Jeffrey Dahmer Arquivos do FBI: Os anos no exército

Neste segundo post dos Arquivos do FBI sobre Jeffrey Dahmer, abordaremos o Documento 2 e as informações referentes ao período em que Dahmer serviu o Exército dos Estados Unidos....
Jeffrey Dahmer - Arquivos do FBI - Foto

Jeffrey Dahmer - Arquivos do FBI - Exército

Neste segundo post dos Arquivos do FBI sobre Jeffrey Dahmer, abordaremos o Documento 2 e as informações referentes ao período em que Dahmer serviu o Exército dos Estados Unidos.

Dahmer se alistou no exército em 29 de Dezembro de 1978, aos 19 anos. Ele serviu por quatro anos nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Durante o período militar ele foi alvo de investigações devido ao consumo abusivo de álcool. Pelos documentos disponibilizados, ficamos sabendo que, além do álcool, Dahmer também fez uso de maconha. Em 5 de Fevereiro de 1981, Dahmer passou por um programa de reabilitação, contudo ele não teve interesse em controlar seu vício. Ele foi dispensado do exército um mês depois com dispensa honrosa. 

No exército Dahmer teve má conduta, não obedecendo e desrespeitando superiores, além de estar bêbado e desordeiro na maior parte do tempo no quartel, violando regras militares e sendo punido com rebaixamento; suspensão de suas atividades até a data de 5 de Setembro de 1980; multa de $100 dólares por dois meses; e 15 dias extras de trabalho. 

De acordo com os relatórios, ele recebeu advertências nas seguintes ocasiões: 

  • 8 de Agosto de 1980: por ser pego no BEQ procurando por comida – ele não tinha afazeres neste local –  este comportamento não seria tolerado;
  • 11 de Agosto de 1980: foi pego bêbado dentro do quartel;
  • 2 de Setembro de 1980: por um incidente que ocorreu em 30 de Agosto quando seu rádio estava muito alto e ele não abaixou o volume após a ordem de um comandante – se o incidente ocorresse novamente ele teria o rádio confiscado por 30 dias;
  • 8 de Dezembro de 1980: chegou 45 minutos atrasado para o trabalho e chegou tão bêbado que não conseguia ficar de pé;
  • 22 de Dezembro de 1980: por estar bêbado, a recomendação foi a pena máxima judicial;
  • 23 de Dezembro de 1980: ele falhou ao executar uma tarefa por novamente estar bêbado;
  • 7 de Março de 1981: ele chegou à formação sem o uniforme apropriado e foi mandado a seu quarto para vestir o uniforme certo, ele também estava bêbado;
  • 9 de Março de 1981: ele não atendeu a uma ordem direta e também foi pego bebendo no trabalho. 

“O pedido de Dahmer para se alistar no Exército dos Estados Unidos indicou que sua única violação foi por dirigir do lado esquerdo da via e cruzar para o centro em Junho de 1978 em Bath, Ohio, por isso ele pagou $ 20 dólares no Tribunal de Trânsito em Akron, Ohio.”

[…]

“A data de alistamento no Exército dos Estados Unidos é 29 de Dezembro de 1978, onde seu grau era PVT E-1, e seu lugar de alistamento é listado em Cleveland, Ohio. O acordo é que o alistamento no Exército dos Estados Unidos duraria três anos efetivos. Após seu alistamento, ele foi enviado para a Escola Policial Militar em Fort Mc Clellan, Alabama, para um curso de oito semanas, o qual ele não completou. Em 11 de Maio de 1979, ele foi enviado para a Escola Médica do Exército em Fort Sam Houston, Texas, onde ele frequentou um curso para se tornar especialista médico. Após completar este curso ele foi designado para a 268º Divisão Armada, Sede do Quartel General, Segundo Batalhão, 68º Armada em Baumholder, Alemanha. Ele ficou neste posto de Junho de 1979 a 24 de Março de 1981. Durante este tempo houve repetidos atos de abuso de álcool e ele foi forçado a entrar em um Centro de Reabilitação. Os registros indicam que ele sempre estava bêbado por todos os lugares, de quatro a seis vezes por semana, tanto no trabalho como fora dele. Enquanto esteve no centro de reabilitação, ele foi solto porque não teve interesse em se tratar. Ele, então, foi escoltado fisicamente a um avião em Baumholder para retornar para os Estados Unidos. Após sua chegada ele foi enviado para Fort Jackson na Carolina do Sul onde foi dispensado em 26 de Março de 1981 das Forças Armadas dos Estados Unidos.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-MW-26057-Section 1

Dahmer foi alocado na Alemanha pelo exército de Junho de 1979 até Março de 1981. Ele foi questionado pela polícia de Milwaukee sobre possíveis crimes cometidos durante sua estadia na Alemanha, contudo ele negou quaisquer crimes, negando que tivesse sido interrogado ou investigado por oficiais militares a respeito. Pouco se sabe sobre as viagens de Dahmer pela Alemanha, certeza mesmo são os relatos sobre o vício em álcool e de como ele era descontrolado e agressivo quando estava bêbado. Entretanto, era capaz de cumprir suas funções quando sóbrio. Dahmer relatou que teve apenas uma relação homossexual na Alemanha e o Exército não foi capaz de fornecer informações ao FBI sobre locais que ele poderia ter viajado para ter encontros amorosos.

