Jeffrey Dahmer Arquivos do FBI: Visão Geral

Por volta das 23h30 da noite de 22 de Julho de 1991, uma patrulha da polícia de Milwaukee avistou um homem parcialmente vestido correndo na direção contrária de um...

Jeffrey Dahmer - Arquivos do FBI - Visao Geral

Por volta das 23h30 da noite de 22 de Julho de 1991, uma patrulha da polícia de Milwaukee avistou um homem parcialmente vestido correndo na direção contrária de um prédio de apartamentos na North 25th Street. Uma algema pendurada em seu pulso podia ser vista. Parado, o jovem homem relatou à polícia que havia sido algemado e ameaçado com uma faca dentro de um dos apartamentos por um homem. A fala levou os policiais a investigarem a denúncia. Algumas horas depois, o FBI receberia um relatório onde podia-se ler que a polícia de Milwaukee prendera um homem chamado Jeffrey Dahmer e, como num filme de terror, encontraram em seu apartamento partes de corpos pertencentes a várias vítimas.

Logo após sua prisão, Dahmer confessou 17 assassinatos de jovens homens em crimes que incluíram necrofilia e mutilação, assim como abuso dos corpos.

No começo de 1992, promotores de Wisconsin – armados com evidências fornecidas pelo FBI – começaram a desenhar a forma como acusariam Dahmer de 15 assassinatos durante sua longa carreira criminal. Ele foi sentenciado a um total de 957 anos de prisão e extraditado para Ohio, onde seria condenado por um décimo sexto assassinato. Em 1994, enquanto servia sua pena numa prisão de Wisconsin, Dahmer foi morto com uma barra de ferro por outro detento, o esquizofrênico Christopher Scarver.

Em sua maioria, o papel do FBI em casos envolvendo assassinatos em série é o de fornecer apoio à investigação, seja ela forense ou não. E isso certamente foi o que ocorreu no caso Dahmer.

Após investigar sua competência com respeito à jurisdição do caso sob o estatuto federal de sequestro, o FBI ofereceu seus serviços laboratoriais de identificação para as autoridades locais em Milwaukee. Para ajudar na identificação das vítimas, os agentes do FBI traçaram os movimentos de Dahmer nos Estados Unidos e no mundo. Analistas comportamentais, também conhecidos como profilers, também participaram. O mais notório deles foi Robert Ressler, e um post sobre ele você pode ler clicando neste link.

No apartamento de Dahmer foram encontrados os restos mortais de 11 vítimas. Evidências recuperadas lá – de restos mortais físicos a ferramentas utilizadas no desmembramento das vítimas – foram enviadas para a sede do FBI para análise forense. A polícia federal norte-americana extraiu perfis de ADN; conduziu análises químicas e biológicas; empreendeu exames fotográficos e computacionais; e realizou outros testes nas evidências. Agentes especiais e analistas também investigaram se Dahmer poderia estar ligado a assassinatos não resolvidos em áreas onde ele havia vivido, incluindo cidades nos estados de Ohio e Flórida, e na Alemanha, país onde Dahmer morou quando serviu o Exército dos Estados Unidos.

No começo de 2014, o FBI publicou o material do caso Dahmer digitalizado em sua plataforma FBI Vault. A publicação foi possível graças ao Ato de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act), uma lei federal que permite a divulgação total ou parcial de documentos controlados pelo governo dos Estados Unidos. A consulta destes documentos já estava disponível há alguns anos, mas só agora eles foram digitalizados e disponibilizados online. No material estão inclusos arquivos do FBI, de Milwaukee, o arquivo do laboratório do FBI relativo a testes forenses realizados no apartamento de Dahmer e um arquivo de cooperação policial entre Estados Unidos e Alemanha, que mostra os esforços para determinar se o serial killer havia assassinado alguém enquanto serviu o exército por lá.

Jeffrey Dahmer: Arquivos do FBI 

São 1.220 páginas distribuídas em 19 documentos digitalizados. Cerca de 80% do material são relatórios técnicos de exames forenses realizados nos restos mortais das vítimas e em objetos recuperados do apartamento de Dahmer. Algumas partes estão borradas, o que indica censura por parte do FBI. As famigeradas fotos polaroid que Dahmer tirou de suas vítimas não estão incluídas nos documentos disponibilizados.

