Serial Killers: Tiago da Rocha, Morte sobre Rodas

O pânico finalmente terminou. Após 10 meses de matança a polícia tirou das ruas de Goiânia o serial killer de mulheres que assustou a população e foi notícia internacional. Para a surpresa...
Tiago - Serial killer - Goiânia 2

Serial Killer em Goiania - Capa

O pânico finalmente terminou. Após 10 meses de matança a polícia tirou das ruas de Goiânia o serial killer de mulheres que assustou a população e foi notícia internacional. Para a surpresa de todos, Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26, confessou o assassinato de 39 pessoas, sendo 16 de mulheres mortas esse ano. A polícia acredita que esse número possa ser maior e, se confirmado, podemos estar diante do maior serial killer da história do Brasil.

Goiás parece ter um chamariz mórbido para produzir serial killers notórios. No começo dos anos 2000, José Vicente Matias, o “Corumbá”, estampou capas de jornais mundo afora ao assassinar e comer partes dos corpos de seis mulheres. De uma, deixou a cabeça cair e rolar por uma rua enquanto descartava o corpo. Em 2010, foi a vez do psicopata sexual Adimar de Jesus Silva assustar o país ao matar seis adolescentes em Luziânia. “Um delinquente sexual”, disse um psicólogo. Agora, Tiago Henrique é a bola da vez.

O terror na cidade de Goiânia veio pelo whatsapp. Um áudio compartilhado pelo aplicativo em Abril tornou-se viral entre os moradores da cidade. Nele, um homem dizia que havia um serial killer na cidade matando mulheres a esmo. De fato, desde Janeiro de 2014, mulheres vinham sendo mortas em Goiânia. Todas da mesma maneira: um motoqueiro com um capacete preto se aproximava e disparava. Elas eram jovens e bonitas. O boato e o medo criado a partir deste áudio foi tamanho que autoridades tiveram que vir a público desmentir a possível ação de um serial killer. De fato, e mesmo com mortes semelhantes, é difícil e até imprudente uma fonte oficial vir a público e confirmar tal ocorrência. A polícia trabalha com certezas e não achismos. Mas nesse caso, quem compartilhou este áudio estava certo.

Ana Maria Victor Duarte - serial killer Goiania

Ana Maria Victor Duarte

O áudio começou a circular pelos celulares após o assassinato de Ana Maria Victor Duarte. O assassinato da jovem, que estava prestes a se casar, teve grande repercussão na mídia goiana. Ana Maria era assessora parlamentar, filha de promotor de justiça e foi morta num bairro nobre da capital. Sua morte foi o estopim para que outros assassinatos de jovens mulheres ocorridos em bairros afastados fossem notados.

Bárbara, Wanessa, Juliana, Janaina, Taynara, Isadora… uma assombrosa lista da morte começou a se formar. Mulheres estavam sendo mortas por um motoqueiro misterioso, um fantasma da morte que chegava e atirava, da mesma forma que David Berkowitz fez a 37 anos atrás em Nova Iorque. Quando Ana Lídia Gomes, 14, foi morta num ponto de ônibus no dia 2 de Agosto, o tempo fechou.

O caso explodiu na mídia nacional e internacional e o governador do estado de Goiás pediu a cabeça do suposto serial killer ao Secretário de Segurança Pública. 

Na foto: Bárbara, Wanessa, Juliana, Janaina, Taynara e Isadora. Vítimas do serial killer de Goiânia. Créditos: G1 Goiás.

Bárbara, Wanessa, Juliana, Janaina, Taynara e Isadora. Vítimas do serial killer de Goiânia. Créditos: G1 Goiás.

Serial Killer em Goiania - Noticia

Possível serial killer de mulheres em Goiânia foi notícia internacional. Créditos: The World Post.

Uma Força-Tarefa foi montada e o cerco foi fechado. Dois suspeitos chegaram a ser presos, mas logo liberados. Dois meses se passaram até o motoqueiro assassino atacar novamente. No último domingo, ele se aproximou de uma mulher num pit-dog e apertou o gatilho, mas a arma falhou. Enfurecido, deu um chute na boca da moça e fugiu. O que chama atenção nesse ataque foi a falha da arma do agressor. Voltando para Março de 2014, quando Ana Maria foi morta, testemunhas disseram que o assassino atirou três vezes, pois os dois primeiros tiros falharam.

E foi através desta tentativa de assassinato que a polícia chegou até Tiago. Mas o que poderia ser o fim de uma trágica história revelou-se ser apenas o começo. O que Tiago disse a polícia surpreendeu a todos. Hoje, a mídia internacional já o trata como um dos maiores serial killers da história moderna.

seta

erial Killer em Goiania - Mail

Capa de 16 de Outubro de 2014 do conhecido período britânico Daily Mail. Jornal chama brasileiro de um dos “mais prolíficos serial killers do mundo.” Tiago também foi notícia no prestigiado The Mirror.

Para a polícia, Tiago disse que começou a matar a três anos atrás. Alguém lembra daqueles assassinatos em série de moradores de rua em Goiânia? Nós do blog O Aprendiz Verde chegamos a escrever a respeito e até incluímos esses assassinatos entre os 101 crimes notórios e horripilantes de 2013 (ver crime 91). “Há um serial killer a solta nas ruas de Goiânia? É um grupo de extermínio? Limpeza Social? Ou realmente as mortes tem a ver com o uso de drogas?”, escrevemos no post.

Parece que a resposta para a pergunta é um pouco de tudo. Investigadores ficaram atônitos (e eu também quando soube) quando Tiago confessou não apenas os assassinatos das mulheres de Goiânia, como também de homossexuais e dos moradores de rua. Nos últimos anos, filmagens de um homem magro e alto, vestindo um capacete preto, atirando em moradores de rua, assombraram os goianienses. Apesar do desinteresse da mídia, o caso chegou até a Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal e uma federalização dos crimes chegou a ser discutida. Após o cessamento das mortes, o caso esfriou. Até agora.

Segundo autoridades goianas, pelo menos oito moradores de rua podem ter sido mortos por Tiago. Ele teria confessado 39 assassinatos e todas as vítimas eram tratadas como números por ele. Chamado de “bonito e envolvente” por uma ex-amante e de “inteligente” por um dos delegados, Tiago só teria errado a ordem de dois de seus assassinatos. “Ele trata as vítimas como números. Número 30, número 12, número 39”, disse o delegado Douglas Pedrosa à TV Anhanguera.

Sem dúvidas, se tudo o que Tiago disse for verdade, estamos diante de um notório e raro caso de serial killer.

Na foto: Coletiva de imprensa ficou lotada na apresentação do serial killer. Créditos: Jornal O Popular.

Coletiva de imprensa ficou lotada na apresentação do serial killer. Créditos: Jornal O Popular.

Na foto: Tiago Rocha é apresentado à imprensa em Goiânia. Créditos: Jornal Opopular.

Tiago Rocha é apresentado à imprensa em Goiânia. Créditos: Jornal O Popular.

Na foto: Objetos apreendidos com o serial killer Tiago Rocha. Créditos: Getty Images.

Objetos apreendidos com o serial killer Tiago Rocha. Créditos: Getty Images.

Na foto: Objetos apreendidos com o serial killer Tiago Rocha. Créditos: Getty Images.

Objetos apreendidos com o serial killer Tiago Rocha. Créditos: Getty Images.

Psicopata


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A maioria dos serial killers se encaixam na descrição de um psicopata; eles tem uma consciência distorcida, possuem uma capacidade muito limitada para emoção e empatia, e são – muitas vezes – extremamente narcisistas. Sem sentimentos para com o próximo, eles não serão assombrados por aquilo que fizeram, o que significa que eles não sentem a enorme quantidade de angústia ou dor que outros assassinos comuns – como os envolvidos em crimes passionais – sentem. Eles estão numa posição de não sentir ou perceber a dor e o sofrimento que causam. Tudo gira em torno de satisfazer a si mesmo, não importando as consequências.

Psicopatas podem ser alheios a uma gama de emoções, mas se uma coisa parece certa é que eles sentem prazer e frustração. Muitos psicopatas são propensos a fazer escolhas que buscam maximizar o prazer e minimizar a frustração, e ao contrário da maioria das pessoas, eles costumam ter um pobre controle do impulso, recorrendo muitas vezes ao álcool e drogas. Em outras palavras, psicopatas anseiam por estímulos.

Ao ser preso, Tiago teria dito que se sentia angustiado e cometia os crimes para aliviar o sofrimento. Parece claro que estamos diante de um psicopata frustrado que buscava no assassinato a adrenalina necessária para o alívio e vingança. Nesse sentido, podemos compará-lo a Pedrinho Matador. Quem não se lembra da entrevista de Pedrinho a Marcelo Rezende dizendo que enquanto não matasse alguém ele não conseguia tirar “o peso das costas”? O assassinato dava alívio a Pedrinho e Tiago. Ambos, em seus mundos particulares, sentiam um tipo de angústia que era momentaneamente ceifada quando matavam alguém. Os dois também buscavam vingança. Pedrinho queria vingar as mulheres e crianças vítimas de estupradores e assassinos, já Tiago não está claro que tipo de frustração o levou a querer descontar toda sua raiva. Isso agora é um trabalho para os psiquiatras que irão traçar o seu perfil psicológico. Mentes doentias podem se sentir isoladas e diferentes do resto do mundo. “Matava por raiva, raiva de tudo e de todos“, disse um dos delegados da força-tarefa, Deusny Aparecido. Elliot Rodger também tinha raiva de tudo e de todos, principalmente de mulheres loiras e homens supostamente inferiores a ele. Como Tiago, o americano canalizou suas frustrações no assassinato. Matar pessoas foi uma forma de puni-las por suas próprias desilusões.

Numa reportagem da TV Anhanguera de Goiás, uma vizinha de Tiago disse que nos últimos meses ele começou a beber bastante. Como dito acima, psicopatas comumente se voltam para as drogas e álcool. Psicopatas serial killers beberrões são comuns. Normalmente eles enchem a cara para lidar com suas fantasias homicidas, e isso acaba sendo uma mistura que só faz piorar as coisas. Jeffrey Dahmer começou a beber aos 14 anos para espantar os pensamentos de tortura e morte que simplesmente explodiam em sua mente. Após seus primeiros assassinatos, ele confessou que enchia a cara porque achava que o álcool o ajudaria a lidar com o que havia feito. Ele estava tão bêbado quando foi preso que não se lembrava como chegou na delegacia. Carroll Cole foi outro serial killer beberrão que enchia a cara numa tentativa de lidar com suas fantasias macabras. Ted Bundy e John Wayne Gacy são dois outros notórios serial killers conhecidos pelo vício em álcool.

Na foto: Retrato falado feito pela polícia de Goiás do suposto serial killer. Créditos: Polícia Civil Go.

Retrato falado feito em Maio de 2014 pela polícia de Goiás do suposto serial killer. Créditos: Polícia Civil Go.

“Começou matando homens, depois, mendigos e, agora, mulheres… Acredito que ele seja um serial killer. No começo, ele matava aleatoriamente, mas depois ele passou a adotar um padrão”. 

[João Carlos Gorski, Delegado-geral da Polícia Civil de Goiás]

Concordo com o delegado da polícia civil de Goiás. Tiago é sim um serial killer. Não necessariamente estes assassinos matam sempre o mesmo perfil de vítimas. Uma porcentagem considerável de serial killers costumam assassinar grupos diferentes. Um caso famoso é o do norte-americano Henry Lee Lucas. No caso de Tiago, no final ele realmente estabeleceu um padrão: assassinar mulheres jovens. Por que ele tinha problemas com mulheres é uma questão em aberto.

