Serial Killers: Os Matadores de Santa Ana

Brian Bates é um americano que ficou conhecido por perseguir prostitutas e seus clientes, filmando-os sem autorização para depois publicar os vídeos na internet. Seus vídeos “vigilantes” logo ganharam...
Serial Killers - Os Matadores de Santa Ana
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Os Matadores de Santa Ana

Brian Bates é um americano que ficou conhecido por perseguir prostitutas e seus clientes, filmando-os sem autorização para depois publicar os vídeos na internet. Seus vídeos “vigilantes” logo ganharam o mundo e ele até criou uma empresa, a JohnTV. Segundo ele, seus atos são “um esforço para desencorajar e trazer consciência para atos de prostituição de rua na comunidade de Oklahoma City. O objetivo é lançar uma luz sobre a realidade da prostituição de rua, expor os autores, dissipar os mitos e mover a consciência social para algo mais realista.”.

Brian sempre teve nojo da prostituição, principalmente daqueles que pagam por sexo. Em 2011, nas ruas de Oklahoma City, algo chamou sua atenção: uma jovem prostituta grávida. Aquilo foi demais para ele. Armado com sua filmadora, ele passou a persegui-la e a filmá-la. Mas Bates estava mais interessado nos “doentes” que pegavam aquela jovem na rua para fazer sexo. Filmou vários deles, não se sentindo ameaçado em dar um close nas placas dos carros ou em seus rostos. Um dos homens, um senhor já de idade, Brian descobriu posteriormente ser um pervertido que gostava de filmar seus atos sexuais com jovens para disponibilizar na internet. Enquanto Bates a filmava – na maioria das vezes estando do outro lado da rua –, voluntárias da organização “Sem Fronteiras Internacional” tentavam, sem sucesso, tirá-la dali; o nome da moça? Jarrae Nikkole Estepp. Brian filmou várias vezes as voluntárias se encontrado com Nikkole. A prostituta grávida, que atendia pelo seu nome de rua “Sarah”, era uma presença constante na Avenida S. Robinson e sua aparência jovem e bonita fazia com que não tivesse dificuldades em conseguir clientes – muitos deles casados.

Durante as poucas conversas que Brian teve com Jarrae, ela revelou que sentiu muito a morte do pai e que sua mãe havia sido “uma puta como ela.”. A moça vivia num apartamento para pessoas de baixa renda com seu namorado cafetão, que a coagia a se prostituir. O lucro, claro, ia direto para ele. Pouco depois, Nikkole e seu namorado sumiram de Oklahoma City após o serviço de proteção à criança abrir uma investigação sobre as condições de vida de seu bebê. Ninguém mais ouviu falar nela até que foi presa em Elk City, Califórnia, sob acusação de furto, em Janeiro de 2014. Nesse meio-tempo, Brian publicou na internet as gravações que fez de Jarrae nas ruas de Oklahoma City. Em uma espécie de mini documentário – que vocês poderão assistir no final do post –, Bates mostra cenas da garota entrando e saindo de carros enquanto faz críticas às pessoas que pagam por sexo e à sociedade que ignora mulheres como ela, que precisam se sujeitar a tais atos para sobreviverem. Eu assisti ao vídeo, não por já conhecer o trabalho de Brian, mas por outro motivo, um motivo que vocês logo saberão. E ao assisti-lo, algo me chamou muito a atenção. Bates diz: Hora e hora ela [Nikkole] colocará a si mesma e seu filho não-nascido em risco, entrando em carros de estranhos por sexo barato pelo menos 10 vezes ao dia.”. Parece uma frase profética de um cidadão comum que abomina a prostituição e principalmente uma sociedade que considera prostitutas como lixos que habitam as ruas. Em Garotas Perdidas: um mistério americano não solucionado, escrevemos sobre o caso das prostitutas mortas em Long Island e como a sociedade negligencia tais mulheres. Pegando o gancho da frase de Brian, é sabido que prostitutas são os alvos preferidos de maníacos- psicopatas, cuja excitação é retalhar mulheres. Brian tem toda razão ao dizer que prostitutas se colocam em risco todas as vezes ao entrarem em carros alheios. Desde Jack, o Estripador, elas são as vítimas preferidas de assassinos sexuais.