Abaixo uma descrição geral sobre os arquivos.

    • Documento 1

Após a descoberta de um possível serial killer agindo em Milwaukee, o FBI redigiu um memorando e distribuiu para alguns de seus escritórios nos Estados Unidos. “Para informação do Bureau e escritórios recebidos, em 22/7/91, aproximadamente às 23h30, unidades de patrulha policial de Milwaukee, Wisconsin, encontraram um homem negro parcialmente vestido com uma algema no punho que reportou que havia sido ameaçado com uma faca num apartamento localizado na 924 North 25th Street, apartamento 215”, diz o memorando. Nota-se um erro quando o documento diz “apartamento 215”; na verdade o apartamento que Dahmer morava e cometeu os crimes era o de número 213.

Este primeiro documento é uma seleção de inúmeros memorandos e continua com uma descrição rápida sobre a vida de Dahmer. Há alguns erros, possivelmente pelo Bureau ter recebido informações preliminares, como “…durante 1984-1985 ele se engajou em vários homicídios nos quais se aproximava de garotos de programa e os ludibriava até um motel ou sua residência… […] O sujeito afirmou que a maioria de suas vítimas foi estrangulada, com apenas uma sendo esfaqueada.”. Nos registros oficiais, Jeffrey Dahmer não cometeu assassinatos entre 1979 e 1986; garotos de programa também não eram o perfil de vítimas do serial killer; a partir de 1987, Dahmer passou a frequentar bares e boates gays em busca de vítimas.

“O sujeito declarou que mais recentemente se engajou em bondage e usou algemas para controlar suas vítimas e que em uma ocasião, antes de sua prisão, uma vítima escapou mas ele foi capaz de pegar a vítima de volta e matá-lo em seu apartamento.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-HQ-21976

Na página 8, ficamos sabendo que a primeira vítima identificada foi Oliver Lacy, residente de Chicago. Dahmer o conheceu na cidade e o levou até o seu apartamento em Milwaukee. A identificação foi possível graças à foto 3×4 da carteira de motorista de Lacy, encontrada na cena do crime, e que foi comparada com uma cabeça encontrada no refrigerador de Dahmer.

“Cleveland em Akron, Ohio: estão conduzindo uma investigação apropriada com o departamento do Xerife do Condado e com a polícia de Bath, em um esforço para identificar o indivíduo descrito pelo sujeito que foi sequestrado em 1978 e teria sido seu primeiro homicídio.”

“St. Louis em St. Louis, Missouri: irão contatar as Forças Armadas dos Estados Unidos para obter o histórico militar do sujeito em uma tentativa de identificar as bases e cidades que ele residiu e a natureza de sua dispensa, assim como qualquer avaliação psiquiátrica militar que por ventura tenha sido feita.”

“Milwaukee em Milwaukee, Wisconsin: irão manter contato com o departamento de polícia da cidade e o escritório do médico legista para ativamente dar suporte na identificação das vítimas com particular atenção a outras possíveis vítimas que tenham sido sequestradas pelo sujeito e transportadas até Milwaukee.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-HQ-21976

Num memorando datado de 30 de Julho de 1991, oito dias após a prisão de Dahmer, o escritório do FBI em Cincinnati enviou suas suspeitas do que eles acreditavam ser um homicídio suspeito ocorrido em Columbus, Ohio. Em 21 de Julho de 1986, o corpo de David G. Hadaway, 19 anos, foi encontrado num latão de lixo. Ele era bissexual e o corpo, particularmente, havia sido brutalizado, com seus órgãos genitais removidos e um corte profundo do tórax até o umbigo; aparentemente o assassino tentara abrir seu peito. Essa informação mostra o quão complexa uma investigação policial pode ser, particularmente uma envolvendo assassinatos múltiplos. Atualmente a polícia de Goiânia passa pela mesma situação com o caso do serial killer Tiago da Rocha. Quando um serial killer é capturado, parece que todo assassinato não solucionado com determinado perfil de vítima pode ser culpa dele. Isso certamente resulta num grande esforço investigativo que, muitas vezes, chega a uma conclusão negativa. Por outro lado, e como bem exemplificado no caso Andrei Chikatilo, a ação de um serial killer pode levar à resolução de centenas de outros casos criminais sem relação nenhuma com o sujeito investigado. Neste caso específico, investigações comprovaram que Hadaway não foi morto por Dahmer.