De início, pensei que Tiago poderia ser um serial killer missionário. É um pensamento meio que automático quando sabemos que mendigos, prostitutas ou travestis foram as vítimas de algum serial killer. Isso porque a maioria desses psicopatas acreditam que matar tais pessoas é prestar um serviço a sociedade removendo o lixo das ruas, tirando de circulação pessoas supostamente indesejadas e indignas de viver. Mas pelas notícias veiculadas, parece que não. Tiago começou a matar travestis e moradores de ruas porque eles seriam alvos fáceis. O professor de criminologia Harold Schechter diz em seu livro Serial Killers – Anatomia do Mal, que:

“prostitutas, garotos de programa, adolescentes fugidos de casa, mendigos, drogados e outros párias sociais – o que os criminologistas chamam de alvos de ocasião: pessoas que são especialmente vulneráveis a assassinatos em série porque podem ser facilmente emboscadas e subjugadas; e, além disso, são tão marginalizadas que ninguém, incluindo membros da polícia e da imprensa, presta muita atenção quando desaparecem.”

Seria muita pretensão tentar explicar porque Tiago parou de matar homossexuais e mendigos e passou a matar jovens mulheres. De fato parece que ele possui algum problema com o sexo oposto, e a adrenalina recebida ao caçar uma presa “da sociedade” pode propiciar a satisfação que psicopatas assassinos como ele precisam. Apesar de todas suas vítimas serem jovens bonitas, ele as caçava de forma aleatória, percorrendo as ruas de Goiânia até topar com alguma que preenchesse seus requisitos. Como todo e qualquer serial killer, Tiago era um assassino oportunista.

Abuso Sexual


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Na última semana, Tiago deu entrevistas para vários repórteres e uma dessas entrevistas foi veiculada pelo Jornal Nacional. Foram incríveis quatro minutos em meio no programa de maior audiência da TV brasileira, e isso me fez pensar o que levou os editores do JN a darem tanto destaque ao serial killer. Mas isso não vem ao caso. Sem camisa devido ao calor infernal que faz em Goiânia, Tiago deu respostas mecânicas à jornalista Patrícia Beringel da TV Anhanguera. Disse ter sofrido abuso sexual quando criança além de estar arrependido pelos crimes. De duas uma: ou ele mentiu ou foi orientado pelo advogado a dizer tais palavras (há também uma terceira opção: ele pode estar falando a verdade).

Apesar de terem um vínculo frágil com a realidade, psicopatas são inteligentes o suficiente para entender e imitar iterações humanas afim de parecerem normais perante os outros. Alguém já viu Dexter? O personagem é um exemplo excelente de como um psicopata pode processar, entender e fingir um comportamento para que o seu verdadeiro eu não seja descoberto. Nesse sentido, afim de serem entendidos ou perdoados por alguma coisa de errada que fizeram (e assim se safarem), muitos dizem o que as pessoas gostam de ouvir. Charles Manson usou isso de forma eficaz durante sua vida e Tiago pode estar usando da mesma estratégia.

É bem possível que ele esteja mentindo também sobre o abuso sexual. Um dos delegados do caso disse não acreditar, argumentando que a confissão pode ser uma estratégia da defesa. Talvez seja, talvez não. Talvez ele também possa estar falando a verdade e, nesse sentido, Tiago seria apenas mais uma mente distorcida que foi severamente traumatizada pelo abuso.

Alguns serial killers são dementes, fascinados pela violência sádica desde muito pequeno. Quando criança, uma das brincadeiras de Ed Kemper era decapitar as bonecas de sua irmã. Alguns desses homens nascem assim e mesmo que tenham uma infância com amor e carinho, ao se tornarem adultos, cometerão crimes violentos. Mas se existe algo comum à grande maioria dos serial killers isso se chama abuso infantil.

Ao examinarmos o abuso na infância como uma possível chave para o comportamento aberrante dos serial killers, é preciso lembrar que muitas crianças sofrem abusos horríveis nas mãos de seus pais ou vizinhos e mesmo assim não crescem para matar pessoas repetidamente. O abuso na infância NÃO é um link direto para cometer crimes no futuro. Na verdade, muitas poucas crianças abusadas se tornam sádicos assassinos. O abuso na infância pode não ser a única desculpa dos serial killers, mas é inegável o seu papel na formação de um assassino psicopata. 

“Se uma pessoa é severamente maltratada desde a mais tenra infância – submetida a constantes abusos físicos e psicológicos – ela crescerá com uma visão deturpada da vida. Para tal pessoa, o mundo é um lugar detestável, onde todas as relações humanas são baseadas não em amor e respeito, mas no poder, no sofrimento e na humilhação. Tendo sido torturado na infância por aqueles que deveriam protegê-lo, o indivíduo buscará mais tarde torturar os outros, em parte como uma forma de vingança, e em parte porque foi tão deformado psicologicamente por suas experiências que só consegue sentir prazer ao causar a dor – e, nos casos mais extremos, só consegue se sentir vivo ao causar a morte.”

[Harold Schechter. Serial Killers – Anatomia do Mal. Capítulo 5. “Por Que Eles Matam”. Pág 255]

O abuso sexual pode ser devastador para o desenvolvimento emocional de uma criança. De acordo com o psicanalista Carl Goldberg, uma criança que é sistematicamente envergonhada e humilhada está praticamente destinada a desenvolver uma personalidade perversa.

Quanto a Tiago, sua fala deverá ser investigada pelo psiquiatra forense Leonardo Faria, que irá traçar seu perfil psicológico. Sua infância será esmiuçada, com entrevistas com ele e seus familiares, e só assim teremos algo concreto.

“No fim, serial killers provocam uma reação dupla: piedade – pelas crianças terrivelmente maltratadas que eram – e horror – pelos monstros que acabaram se tornando.”

[Harold Schechter]

Vaidade


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Outro aspecto interessante da personalidade de Tiago é sua vaidade. Quando o delegado colocou fotos de outros serial killers pelo mundo na mesa e perguntou o que ele achava de estar incluído entre eles, Tiago resmungou dizendo que sua foto estava feia. Nesta segunda-feira, 20 de Outubro, uma equipe do jornal inglês The Sun chegou a Goiânia para cobrir o caso. Questionado pelo seu advogado sobre o fato, o serial killer achou o máximo. “Ele já se mostrou disposto a falar. Disse que quer tirar uma foto bem bonita”, disse seu advogado na edição de hoje (20/10) do jornal goiano O Popular.

De fato, a possibilidade de ser imortalizado é uma perspectiva atraente para muitos serial killers, que se deleitam com a celebridade proporcionada pelos seus crimes.

“Ver seus nomes em jornais ou seus rostos na TV preenche suas almas ocas com uma inebriante sensação de superioridade e poder. Assassinar é o único meio de que dispõem para deixar alguma marca no mundo, para provar que eles existem”.

[Harold Schechter]

O assassino em massa Robert Benjamin Smith disse publicamente que seus crimes ocorreram porque ele:

“queria ficar conhecido, fazer nome. Sabia que teria que matar um monte de gente para que meu nome aparecesse nos jornais do mundo inteiro.”

Mas é incorreto afirmar que serial killers gostam da fama. Israel Keyes, por exemplo, era um homem acima de qualquer suspeita. Ele levava uma vida dupla. Keyes gostava de matar sem ser detectado. Ao ser preso, implorou para que o FBI não divulgasse seu nome na mídia. Ele não queria que seu nome estivesse vinculado ao termo “serial killer”. O “Palhaço Assassino” John Wayne Gacy também odiava o fato de ser conhecido por seus infames crimes. Em uma entrevista pouco antes de sua execução, disse que odiava o fato de seu nome estar no mesmo “grupo” de pessoas como Ted Bundy e Jeffrey Dahmer. Para cada serial killer que sente gratificação em se tornar atração midiática (Tiago, Berkowitz…) existe n outros que se pudessem, proibiriam que seus nomes fossem escritos em jornais. 

Vontade de Matar


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Segundo reportagem do G1 de Goiás, Tiago estaria com vontade de matar. “Ele perguntou para os agentes [que] se  matar algum indivíduo dentro do presídio [se] ele responderá criminalmente por isso. Muito estranha a atitude e as conversas desconexas que ele vem falando”, disse o delegado Eduardo Prado para o portal.

Durante a madrugada desta segunda-feira, Tiago leu 40 revistas, fato que chamou a atenção da polícia.

“Outra coisa curiosa é que ele lê de trás para frente de forma rápida, como se fosse dinâmica, lendo de forma alta… A nossa preocupação é com a observação constante dele na cela. Ele não tem amor próprio, já tentou suicídio. Constantemente, quando eu estou na sala, ele pede para levar fio dental para ele. [Na] Hora que pergunta se é para suicidar ele dá uma risada sarcástica”.

[Eduardo Prado]

Atualizações


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  • O advogado Thiago Húascar, que representava Tiago, deixou o caso nesta segunda-feira (20). Ele alegou que não chegou a um acordo financeiro com a família do acusado;
  • O inquérito sobre o assassinato da adolescente Ana Lídia, em 2 de Agosto, foi o primeiro a ser finalizado pela polícia.
  • Antes do assassinato de Ana Lídia, Tiago bebeu oito garrafas de cerveja;
  • Após a morte de Ana Lídia, Tiago parou de matar por medo de ser capturado pela força-tarefa montada para investigar os assassinatos em série;
  • O serial killer voltou a atacar no último domingo, quando seu revólver falhou ao atirar numa mulher num pit-dog. Segundo suas palavras, Tiago não aguentava mais e tinha que extravasar sua raiva.
  • Segundo os delegados que interrogaram o vigilante, Tiago tinha o costume de assistir aos noticiários no dia seguinte aos seus crimes para ter certeza se a vítima tinha morrido e qual o nome da pessoa.
  • Diego Martins Mendes, 16, desaparecido desde Novembro de 2011, pode ter sido a primeira vítima de Tiago. “Tiago disse que abordou o menor no Terminal Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário, com o pretexto de que os dois iriam manter relações sexuais. No entanto, ao chegar ao local do crime, ele foi tomado ‘pela raiva’ e acabou matando o garoto. Mas, na verdade, não tenho dúvidas de que a intenção dele desde o início já era o assassinato”, relatou o delegado Douglas Pedrosa ao G1 Goiás.

Serial Killer?


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Tem havido muitos questionamentos a respeito de Tiago ser classificado como um serial killer. A ciência que estuda o crime, a criminologia, não é uma ciência exata, é empírica, baseada em observações e, por isso, não raramente vemos especialistas divergindo a respeito de determinado fato. Nada incomum até aí,  a discussão e divergência são válidas e servem para aprofundarmos o conhecimento na busca por uma resposta. O questionamento é muito importante mas, antes de tudo, é preciso de uma base de conhecimento para diminuirmos a margem de erro. Sim, todos nós estamos sujeito a errar. Para se ter uma ideia, autoridades goianas decidiram que Tiago será entrevistado por múltiplos especialistas da psicologia e psiquiatria. Isso porque quanto maior o número de especialistas estudando sua mente e trocando informações, menor será a possibilidade de um erro de diagnóstico.

Assassinos com algum tipo de transtorno mental ou de personalidade e que matam múltiplas pessoas comumente se encaixam em um desses três tipos de assassinos: mass murderer, spree killer ou serial killer. Não entrarei em detalhes sobre o que é cada um, e um post bem detalhado a respeito pode ser lido no link Qual a diferença entre serial killers, spree killers e mass murderers?

Não tenho dúvidas em afirmar que Tiago da Rocha é um serial killer, e minha base para tal afirmação vem dos estudos conduzidos há mais de 40 anos pelo FBI, a autoridade da lei com mais credibilidade em todo mundo quando falamos no estudo do fenômeno serial killer. Segundo a publicação do FBI Serial Murder – Multi Disciplinary Perspectives for Investigators, um assassino serial é definido pela “matança ilegal de duas ou mais vítimas, em eventos separados”. O documento cita ainda uma importante característica: “os incidentes [assassinatos] devem ocorrer em eventos separados, em épocas diferentes. Em outras palavras, para definirmos um assassino como um serial killer, os assassinatos cometidos por ele devem obrigatoriamente ocorrer em épocas diferentes, em um intervalo de tempo que pode durar dias, semanas, meses e até anos. No jargão criminal, esse intervalo de tempo entre os assassinatos é conhecido como período de resfriamento emocional ou simplesmente período de reflexão, que é o período em que o serial killer volta para sua vida aparentemente normal: casa, trabalho, família. E esse período  de resfriamento emocional, segundo o FBI, é o fator principal para distinguir um serial killer, de um spree killer ou de um mass murderer.