Em 2011, Brian Bates filmou Jarrae (com mais ou menos 17-18 anos na época) nas ruas, grávida, entrando e saindo de carros de desconhecidos, e fez a advertência acima. Hoje, Jarrae Nikkole Estepp está morta. Seu corpo foi encontrado em 14 de Março de 2014 em cima de uma correia de transportadora em movimento de uma usina de reciclagem. Seu corpo foi jogado em um latão de lixo e, em seguida, sem saber que havia um corpo ali dentro, lixeiros despejaram o conteúdo na esteira. A descoberta do corpo de Nikkole foi o pontapé inicial para a polícia da Califórnia esclarecer outros quatro desaparecimentos de prostitutas do Condado de Orange. Segundo eles, Jarrae e as outras quatro mulheres foram mortas por dois serial killers que agiam em conjunto.

seta

Uma dupla de serial killers

Eles eram os melhores amigos com as piores intenções. Steven Gordon, 45 anos, e Franc Cano, 27, faziam quase tudo juntos: dormiam na parte de trás do Toyota 4Runner de Gordon, cuidavam de um Labrador preto, andavam juntos perto das lixeiras do complexo industrial de Anaheim, a cidade mais populosa do Condado de Orange, no centro do Estado da Califórnia, onde Gordon trabalhou lavando carros. Às vezes, andando silenciosamente e por vezes discutindo – Gordon com as mãos no bolso, Cano de cabeça baixa. Embora ambos fossem registrados como molestadores infantis e usassem pulseiras com GPS – Gordon estava em liberdade condicional federal e Cano em liberdade condicional do Estado, eles eram uma visão comum no complexo para os trabalhadores, que se acostumaram com ambas as presenças.

De acordo com uma reportagem do jornal Orange County Register (OCR), Gordon era um veterano de prisões que sempre estava pronto para brigas, já Cano era um solitário patológico envergonhado por sua condenação. As condenações por abuso infantil os mantiveram desabrigados. Não podiam viver perto de escolas ou em torno de crianças. Quando empregadores descobriam seus passados, ficavam desconfiados, o que dificultava conseguir empregos. Ambos são de estatura pequena, Gordon mede 1.70m e Cano 1.58m, mas colegas de trabalho disseram que Gordon tinha um “complexo de Napoleão”: era rápido ao reagir a insultos. Gordon limpava escritórios e lavava carros numa empresa e recebia um salário mínimo. Cano, asmático e com problemas de estômago, estava desempregado. Seu último endereço foi um motel em Anaheim, pago por seus pais com cartão de crédito.

Nascido em 3 de Fevereiro de 1969, em Lynwood, Califórnia, Steven Gordon cresceu em Norwalk. Ele terminou o ensino médio em 1988 na Santa Fe High. Dois anos antes, Franc Cano nascia em Compton, uma cidade a 26 minutos (de carro) de Anaheim. Logo após sua formatura, Gordon conseguiu emprego num restaurante, jogou softball no time da empresa e conheceu sua futura esposa, Lanai Lewis, também funcionária. Tudo mudou em 1992, quando a irmã de Gordon o acusou de molestar seu sobrinho. Gordon relutantemente se declarou culpado. Numa entrevista para o OCR, ele disse que se declarou culpado para poupar sua namorada de um julgamento “embaraçoso.”. “Eu tinha cem por cento de provas da minha inocência.”, disse ele ao jornal, sem oferecer mais detalhes. Gordon acreditava tanto em sua inocência que, de acordo com documentos judiciais, ameaçou matar sua irmã por ter preenchido o relatório de abuso sexual. Gordon serviu uma pena de 15 meses e foi libertado em 1993, coincidentemente, o ano de nascimento de Jarrae Estepp, que seria morta 21 anos depois. No ano seguinte, Cano, com 8 anos, mudou-se com sua família para Garden Grove, norte do Condado de Orange.

Ao sair da cadeia, Gordon tentou juntar as peças de sua vida novamente, casou-se com Lanai Lewis em 25 de Fevereiro de 1995. “Quando nos casamos, ela era meu coração e alma, o que seria para sempre.”, escreveria Gordon mais tarde em uma carta para a esposa incluída em documentos judiciais. O casal inicialmente viveu com os pais de Lanai em Anaheim Hills e depois se mudou para um apartamento na mesma área. Mais tarde, eles conseguiram um lugar maior em Riverside a fim de mais espaço para a filha do casal e seus dois cachorros. “Eu trabalhei até os ossos por mim e minha família, eu nunca fiquei mais de um mês sem um trabalho.”, escreveu em uma carta a um juiz. Mas, apesar do trabalho duro, Gordon aparentemente tinha um temperamento difícil. Segundo contou Lanai em documentos judiciais, o marido costumava falar em suicídio e chegou a brincar com a ideia de contratar um pistoleiro para matá-lo e assim sua família receber o seguro de vida.

