Mulheres desaparecidas de Indiana: serial killer ou coincidência?

Quando Tracey Rutel deixou Muncie em 12 de agosto de 2013, ela se juntou às estatísticas de mulheres desaparecidas no estado de Indiana. Apesar do corpo de Rutel ter...
Brianna Dibattiste
Na foto: Mulheres desaparecidas de Indiana. Créditos: Facebook (Searching for Ashley Morris Mullis).

Na foto: Mulheres desaparecidas de Indiana. Créditos: Facebook (Searching for Ashley Morris Mullis).

Quando Tracey Rutel deixou Muncie em 12 de agosto de 2013, ela se juntou às estatísticas de mulheres desaparecidas no estado de Indiana.

Apesar do corpo de Rutel ter sido encontrado dois meses depois numa fazenda no extremo oeste de Indiana, ainda restam perguntas sobre seu desaparecimento. A principal delas: seu destino estaria ligado aos de outras 10 mulheres desaparecidas, inclusive 2, da área de Muncie?

Ou estariam os questionamentos sobre as mulheres desaparecidas de Indiana, que circulam pela Internet e em programas de TV, conectados apenas pela esperança da família e amigos de extrair sentido do inexplicável, ainda que isso os leve a teorias sobre um serial killer?

Autoridades acham improvável que os diferentes casos de mulheres desaparecidas, como o de Brianna DiBattiste — uma jovem de 25 anos que desapareceu de Dunkirk, em 16 de junho — e os de duas mulheres desaparecidas do sudoeste de Indiana desde julho estejam conectados.

Mas, como disse ao Star Press Shannon Henry, chefe de polícia de Albany, a teoria de que existe uma conexão entre as mulheres desaparecidas não pode ser descartada.

“Eu não estou tirando as cartas da mesa,” disse Henry, que tem conduzido a investigação do desaparecimento de DiBattiste. “Eu realmente não acho que haja uma conexão. Mas poderia ser? Eu não posso descartar essa possibilidade.”

“Nós não possuímos evidências confiáveis para acreditar que algo do tipo não tenha acontecido. Nós não temos nada, nenhuma evidência de que algum serial killer esteja à solta.”

“No momento não possuímos nada que nos leve a acreditar nisso”, adicionou Henry. “Mas também não temos nada que refute essa possibilidade.”

A opinião do policial é compartilhada por Jeffrey Arnold, promotor do Condado de Delaware, que na última segunda-feira, 25, disse que não existe nada que conecte o desaparecimento de DiBattiste ao de Ashley Mullis, uma jovem mãe de três filhos que desapareceu da área de Muncie em Setembro de 2013.

Mas o promotor também não descarta a teoria de um serial killer: “…eu acho que quando você tem alguém disposto a olhar o quadro geral, não machuca [pensar sobre um serial killer]. Quando você não tem no que se basear, é melhor olhar por fora da caixa.”, adicionou Arnold.

Na foto: Cartaz com informações do desaparecimento de Ashley Mullis. Créditos: Facebook (Searching for Ashley Morris Mullis).

Na foto: Cartaz com informações do desaparecimento de Ashley Mullis. Créditos: Facebook (Searching for Ashley Morris Mullis).

Não é incomum para famílias de pessoas desaparecidas tentar conectar o desaparecimento de seus entes queridos aos de outras pessoas e culpar um assassino misterioso. É o que diz Bryan Byers, mestre em psicologia social e dono de 18 anos de experiência como assistente de médico-legista no norte de Indiana, além de professor de justiça criminal na Universidade Estadual Ball.

“Pessoas em geral têm dificuldade em entender que seu ente querido simplesmente desapareceu,” Byers disse ao Star Press. “É incompreensível para eles. Criar uma conexão com outros casos de desaparecimento é na verdade uma tentativa de sugerir que há algo sinistro, e que deve haver alguém envolvido nos desaparecimentos de mais de uma pessoa. Eles estão procurando por esperança.”

Atualmente, e na procura por esperança, vários casos de desaparecimentos de  mulheres em Indiana tem preenchido discussões na Internet e televisão.

Teorias online não faltam

No Facebook, em uma página dedicada ao desaparecimento de DiBattiste, posts recentes alertaram aos mais de 4 mil membros da página que Nancy Grace, apresentadora de um talk show no canal HLN, comentaria sobre a conexão do desaparecimento de DiBattiste aos de várias outras mulheres de Indiana.

Grace nunca mencionou o nome de DiBattiste ou mostrou sua foto, mas o programa retratou os desaparecimentos como tendo acontecido numa “pequena comunidade”, ainda que duzentos ou mais quilômetros separem alguns dos casos. Mais de duzentos e sessenta quilômetros separam a área de Evansville, lugar do desaparecimento de algumas mulheres, e a área em que DiBattiste e Mullis desapareceram.

Os pais de Mullis visitaram uma casa no centro de Muncie em 13 de Agosto enquanto a polícia revistava o lugar em busca de provas relacionadas ao desaparecimento de DiBattiste. A polícia do município de Delaware, que supervisiona a investigação do caso Mullis, disse que na época do desaparecimento eles não acharam nada que conectasse Mullis à casa.

Além da menção no programa de Grace, artigos conectando todas as mulheres desaparecidas — inclusive Lauren Spierer, uma estudante da Universidade de Indiana que está desaparecida desde 2011 — têm sido postados em vários websites e repetidamente compartilhados nas mídias sociais.

Byers disse que conectar casos de pessoas desaparecidas é uma forma de “empurrar a atribuição” – culpa ou falha – para longe dos problemas que seus entes queridos poderiam ter – abuso de drogas ou condições de saúde mental – e direcionando-a a uma figura desconhecida.

“Deve haver algum motivo, diria um membro da família, fora do controle de meu filho ou filha que acabou levando a essa tragédia”, disse Byers.

O encerramento não é fácil

O caso de Tracy Rutel foi contado ao Star Press por Andrew Churchill, um arquiteto de Indianápolis cuja namorada era vizinha de Rutel.

“Isso não está certo,” disse Churchill ao explicar por que ele está interessado no desaparecimento e subsequente morte de Rutel. “Como um cidadão e ser humano dotado de compaixão, eu me importo, e muitas coisas simplesmente não cheiram bem aqui.”

Em 20 de Agosto de 2013, a filha de Rutel relatou à polícia de Muncie que ela estava com medo de algo ter acontecido com sua mãe. Rutel sofria de esquizofrenia e transtorno de estresse pós-traumático, e havia deixado Muncie para retornar à sua casa na área de Indianápolis.

Em 16 de Outubro de 2013, um fazendeiro de Warren encontrou um carro alugado por Rutel, destruído em numa área florestal. O fazendeiro encontrou um corpo num campo a aproximadamente 120 metros do carro.

A identificação só pôde ser confirmada utilizando registros da arcada dentária.

Um policial disse ao Star Press que os investigadores ainda não fazem ideia do por quê Rutel estar do outro lado do estado, longe de Muncie, de onde havia saído.

A identificação dos restos de Rutel aparentemente poderiam encerrar o caso de desaparecimento, mas para Churchill — e qualquer outra pessoa que conheça um desaparecido — o encerramento não vem tão fácil.

“Ela planejava voltar”, disse Churchill. “Parece que ela simplesmente foi agarrada pelo ar.”

As investigações dos desaparecimentos de mulheres em Indiana continuam.

Com informações: The Star Press

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução:

ester

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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