Ainda de acordo com o estudo, a definição geral do spree killer é “dois ou mais assassinatos cometidos por um ou mais agressores, SEM o período de resfriamento emocional. De acordo com a definição, a falta do período de resfriamento emocional marca a diferença entre o spree killer e o serial killer.” De fato, é muito comum confundir um spree killer com um serial killer e vice-versa. O termo spree killer, que praticamente não é utilizado no Brasil, poderia ser melhor definido como “onda de matança” – “assassino impulsivo” e “assassino relâmpago” são outras duas traduções utilizadas por estudiosos no Brasil. Diferentemente do serial killer, o spree killer e sua “onda de matança” caracteriza-se por uma matança continuada, como a de um atirador que sai pelas ruas matando de modo descontrolado. Pelo intervalo dos assassinatos ser mínimo, a questão do tempo não é definida pelo FBI, mas é de consentimento geral entre especialistas que o período máximo entre os assassinatos é de sete dias. O PhD em Sociologia e Criminologia e professor da Universidade Drew, Nova Jérsei, Scott Bonn, escreveu em seu blog pessoal que as primeiras vítimas do spree killer costumam ser – mas nem sempre – membros de sua própria família ou parceiros sexuais, e elas comumente são mortas por propósitos de retaliação ou raiva. Em seu texto publicado no Psychology Today, Por que Spree Killers Não São Serial Killers, Bonn diz que isso “é bem diferente do serial killer, que costuma caçar e matar estranhos que, de alguma forma, preenchem fantasias secretas que apenas ele pode entender.” São raríssimos os casos de serial killers que atentam contra a própria família, ao contrário, eles costumam ter um zelo muito grande por seus entes queridos. O Açougueiro de Rostov Andrei Chikatilo chegava a apanhar de sua esposa, já Israel Keyes, ao ser preso, pediu que o seu nome não fosse divulgado para não prejudicar sua família.

O período de resfriamento emocional marca a quantidade de tempo que o assassino teve para pensar naquilo que fez, quanto maior o tempo mais grave é o grau de consciência da gravidade do delito, sendo que no serial killer isso seria máximo (semanas/meses/anos entre um crime e outro).

No caso de Goiânia o que temos é um homem que confessou 39 assassinatos – 8 dos quais já confirmados por exames de balística – em três anos. Pelas informações preliminares divulgadas até agora, a primeira vítima dele teria sido Diego Martins Mendes, 16, morto em novembro de 2011. Diferentemente do spree killer, o primeiro assassinato comumente causa um grande impacto na mente do serial killer, que pode passar muito tempo sem matar, apenas pensando no que fez e, às vezes, lutando para não fazer novamente. Jeffrey Dahmer levou nove anos para matar sua segunda vítima e, durante esse período de resfriamento emocional, ele lutou contra os seus demônios bebendo muito álcool. Já Dennis Rader utilizou de estratégias de compensação sexual para adiar ao máximo o assassinato. Em seu caso, ele vestia as peças de vestuário roubadas de suas vítimas e praticava atos sadomasoquistas que lhe davam alívio mental. Esses exemplos são para ilustrar o fato de que todo serial killer passa por um período de resfriamento emocional que o permite viver uma vida aparentemente normal. No caso de Tiago, se as informações estiverem corretas, o período de resfriamento emocional entre sua primeira e segunda vítimas durou cerca 1 ano e, após o impacto inicial do assassinato em sua mente, ele passou a matar com mais regularidade. Esse tipo de comportamento o tira definitivamente da categoria dos spree killers, que são assassinos que comumente matam várias pessoas ao mesmo tempo, sem distinção de raça ou gênero, e num curtíssimo espaço de tempo. Spree killers podem chegar num restaurante e matar todo mundo que está ali dentro, ir para casa, e no outro dia praticar tiro ao alvo do seu carro em movimento. Já o serial killer não, ele mata um tipo de vítima que preenche algum tipo de fantasia, volta para casa, e só volta a matar quando o desejo fica incontrolável. Por que Tiago entrou numa lanchonete no Setor Bueno em Goiânia e atirou apenas na assessora parlamentar Ana Maria Victor? Por que ele não matou o namorado dela que estava ao seu lado? Por que ele não matou as outras pessoas que estavam no lugar? Por que não atirou no dono do estabelecimento? Por que no dia 23 de Abril deste ano ele atirou apenas em Wanessa Oliveira Felipe? Por que ele não matou todo mundo que estava naquele momento na farmácia?

Essa discussão em torno de qual categoria Tiago se encaixa é válida, mas aqui no Brasil essa classificação não tem nenhuma representatividade institucional-legal. Deixo isso claro para desidratar a importância de se discutir o que ele é: serial killer? spree killer? mass murderer?

Para a psiquiatria forense o importante seria definir se ele tem uma doença e se essa doença tem nexo causal com os crimes, ou seja, se motivou os crimes.

Mudando o foco da discussão, e abordando sua saúde mental, o que temos aqui é um rapaz de 26 anos, com nível educacional mediano, que começou a matar no ano de 2011 quando contava com 23 anos aproximadamente. O mais importante é definir o que aconteceu nesta data. O que mudou na personalidade de Tiago quando ele virou de 22 para 23 anos? Ele passou a ter delírios ou alucinações nessa época? São questionamentos fundamentais para uma avaliação séria e científica do caso. Pelas informações divulgadas até o momento, ele não disse sofrer de delírios, e muito provavelmente está longe de ser um psicótico. Levando em conta o que ele fala, que teria começado a matar por raiva mesmo, que raiva é essa que o fez ultrapassar a barreira do respeito pela vida alheia?

Na verdade, essa raiva parece só um argumento vazio, servindo como discurso motivador sem representar o real. Se for um psicopata, e tudo indica ser, ele não tem capacidade de sentir emoções fortes; ele só consegue senti-las quando aventura-se em algo extremamente provocador, impactante, chocante, como matar. Eu particularmente não acredito que ele matava para aliviar só uma raiva, ele matava para sentir emoção. Como está preso e precisa dar uma satisfação daquilo que ele acredita ser o correto a se falar, nessas horas, ele fala que era para passar a raiva e assim se fazer de vítima de um abuso no passado, ao invés de falar que sentia prazer nisso. Os indivíduos frios tem muita dificuldade em encontrar algo que lhes dê prazer e, quando encontram, ficam viciados.

Suicídio


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Raramente serial killers tiram suas próprias vidas, mesmo quando estão sob custódia da polícia ou presos. Quando isso ocorre, é um fator intrigante. Na verdade, é muito raro um ser humano tirar a própria vida, levando em consideração o número de suicídios em toda população. Em 2010, a American Foundation for Suicide Prevention publicou que o suicídio representou apenas 0.01% da população daquele país. Em 2012, no Brasil, houve 11.821 mortes por suicídio, 0,0059% da população brasileira. No entanto, uma série de características que se relacionam com serial killers parecem desafiar diretamente a noção de tirar a própria vida.

Na foto: Tiago da Rocha tentou o suicídio cortando os pulsos um dia após ser preso. Foto: Micheliane Gomes.

Tiago da Rocha tentou o suicídio cortando os pulsos um dia após ser preso. Foto: Micheliane Gomes.

A maioria dos serial killers se encaixam na descrição de um psicopata e muitos são extremamente narcisistas. Sem sentir o peso por tirar uma vida, eles não estão numa posição de serem assombrados por seus atos, por isso talvez seja tão raro um serial killer tirar a própria vida.

O elemento narcisista do comportamento psicopata, entretanto, é intrigante. Por um lado, é difícil imaginar alguém que pensa tão bem de si mesmo tirar sua própria vida, por outro lado, se as restrições ambientais e sociais limitam seus desejos egoistas, então talvez ele considere a vida não mais interessante de ser vivida. Ronningstam, Weinberg, e Maltsberger (2008) listam inúmeras razões pelas quais uma personalidade narcisista pode ser propensa ao suicídio, e o que poderia ser relevante aos serial killers é a perda do estado ideal. Tal estado ideal seria o “[acúmulo] de experiências que são desejadas e associadas com uma sensação de prazer ou auto-estima positiva.” A perda deste estado, então, causaria dor e desconforto.

Se um serial killer psicopata, de repente, se encontre em um ambiente que não mais lhes permitirá buscar o tipo de prazer que deseja, então é razoável supor que alguns deles se decidam por tirar a própria vida. Essa ideia é reforçada pelo fato de os poucos serial killers que cometeram suicídio o fizeram enquanto estavam sob custódia policial. A lista inclui Harold Shipman, Fred West, Charles Ray Hatcher, Adimar de Jesus Silva, dentre outros. Um caso que considero se encaixar perfeitamente nesta explicação é o do americano Israel Keyes, que se matou enquanto estava sob custódia da polícia do Alasca; assim como Tiago, ele cortou os pulsos e estrangulou-se com roupas de cama. Keyes parece o típico serial killer que não aguentaria viver sem fazer o que mais gostava: caçar seres humanos.

Não há nenhuma maneira de determinar o quão poderoso é o impulso de uma pessoa em tirar a própria vida. O pensamento suicida e as razões por trás são complexos demais e diferentes para cada um. Mas essas razões e pensamentos, no entanto, são possivelmente diferentes no serial killer suicida, afinal de contas, eles têm uma patologia diferente. A depressão é frequentemente listada como uma das principais razões para o suicídio, mas é improvável que psicopatas assassinos em série sofram de depressão, da mesma forma que pessoas normais. O sentimento de depressão mais próximo a eles provavelmente é a frustração.

É improvável que o suicídio entre os serial killers cause compaixão nas pessoas, mas ainda assim deve ser levado a sério. Como eles são pessoas violentas e destrutivas, qualquer coisa que nos permita compreender melhor eles seria de vital importância, especialmente se eles têm informações cruciais sobre as vítimas. Que o diga Israel Keyes, que levou para o túmulo o segredo de praticamente todos os seus assassinatos.

Atualizações (24/10/2014)


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  • Outros dois assassinatos foram confirmados como de autoria de Tiago da Rocha. Exames de balística confirmaram que a assessora parlamentar Ana Maria Victor e o fotógrafo Mauro Ferreira Nunes foram mortos por ele. O número de assassinatos confirmados subiu para 8;
  • Na última quarta-feira, ao ser levado para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, Tiago da Rocha agrediu um fotógrafo com um chute na barriga;
  • Ao chegar no presídio, Tiago teria entrado gritando no local, ameaçando os outros presos de que “mataria lá dentro como matou lá fora”. Ao escutar xingamentos e ameaças de morte dos detentos, Tiago teria calado;
  • “Ele achou ótimo se tornar uma estrela. Ele é frio, meticuloso, sabia de todos os crimes e só não assumiu todos e outros que por ventura nós venhamos a descobrir porque começou a raciocinar”, disse o delegado do caso, Murilo Polati, ao G1 Goiás;
  • Ainda de acordo com o delegado, o número de assassinatos investigados é 38 e não 39, pois Tiago teria se confundido e duplicado um dos seus assassinatos.
  • Ainda na última quarta-feira, Tiago foi visitado pela psicóloga neurocientista Cássia Oliveira, que dentre outros casos famosos, elaborou o perfil psicológico do notório criminoso Leonardo Pareja. Segundo ela, Tiago “sem dúvida é um serial killer.” Ainda segundo a psicóloga: “O Leonardo [Pareja] não tinha essa ânsia de matar. Ele não tinha instinto assassino, ele tinha algo para se defender e tinha níveis impulsivos altos. Então, ele buscava situações que o colocassem diante do medo, buscando enfrentá-lo. [O Tiago] É uma força, o impulso pode ser até cerebral de personalidade, não sei, não vou adiantar o que realmente o faz atuar.”
  • O perfil psicológico de Tiago não será mais feito agora, somente quando o processo já estiver nas mãos do Poder Judiciário. Já foi definido que ele será examinado por uma equipe multidisciplinar de especialistas em saúde mental.
  • Assim como Pedro Alonso Lopez, os delegados que investigam o caso tem atendido a quase todos os pedidos do serial killer, tudo para que ele continue falando, um deles foi o direito de fazer a barba.

