Julgamento de Luka Magnotta: pai diz que Magnotta ouvia vozes

Na primeira semana de Novembro, a defesa de Luka Magnotta iniciou seus trabalhos convocando para o banco das testemunhas o pai do réu. Aos 50 anos de idade, o...
Luka Magnotta - Julgamento

Na foto: Desenho do testemunho do pai de Magnotta durante o julgamento do filho. Créditos: DELF BERG/QMI Agency.

Na foto: Desenho do testemunho do pai de Magnotta durante o julgamento do filho. Créditos: DELF BERG/QMI Agency.

Na primeira semana de Novembro, a defesa de Luka Magnotta iniciou seus trabalhos convocando para o banco das testemunhas o pai do réu.

Aos 50 anos de idade, o homem – cujo nome não pode ser divulgado – disse que visitou o filho quatro ou cinco vezes na cadeia; que Magnotta ouvia vozes e que até já foi internado na ala psiquiátrica de um hospital.

“Eu sei que ele não fez isso, é o meu sentimento”, disse o pai de Magnotta em resposta a uma pergunta do promotor Louis Bouthillier.

Referindo-se ao nome de nascimento do filho, ele disse: “Eu o conheço como Eric Newman.”

A defesa de Magnotta tem como objetivo provar que ele não é criminalmente responsável devido a sua esquizofrenia e outros transtornos mentais.

Durante seu testemunho, o pai de Magnotta contou sobre a sua própria história com a psicose e esquizofrenia. Ele também declarou ter sido diagnosticado como maníaco depressivo e disse que ele e seu filho “entendem um ao outro.”

Ele disse ainda que Magnotta, aos 20 anos, foi internado num hospital psiquiátrico depois de dizer que ouvia vozes. “Ele não estava bem”.

Dizendo que estava testemunhando para “ajudar meu filho”, o homem descreveu o jovem Magnotta como um garoto “perturbado”, intimidado por colegas de escola e isolado por uma mãe obcecada por limpeza.

O pai tinha 18 anos e a mãe apenas 16 quando Magnotta nasceu em Toronto. Ele culpou a mulher por manter Magnotta fora da escola até o sexto ano e perguntado pelo advogado de defesa se o filho era uma criança normal, respondeu: “Não. Ele não tinha nenhum amigo”.

O réu e seu irmão e irmã cresceu em uma família assombrada pelo clima de divórcio, abuso físico e alienação em Toronto e Peterborough, disse o pai.

Enquanto o pai testemunhava, Magnotta olhava o tempo inteiro para o chão.

Quando perguntado sobre Magnotta e seu irmão, o pai respondeu, “eles eram crianças muito perturbadas, em todos os sentidos, e eles ainda são.”

O promotor usou o pai para atacar a credibilidade de Magnotta. Ele mencionou uma mulher que uma vez acusou Magnotta de dormir com a esposa do pai. O pai respondeu ter confrontado a nova esposa e filho, concluindo que ambos estavam falando a verdade e a acusadora mentindo.

“O que te faz estar tão certo de que ela é a mentirosa e não eles?”, perguntou Bouthillier.

“Eu não posso ter certeza”, respondeu o pai.

“Porque você não estava lá,” acrescentou o promotor.

“Não, não estava”, fechou o pai de Magnotta.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Com informações: Toronto Sun

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
Deixe o seu comentario:
  • Twisty

    Até quem fim estamos conhecendo o passado e a família de Magnotta… Mas creio que estão fazendo essa jogada de que ele é esquizofrênico para esconder o psicopata por trás dos olhos azuis e da perversidade deste rapaz.

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