Documentário diz que serial killer está por trás de assassinatos não resolvidos de crianças em Quebec

Há um serial killer de crianças à solta em Quebec, vivendo hoje em Trois-Rivières, e que está enganando a polícia há mais de 30 anos. Isso é o que afirma...

Na foto: Wilton Lubin, Maurice Viens , Tammy Leaky, Denis Roux-Bergevin, Pascal Poulin e Marie-Eve Lariviere. Créditos: LFPress.

Na foto: Wilton Lubin, Maurice Viens, Tammy Leaky, Denis Roux-Bergevin, Pascal Poulin e Marie-Eve Lariviere. Créditos: LFPress.

Há um serial killer de crianças à solta em Quebec, vivendo hoje em Trois-Rivières, e que está enganando a polícia há mais de 30 anos. Isso é o que afirma um documentarista de Montreal após analisar uma série de oito homicídios não resolvidos.

Stéphan Parent fez a explosiva, se não sensacionalista, alegação em “Novembre 84”, um documentário de duas horas que contêm reconstruções dramáticas dos raptos de crianças, bem como o despejo de seus corpos em campos. O filme estreia em algumas salas de cinemas no Canadá a partir do dia 5 de Novembro.

Parent sugere que os sequestros de oito crianças entre 1981 e 2007 estão de alguma forma ligados, mesmo que as causas da morte divirjam bastante em alguns casos.

Por exemplo, o relatório do legista que examinou Pascal Poulin, 10 anos, desaparecido em Janeiro de 1990, diz que o garoto foi estrangulado e esfaqueado até a morte, com o agressor tendo cometido necrofilia e deixado vestígios de esperma no corpo. Já o relatório da autópsia de Maurice Viens, 4 anos, sequestrado em 1 de Novembro de 1984, mostrou que o assassino bateu no garoto até a morte com um objeto pontiagudo e que não havia indícios de abuso sexual.

O cineasta também sugere que a polícia da Comunidade Urbana de Montreal fez um péssimo trabalho na investigação dos casos, entretanto, não incluiu no filme quaisquer entrevistas com detetives ou policiais do caso para que eles possam dar suas versões da história. Em uma entrevista para o Montreal Gazette após o filme ser exibido num cinema na última terça-feira, Parent reconheceu que pode haver mais de um assassino por trás dos oito assassinatos.

“Eu acho que possivelmente há um, talvez dois, talvez três assassinos”, disse ele.

Além das mortes de Viens e Poulin, o documentário investiga os desaparecimentos de outras seis crianças:

  • Tammy Leak, 12, espancada até a morte e sem evidência de abuso sexual; corpo foi encontrado em Março de 1981;
  • Wilton Lubin, 5, e Sébastien Métivier, 8, ambos sequestrados em 1 de Novembro de 1984 – o corpo de Métivier nunca foi encontrado;
  • Denis Roux-Bergevin, 4, cujo corpo terrivelmente espancado foi encontrado em Junho de 1985;
  • Marie-Éve Larivière, 13, cujo corpo foi encontrado em Laval, em Março de 1992; e
  • Cédrika Provencher, 10, vista pela última vez em 31 de Julho de 2007 em Trois-Rivières.

Na foto: Maurice Viens e Denis Roux-Bergevin.

Na foto: Maurice Viens e Denis Roux-Bergevin.

Na foto: Wilton Lubin e Pascal Poulin.

Na foto: Wilton Lubin e Pascal Poulin.



Na foto: Tammy Leak e Marie-Eve Lariviere.

Na foto: Tammy Leak e Marie-Eve Lariviere.

Sébastien Métivier e Cédrika Provencher

Na foto: Sébastien Métivier e Cédrika Provencher.

O documentário é mais persuasivo quando foca nos desaparecimentos de Viens, Lubin e Métivier – que foram todos sequestrados no mesmo dia e em bairros adjacentes – e, em seguida, sete meses depois, Roux-Bergevin. A causa da morte dos meninos foi a mesma: espancados até a morte com um objeto pontiagudo e sem sinais de abuso sexual.

Parent aponta até um suspeito que ele acredita estar por trás dos crimes: um homem que havia sido paciente do hospital psiquiátrico Philippe-Pinel e que em sua juventude assassinou um adolescente a facadas. No documentário, Parent o chama de “o inquilino”, porque ele alugou um quarto com um outro ex-paciente do hospício, um motorista de táxi, a quem o cineasta acredita também estar envolvido, talvez tendo atuado como cúmplice.

O taxista já morreu, mas Parent diz que “o inquilino” ainda está nas ruas, vivendo em Trois-Rivières, hoje na casa dos 50 anos. No final do documentário o cineasta clama para que a polícia reabra a investigação.

Francie Legault, mãe de Maurice Viens, participou de uma coletiva de imprensa no último dia 28 de Outubro para lançar o documentário. Embora não tenha visto o filme, a mulher apelou para que as autoridades reexaminem o caso de seu filho.

“A polícia não fez o seu trabalho, e este homem ainda é capaz de matar hoje. A polícia deve prendê-lo e interrogá-lo.”, disse ela.

Trailer: Novembre 84′

Com informações: National Post

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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  • Leticia Oliveira

    Como alguém pode machucar uma criança. Dá um aperto no coração

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