Atualizações (21/11/2014)


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Juliana Neuba - vitima do serial killer de goiania

Juliana Neubia Dias, morta no dia 26 de Julho. Reprodução Facebook.

  • Mais oito assassinatos foram confirmados como de autoria de Tiago. Numa entrevista hoje para a TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás, o delegado Murilo Polati disse que: “Nós já temos definido, inclusive mediante informações obtidas junto ao Instituto de Criminalística… são 16 mortes admitidas como sendo do Tiago, comprovadas por laudos periciais.”. Segundo o delegado, três laudos confirmando a autoria de Tiago foram recebidos essa semana pela delegacia e a expectativa é de que semana que vem o Instituto de Criminalística de Goiás envie os outros 13;
  • Os três laudos recebidos essa semana são de Juliana Neubia Dias, de 22 anos, Rosirene Gualberto da Silva, 29 anos, e Arlete dos Anjos Carvalho, de 16 anos. Nesta sexta-feira Tiago foi indiciado pelas três mortes;
  • No caso de Rosirene, além do laudo de exame balística, que comprovou que a bala recolhida no corpo da vítima saiu da arma apreendida na casa do serial killer, Tiago foi fotografado por um radar ao cometer uma infração nas proximidades do local do crime, minutos depois do homicídio. Na foto, o motociclista usa uma mochila idêntica à apreendida na casa do vigilante;
  • Outra prova apresentada pela polícia na coletiva desta sexta-feira é um retrato-falado feito pela irmã de Rosirene. A imagem foi produzida logo após o homicídio durante o depoimento da irmã, mas só foi divulgada hoje. “Mantivemos ele sob sigilo até porque já tínhamos outro retrato falado que foi divulgado e espalhado em redes sociais, causando um temor muito grande na sociedade. Não tínhamos porque, sem provas técnicas que colocassem essa pessoa como autor do crime, divulgá-lo”, explicou Polati ao G1 Goiás.
Na foto: Retrato falado. Créditos: TV Anhanguera.

Retrato falado de Tiago da Rocha feito pela irmã de Rosirene Gualberto da Silva, morta em 19 de Julho de 2014. Créditos: TV Anhanguera.

Serial killer desafiou a polícia


Atualizado em 7 de Março de 2015

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O Jornal de Goiás O Popular divulgou hoje (7/3) que o serial killer Tiago da Rocha enviou uma carta à Polícia Civil daquele estado em 7 de Março de 2013. Na carta, no melhor estilo Jack, O Estripador, Tiago assina como “Facada” e desafia a polícia informando já ter assassinado 11 pessoas “de todas as formas”. A carta foi digitada em um computador, impressa e colocada em um envelope sem remetente. Ele data a carta de 21 de Maio de 2012, mas não é possível afirmar quando ela foi escrita. A carta foi postada dez meses depois, conforme consta no carimbo dos Correios.

Na folha em que imprimiu o recado aos policiais, Tiago deixou dois fragmentos de impressões digitais encontrados pela perícia da Polícia Técnico-Científica. Na época não houve comparação com digitais de suspeitos e a carta foi devolvida à Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) junto com o envelope e o laudo. Sem uma conclusão, acabou arquivada no cofre da delegacia. Uma diligência chegou a ser feita, mas a câmera de segurança estava estragada e não havia nenhuma imagem de quem postou a carta. Um funcionário dos Correios chegou a dizer que quem postou a carta era um rapaz estranho, sem dar maiores detalhes da pessoa. A agência fica a cerca de 900 metros da casa em que Tiago morava no Conjunto Vera Cruz em Goiânia.

Veja abaixo o conteúdo da carta enviada pelo serial killer Tiago da Rocha à Polícia Civil de Goiânia.

“Goiânia, 21 de maio de 2012

Cara polícia de Goiânia,

venho através desta, comunicar a vocês que nos próximos tempos os senhores terão muito trabalho a fazer. Quem vos fala é um cidadão cujo único objetivo é matar. Serei direto: sou um assassino em série ou se preferir podem me chamar de serial killer, até agora matei apenas 11 pessoas, mas estou evoluindo bem. Matei de todas as formas, mas o meu método é esfaquear até a morte, e garanto a vocês que todos os casos não resolvidos de homicídio por esfaqueamento certamente fui eu. Não tentem me parar pois vou até o fim disso. Boa sorte a vocês!.

Ass: Facada

Grato.”

Envelope enviado à delegacia em Março de 2013. Foto: O Popular.

Envelope enviado à delegacia em Março de 2013. Foto: O Popular.

“Há uma noção generalizada – reforçada por inúmeros filmes em que o herói recebe um fluxo constante de mensagens zombeteiras dos maníacos psicopatas que está perseguindo – de que serial killers tipicamente se dedicam a dirigir provocações às autoridades. Como muitos estereótipos, este é em grande parte falso. Por mais que tenham prazer em passar a perna na polícia, a maioria dos serial killers não deseja atrair demasiada atenção.”

[Harold Schechter, “Serial Killers – Anatomia do Mal”. Pág. 331]

Entretanto, e como admite Schechter, já existiram diversos serial killers que desafiaram as autoridades com cartas e/ou telefonemas. “Para esses psicopatas, provocar seus perseguidores e manipular a mídia são parte integrante da experiência criminal, contribuindo para o seu desenvolvimento sádico e reforçando seus delírios de grandeza.”, diz Schechter.

A mais famosa de todas as cartas enviadas por serial killers à polícia foi escrita em 1888.

25 Set: 1888

“Caro chefe

continuo ouvindo que a polícia me capturou, mas eles não irão me pegar por enquanto. Dei risada quando eles disseram, se achando muito espertos, que estavam na pista certa. Aquela piada sobre o Avental de Couro me fez dar verdadeiras gargalhadas. Estou atrás de putas e não pararei de cortá-las até ser trancafiado. Que obra grandiosa foi meu último trabalho. A senhora nem teve tempo de gritar. Como podem me capturar agora? Adoro meu trabalho e quero começar de novo. Vocês logo ouvirão sobre mim e meus joguinhos divertidos. Guardei um pouco da coisa vermelha do último trabalho em uma garrafa de cerveja de gengibre, mas ela ficou grossa como cola e não posso mais usá-la. tinta vermelha deve servir, espero ha ha. No meu próximo trabalho, devo cortar a orelha da senhora e enviá-la para os policiais, será uma boa troca, não acham? Guardem essa carta até eu trabalhar mais um pouquinho, depois ponham-me a descoberto de uma vez. Minha faca está tão bonita e afiada, quero ir trabalhar agora mesmo se seu puder. Boa sorte.

Sinceramente, Jack, o Estripador.”

Algumas semanas depois, Jack, O Estripador enviaria uma outra carta, esta muito mais assustadora. No envelope havia a metade do rim retirado de uma vítima.

“Senhor.

Envio metade do Rim que tirei de uma mulher preservado para o senhor, os outros pedaços fritei e comi, estava muito bom. Devo mandar a faca ensanguentada que usei se o senhor puder esperar mais…

Pegue-me quando puder….. Sr. Lusk….”

Outra carta que se tornou bastante famosa na criminologia foi a do macabro vovô serial killer e canibal Albert Fish, que em 1934 enviou uma sinistríssima carta à família de uma criança que assassinara seis anos antes. O conteúdo é perturbador.

“Minha querida sra. Budd,

Em 1894 um amigo meu embarcou como ajudante de convés no navio a vapor Tacoma, do capitão John Davis. Eles navegaram de São Francisco para Hong Kong, na China. Ao chegarem, ele e dois outros desembarcaram e se embebedaram. Quando eles voltaram, o navio tinha ido embora. Aqueles eram tempos de fome na China. Carne de qualquer tipo custava de 1 a 3 dólares o quilo. Tão grande era o sofrimento entre os pobres que todas as crianças com menos de 12 anos eram vendidas para o açougue para serem cortadas e vendidas como comida, a fim de evitar que outros morressem de fome. Uma menina ou menino com menos de 14 anos não estava seguro nas ruas. Você poderia ir a qualquer açougue e pedir bife, costeletas ou picadinho de carne. Do corpo nu de um menino ou menina seria cortada exatamente a parte desejada por você. A parte de trás dos meninos ou das meninas é a parte mais doce do corpo e era vendida como costeleta de vitela pelo preço mais alto. John ficou lá por tanto tempo que tomou gosto pela carne humana. Quando voltou a Nova York roubou dois meninos, um de sete e outro de 11 anos. Levou-os para sua casa, despiu-os e amarrou-os em um armário. Então queimou tudo o que tinham. Várias vezes, todos os dias e noites, ele os espancava e torturava, para fazer com que sua carne ficasse boa e macia. Primeiro ele matou o menino de 11 anos, porque ele tinha o rabo mais gordo e, é claro, bastante carne nele. Cada parte de seu corpo foi cozida e comida exceto a cabeça, os ossos e as tripas. Ele foi assado no forno (todo o seu rabo), cozido, grelhado, frito e refogado. O menino pequeno foi o próximo, e foi da mesma maneira. Naquela época, eu morava no número 409 E. da 100 Street, do lado direito. Ele falava com tanta frequência de como a carne humana era gostosa que resolvi experimentá-la. No domingo, 3 de junho de 1928, eu os visitei no número 406 W. da 15 Street, do lado esquerdo. Levei um pote de queijo e morangos. Almoçamos. Grace sentou no meu colo e me beijou. Eu me convenci a comê-la. Com a desculpa de levá-la a uma festa. Você disse que sim, que ela poderia ir. Eu a levei para uma casa vazia em Westchester que já tinha escolhido. Quando chegamos lá, eu lhe disse para ficar no quintal. Ela colheu flores silvestres. Subi para o andar de cima e tirei todas as minhas roupas. Sabia que, se não o fizesse, ficaria com seu sangue nelas. Quando estava tudo pronto, fui até a janela e a chamei. Então me escondi em um armário até ela entrar no quarto. Quando ela me viu todo nu, começou a chorar e tentou correr escadas abaixo. Eu a agarrei e ela disse que ia contar para sua mamãe. Primeiro e a despi. Como ela chutava, mordia e arranhava! Eu a asfixiei até a morte, então a cortei em pedacinhos para poder levar a carne para meus aposentos. Como era doce e tenro seu pequeno lombo assado no forno. Levei nove dias para comer o corpo inteiro. Eu não a fodi, apesar de ter podido se assim desejasse. Ela morreu virgem.”

Keith Hunter Jesperson, David Berkowitz, Dennis Rader e Zodíaco foram outros notórios serial killers “escritores” que zombaram das autoridades em cartas sádicas e petulantes.

“Aqui é Zodíaco falando. Eu sou o assassino do taxista morto ontem à noite entre a Washington Street + Maple Street, e para provar envio um pedaço manchado de sangue da camisa dele. Sou o mesmo homem que matou as pessoas na área norte da baía. A polícia de S.F. podia ter me capturado ontem à noite se tivessem revistado o parque direito em vez de ficar apostando corrida com as motos para ver quem fazia mais barulho. Os motoristas dos carros deviam simplesmente ter estacionado e esperado calmamente até que eu saísse do esconderijo. Crianças de escola são ótimos alvos, acho que vou aniquilar um ônibus escolar qualquer dia desses. É só atirar no pneu dianteiro e acertar as criancinhas enquanto elas saltam para fora.

