Julgamento de Luka Magnotta: resumo da primeira semana

A primeira semana do julgamento de Luka Magnotta ouviu oito testemunhas: quatro investigadores de polícia, o ex-namorado da vítima, o síndico do prédio onde Magnotta vivia e o zelador....
Luka Magnotta - Julgamento

Na foto: Representação de Luka Magnotta durante seu julgamento por assassinato. Créditos: THE CANADIAN PRESS/Mike

Na foto: Representação de Luka Magnotta durante seu julgamento por assassinato. Créditos: THE CANADIAN PRESS/Mike McLaughlin.

A primeira semana do julgamento de Luka Magnotta ouviu oito testemunhas: quatro investigadores de polícia, o ex-namorado da vítima, o síndico do prédio onde Magnotta vivia e o zelador. Os depoimentos, que duraram quatro dias, revelaram informações não conhecidas. 

O primeiro vislumbre de Magnotta do dia do crime foi mostrado por vídeos de câmeras de segurança do prédio. Os jurados o viram às 21h32 de 24 de Maio de 2012 vestindo uma camisa branca e calças escuras, saindo do prédio.

Menos de uma hora depois, por volta das 22h20, Magnotta retorna ao lado de Jun Lin. O estudante chinês usava uma camiseta amarela e um boné de beisebol. Magnotta abre a porta e entra atrás do homem que ele mataria logo depois.

Pelas próximas quatro horas, as fitas não mostram qualquer sinal de Magnotta ou Lin. Às 02h06 da madrugada de 25 de Maio, Magnotta caminha pelo corredor em direção a porta da frente de seu prédio vestindo a camiseta da vítima. Ele deixa o prédio por apenas sete minutos. Quando ele volta, para no lobby para contemplar o seu reflexo no espelho.

Magnotta seria gravado novamente usando o boné de Lin. A investigadora-chefe da polícia de Montreal, Claudette Hamelin, diria mais tarde ao júri que o boné foi recuperado com Magnotta quando este foi preso em Berlin, no dia 4 de Junho.

Magnotta amarrou outro homem a sua cama antes de Jun Lin

Durante os discursos de abertura, o promotor Louis Bouthillier disse aos 14 jurados que eles teriam de ouvir evidências perturbadoras, incluindo o filme snuff no qual Magnotta é visto assassinando e desmembrando a vítima. Ainda segundo o promotor, no vídeo editado por Magnotta é possível ver outro homem amarrado à cama do assassino. O homem não foi identificado.

Quando os investigadores foram chamados na 5720 Decarie Boulevard na manhã seguinte ao crime, a teoria de trabalho inicial era a de que o tronco encontrado dentro de uma mala pertencia a Magnotta.

Policiais chegaram ao local depois do zelador do prédio, Michael Nadeau, fazer a descoberta macabra da mala que Magnotta arrastou para a rua às 10h14 de 25 de Maio.

Quando a polícia chegou, eles começaram a procurar evidências nas dezenas de sacos de lixo amontoados na calçada, alguns sacos pareciam vazar sangue. Durante a busca, os investigadores passaram a procurar partes de um corpo assim como objetos que poderiam ter sido usados no crime.

Um dos 25 sacos inicialmente periciados tinha um papel com a inscrição “Luka Rocco Magnotta 1982/07/24”, o que levou a polícia a acreditar que o tronco pertencia à pessoa com aquela identidade.

Foi só após o boato generalizado sobre um terrível filme postado na Internet, que mostrava um homem sendo morto e esquartejado, que a polícia mudou de teoria.

Quando os policiais começaram a assistir ao grotesco vídeo amador, alguns deles notaram que várias provas recolhidas no lixo eram mostradas na filmagem, incluindo o poster do filme Casablanca e uma garrafa de vinho. A polícia, então, verificou vídeos de vigilância do prédio e apartamentos adjacentes, e notou um homem entrando e saindo do prédio, indo até o lixo e voltando novamente. O síndico confirmou que o jovem visto nas filmagens era Magnotta. A polícia tinha agora um suspeito.

Magnotta pediu uma pizza enquanto limpava seu apartamento

Entre as luvas de látex, eletrônicos, partes do corpo e roupas que Magnotta descartou no lixo, estava um recibo de entrega de uma pizza datada do dia posterior ao assassinato.

Nas fitas de vigilância do prédio, é possível ver um entregador de pizza entrando no edifício na mesma hora que indica o recibo. Quatro horas depois, Magnotta pode ser visto transportando uma grande mala, arrastando-a pela porta da frente. Ele volta de mãos vazias dois minutos depois.

Vítima escondia a preferência sexual da família

A vítima, Jun Lin, 33, escondia sua sexualidade da família, assim como algumas preferências sexuais de seu namorado.

O ex-namorado da vítima, Feng Lin, testemunhou que ele e Jun Lin tiveram um relacionamento de dois anos e terminaram pouco antes de Lin ser amarrado a uma cama por Magnotta e morto como um animal.

Em parte, eles separaram porque a família de Lin o estava pressionando a arrumar uma namorada e casar. A família da vítima não sabia que ele era homossexual.

Durante o interrogatório, o advogado de defesa de Magnotta detalhou itens encontrados no computador de Lin – filmes pornográficos violentos, alguns incluindo fetiches bondage; assim como uma conversa com outro homem em uma sala de bate-papo na qual eles discutem enemas de café de uma maneira sexual.

Feng disse que ele e Lin não tinham um relacionamento sadomasoquista e os dois nunca chegaram a discutir este tipo de experiência sexual.

Magnotta admite o crime

O julgamento estava monótono quando o tribunal ouviu Magnotta admitir o assassinato de Jun Lin. Ele admitiu o desmembramento, a escrita dos bilhetes ameaçadores e o envio de partes do corpo para instituições de todo Canadá.

Entretanto, Magnotta não mudou sua declaração de inocência. Seu advogado explicou: seu cliente é o autor do crime, mas não pode ser criminalmente responsabilizado por motivos de doença mental grave.

Com isso a determinação da culpabilidade de Magnotta não repousa sobre sua autoria. O objetivo da defesa agora é mostrar que Magnotta estava tão psicologicamente doente que não podia compreender a gravidade de suas ações. A promotoria, por sua vez, se concentra em provar a premeditação e intenção do réu.

Em depoimento pré-gravado, Eric Schorer, que alugou o apartamento para Magnotta, disse que ele o conheceu no início de 2012 após o réu responder a um anúncio no jornal sobre o apartamento. Ele descreveu Magnotta como um cara normal e cordial, que tinha uma voz profunda e fazia contato visual durante a conversa.

O testemunho de Schorer foi dado durante uma parte preliminar do julgamento e suas palavras tocaram o júri, pois ele faleceu em 2013.

Magnotta disse a Schorer que ele estava interessado em viver na área pois tinha um filho que morava nas imediações e estava de olho em um trabalho como cuidador, mas estava desempregado na época.

Outra testemunha, um ex-oficial naval da Flórida, Thomas Murphy, disse que contratou Magnotta como acompanhante, pagando-lhe U$ 150 dólares por visita. Ele disse que Magnotta era um cara legal, de boa aparência e que estava apenas querendo fazer alguns dólares.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Com informações: Global News

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