“O Doutor Jentzen, médico legista chefe do Escritório do Médico Legista de Milwaukee relatou que os 11 crânios encontrados tem as arcadas dentárias intactas, e estão disponíveis para comparação com registros disponíveis.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-HQ-21976

“Dahmer continua a alegar que o número total de homicídios cometidos por ele é 17, e a esse respeito, o Departamento de Polícia de Milwaukee identificou Steven M. Tuomi, branco, nascido em 19/12/62, último endereço conhecido 1350 North Cass Street, Apt. 107, como a décima sexta vítima. A polícia de Milwaukee não divulgou a identificação da décima sétima vítima, pois falta a notificação de familiares e a obtenção de uma melhor qualidade das fotografias para mostrar a Dahmer para que ele o identifique. Esta vítima é James Doxtator, homem hispânico, nascimento 1/3/1973, última residência em 1010 West Pierce Street, Milwaukee, Wisconsin.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-HQ-21976

    • Documento 2

Este segundo documento é uma coleção de telegramas e memorandos entre os escritórios do FBI e as Forças Armadas. São vários os telegramas relatando possíveis casos não resolvidos que poderiam estar ligados a Dahmer, assim como informações sobre o andamento do processo de identificação das vítimas. Este documento possui informações sobre o período de Dahmer no exército e uma entrevista com ele – ambos serão abordados nos próximos posts.

    • Documento 3

[…]

“Dahmer relatou que aos 13 anos percebeu que era homossexual. Ele disse que isso o incomodou um pouco, porque ele era diferente das outras pessoas.

Dahmer relatou que se virou para a pornografia e masturbação intensa para tentar satisfazer suas fantasias, mas por volta dos 16 anos ele começou a ter fantasias violentas sobre fazer sexo com um cadáver. Dahmer relatou que começou fantasiando sobre pegar alguém por trás pelo pescoço e deixá-lo inconsciente e então fazer sexo com o cadáver. Ele relatou que foi agredito na nona série, quando tinha por volta de 15 anos, por um grupo de jovens que usaram uma tira de couro em sua nuca. Dahmer relatou que fantasiou sobre retaliação, e isso o despertou sexualmente.

Dahmer falou sobre seu ‘desvio mental’ que era constante, ficando preso em sua obsessão e necessidade de dominar. Dahmer chamou isso de uma prisão em sua própria mente, que era sempre constante. Ele relatou que era totalmente obcecado com sua necessidade física pelo prazer. Dahmer relatou que nunca odiou suas vítimas nem queria que elas sofressem. Ele não queria causar dor, mas apenas satisfazer seus prazeres egoístas. Dahmer relatou que nunca torturou suas vítimas; ele era totalmente obcecado com a necessidade de dominar e controlar um corpo. Dahmer não olhava para suas vítimas como pessoas, mas apenas como objetos dispostos para suas necessidades egoístas. Ele relatou que seu senso de controle e dominação total aumentava o prazer sexual.

Dahmer relatou que sua fantasia e obsessão era com o homem de corpo perfeito, o que ele chamou de ‘Tico e Teco’, físico de ginasta ou um corpo atlético, entre 19 e 22 anos. Suas fantasia era de ter um jovem homem de corpo bonito e ter total controle sobre ele, sendo capaz de dominar totalmente tal pessoa. Dahmer relatou não querer matar, mas criar ‘escravos sexuais’ ou zumbis que fariam tudo para lhe dar prazer.

Dahmer também tentou criar um zumbi furando buracos no lobo frontal do cérebro e injetando ácido muriático. Dahmer disse que isso funcionava por um tempo, mas as vítimas morriam posteriormente.

Dahmer também tentou congelar o companheiro perfeito para que ele pudesse continuar fazendo sexo com o cadáver, uma tentativa para que o corpo não entrasse em decomposição. Dahmer disse que isso não funcionou.

Dahmer relatou que tentou controlar sua obsessão bebendo muito, vendo pornografia e se masturbando. Dahmer disse que o propósito de sua vida, a força motriz por trás de sua existência, era sua necessidade pelo prazer.