“Que tal um nome para mim, já é hora. Eu gosto dos seguintes: ‘O Estrangulador BTK’, ‘O Estrangulador de Wichita’, ‘O Estrangulador Poeta’.”

[Um pedaço de uma das cartas enviadas por Dennis Rader à polícia]

Apesar do quão grotesco possa parecer, é importante que serial killers se comuniquem. Serial killers são pessoas invisíveis e a grande maioria são pegos apenas após dezenas de assassinatos. Enviando cartas ou fazendo telefonemas à polícia ou família das vítimas, é possível que eles se descuidem e sejam pegos, que o diga Dennis Rader e Theodore Kaczynski.

Comunicações são ricas em evidências, pistas podem, eventualmente, ajudar a vincular um indivíduo específico a uma série de assassinatos. Tais comunicações também deveriam ser liberadas ao público, pois alguém pode reconhecer o que está acontecendo e ser capaz de identificar o criminoso. Kaczynski só foi pego depois que jornais americanos começaram a publicar suas notas. A escrita foi reconhecida por seu irmão, em uma expressão que o pai de ambos dizia quando eles eram crianças.

Serial Killer - Tiago da Rocha - fichado

O serial killer Tiago da Rocha fichado pela polícia de Goiás. Foto: Polícia Civil de Goiás.

No caso de Tiago, sua carta se tornou uma evidência científica contra ele, mais uma prova para ajudar o promotor numa tarefa que agora parece fácil: condená-lo à pena máxima no Brasil. Como disse Schechter, não há dúvidas de que Tiago pertence à galeria dos psicopatas assassinos que:

“se deleitavam em fazer pouco caso das autoridades. Para esses psicopatas, provocar seus perseguidores e manipular a mídia são parte integrante da experiência criminal, contribuindo para seu divertimento sádico e reforçando seus delírios de grandeza. Cada vez que escapam impunes de um assassinato eles podem vibrar com a grandiosa imagem que têm de si mesmos, pensando em como são mais inteligentes e espertos que os meros mortais.”

Entrevista


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Antes de ser julgado pelo décimo sétimo homicídio, Tiago da Rocha deu uma entrevista ao jornal goiano O Popular. A entrevista foi publicada na edição do dia 19 de outubro de 2016.

O Popular: Este é o seu décimo oitavo julgamento por homicídio. Como está se sentindo?

Tiago: Na verdade eu nem sabia. Fui pego de surpresa. Fico um pouco ansioso porque as pessoas não me conhecem e os jurados já têm uma opinião formada a meu respeito.

O Popular: Como assim?

Tiago: Poucas pessoas me conhecem de verdade. Eles não sabem quem eu sou.

O Popular: E quem é você?

Tiago: As pessoas acham que eu tenho esse problema de psicopatia, mas eu não tenho. Tenho sentimentos normais. Tenho é dificuldade em demonstrar os meus sentimentos.

O Popular: Você ama alguém hoje?

Tiago: Não. Hoje não. Tenho um compromisso, mas não é romântico.

O Popular: Com quem?

Tiago: Prefiro não falar para não expor a pessoa, mas não é um relacionamento romântico.

O Popular: Você tem filhos?

Tiago: Não, eu nunca quis ter filhos, mas ultimamente me deu vontade ser pai. Preciso deixar um descendente.

O Popular: Por que?

Tiago: Sei que a vida é muito frágil. Gostaria de ter um filho e cuidar dele.

O Popular: Você já foi condenado a mais de 400 anos de cadeia. Vai cumprir pena de 30 anos, conforme determina a lei. O que você vai fazer quando deixar a cadeia?

Tiago: Ainda não tive tempo de pensar nisso. Até por respeito às famílias das vítimas, prefiro nem pensar nisso agora.

O Popular: Que tipo de sentimentos você tem em relação as famílias das suas vítimas?

Tiago: De respeito. No início eu me julgava muito, me culpava, mas hoje eu entendo que eu era tomado por um sentimento e por uma força incontrolável. Eu tinha necessidade de matar. Eu sinto muito por essas famílias. Entendo a dor que causei a elas.

O Popular: Como era isso?

Tiago: Eu era tomado por um sentimento e andava pela cidade procurando quem eu tinha de matar. Eu não sabia quem era até olhar para a pessoa e o meu coração mandar. Era um sentimento estranho. Ele me dizia quem era para ser morto. Era uma necessidade. Eu não conhecia essas pessoas. Tinha dia que eu saía para matar e não encontrava quem tinha de ser moto.

O Popular: No início era morador de rua. Depois, você passou a matar mulheres. O que te fez mudar o tipo de alvo?

Tiago: Não sei bem. Morador de rua era mais fácil, mas eu matava mais mulheres. Eu era tomado por esse sentimento. Não sei explicar direito.

O Popular: E agora?

Tiago: Não quero mais matar. Quero fazer a coisa certa.

O Popular: O que mudou?

Tiago: Acho que esse tempo no presídio me fez refletir.

O Popular: O que é a coisa certa?

Tiago: Eu queria estudar. Gosto muito de Sociologia, mas agora não dá.

O Popular: O que o impede?

Tiago: A rotina dos julgamentos atrapalha. Quem sabe mais na frente.

O Popular: Falando em rotina, como é a sua dentro do presídio?

Tiago: Acordo bem cedo. Gosto de acordar bem cedo. Sigo a rotina normal do presídio. Como nas horas determinadas, vou para o banho de sol. Gosto de fazer exercícios aeróbicos pelo menos duas vezes na semana e de ler. Leio bastante.

O Popular: O que gosta de ler?

Tiago: Livros de Sociologia. Gosto deles, mas leio o que chega até mim. Gosto de ler.

O Popular: Qual o último livro que leu?

Tiago: Um de Sociologia mesmo. 

O Popular: Você é feliz?

Tiago: Dentro do que é possível, das minhas possibilidades, sim.

O Popular: O que o faz sorrir?

Tiago: Sou uma pessoa normal. Coisas e pessoas que me deixam feliz. Não sorrio publicamente para não ferir as famílias das vítimas. As pessoas acham que eu tive problemas na minha infância. Eu tive uma infância normal. Comecei a sentir vontade de matar quando tinha uns 19 anos e não sei explicar o que me fez ter essa vontade.

O Popular: Sonha em ir a algum lugar quando deixar a cadeia?

Tiago: Ainda tem muito tempo. Não pensei nisso ainda.

O Popular: Você recebe visitas com que frequência no presídio e quem o vê com maior regularidade?

Tiago: Recebo sim, mas prefiro não revelar quem me visita para não expor as pessoas, mas são basicamente parentes.

Mais uma carta


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Uma carta escrita por Tiago da Rocha foi anexada em 17 de fevereiro de 2017 no processo da morte do morador de rua Wesley Alves Guimarães, 39. Na carta – em que ele parece dirigir-se aos jurados -, Tiago confessa mais uma vez que cometeu crimes, nominando-os de “erros passados” e diz que o único objetivo atualmente é “tentar minimizar de alguma forma tudo que aconteceu, fazendo o bem”. A carta, publicada pelo jornal O Popular em 18 de fevereiro, sugere que o serial killer tenta minimizar as mortes, não demonstrando culpa, bondade ou arrependimento. “Ele quer retocar o irretocável, que é a morte”, disse um psicanalista ao jornal. “Ele diz que saíam interrogação, uma referência aos processos contra ele… ele não se preocupa com as vítimas e por isso diz que dos machucados não saíram sangue.”. Confira abaixo a carta na íntegra:

 

Bom dia, apenas queria dizer que não pude estar hoje aqui. Também vos deixo uma sincera mensagem:

Eu reconheço profundamente meus erros passados, lamento pelas famílias que foram atingidas.

Não quero mais fazer o que eu fazia, pelo contrário. Meu único objetivo atualmente é tentar minimizar de alguma forma tudo que aconteceu, fazendo o bem.

Estou orando ao Pai Celestial por todos nós. A cada um.

Reconheço que preciso me abrir mais. Apenas pela dinâmica dos fatos, lamento e deixo aqui meus sentimentos.

Porque sou visto como um bicho de 7 cabeças? Simplesmente o anseio é poder abrir meu coração.

Mudanças, se o bom Deus quiser. Agradeço pela atenção!

Mutilei-me tentando acertar

Sobre o erro me curvei

O muro era o outro

Tentando pular o muro

Caí mais fundo

O meu mundo ficou mais imundo.

O outro tinha nome

O outro tinha história

O outro tinha família

O outro tinha sonhos

O outro não era eu

Pensei que pântano não conseguisse conviver com rosas

Arranquei-as

Perturbado não entendi

as rosas eram belas

entrei no jardim que não me pertencia

transgredi o sagrado

o outro era sagrado.

As rosas caídas ao chão murcharam

minhas mãos se machucaram nos espinhos

dos machucados não saíram sangue

Saíram interrogração.

Julgamentos, Condenações e Absolvições


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Tiago da Rocha será julgado 37 vezes por 37 assassinatos. Segue abaixo a lista de vítimas as quais o serial killer já foi julgado e condenado.

Juliana Neuba - vitima do serial killer de goianiaNome: Juliana Neubia Dias

Idade: 22 anos

Morte: 26 de julho de 2014

Local: Avenida D, Setor Oeste, Goiânia – GO

Crime: a vítima, que trabalhava como auxiliar administrativa,  foi morta com um tiro no pescoço e outro no tórax, dentro do carro do namorado, um Fiat Palio, quando pararam no semáforo. O assassino estava parado em uma moto, usando capacete, e aproximou-se do veículo e atirou contra ela.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Júri mantido pela 1ª Câmara Criminal sob relatoria da desembargadora Avelirdes Almeida Pinheiro de Lemos.

Julgamento: Sessão do 1º Tribunal do Júri realizada no dia 2 de março de 2015, resultando na condenação de 20 anos de reclusão.

Ana Karla Lemes da SilvaNome: Ana Karla Lemes da Silva

Idade: 15 anos

Morte: 15 de dezembro de 2013

Local: Jardim Planalto, Goiânia, GO

Crime: Ana Karla foi morta com um tiro no peito.

Processo: A audiência foi realizada no dia 25 de março, pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas. Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do desembargador Edison Miguel da Silva Júnior.

Julgamento: Sessão do 1º Tribunal do Júri realizada no dia 16 de fevereiro de 2016, resultando na condenação em 20 anos de reclusão. Defesa e MPGO recorreram.

Carla Barbosa de AraújoNome: Carla Barbosa de Araújo

Idade: 15 anos

Morte: 23 de maio de 2014

Local: Setor Sudoeste, Goiânia – GO

Crime: a vítima andava por uma rua do bairro, na companhia da irmã, quando foi abordada por um suposto assaltante, em uma moto preta, que pediu o telefone celular. Como ela estava sem aparelho, foi atingida com um tiro no peito.

Processo: Decisão de pronúncia da 2ª Vara Criminal de Goiânia, proferida pelo juiz Lourival Machado da Costa. Júri confirmado pela 1ª Câmara Criminal, sob relatoria de juíza substituta em segundo grau Lília Mônica de Castro Borges Escher.

Julgamento: Júri realizado no dia 4 de março de 2016, resultando na condenação de 22 anos de reclusão.

Ana Rita de LimaNome: Ana Rita de Lima

Idade: 17 anos

Morte: 13 de dezembro de 2013

Local: Vila Santa Tereza, Goiânia – GO

Crime: a adolescente caminhava sozinha pela rua quando foi abordada por um homem em uma moto preta. Ele anunciou um assalto, mas atirou na vítima antes que ela manifestasse qualquer reação.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 8 de junho de 2015. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do desembargador Leandro Crispim.

