Julgamento de Luka Magnotta: Magnotta era impotente e se apaixonou por um enfermeiro na prisão, diz psiquiatra

Ele teve conversas com Marilyn Monroe e desenvolveu uma paixão platônica por um de seus enfermeiros penitenciários. Ele estava convencido de que perseguidores tentaram sabotar sua carreira de modelo...
Luka Magnotta - Julgamento - Desenho

Na foto: Luka Magnotta em foto apresentada durante seu julgamento. Créditos: lfpress.

Na foto: Luka Magnotta em foto apresentada durante seu julgamento. Créditos: lfpress.

Ele teve conversas com Marilyn Monroe e desenvolveu uma paixão platônica por um de seus enfermeiros penitenciários. Ele estava convencido de que perseguidores tentaram sabotar sua carreira de modelo tirando fotos clandestinas e postando-as na Internet. O filme de horror “Sexta-Feira 13” lhe dava pesadelos. Mas os horrores que ele infligiu ao estudante chinês Jun Lin aparentemente não perturbaram os seus sonhos. Esse é Luka Rocco Magnotta segundo a psiquiatra forense Dra. Renée Roy, que trata o réu desde Novembro de 2012 na penitenciária Rivières-des-Prairies.

O único medo de Magnotta? “Outros detentos irão machucá-lo ou até matá-lo”, relatou a psiquiatra durante seu testemunho no julgamento do carniceiro.

Magnotta teme os outros detentos da cadeia. Alguns até chegaram a escrever o nome “Jun Lin” na parede da cela do ex-modelo afim de atormentá-lo.

Segundo Renée, Magnotta, principalmente, chora e reclama sobre insônia e os efeitos colaterais dos medicamentos que lhe foram ministrados, incluindo anti-depressivos que o fizeram engordar bastante. Ele atualmente pesa 91 kg.

A médica também contou sobre problemas que atormentavam o rapaz. Magnotta possuía doenças sexualmente transmissíveis e era impotente. Para tratar sua disfunção erétil ele usava viagra, uma condição bastante incomum para homens jovens e saudáveis na casa dos 20 anos. Magnotta também estava ficando careca, e isso o fez realizar três dolorosos implantes de cabelo; a aparência era tudo pra ele.

Convocada pela defesa para sentar no banco das testemunhas, a médica psiquiatra disse aos jurados que ela se encontrou com Magnotta pela primeira vez em 21 de Novembro de 2012, pouco mais de cinco meses após sua prisão na Alemanha.

Ela continuou a vê-lo a cada duas semanas. Renée disse que recusou o pedido do réu para que ele fosse transferido para o hospital da prisão.

Se ele é insano, uma avaliação que será feita pelo Tribunal Superior de Justiça Guy Cournoyer, Magnotta nesse ponto não estava tão louco em pedir para ser transferido para o hospital. Lá ele poderia ficar longe de uma cela e, convenhamos, um ambiente hospitalar é bem mais confortável. Além disso, ele estaria bem longe dos seus “colegas” de cadeia.

“O Sr. Magnotta teve um tempo difícil separando a realidade de sua paranoia”, disse Renée.

No primeiro encontro de ambos, Magnotta disse a ela que ele raramente bebia álcool, nunca havia tomado ecstasy, morfina ou heroína. A única droga que havia experimentado era maconha, na adolescência, e o uso o fez ficar doente. Mas Magnotta já havia abusado de medicamentos, incluindo nove drogas anti-psicóticas diferentes.

Renée testemunhou que encontrou um homem que parecia triste. Magnotta disse a ela que “odiava a sua vida, não sabendo porque ele foi colocado na Terra.” Mas a conversa com a psiquiatra parecia animá-lo.

Inquieto sobre os procedimentos legais, abatido pelo aniversário de suicídio de uma tia e falando sobre uma freira que havia conhecido e que cometera suicídio, Magnotta discorreu sobre seus demônios para Renée. Ele falava sem parar sobre ser vigiado por câmeras, o que em parte é verdade, afinal, ele está preso. Segundo a médica, isso alimentou a sua paranoia.

A referência a Marilyn Monroe veio mais tarde durante as sessões. Renée observou que Magnotta não parecia ter alucinações ou ouvir vozes. Ela estudou os arquivos médicos anteriores do réu cujo diagnóstico foi de esquizofrenia paranoide, mas ela não viu “sintomas psicóticos floridos”.

Seu afeto era “neutro… ele não está experimentando muitas emoções”, Renée escreveu. “Fala muito sobre ansiedade, mas de uma forma sem interesse. Ele está desconectado.”

Após uma sessão em Janeiro de 2014, Renée escreveu que “continua ser complicado fazer um diagnóstico específico,” devido ao seu histórico de esquizofrenia, mas “sua personalidade é frágil”. Ela o colocou na Classe B do transtorno de personalidade borderline, possuindo traços histriônicos.

Ela não viu sinais de “auto depreciação” com o passar das semanas. Magnotta estava “arrependido sobre os erros do passado, mas não sentia desespero.” Ao contrário, ele disse a uma assistente social que estava esperançoso em fazer cursos por correspondência e ansioso para aprender francês.

O advogado de defesa Luc Leclair perguntou: “Ele era capaz de ter sentimentos?”

“Sim, em situações estressantes ele tem uma reação”, respondeu a médica.

O estado mental do réu – no momento em que ele assassinou Lin e o esquartejou, enviando pedaços do corpo por correio – é crucial no julgamento.

Outro médico, Dr. Allan Tan, que viu Magnotta mais de 30 vezes durante seis anos, de 2003 a 2009, também testemunhou. O psiquiatra disse ao júri que Magnotta contava sobre bizarras vozes que ele ouvia em sua cabeça e sobre andar como um macaco.

“Ele me disse que [outros psiquiatras] não acreditam em suas histórias de pessoas ruins tentando arruinar sua carreira de modelo postando fotos suas na Internet. Ele estava… acreditando que pessoas ruins o estava perseguindo. Ele estava ouvindo vozes, tentando abafar essas vozes ligando o rádio.”

Registros do hospital onde Tan atendeu Magnotta revelam o réu como “maníaco depressivo” e “com uma forma branda de esquizofrenia”. Outras anotações inlcuem assaduras, infecções, sangramento nas gengivas, ansiedade no desempenho sexual, depressão, coceira, gonorreia e gotejamento peniano.

Tan, a pedido de Magnotta, o encaminhou para um novo psiquiatra em Julho de 2006, descrevendo-o como “um homem de 23 anos de idade com histórico de longa data de esquizofrenia”. Mas, sob interrogatório do promotor Louis Bouthillier, Tan reconheceu que o diagnóstico foi baseado principalmente no que Magnotta lhe disse.

“É um diagnóstico que você nunca questionou? Que nunca pensou em mudar?”, perguntou o promotor.

“Não”, respondeu o psiquiatra.

“Quantas vezes você o viu em um estado de psicose?”, perguntou Bouthillier.

“Na verdade, nenhuma vez.”, disse o psiquiatra.

“E quanto a personalidade borderline? Você considerou isso?”, perguntou o promotor.

“Eu não fiz esse diagnóstico. Nunca me ocorreu”, disse Tan.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Com informações: The Star

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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    Como assim esse psiquiatra não percebe o quanto ele é psicopata manipulador e dissimulado, ele está se fazendo de “louco varrido” assim como o Manson fazia… Magnotta é o tipo de pessoa que nunca se deve confiar.

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