Dahmer afirmou que após pegar uma vítima, isso o satisfazia por alguns meses, então as fantasias e obsessões começavam a crescer e ele precisava de mais e mais para atingir o mesmo nível de satisfação. Ele, então, saía para pegar outra vítima. Dahmer disse que o desejo intenso estava sempre presente, mas que ele podia se satisfazer vendo as fotografias que tirava de suas vítimas, seus ‘momentos’. Dahmer alegou que, para não matar, mantinha pedaços de corpos de suas vítimas para servir como estímulo sexual.

Dahmer alegou que tentou resistir à sua tentação por matar olhando no jornal a coluna de obituários e procurando pela morte de um jovem de 19 ou 20 anos. Ele foi até o funeral e viu que o jovem no caixão tinha o corpo perfeito; após o funeral, ele foi até o túmulo e cavou a terra. Dahmer disse que não pode cavar a terra por ser muito dura e porque foi atacado pelo cachorro do coveiro.

Dahmer relatou que ficava sexualmente excitado com os diferentes sons que o corpo humano fazia. Ele alegou que gostava de retirar a pele – ficava deslumbrado com os vasos sanguíneos e capilares.

Dahmer alegou que ficava sexualmente excitado pela visão dos órgãos internos, que ele chamou de vísceras, e a forma como os órgãos internos brilhavam. Ele disse que tinha fantasias sexuais com as vísceras.

Dahmer disse que sua rotina era sair e procurar pelo corpo perfeito do tipo ginasta, o que ele referia como corpo ‘Tico e Teco’. Ele não queria causar dor às suas vítimas, apenas ter controle total sobre um cadáver.

Dahmer alegou que desmembrava suas vítimas cortando-as do externo até a área do púbis. Ele removia os órgãos internos e, então, cortava a carne, começando pela perna. Dahmer alegou que removia a cabeça e colocava no freezer. Posteriormente ele delicadamente retirava a carne fervendo a cabeça numa panela, de forma que poderia ter um crânio limpo. O mesmo processo era feito para obter os ossos.

Dahmer afirmou que todo o processo era feito em seu apartamento. Alguns corpos – carne, órgãos e ossos – eram despejados num recipiente com ácido muriático e a substância restante descartada no ralo do banheiro.

Dahmer foi perguntado sobre quais partes do corpo ele comia, e Dahmer respondeu que comia os corações, fígados, carne da coxa e uma vez comeu o bíceps. Dahmer disse que fritava essas partes dos corpos numa frigideira e que era muito gostoso, como se estivesse comendo um filé mignon, suave e suculento.

[…]

Dahmer disse sobre outro incidente onde ele temeu pela prisão. Ele mantinha uma cabeça mumificada em um pequeno armário no trabalho. Dahmer disse que o armário foi aberto uma vez e que o crânio foi encontrado, mas ele estava pintado de cinza, e os policiais pensaram que era falso.

Dahmer relatou outro incidente em seu apartamento. A polícia estava conduzindo uma investigação porta-a-porta porque alguém foi assassinado no terceiro andar. Dahmer disse que quando a polícia veio até o seu apartamento para fazer perguntas, ele achou que seria pego, porque ele tinha um cadáver em sua cama no quarto. Dahmer disse que a polícia entrou em seu apartamento e pediu permissão para dar uma olhada. Dahmer não sabia o que fazer e, então, disse aos policiais que eles podiam olhar por todo o lugar. A polícia não fez nenhuma busca em seu apartamento e nem entrou no quarto.

Perguntado por investigadores se um dia saísse da prisão ele poderia ter uma vida normal, Dahmer respondeu que o melhor lugar para ele é a cadeia porque ele sabe que se estiver nas ruas voltará para o mesmo comportamento, incluindo assassinato.

Dahmer disse que manteve sua vida pessoal compartimentalizada, e sua vida criminal era separada de sua vida pessoal e trabalho.”

[…]

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-MW-26057-Section 2

O documento 3 começa com uma descrição mais detalhada da vida e dos crimes de Dahmer. Algumas informações vocês puderam ler acima, muitas outras não estão descritas, já que podem ser lidas em nosso texto sobre Dahmer.

