan Times, vizinhos disseram que, recentemente, Homi propôs um projeto para desenvolver a aldeia, mas seu plano foi rejeitado. Após isso, passou a ficar cada vez mais isolado. Ele chegou a instalar uma falsa câmera de segurança para monitorar os passos de uma de suas vítimas, Miyako Yamamoto.

Domingo, 28 de julho de 2013

Kosei Homi, 63 anos, assassinou cinco moradores da aldeia de Mitake com uma vara, anunciou a polícia japonesa neste fim de semana. Ontem, sábado, Homi apareceu, pela primeira vez, em público. Ele foi levado ao Ministério Público de Yamaguchi. De cabeça baixa, ele possuía arranhões no rosto, provavelmente do tempo em que ficou foragido nas montanhas.

Existe a suspeita de que Homi tenha assassinado as duas últimas vítimas enquanto a polícia investigava os primeiros três assassinatos. Posteriormente, quando a polícia chegou até a casa de Homi para evacuação, ele não estava mais lá.


Na foto: Kosei Homi é fotografado ao chegar no Ministério Público de Yamaguchi. Créditos: Japan Times.

Na foto: Kosei Homi é fotografado ao chegar no Ministério Público de Yamaguchi. Créditos: Japan Times.

Na foto: Kosei Homi esconde o rosto ao sair do prédio do Ministério Público de Yamaguchi. Créditos: NHK.

Na foto: Kosei Homi esconde o rosto ao sair do prédio do Ministério Público de Yamaguchi. Créditos: NHK.

Continuaremos acompanhando o caso. O post será atualizado conforme surjam novas informações. Para não perder nenhum detalhe, acompanhe-nos no facebook e twitter.



Fontes consultadas: The Independent, Japan Times, CNN, Asahi, NHK.

Agradecimentos: rusmea.com

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