Em 2001, sua esposa não aguentou mais: pegou a filha de quatro anos do casal, Kayla, e pediu o divórcio. Também obteve uma ordem de restrição: Gordon não poderia chegar perto dela ou da filha. Em retaliação, ele as sequestrou. Mais tarde, ele explicou o sequestro dizendo que, sozinhos, ambos poderiam conversar e reconciliarem-se. Ele atraiu sua filha para a camionete com doces, empurrou sua esposa para dentro, tapando sua boca com uma mão e as levou para o Estado de Nevada. Posteriormente, permitiu que sua esposa ligasse para seus pais que, por sua vez, chamaram a polícia. Gordon foi preso e enviado de volta para a prisão. Dessa vez, ele pegou oito anos por duas acusações de sequestro. Outra acusação dizendo que ele estuprara sua ex. esposa durante a viagem foi rejeitada pelo júri. Enquanto ele tentava sobreviver na prisão, Cano brincava em parques infantis. Devido à sua asma crônica e a eczemas que deixaram marcas em sua pele, era constantemente bolinado por outras crianças; a brincadeira preferida delas era dizer que o pobre garoto tinha HIV. Aos 20 anos, durante um interrogatório para investigar um abuso sexual à sua sobrinha de nove anos, Cano confessou nunca ter tido uma namorada. Em 2007, ele se declarou culpado de molestar a menina quando ela foi até sua casa e de seus pais. Ele ficou tão envergonhado que, de acordo com o relatório da polícia, pediu aos investigadores que o levassem por uma porta lateral para não ter que enfrentar a família na sala de estar. Ele cumpriu 16 meses, sendo solto em Outubro de 2009; ao sair, ele foi proibido de viver com sua família.

Gordon foi libertado da prisão quatro meses após Cano ser libertado. Gordon voltou para seu emprego de lavador de carros e escritórios. “Nós estávamos tentando fazer a coisa Cristã e dar-lhe um tempo.”, disse Ian Pummel, gerente da empresa de limpeza. Logo, Cano começou a aparecer no local. Eles ficaram amigos e Pummell disse que a dupla compartilhava almoços que eram levados pelos pais de Cano. Às vezes, o par parecia tão próximo que funcionários brincavam que eles eram namorados. “Ele é meu melhor amigo.”, disse Gordon, dono do Toyota onde ambos dormiam, ao OCR.

Em 2012, ambos estando em liberdade condicional, cortaram suas pulseiras com GPS e entraram num ônibus rumo a Las Vegas. Eles permaneceram por duas semanas no Circus Circus, um cassino temático conhecido por ser um ótimo lugar para menores de idade. Ostentando um parque temático coberto, incluindo até mesmo um carrossel, o cassino cobra pouco – US$ 21 dólares para uma pernoite.

A polícia encontrou a dupla e os enviou para uma prisão federal. Cano pegou dez meses e Gordon oito.

Essa visão geral da vida dos dois, baseado no que sabemos hoje, parece comum. Dois agressores sexuais: um temperamental, outro solitário, cujas escolhas na vida parecem sempre ser as erradas. Quantos homens assim não existem? Definitivamente não há nada que possa lançar uma luz sobre a terrível acusação que a polícia da Califórnia fez no início de Abril. Segundo eles, Gordon e Cano são uma dupla de serial killers.

Assassinatos em série

Numa manhã fria de março de 2014, trabalhadores que matavam seu tempo olhando para a vitrine de uma loja perceberam quando Cano e Gordon jogaram algo em uma lixeira azul. Aquilo pareceu estranho, mas eles ignoraram. Ignoraram até o momento em que policiais prenderam a dupla e foram até o complexo conversar com eles. A polícia acreditava que os dois haviam jogado o corpo de uma mulher desaparecida, de 21 anos, numa das inúmeras lixeiras do local.

Em 14 de Março, um dos funcionários da Usina de Reciclagem viu o corpo nu de Jarrae Nykkole Estepp, 21 anos, numa correia transportadora. E a descoberta do corpo de Estepp foi apenas o início para uma investigação que, até o momento, continua sem ter prazo para terminar.