  • Documento 4

  • São 259 páginas de uma coleção de recortes de jornais com reportagens sobre o caso.

  • Documento 5

  • São 220 páginas de uma coleção de recortes de jornais com reportagens sobre o caso.

  • Documento 6

  • Descrição geral e técnica das evidências encontradas no apartamento de Dahmer e de suas vítimas, assim como telegramas trocados entre os escritórios do FBI em Miami e Washington a respeito do possível envolvimento de Jeffrey Dahmer no assassinato do garoto Adam Walsh. Este documento será abordado nos próximos posts.

  • Documentos 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18

  • Informações técnicas dos exames forenses conduzidos nos restos mortais das vítimas de Jeffrey Dahmer.

    “As pinturas dos espécimes foram examinadas microscopicamente, microquimicamente e instrumentalmente. Com base nos exames comparativos realizados, essas pinturas se comparam em cores, texturas, tipo e composição. Portanto, conclui-se que essas pinturas tem origem de uma fonte comum.

    A provável fonte das pinturas acima descritas é um produto comercialmente disponível chamado FLECK STONE em sua cor ‘Gotham Gray’. FLECK STONE é produzido pela empresa PLASTI-KOTE, Medina, Ohio, 44256, e pode ser encontrado em lojas de artesanato e de material de construção.”

    Federal Bureau of Investigation.
    [Assunto]: Jeffrey Dahmer
    [Número do Arquivo]: 95-HQ-299720

    Acima, a conclusão do FBI sobre a tinta utilizada por Dahmer para pintar os crânios de suas vítimas.

    ITEMS DE SINTHASOMPHONE

    Q1 Pedaço do crânio

    K1 Dente de SINTHASOMPHONE

    RESULTADOS DA ANÁLISE DE DNA

    Nenhum exame de DNA foi conduzido no espécime K1.

    Federal Bureau of Investigation.
    [Assunto]: Jeffrey Dahmer
    [Número do Arquivo]: 95-HQ-299730

    “Em anexo uma radiografia premortem da cabeça e pescoço do Sr. Steven Hicks (Data de Nascimento 22/6/59), tirada quando ele tinha 13 anos. Acredita-se que o Sr. Hicks é a primeira vítima de Jeffrey Dahmer, morto em 1978 em Bath, Ohio. Eu gostaria que a radiografia fosse aumentada para mostrar detalhes da vértebra da parte inferior do pescoço. Se a imagem puder ser aumentada, meu escritório irá examinar a estrutura interna da quinta vértebra cervical por pontos de similaridade com uma radiografia postmortem do mesmo osso agora em nosso laboratório. Se obtiver sucesso, esta técnica irá ajudar na confirmação da identidade do Sr. Hicks.”

    Douglas W Owsley
    Curador, Antropólogo Forense
    Museu Nacional de História Natural – Instituto Smithsonian

    No telegrama acima notamos que o FBI pediu ajuda a antropólogos do Museu Nacional de História Natural para identificar Steven Hicks, a primeira vítima de Dahmer.

  • Documento 19

  • Contêm três telegramas: um com perguntas que deveriam ser respondidas a respeito da estadia de Jeffrey Dahmer no Exército; outro a respeito de Jesse Jackson, um reverendo de Milwaukee que mostrou preocupação com a comunidade local após a série de assassinatos. O religioso solicitou um encontro com o Diretor do FBI em Washington para discutir os fatos, mas o encontro não foi realizado devido a incompatibilidade de agenda. O terceiro telegrama, de 5 de Agosto de 1991, do agente especial W. M. Baker, cita o papel do FBI no caso, assim como consultas a outras organizações a respeito de ações a serem tomadas. No telegrama, Baker diz que Linda Davis, chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça de Milwaukee, indicou que o caso Dahmer não violava o Estatuto dos Direitos Civis e, portanto, nenhuma investigação do FBI era necessária.

Nos próximos dias publicaremos novos posts dos Arquivos do FBI sobre Jeffrey Lionel Dahmer.

A história completa de Jeffrey Dahmer, o “Canibal de Milwaukee”, pode ser lida no link abaixo:

Fonte consultada: FBI Records: The Vault. Jeffrey Lionel Dahmer.

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