Julgamento: Júri realizado no dia 17 de março de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. A decisão dos jurados foi unânime em todos os quesitos e reconheceu a existência de duas qualificadoras no crime de homicídio. Ao dosar a pena, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara analisou a culpabilidade, “aferindo uma conduta reprovável porque o réu, ao tempo do fato era plenamente imputável, possuía potencial condição de entender o caráter ilícito do fato e de ter conduta compatível com o ordenamento jurídico e apresentando transtorno antissocial de personalidade”.

Arlete dos Anjos CarvalhoNome: Arlete dos Anjos Carvalho

Idade: 16 anos

Morte: 28 de janeiro de 2014

Local: Rua Potengui, Bairro Goiá, Goiânia – GO

Crime: a vítima caminhava pela Rua Potengui, falando ao celular, quando foi abordada pelo assassino, que anunciou assalto. Antes que ela pudesse esboçar qualquer reação, o homem, que estava em uma motocicleta vermelha, atirou no peito da jovem e fugiu em seguida.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 27 de maio de 2015. Recurso conhecido e improvido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob relatoria do juiz substituto em segundo grau Fábio Cristovão de Campos Faria, em substituição ao desembargador João Waldeck Félix de Sousa. 

Julgamento: Júri realizado no dia 29 de março de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão.

Bárbara Luíza Ribeiro Costa Nome: Bárbara Luíza Ribeiro Costa

Idade: 14 anos

Morte: 18 de janeiro de 2014

Local: Setor Lorena Park, Goiânia – GO

Crime: morta com um tiro no peito, disparado por um motociclista, enquanto estava sentada num banco de praça, esperando a avó. A jovem havia acabado de sair de um salão de beleza, onde havia tirado a sobrancelha para se preparar para o ensaio fotográfico em comemoração aos seus 15 anos, que seriam completados em menos de um mês.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Júri confirmado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás sob relatoria do desembargador Leandro Crispim.

Julgamento: Júri realizado no dia 20 de abril de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão.

Mauro Ferreira Nunes

Nome: Mauro Ferreira Nunes

Idade: 51 anos

Morte: 28 de fevereiro de 2014

Local: Avenida Neder Meyer, Vila Canaã, Goiânia-GO

Crime: A vítima estava dentro da empresa de fotografias Eskema Imagens quando foi abordado pelo suspeito do crime, que parou sua moto na porta da loja e entrou, anunciando um assalto. Mauro Ferreira não esboçou reação mas foi atingido com um tiro no peito.

Processo: Decisão de pronúncia do juiz da 1ª Vara Criminal de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara. Relator do processo foi o desembargador Edison Miguel da Silva Júnior.

Julgamento: Júri realizado em 11 de maio de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. “Existe o bem e o mal. E ele é do mal. Entreguem uma arma a ele e comprovem”, disse o promotor de Justiça Rodrigo Félix Bueno. Uma testemunha do crime relatou: “Eu o vi chegando e me chamou a atenção porque ele era bem aparentado, alto e bonito. Aí ele entrou, olhou para mim e pediu o celular do Mauro. Quando ele disse que não tinha, Tiago atirou. Eu fiquei esperando que ele fizesse algo comigo, mas apenas pegou o capacete e foi embora sem correr”. Tiago da Rocha foi agredido com dois socos pelo filho da vítima. “Depois que eu acertei ele, ele ainda riu na minha cara”, comentou Mauri Nunes a jornalistas.

Taynara Rodrigues da CruzNome: Taynara Rodrigues da Cruz

Idade: 13 anos

Morte: 15 de junho de 2014

Local: Praça da Bandeira, Bairro Goiá, Goiânia-GO

Crime: Taynara conversava com uma amiga na Praça da Bandeira, que fica diante da escola na qual ela estudava, quando o suspeito chegou em sua motocicleta e atirou. Ainda segundo a investigação, o suspeito mandou a outra garota correr para também não ser baleada. 

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 2 de junho de 2015. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do desembargador Edison Miguel da Silva Júnior.

Julgamento: Júri realizado no dia 18 de maio de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. O réu foi incurso em homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que a jovem foi alvejada nas costas. “Ele colocou a arma na cintura tranquilamente e saiu com calma na moto. Ao passar sob a luz de um poste, vi que a moto era vermelha”, relatou a testemunha Valdir da Silva, pai de Sara, amiga que estava com Taynara no momento do crime.

Ana Lidia GomesNome: Ana Lídia Gomes

Idade: 14 anos

Morte: 2 de agosto de 2014

Local: Cidade Jardim, Goiânia-GO

Crime: A vítima aguardava transporte em um ponto de ônibus quando foi atingida por um tiro no peito, disparado por um homem em uma moto preta.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria da desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira. Sessão do 1º Tribunal do Júri marcado para o dia 23 de maio de 2016.

Julgamento: Júri realizado no dia 23 de maio de 2016, resultando na condenação de 26 anos de reclusão. O homicídio de Ana Lídia foi duplamente qualificado como entenderam os jurados, pelo motivo torpe e incapacidade de defesa da vítima. “Torpeza significa que houve uma motivação repugnante e imoral. Sair matando a esmo fere qualquer princípio de moralidade. Além disso, a jovem estava sentada num ponto de ônibus, provavelmente manuseando seu celular. Que chance ela teria de defesa, quando um cidadão chega e lhe desfere quatro tiros?”, indagou o promotor de justiça Maurício Gonçalves de Camargos ao conselho de sentença. Vídeo: Abaixo reportagem mostra carta psicografada de Ana Lídia à mãe.

Adailton dos SantosNome: Adailton dos Santos Faria

Idade: 23 anos

Morte: 31 de julho de 2014

Local: Rua Anchieta, Setor Rodoviário, Goiânia-GO

Crime: Adailton saiu de casa e encontrou-se com uma amiga, com quem teve uma breve conversa. Em seguida, seguiu pela rua, quando foi abordado por um homem em uma motocicleta, que anunciou um assalto e determinou que a vítima colocasse as mãos no chão. Logo depois, o suposto assaltante deu dois tiros no rapaz e fugiu.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 11 de junho de 2015. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do desembargador Leandro Crispim.

Julgamento: Júri realizado no dia 6 de junho de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. Conforme a sentença, lida pelo magistrado, o corpo de jurados, formado por duas mulheres e cinco homens, ao votar os nove quesitos, reconheceu a materialidade das lesões sofridas pela vítima a sua consequente letalidade, atribuindo a autoria do fato a Tiago Henrique. O Conselho de Sentença reconheceu a sua culpabilidade, que escolheu a vítima aleatoriamente e por estar desprevenida. Também destacou a sua personalidade, que segundo laudo de insanidade mental, possui frieza emocional e tendência a manipulação, com personalidade antissocial.

Janaína NicácioNome: Janaína Nicácio de Souza

Idade: 24 anos

Morte: 8 de maio de 2014

Local: Avenida C-1, no Jardim América, Goiânia-GO

Crime: A vítima estava no bar Buteko da Mainha sentada em uma mesa na companhia de um amigo. Um homem parou sua moto na rua, desceu e caminhou na direção de Janaína Nicácio de Souza e deu-lhe um tiro, cujo projétil atingiu-lhe coração e pulmão.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 17 de junho de 2015. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do juiz substituto em segundo grau Fábio Cristóvão de Campos Faria. Aguardando data para designação do júri.

Julgamento: Júri realizado em 9 de junho de 2016, resultando na condenação de 25 anos e 6 meses de reclusão. Na dosagem da pena, o juiz Eduardo Pio levou em consideração a culpabilidade, que apontou a reprovabilidade elevadíssima já que o réu escolheu a vítima aleatoriamente, dando-lhe um tiro certeiro, quando estava desprevenida, de costas. Considerou também a personalidade, apontada por exame de insanidade mental, com a presença de falhas na estruturação do caráter, personalidade antissocial, frieza emocional e tendência a manipulação; conduta social marcada por situações de embriaguez; que o motivo que levou à prática do crime era a tentativa de aliviar o sentimento de raiva que sentia e as circunstâncias – ocorrido no turno noturno, em via pública, quando a vítima encontrava-se sentada em um bar, de costas para a rua, na presença de várias pessoas.

Lilian Sissi Mesquita e SilvaNome: Lilian Sissi Mesquita e Silva

Idade: 28 anos

Morte: 3 de fevereiro de 2014

Local: Esquina das Ruas Formosa e Buriti Alegre, Cidade Jardim, Goiânia-GO

Crime: A vítima andava sozinha em direção à escola dos filhos para buscá-los, quando foi abordada por um motociclista, que parou sua moto, desceu e, sem dar condições para que esboçasse qualquer reação, atirou no peito dela e fugiu.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Recurso conhecido e desprovido, sob relatoria do desembargador José Paganucci Jr.

Julgamento: Júri realizado em 12 de agosto de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. Logo após o depoimento do réu, durante um intervalo de 15 minutos autorizado pelo juiz Eduardo Pio, os familiares de Lilian Sissi  se manifestaram no plenário. O padrasto da vítima, Erinaldo de Sousa, levantou-se e, em tom de revolta, mostrou a foto dela estampada na camiseta ao vigilante. O magistrado conteve os ânimos e anunciou que as manifestações são proibidas durante a realização do Júri.

Tiago da Rocha - MichelNome: Michel Luiz Ferreira da Silva

Idade: 27 anos

Morte: 12 de dezembro de 2012

Local: Avenida Minas Gerais, Setor Campinas, Goiânia-GO

Crime: Câmera de segurança mostrou um motociclista passando devagar, estacionando, descendo da moto sem tirar o capacete, e seguindo na direção do morador de rua com uma arma. Ele fugiu após atirar na vítima enquanto ela dormia [foto].

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 22 de setembro de 2015. Recurso em sentido estrito desprovido, sob relatoria do juiz substituto em segundo grau Fábio Cristovão de Campos Faria.

Julgamento: Júri realizado no dia 15 de setembro de 2016, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. Ao dosar a pena, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas levou em considerou a culpabilidade, já que o réu escolheu a vítima aleatoriamente, atingindo-a com um tiro certeiro na cabeça, à curta distância. Observou também a personalidade do vigilante que, segundo o laudo de exame de insanidade mental, possui frieza emocional, tendência à manipulação e personalidade antissocial. Afirmou também que possui conduta social desajustada com o meio em que vive, com déficit relacional caracterizado por uma dificuldade no estabelecimento de vínculos, provocando mal-estar e desconforto nas relações.

Homem DesconhecidoNome: Aleandro Santos Miranda

Idade: 35 anos

Morte: 20 de novembro de 2011

Local: Avenida Perimetral, Zona Industrial Pedro Abrão, Goiânia-GO

Crime: A vítima foi morta quando estava na guarita do galpão da empresa Coca-Cola, para a qual prestava serviço de segurança. Aleandro foi atacado a facadas, sem motivo aparente, teve uma degola parcial, e não resistiu aos ferimentos.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 31 de julho de 2015. Recurso em sentido estrito conhecido e improvido pelo desembargador Nicomedes Domingos Borges.

Julgamento: Júri realizado em 19 de setembro de 2016, resultando na condenação de 29 anos de reclusão.

Rafael GonçalvesNome: Rafael Carvalho Gonçalves

Idade: 22 anos

Morte: 16 de fevereiro de 2013

Local: Rua Senador Jaime, Setor Campinas, Goiânia-GO

Crime: A vítima estava caminhando com um amigo pela Rua Senador Jaime em direção à Avenida Bernardo Sayão, onde tomariam um táxi até sua residência. Contudo, foram abordados por um homem que estava em uma motocicleta. Ao simular um roubo, ele mandou que ambos entregassem seus pertences: carteiras e aparelhos celulares, ordem que foi atendida prontamente pelos amigos. Na sequência, devolveu os objetos aos dois e, em ato contínuo, atirou no peito de Rafael à queima-roupa, que morreu em seguida.

Processo:

Julgamento: Júri realizado no dia 26 de setembro de 2016, resultando na condenação de 30 anos de reclusão. Embora a defesa tenha sustentado as teses de negativa de autoria, semi-imputabilidade e afastamento da qualificadora, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria delitivas.

