Livro sobre a serial killer Dorothea Puente é relançado

“The Bone Garden” (“O Jardim de Ossos”), um livro do ex-promotor público do distrito de Sacramento, William P. Wood, detalha um dos mais macabros casos de assassinatos da história...
Serial Killers - Dorothea Puente
The Bone Collector - Dorothea Puente

Capa do livro “The Bone Collector”, de William P. Wood.

“The Bone Garden” (“O Jardim de Ossos”), um livro do ex-promotor público do distrito de Sacramento, William P. Wood, detalha um dos mais macabros casos de assassinatos da história da cidade.

Após duas décadas da primeira publicação do trabalho, o livro foi colocado à venda novamente pela editora Turner. The Bone Garden oferece o ponto de vista de quem esteve por dentro dos crimes cometidos por Dorothea Montalvo Puente, uma senhora acima de qualquer suspeita e que gerenciava uma pensão em Sacramento.

Puente deu início ao seu caos em 1980. Na época, foi o então promotor público Wood quem a enviou por três anos para uma prisão. Sua acusação: drogar seus inquilinos e roubar seus cheques da previdência social.

Ela voltou aos negócios em 1985, oferecendo quartos a residentes inválidos e idosos, alguns dos quais ela havia conhecido em bares. Puente, com um bom papo e cabelos brancos, matava seus inquilinos fracos e idosos e enterrava-os no quintal de sua pensão, na F. Street.

Puente foi acusada de nove assassinatos e condenada pela morte de três de seus inquilinos sendo sentenciada a duas prisões perpétua. O júri não chegou a uma conclusão quanto aos seis outros assassinatos. Ela morreu na prisão em 2011 de causas naturais.

Em seu livro, Wood traça o início da vida de Puente através de sua declarada culpa em Monterey – para onde o julgamento foi deslocado por conta do intenso interesse em Sacramento. Wood vive em Sacramento e continua a escrever, com preferência para a ficção. Seu mais recente romance é “Sudden Impact”. Dois de seus livros anteriores, “Rampage” e “Broken Trust”, foram transformados em filmes.

Recentemente Wood respondeu algumas perguntas sobre Puente para o jornal Sacramento Bee. Veja abaixo as partes principais desta entrevista.

Entrevistador: Você escreveu no fim dos anos 1970; Puente era uma decana da cultura latina de Sacramento, organizando eventos e doando dinheiro. Ela comprou uma mesa em um evento de arrecadamento de fundos para Mervyn Dimally. Ela também pousou para fotos, com o então procurador geral George Deukmejian e o bispo Francis Quinn. Como você explica sua influência na sociedade e, mais tarde, tornando-se uma serial killer?

Wood: Além de ser uma pessoa má, ela sempre foi bastante inteligente. Seus delírios sobre uma carreira no cinema, glamour e coisas do tipo, foram alimentados por sua ganância. Ela precisava de dinheiro para viver de acordo com tais delírios. No primeiro momento ela o conseguiu apenas drogando vítimas. E, então, ela passou a precisar de um suprimento estável, como cheques de previdência social, e aí passou a matar. Sua estrela-guia era sempre ela mesma.

E: Você escreve que ela se movia como um tubarão através das pessoas mais velhas e fracas de Sacramento. Ela frequentava bares, pescando vítimas. Assassinatos como esses poderiam ocorrer de novo? Na escala perpetrada por Puente?

W: Nós todos gostaríamos de pensar que não poderia acontecer novamente. Mas enquanto houver marginais, agências sociais sobrecarregadas, e a constante agitação em nossas vidas, os ingredientes estão aí. Só é necessária uma feroz e tóxica personalidade como a de Puente para que aconteça de novo.

E: Você testemunhou em seu julgamento por homicídio enquanto fazia pesquisas para esse livro. Como foi?

W: Bizarro. Eu estava tomando notas enquanto testemunhas davam seus depoimentos, e então fui chamado para depor. Eu abaixei meu caderno, fui intensamente interrogado pelos seus advogados de defesa e depois voltei para meu lugar, peguei meu caderno e tentei anotar como era a sensação de assistir um caso e depois ser parte dele. Foi um pouco desorientador.

E: Há um herói real no caso Puente?

W: Várias. Mildred Ballenger, uma dedicada assistente social que suspeitou de Puente logo no início e John O’Mara, que obstinadamente a perseguiu.

Na foto: Polícia de Sacramento removem o sétimo corpo desenterrado do jardim da serial killer Dorothea Puente. Data: 14 de Novembro de 1988. Puente foi condenada em 26 de Agosto de 1993 por matar pelo menos três de seus inquilinos e ficar com seus cheques do seguro social. Créditos: Associated Press.

Na foto: Polícia de Sacramento removem o sétimo corpo desenterrado do jardim da serial killer Dorothea Puente. Data: 14 de Novembro de 1988. Puente foi condenada em 26 de Agosto de 1993 por matar pelo menos três de seus inquilinos e ficar com seus cheques do seguro social. Créditos: Associated Press.

Com informações: The Sacramento Bee

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

ester

Revisão por:

Francisca Raila

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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