Cano e Gordon foram acusados no início de Abril pelos assassinatos de três mulheres que desapareceram das ruas de Santa Ana, a maior cidade do Condado de Orange. Elas são Kianna Rae Jackson, 20 anos, de Las Vegas; Martha Anaya, 28, que cuidava de uma filha pequena; e Josephine Monique Vargas, 34, conhecida por seus amigos como “Sorriso”. Eles ainda foram acusados do assassinato da jovem Jarrae Estepp, que três anos antes foi filmada em Oklahoma City, por Brian Bates.

As autoridades suspeitam de uma quinta vítima, uma mulher afro-americana. Até o momento, Estepp foi a única vítima cujo corpo foi recuperado e, segundo os investigadores, todas as cinco tinham vínculos com a prostituição ou com serviços de acompanhantes.

Serial Killers - Os Matadores de Santa Ana - Kianna Rae Jackson

Nome: Kianna Rae Jackson

Idade: 20 anos

Origem: Las Vegas

Desaparecimento: 15 de Outubro de 2013

Local: Santa Ana, Condado de Orange, Califórnia.

Obs.: Kianna foi vista pela última vez saindo de um terminal de ônibus de Santa Ana e entrando num motel em Costa Mesa. De acordo com a polícia da Califórnia Kianna é uma das vítimas dos serial killers Steven Gordon e Franc Cano. Seu corpo ainda não foi encontrado.
Serial Killers - Os Matadores de Santa Ana - Josephine Monique Vargas

Nome: Josephine Monique Vargas

Idade: 34anos

Origem: Santa Ana, Condado de Orange, Califórnia

Desaparecimento: 23 de Outubro de 2013

Local: Santa Ana, Condado de Orange, Califórnia.

Obs.: Mãe de três filhos, Monique Vargas saiu do aniversário de sua irmã dizendo a família que iria até o mercado fazer uma compra. Ela nunca mais foi vista. De acordo com a polícia da Califórnia Monique é uma das vítimas dos serial killers Steven Gordon e Franc Cano. Seu corpo ainda não foi encontrado.

Serial Killers - Os Matadores de Santa Ana - Martha Anaya

Nome: Martha Anaya

Idade: 28 anos

Origem: Santa Ana, Condado de Orange, Califórnia

Desaparecimento: 12 de Novembro de 2013

Local: Santa Ana, Condado de Orange, Califórnia.

Obs.: Mãe de dois filhos, Martha saiu da casa de sua mãe no dia 12 de Novembro de 2013 e não voltou mais. Ela foi vista pela última vez na quadra 3200 do Parque Bently, Santa Ana. De acordo com a polícia da Califórnia Martha é uma das vítimas dos serial killers Steven Gordon e Franc Cano. Seu corpo ainda não foi encontrado.

Em reportagens publicadas pela mídia americana e numa coletiva de imprensa realizada em 14 de Abril, investigadores disseram que suspeitam que a dupla de amigos caçava suas vítimas ao longo da Beach Boulervard, em Anaheim, e na First Street, em Santa Ana – áreas conhecidas por prostituição e tráfico de drogas. Rastreando e refazendo os dados do GPS de Cano, a polícia disse ter descoberto que ele havia percorrido a Beach Boulevard e a Ball Road de cima abaixo na mesma época em que Estepp foi vista com vida pela última vez. Ao longo da Beach Boulervard, pequenos aglomerados de lojas oferecem descontos que vão de pizzas a vinhos; motéis com fachadas gastas fazem promoções a todo momento, fazendo com que moradores de rua se amontoem nas portas a procura de hospedagem barata.

A polícia diz que os dados do GPS os colocam nos lugares onde as vítimas frequentavam. Isso, entretanto, não seria motivo para a prisão deles e para esta acusação. Acredito que exista algo mais forte que ligue a dupla aos assassinatos das quatro mulheres, algo que a polícia não informou. Segundo algumas reportagens, Gordon teria confessado aos investigadores o assassinato de cinco mulheres, incluindo uma afro-americana não identificada.

Parceiros no crime

Quando pensamos em serial killers, logo nos vêm à cabeça um maníaco solitário que passa seus dias trancafiado dentro do seu calabouço particular remoendo fantasias homicidas sádicas e doentias até que, movido por uma compulsão irresistível, resolve sair em busca de uma vítima. De fato, esse é o retrato de muitos deles, mas existe uma parcela significativa que gosta de caçar aos pares. Muitos ficaram conhecidos por seus crimes doentios e hediondos. E parece que o estado da Califórnia gosta de produzir tais duplas (bom, não podemos culpar os Estados Unidos por ter um registro tão bom de serial killers, diferentemente do resto do mundo).

