Julgamento de Luka Magnotta: Promotoria ataca credibilidade de Joel Watts

O psiquiatra Joel Watts, que foi contratado pela polícia de Montreal para monitorar Luka Rocco Magnotta no seu voo de volta ao Canadá, foi vítima de fogo pesado por...

Na foto: O promotor Louis Bouthillier e o advogado Lu Leclair chegam para mais um dia de julgamento. Créditos: The Star.

Na foto: O promotor Louis Bouthillier e o advogado Lu Leclair chegam para mais um dia de julgamento. Créditos: The Star.

O psiquiatra Joel Watts, que foi contratado pela polícia de Montreal para monitorar Luka Rocco Magnotta no seu voo de volta ao Canadá, foi vítima de fogo pesado por parte da promotoria na última semana por posteriormente aceitar um contrato da defesa para avaliar a imputabilidade criminal do réu. 

O Dr. Joel Watts testemunhou acreditar que Magnotta estava sofrendo de uma crise psicótica relacionada à esquizofrenia quando assassinou e desmembrou o estudante chinês Jun Lin em Maio de 2012. 

A promotoria questionou a credibilidade do psiquiatra porque a conclusão difere das observações feitas quando ele estava empregado pelo departamento de polícia, o que sugere que ele concordava com os investigadores sobre o fingimento de Magnotta. 

Watts escreveu naquelas anotações que sua impressão inicial era semelhante à hipótese da polícia de que Magnotta estava “fazendo uma encenação” logo após ter sido preso em Berlim, em Junho de 2012.

Mas em um relatório de 124 páginas preparado para a defesa, Watts concluiu que Magnotta estava sofrendo de uma crise psicótica.

Watts se defendeu dizendo que seu trabalho com a polícia terminou no momento em que Magnotta aterrissou em Montreal e que suas impressões em Berlim não constituíam um diagnóstico. 

“Eu não caracterizaria isso como uma mudança de lado, eu fui pago pela polícia para acompanhar alguém que estava sendo extraditado”, afirmou Watts, classificando seu papel durante o voo com Magnotta para casa como “uma função limitada”, antes de a defesa convocá-lo. 

O acusado admite ter causado a morte de Lin, mas Watts e outra psiquiatra testemunharam que ele estava sofrendo de psicose e esquizofrenia e era incapaz de diferenciar o certo do errado na noite do assassinato. 

O psicólogo de Montreal afirmou ter consultado colegas antes de aceitar a oferta da defesa. Ele mencionou que era uma situação completamente nova ter um psiquiatra envolvido numa extradição. Watts tinha apenas alguns poucos anos de experiência e disse ter se sentido honrado em viajar para a Alemanha, chamando aquilo de uma excitante experiência profissional. 

“A sensação que eu tive da polícia e de todos os outros indivíduos no avião era de que aquilo tudo era um tipo de exercício bastante incomum, inusitado e desconhecido”, afirmou Watts. 

Ele concordou com a promotoria que não havia indícios de que Magnotta estivesse mostrando quaisquer sinais visíveis de psicose durante as quase duas semanas entre o assassinato de Lin e o diagnóstico de um psiquiatra em Berlim de que ele estava em estado psicótico. 

Mas Watts alertou que o histórico médico de Magnotta não indicava sinais externos de psicose. 

“Vocês precisam ser cuidadosos aqui, por que parece algo tão grosseiro como se vocês estivessem caracterizando isso como o interruptor de uma lâmpada que se liga e desliga”, advertiu Watts. 

Mais cedo, o júri escutou do psiquiatra que Magnotta não sabia o porquê de estar vestindo as roupas de Lin após a morte do estudante chinês. 

Imagens de câmeras de vigilância no apartamento de Magnotta flagraram o acusado esvaziando seu apartamento enquanto vestia o boné de beisebol e uma camisa amarela da vítima. O boné foi recuperado depois em Berlim, quando Magnotta foi preso. 

“Eu indaguei o Sr. Magnotta a respeito daquilo e ele me disse que não conseguia se lembrar do motivo de ter decidido vestir as roupas, além do fato de que gostava das roupas que Lin vestia”, afirmou Watts. “Em particular, havia um boné de beisebol que ele gostava. Ele disse que parecia legal”. 

O advogado de defesa Luc Leclair também interrogou Watts sobre “Manny”, um homem que Magnotta havia mencionado como um parceiro abusivo que supostamente forçou-o a parar de tomar sua medicação antipsicótica e a filmar vídeos nos quais gatos eram mortos.

Manny havia sido uma figura central nas entrevistas de Magnotta com psiquiatras, mas a existência do americano do Novo México nunca foi comprovada. 

Watts acredita que o homem existe, mas que em algum ponto Magnotta começou a fantasiar situações. 

“Eu acho que em algum momento as experiências do Sr. Magnotta com Manny deixaram de se basear na realidade, e as experiências dele na verdade foram alucinações”, afirmou ele.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Fonte: Huffington Post

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

marcus

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