Tiago da RochaNome: Paulo Sérgio Xavier de Bastos

Idade:

Morte: 5 de novembro de 2012

Local: Praça Cívica, próximo à Avenida Araguaia, Setor Central, Goiânia-GO

Crime: O crime ocorreu no dia 5 de novembro de 2012, em um ponto de ônibus da Praça Cívica, próximo à Avenida Araguaia, Setor Central, por volta das 4 horas. O morador de rua foi morto por um tiro na região parietal esquerda. Na mesma madrugada, Tiago da Rocha assassinou outro morador de rua, Marcos Aurélio Nunes da Cruz.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 15 de setembro de 2015

Julgamento: Júri realizado em 18 de outubro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. A delegada Flávia Santos Andrade, testemunha arrolada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), disse que a investigação da morte de Paulo Sérgio levou em consideração o exame de microconfronto balístico de cinco homicídios, que detectou ter saído da mesma arma a bala que matou as vítimas. Além disso, a semelhança na forma de atuação do suspeito é muito parecida. A policial afirmou também que o vigilante se reconheceu em imagens de vídeo de alguns dos crimes.

Ana Maria VitorNome: Ana Maria Victor Duarte

Idade: 26 anos

Morte: 14 de março de 2014

Local: Esquina das Ruas T-64 e S-3, Setor Bela Vista, Goiânia-GO

Crime: A vítima estava na companhia de amigos na sanduicheria Fernando Grill quando um homem desceu de sua moto, portando capacete, e anunciou assalto. Ana Maria foi morta com um tiro no peito.

Processo: Decisão de pronúncia foi proferida no dia 16 de setembro de 2015, pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara.

Julgamento: Júri realizado em 7 de novembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. O juiz Jesseir Coelho, ao dosar a pena, afirmou que o vigilante era plenamente imputável, sendo portador de transtorno antissocial de personalidade. Disse também que a personalidade e conduta social de Tiago são preocupantes, já que é “useiro e vezeiro em prática criminosas”.

Pedro Henrique de Paula SouzaNome: Pedro Henrique de Paula Souza

Idade: 19 anos

Morte: 20 de junho de 2014

Local: Avenida T-2 com Rua C-52, Setor Sol Nascente, Goiânia-GO.

Crime: O estudante estava sentado na mesa de um restaurante, com seu irmão, Thiago Augusto de Paula Souza, e o amigo João Pedro Borges Lindolfo, comendo um lanche antes de irem para a faculdade, quando um homem parou a motocicleta, desceu, caminhou na direção do rapaz e, sem dizer uma palavra, efetuou o disparo e fugiu.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 3 de junho de 2015.

Julgamento: Júri realizado em 10 de novembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. Ao ler a sentença, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara observou que “com esta atitude insana, o réu não ceifou somente a vida de Pedro Henrique, mas de seus familiares e amigos, que se viram abalados e destruídos pela dor da perda repentina de um jovem, com planos e expectativas por ele frustradas, além de colocar a sociedade goiana em estado de pânico, vivenciando dias de grande temor pelas vidas de seus cidadãos que tiveram restrito o seu direito fundamental de ir e vir em segurança”.

Rosirene Gualberto da SilvaNome: Rosirene Gualberto da Silva

Idade: 29 anos

Morte: 19 de julho de 2014

Local: Avenida Anhanguera, Setor dos Funcionários, Goiânia-GO

Crime: A vítima estacionava o carro para ir até uma casa de danças quando um homem parou sua moto ao lado do motorista e anunciou um assalto. A vítima se preparava para entregar-lhe as chaves do carro quando levou um tiro no peito. A bala também atingiu o braço da irmã da vítima.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 16 de junho de 2015.

Julgamento: Júri realizado em 17 de novembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão.

Denilson FerreiraNome: Denílson Ferreira de Freitas

Idade: 38 anos

Morte: 28 de fevereiro de 2014

Local: Rua 23, Setor Central, Goiânia-GO

Crime: Vítima foi morta dentro do interior do estabelecimento em que era dono, o Cabanas Bar e Restaurante, por um homem que entrou e atirou. Tiago afirmou que frequentava a Lanchonete Tocantins, de Waldirene Manduca, ex-mulher da vítima, e que, durante as conversas que mantinham, ela reclamou que sofria agressões e maus-tratos por parte de Denilson de Freitas e que tinha vontade de matá-lo. Tiago Henrique, então, se dispôs a cometer o crime e acabaram combinando a execução. “Fiz por amizade”, relatou Tiago.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 30 de setembro de 2015. Recurso em sentido estrito, sob relatoria da desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira.

Julgamento: Júri realizado em 22 de novembro de 2016, resultando na condenação de 19 anos e 6 meses de reclusão.

Mulher nao identificadaNome: Thamara da Conceição Silva

Idade: 17 anos

Morte: 15 de junho de 2014

Local: Rua 3, esquina com a Alameda Botafogo, Setor Central, Goiânia-GO

Crime: A vítima levou um tiro no peito, disparado por um motociclista. Ela estava sentada no banco de uma praça, ao lado do namorado, quando foi assassinada. O casal estava indo até uma igreja, mas Thamara, que estava grávida de cinco meses, sentiu-se cansada e pediu para se sentar-se. O feto também morreu. [Após assassinar Thamara, Tiago da Rocha cruzou a cidade até o bairro Goiá, onde também assassinou Taynara Rodrigues da Cruz]

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 21 de maio de 2015. Recurso improvido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob relatoria do desembargador José Paganucci Júnior.

Julgamento: Júri realizado em 24 de novembro de 20016, resultando na condenação de 21 anos de reclusão. Na sentença, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara explicou que mesmo Tiago Henrique tendo cometido vários crimes, inclusive com trânsito em julgado – quando não há mais possibilidade de recurso – na época do fato não havia sentença condenatória transitada em julgado, devendo o réu ser considerado tecnicamente primário.

Valdivino Luiz RibeiroNome: Valdivino Luiz Ribeiro

Idade: 56 anos

Morte: 11 de outubro de 2012

Local: Esquina das Ruas 3 e 24, Setor Central, Goiânia-GO

Crime: A vítima, morador de rua, dormia embaixo da marquise de uma lanchonete foi atingida por um tiro na cabeça disparado por um motociclista. O projétil atravessou a cabeça de Valdivino e não foi localizado pela perícia técnica.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara no dia 20 de julho de 2015. Pronúncia confirmada pela desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira.

Julgamento: Júri realizado no dia 30 de novembro de 2016 resultando na absolvição de Tiago Henrique Gomes da Rocha. Durante o júri, o delegado da Polícia Civil Murilo Gonçalves Martins de Araújo prestou depoimento, na condição de testemunha. Ele afirmou que não havia filmagens nem testemunhas oculares do crime. Explicou que não foi encontrado o projétil que atingiu a cabeça da vítima, por isso não foi realizado exame de microconfronto balístico com o revólver apreendido na casa de Tiago. Durante a fase de debates, o promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos requereu a absolvição do acusado, em razão da falta de provas suficientemente hábeis  a comprovar a autoria delitiva. A defesa, realizada pelo defensor público Jaime Rosa Borges Júnior, também sustentou a tese absolutória da negativa de autoria. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade das lesões  corporais e sua consequente letalidade, mas não atribuiu a autoria do fato ao acusado, por quatro votos a três. [Obs.: Depois de preso, Tiago Henrique chegou a confessar o homicídio de Valdivino Ribeiro]

Homem DesconhecidoNome: Thiago Fernandes de Carvalho Machado

Idade: 22 anos

Morte: 11 de dezembro de 2012

Local: Avenida Independência com a Rua 44, setor Central, Goiânia-GO

Crime: A vítima, morador de rua, dormia sob a marquise de um prédio comercial quando levou dois tiros na cabeça.

Processo: Decisão de pronúncia proferida no dia 27 de agosto de 2015. Recurso em sentido estrito, sob relatoria da desembargadora Avelirdes Almeida Pinheiro de Lemos.

Julgamento: Júri realizado em 9 de dezembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. A defensora pública de Tiago, Ludmila Fernandes Mendonça, sustentou a tese da negativa de autoria, alternativamente pedindo a redução da pena para semi-imputabilidade. Requereu ainda a exclusão da qualificadora do motivo torpe. Contudo, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade, atribuindo ao acusado a autoria das lesões sofridas pela vítima, que a levaram a óbito.

Isadora Aparecida Cândida dos ReisNome: Isadora Aparecida Cândida dos Reis

Idade: 15 anos

Morte: 1º de junho de 2013

Local: Avenida São Geraldo, Setor São José, Goiânia-GO

Crime: Isadora levou um tiro no peito disparado por um homem usando capacete e em uma motocicleta preta, que aproximou-se dela e anunciou um assalto. O aparelho celular que ela entregaria ao suposto assaltante caiu no chão e o homem a agarrou pelo braço e atirou nas costas dela. A jovem estava com o namorado.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia. Júri mantido pela 2ª Câmara Criminal sob relatoria do desembargador Leandro Crispim.

Julgamento: Júri realizado no dia 12 de dezembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. Veja neste link uma galeria com imagens do 26º júri enfrentado pelo serial killer Tiago da Rocha.

Marcos Aurélio Nunes da CruzNome: Marcos Aurélio Nunes da Cruz

Idade: 34 anos

Morte: 5 de novembro de 2012

Local: Setor Coimbra, Goiânia-GO

Crime: O crime ocorreu por volta das 2 horas do dia 5 de novembro de 2012, embaixo da marquise de um supermercado no Setor Coimbra – a vítima era morador de rua [chegamos a comentar este caso nos 101 Crimes Notórios e Horripilantes de 2013 – Ver Crime 91].

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Recurso em sentido estrito conhecido e improvido, sob relatoria do desembargador Ivo Fávaro.

Julgamento: Júri realizado no dia 15 de dezembro de 2016, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. “Insta salientar ainda que a vítima deixou dois filhos menores de idade órfãos, bem como que com a sua atitude insana, o réu não ceifou somente a vida de Marcos Aurélio Nunes da Cruz, mas também de seus familiares e amigos, que se viram abalados e destruídos pela dor da perda repentina do ofendido, além de colocar a sociedade goianiense em estado de pânico, vivenciando dias de grande temor pelas vidas de seus cidadãos, que tiveram restrito o seu direito fundamental de ir e vir em segurança”, afirmou o juiz Jesseir Coelho de Alcântara.

Karina dos Santos FariaNome: Karina dos Santos Faria

Idade: 15 anos

Morte: 27 de julho de 2014

Local: Setor Leste Universitário, Goiânia-GO

Crime: Karina dos Santos Faria e Mateus Henrique Rodrigues de Moraes, 13, foram mortos a tiros em uma lanchonete. Os dois saíram de um culto em uma igreja e foram ao estabelecimento, onde foram surpreendidos por um rapaz que se aproximou em uma motocicleta e atirou. Ele fugiu em seguida.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 9 de outubro. Recurso em sentido estrito, sob a relatoria do juiz substituto em segundo grau Fábio Cristovão de Campos Faria.

Julgamento: Júri realizado no dia 15 de fevereiro de 2017, resultando na condenação de 20 anos de reclusão. Para o juiz Jesseir Alcântara, o réu não ceifou somente a vida dos jovens, mas de seus familiares e amigos. Segundo ele, os adolescentes tiveram os planos e expectativas frustrados, além de colocar a sociedade goiana em estado de pânico.

Mateus HenriqueNome: Mateus Henrique Rodrigues de Moraes

Idade: 13 anos

Morte: 27 de julho de 2014

Local: Setor Leste Universitário, Goiânia-GO

Crime: Mateus Henrique Rodrigues de Moraes e Karina dos Santos Faria, 15,foram mortos a tiros em uma lanchonete. Os dois saíram de um culto em uma igreja e foram ao estabelecimento, onde foram surpreendidos por um rapaz que se aproximou em uma motocicleta e atirou. Ele fugiu em seguida.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 9 de outubro. Recurso em sentido estrito, sob a relatoria do juiz substituto em segundo grau Fábio Cristovão de Campos Faria.