No início da década de 80, Leonard Lake – um homem cujo desejo mais ardente era raptar mulheres e mantê-las como escravas sexuais – uniu forças com um simpático e sádico asiático chamado Charles Ng. Juntos, em um bunker de concreto nas remotas colinas do norte da Califórnia, eles puseram em prática suas depravadas fantasias estuprando, torturando e matando uma série de mulheres enquanto gravavam as atrocidades em vídeo (algumas cenas podem ser vistas no Youtube). A Califórnia também foi o território de caça de Lawrence Bittaker e Roy Norris, dois psicopatas prototípicos que se conheceram na prisão, onde idealizaram um plano monstruoso para sequestrar, torturar e matar adolescentes enquanto gravavam seus crimes em fita. Seis adolescentes foram estupradas, mutiladas, espancadas, torturadas com picadores de gelo introduzidos nos ouvidos, estranguladas e esquartejadas. Elmer Henley & Dean Corll; Hery Lee Lucas & Ottis Toole; Angelo Buono & Kenneth Bianchi; William Bonin & Gregory Miley; Paul Bernardo & Karla Homolka (Canadá); e Christopher Worrell & James Miller (Austrália) são outros exemplos famosos.

Na maioria dos casos de serial killers que atacam em dupla há uma personalidade dominante – aquela que instiga e planeja os crimes –, sendo o outro um subordinado que atua como um cúmplice entusiasta. O dominante seduz e compartilha sua fantasia. Se tiverem sucesso, eles ficam mais ousados, com o dominante se sentindo vivo e sendo arrogante, e com o submisso, às vezes, experimentando alguma culpa, mas reluta em sair da parceria. Muitas das vezes, o medo do parceiro dominante faz o submisso continuar, mas há muitos que acabam sendo entusiastas de tais práticas.

O fenômeno foi inicialmente estudado em 1877 por dois psicólogos franceses chamados Lasèque e Fabret, que categorizaram tais assassinos em folie à deux, traduzido de várias maneiras tais como “loucura a dois”, “insanidade dupla”, “insanidade recíproca”, “loucura coletiva”. O folie à deux refere-se a um raro fenômeno psicológico em que duas ou mais pessoas intimamente relacionadas – muitas vezes, embora nem sempre, membros da mesma família – compartilham o mesmo distúrbio psicótico.  Hoje em dia, o termo é usado com mais frequência para descrever um vínculo pernicioso entre duas pessoas que, juntas, fazem sobressair o pior em cada uma, incitando-se mutuamente a se engajar em atos criminosos que nenhuma das pessoas, individualmente, teria coragem de cometer por conta própria.

Algumas vezes a formação da dupla é baseada em atração sexual ou laços familiares, mas os mais perigosos pares são aqueles compostos por psicopatas que têm a chance de se encontrarem e realizarem uma parceria tão depravada quanto eles próprios. Sem fronteiras morais, eles trabalham juntos para expandir sua criatividade criminal e reafirmarem sua brutalidade um ao outro. Nesse caso, Charles Ng e Leonard Lake são um ótimo exemplo.

Serial Killers - Os Matadores de Santa Ana - Josephine Monique Vargas - Cartaz

Na foto: Cartaz pregado num poste pela família de Monique Vargas, desaparecida em outubro e, segundo a polícia, uma das vítimas da dupla de serial killers. Foto: LA Times.

Continuamos a acompanhar o caso de Franc Cano e Steven Gordon. Atualizaremos o post à medida em que novas informações forem surgindo. Siga-nos no Facebook e Twitter.

Abaixo três reportagens legendadas da TV americana sobre o caso e as cenas do documentário JohnTV’s Brian Bates que mostram Jarrae Nykkole Estepp – uma das alegadas vítimas da dupla de serial killers – se prostituindo nas ruas de Oklahoma City em 2011.



Fontes consultadas: Orange County Register (Serial-killing suspects friends for years); Crime Library; Schechter, Harold (Serial Killers – Anatomia do Mal; Darkside Books – 2013); John.TV (OKC prostitute, 21, found dead on recycling conveyor in CA)

Esta matéria teve colaboração de:

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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