Julgamento: Júri realizado no dia 15 de fevereiro de 2017, resultando na condenação de 26 anos e 8 meses de reclusão.

Homem Desconhecido

Nome: Wesley Alves Guimarães

Idade: 39 anos

Morte: 3 de fevereiro de 2013

Local: Avenida C-4, Jardim América, Goiânia-GO

Crime: O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2013, sob a marquise de uma loja na Avenida C-4, no Jardim América. A vítima foi morta com um tiro na cabeça, enquanto dormia.

Processo: Decisão de pronúncia proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, no dia 25 de agosto de 2015.

Julgamento: Júri realizado no dia 20 de fevereiro de 2017, resultando na condenação de 13 anos e quatro meses de reclusão. Apesar da condenação, os jurados reconheceram, pela primeira vez, a tese apresentada pela defesa de que o réu tem problemas psicológicos que envolvem perturbação mental.

Taís Pereira de AlmeidaNome: Taís Pereira de Almeida

Idade: 20 anos

Morte: 10 de março de 2014

Local: Vila Nossa Senhora de Lourdes – Aparecida de Goiânia

Crime: De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Tiago Henrique estacionou sua moto e foi em direção à vítima, que estava parada no local, e efetuou um disparo na cabeça dela.

Processo: Decisão de pronúncia foi proferida pelo juiz Leonardo Fleury Curado Dias, da 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia.

Julgamento: Júri realizado em 18 de maio de 2017, resultando na condenação de 25 anos de reclusão. Os defensores José Patrício Júnior e Antônio Celedonio Neto requereram o reconhecimento da semi-imputabilidade do acusado. “Tiago merece a chance de pelo menos ter acompanhamento psicológico, de tratamento, nem que seja com remédios”, afirmou José Patrício, acrescentando que tudo que foi colacionado ao processo leva a crer que ele não é uma pessoa normal. “Se ele é normal, nós é que não somos”, frisou. O Conselho rejeitou a tese de semi-imputabilidade e reconheceu as qualificadoras do motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. “O acusado possui frieza emocional, como também tendência à manipulação”, afirmou o juiz Eduardo Pio Mascarenhas.

Informações


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serial killer de GoiâniaNome: Tiago Henrique Gomes da Rocha

Idade: 26 anos

Acusação: Assassinatos

Vítimas: 26 confirmadas; confessou o assassinato de 39 pessoas

Modus operandi: Aproximava-se de suas vítimas e atirava com um revolver calibre .38

Captura: 14 de Outubro de 2014

Período: 2011 – 02 de Agosto de 2014

Local: Goiânia, Goiás, Brasil.

Situação: Julgado em 27 homicídios, condenado a 655 anos e 8 meses.

Fontes consultadas: [1] Jornal O Popular; [2] G1 Goiás; [3] Harold Schechter. Serial Killers – Anatomia do Mal. [4] Ronningstam, E., Weinberg, I., & Maltsberger, J. (2008). Eleven Deaths of Mr. K. – Contributing Factors to Suicide in Narcissistic Personalities. [5] Serial Murder – Multi Disciplinary Perspectives for Investigators. Behavioral Analysis Unit National Center for The Analysis of Violent Crime

Esta matéria teve colaboração de:


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leandro

Psiquiatra

Revisão

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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  • Jorge Erick Abreu

    Parabéns a todos os colaboradores do blog. É sempre um grande prazer acompanhar as publicações, pois sempre estão repletas de informações e riquezas de detalhes.

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Obrigado Jorge! Volte sempre!

  • Sheylla

    Parabéns pela matéria. Vocês sempre são a minha referencia quando quero ler alguma coisa sobre serial killers e crimes históricos. Não é a toa que o site é a pagina inicial do meu navegador. Continuem com o trabalho de vocês.
    Ah, por acaso saiu mais alguma informação sobre o julgamento do Magnotta?

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Obrigado Sheylla. Agradeço a sua visita. Sobre o Magnotta, seu julgamento está bombando, mas devido a falta de tempo estou demorando para atualizar. Mas vou agilizar isso =D… Volte sempre!

    • dnl

      Galera disculpa,mas eu concordo com o governado de Goiania,infelismente o secretario de segurança publica de Goiania ainda nao o bedeceu o pedido que fez o governado.

  • Nayla Lima

    Então o Chagas perderia seu posto de maior serial killer brasileiro? Acho dificil, o Chagas matou 42 meninos (total de corpos encontrados) e segundo um psicólogo criminal, que conheci e participou da investigação, me falou que esse número é bem maior. Acho que os gringos exageraram na titulação de maior serial killer brasileiro

    • Fernando

      O Chagas oficialmente foram 42. A polícia de Goiás vai investigar esse cara. Se confirmadas as 39, falta só mais 3 pra ele atingir o Chagas. Vai que a polícia descobre mais, aí ele passaria e se tornaria o serial killer brasileiro com o maior número de mortes.

  • Faby Kasinski

    Estava doida pra esse post sair! *-* Parabéns pelo trabalho descente que é feito nesse blog, sempre acompanho.

  • Bárbara Matoso

    Acabo de conhecer o site, e com uma materia tão bacana quanto essa deixo meus sinceros elogios e a promessa de que voltarei sempre. Parabéns.

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Obrigado Bárbara! Volte sempre. Abraços!

  • Nafis Almeida

    Quando eu vi que ele tinha sido preso vim logo procurar mais informações aqui, não tem melhor site pra ler sobre.

  • camila

    Sou de Goiânia e sei como foi assustador meses atras, tanto que conheço uma das vítimas. E nao acredito que ele seja o autor de todos os crimes. Isso vai além, esta envolvido politica. A policia sempre abafou o caso e a mídia esqueceu. Assim começou a política e a oposição começou a cobrar muito sobre segurança publica do atual governador, e faltando poucos dias para o segundo turno, surge alguem assumindo todos os crimes. É duvidoso, nao acham?

    • Miroslav

      Pra mim esse negócio de política é teoria da conspiração. A balística já confirmou seis mortes. Quando a ciência entre no meio não há o que discutir.

  • Lulu

    http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/10/numero-de-vitimas-nao-faz-de-vigilante-um-serial-killer-diz-criminologa.html

    A Illana Casoy diz q ele nao é serial killer, é spree killer,. q vcs acham? eu acho q é serial sim, apenas nao tem preferencia por um tipo especifico. pq serial killer é assassino em série, ne? entao , é o q ele é, mata em série.

    • http://www.oaprendizverde.com.br/ O Aprendiz Verde

      Ele é um serial killer sim. Em spree killings praticamente não há intervalo de tempo entre os assassinatos e o tempo de matança é bastante curto. E você está certa, nem todo serial killer mata um tipo específico de vítima, basta procurar na literatura e você encontrará centenas de exemplos. Andrei Chikatilo é um perfeito exemplo: matou crianças e adolescentes, homens e mulheres – a mais nova tinha 9 nove anos e a mais velha na casa dos 40.

      • X

        Oi Aprendiz tudo bem? Estou curioso quem é (acredito que não seja só 1 que esteja atualizando o post) que respondeu a Lulu, não por nome mas se a pessoa é realmente da área, questionar alguém como a Casoy acredito que pode ter uma margem de erro dele não ser um serial killer, além do mais psicologia(ou psiquiatria) forense não é uma ciência exata, dito isto acredito que seja prematuro dizer que ele realmente não é um Spree e sim um Serial,agora indo em direção a defender o seu ponto de vista(como já diria Voltaire hehe) acredito eu que antes das mulheres ele estava ‘praticando’ e ‘procurando’ o tipo de vitima ideal para o perfil dele, já que historicamente mulheres são mais fracas que homens, mudando novamente de tópico este homem é inteligente e porque digo isto? Perguntou se poderia ser acusado de algo se matar alguém na cadeia, ele pode ter estudado nosso ‘querido’ Pedrinho Matador e me leva a pensar se ele também não pensou na possibilidade dele ‘querer ser pego’ pra fazer o que o Pedrinho já fez dentro da cadeia, só tenho 2 dúvidas que até agora não consigo pensar em nada construtivo para ele, vocês acham que ele poderia se matar com fio dental? E o fato das revistas porque vocês acham que a Força Tarefa achou curioso isto?
        Grande abraço de um Psicólogo Forense (que vai estar formado daqui 3 meses)

  • Thaíssa Araujo

    Parabéns pelo post incrível (como sempre) ! Estava louca pra que saísse hehe

    Um beijo para quem escreve !

  • Valdecir Nascimento

    Tenho lido muita coisa a respeito deste caso, de fato é um assunto intrigante, outro dia a Ilana Casoy disse que a Polícia Brasileira precisa aprender a caçar um serial killer, na matéria ela sugere a criação de uma força multidisciplinar, onde a investigação envolve uma série de situações, incluindo pormenores que envolvem os crimes e que muitas vezes contém a chave do mistério.

    E foi o que acabou acontecendo. A polícia também precisa de sigilo, por exemplo, a polícia foi pressionada por resultados, li em muitos veículos de imprensa cobrança pelos resultados das balísticas, a polícia poderia saber que havia similaridades nas ranhuras dos projéteis, entretanto como vai passar essa informação sem causar um caos na cidade com a possibilidade real de haver um serial killer a solta?

    Pessoas estão questionando o fato dos crimes terem cessado desde Agosto, o próprio suspeito diz que ficou com medo de ser apanhado devido a força tarefa, podemos ver nas investigações que ele usava o capacete para manter-se em anonimato, ele usava uma capa de cor diferente na moto, placas roubadas, subterfúgios para enganar a polícia e se safar, normal que tenha diminuído sua ação com o aumento das investigações e blitz da polícia. O assassino BTK por exemplo, agia com intervalos de tempos, foi preso mais de uma década após o último assassinato.

    Outros questionam o fato do suspeito não ter um perfil de vítimas, moradores de rua, homossexuais e posteriormente mulheres, é sabido também na história da psicopatia que alguns tipos de serial killers gostam de publicidade, talvez a morte de mendigos e homossexuais não tenha atraído para ele a publicidade que ele esperava, quando começou a matar mulheres, pessoas de família, filhas da sociedade, a publicidade aumentou, notem que em alguns crimes as moças estavam acompanhadas, entretanto ele preferia atirar nas mulheres, essa semana foi publicado que ele pediu para mudar uma foto no perfil dele que foi apresentado, comparando-o a outros serial killers, isso mostra sua vaidade, a própria Ilana Casoy disse que não há um padrão específico de atuação, o que torna uma investigação a cerca de um possível serial killer mais complexa.

    Muitas respostas virão quando for traçado o perfil psicológico deste rapaz, mas é possível captar que ele é narcisista e também muito frio, todas as vezes que se disse arrependido, ele não moveu um músculo da testa. mostrando uma ausência de sentimento muito grande, além de ser muito inteligente também, eu particularmente acredito que ele seja um serial killer, mas não podemos descartar a impulsividade, aguardemos os resultados dos exames e também a comprovação de todos os crimes, até agora a polícia divulgou apenas 8 situações que ligam ele aos assassinatos através dos exames de balísticas, 7 mulheres e 1 homem.

  • Pingback: Jeffrey Dahmer Arquivos do FBI: Visão Geral | Blog O Aprendiz Verde()

  • André Câmara

    Bom dia.
    Primeiramente vou deixar claro neste “post” que, após o fim do programa “Linha Direta” este é o mais bem elaborado “blog” sobre assassinado em série que já li. Meus sinceros parabéns pelo trabalho realizado.
    Espero, qualquer tempo, quando terminar algum dos meus “artigos” citar este Blog!

    Abraços!

  • Pingback: Tiago da Rocha: serial killer lançará livro | Blog O Aprendiz Verde()

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