“Os registros também indicam que Dahmer era um exímio atirador com a arma M-16 e um bom atirador com a pistola .45. No Artigo 15 há uma investigação do Comandante da base na Alemanha a respeito de má conduta: foi reportado que Dahmer – tendo conhecimento da ordem verbal emitida por um superior de não possuir bebidas – falhou em obedecer tal ordem. Foi alegado que ele se comportou de maneira desrespeitosa com seu superior dizendo a ele que ‘Eu não vou fazer essa porra.’ “

[…]

“Dahmer alegou que viajou em Outubro de 1980 para Munique para a October Fest e ficou lá por vários dias e também viajou para Lansthul a treinamento e exercício temporário por dois meses. Ele posteriormente alegou que fez pequenas viagens para áreas em volta de Baumholder mas que não passou a noite.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-MW-26057-Section 1

Num memorando contido no Documento 3 (página 22), o escritório do FBI em Milwaukee cita um suposto companheiro de Dahmer no Exército que diz ter provas de que Dahmer estaria ligado a cinco assassinatos em Bad Kreuznach, Alemanha. “Para informação dos escritórios, teletipo Legat Bonn disse que em 10/8/92, censurado, Olympia, Washington, contatou o consulado Germânico em Seattle, Washignton, e advertiu que ele censurado estava na mesma unidade do Exército dos Estados Unidos com Jeffrey Dahmer, e serviu com ele em Baumholder, em 1978. Censurado alega ter evidências que ligam Dahmer a cinco assassinatos perto de Bad Kreuznach.”, cita o memorando.

“Dahmer foi entrevistado por agentes de Milwaukee e negou qualquer conhecimento ou envolvimento em qualquer assassinato na Alemanha. Dahmer alegou que ele não conhece ninguém com o nome censurado. Dahmer disse que ele não estava na Alemanha em 1978, ele entrou no Exército em 1979.”

[…]

“Dahmer alegou que enquanto esteve na Alemanha não tinha veículo e que viajou para Idaroberstein.

Dahmer alegou que teve apenas um encontro homossexual na Alemanha, e este encontro foi com um Sargento cujo nome Dahmer não lembra, mas o descreveu como mais velho, branco, baixo e musculoso, e Dahmer o encontrou no Hospital Landstuhl.

Dahmer posteriormente alegou que enquanto esteve na Alemanha, ele ouviu notícias sobre homicídios e viu cartazes.

Dahmer consistentemente mantém a versão de que não está envolvido em qualquer homicídio na Alemanha, ou qualquer outro lugar fora dos que já admitiu.

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-MW-26057-Section 2

Posteriormente, o suposto soldado que serviu com Dahmer no Exército se retratou. Num telegrama de 20 de Abril de 1993, a polícia de Milwaukee diz que no decurso da investigação, o homem voltou atrás em sua fala. “Tendo em vista o fato, nenhuma investigação adicional precisa ser feita, este caso deve ser administrativamente fechado.”, conclui o telegrama.

“Em vista do fato de que não há pedido para investigação adicional, bem como a falta de qualquer evidência de que Dahmer tenha viajado para a Alemanha [após ser dispensado do Exército] ou admitido qualquer envolvimento criminal enquanto esteve naquele país como soldado, a Divisão de Milwaukee está considerando esta investigação como RUC’d.”

Federal Bureau of Investigation.
[Assunto]: Jeffrey Dahmer
[Número do Arquivo]: 7-MW-26057-Section 1

Cinco mulheres foram mortas nos arredores do quartel em Baumholder enquanto Dahmer esteve na base. Investigações do FBI, da polícia de Milwaukee e de autoridades alemãs, não encontraram provas de que ele estivesse envolvido nestes ou em quaisquer outros crimes. Após ser dispensado do Exército por repetidos atos de indisciplina e por ter falhado em um programa de reabilitação, em 24 de Março de 1981, Dahmer foi enviado para Fort Jackson, Estados Unidos, onde recebeu uma passagem de avião para qualquer lugar do país. Com vergonha de encarar seu pai e por estar “cansado do frio”, ele optou por Miami Beach, Flórida, e tentou viver com seus próprios esforços. Na Flórida, Dahmer foi empregado de uma loja de sanduíches e dormia em um quarto de motel. Quase todo seu dinheiro era gasto com álcool e depois de vários meses ele foi expulso do motel, indo dormir na praia. Em Setembro de 1981 ele telefonou para seu pai que pagou sua viagem de volta para casa em Ohio.

Clique aqui e faça o download deste documento!

  • Documentos do Exército: páginas 9 – 52;
  • Relatórios de alcoolismo: páginas 14-17;
  • Recomendação do conselho informal: páginas 38-39;
  • Recomendação para dispensa: páginas 22-23;
  • Formulário de Dispensa: páginas. 24-25.

Continua:

A história completa de Jeffrey Dahmer, o “Canibal de Milwaukee”, pode ser lida no link abaixo:

Fonte consultada: FBI Records: The Vault. Jeffrey Lionel Dahmer.

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução e texto:
rafa

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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  • sabrina

    Jeff eh lindo e bom….ele tinha problemas, deveria ter recebido tratamento e nao ido em cana..as pessoas nao conseguem ver ( apesar de eu nao concordar com seus atos ) que ele era diferente de todos os outros “serial killers”…ele nao era um sadico, torturador…e nao me venha com esse papo de q pimenta no dos outros eh refresco pq eu realmente acredito no q ele disse “nao foram crimes de odio”! E eh isso, eu acredito no seu arrependimento na sua entrega a Deus e vou ser a esposa dele em breve no paraiso! Eu o amo e ele me ama tambem…apesar de ter falecido..sinais me mostram ( apesar de nao ser espirita ) eu acredito q depois da morte as pessoas ficam no po mas sinais me mostram q talvez deus esteja abrindo uma exceçao.ele era tao vitima de seus impulsos quanto as proprias vitimas..ele tambem sofreu e morreu de uma forma terrivel..a graca o alcançou.AMO JEFFREY DAHMER

    • luis pant69

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…cada loca que aparece…..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….o cara era gay, não gostava de mulher…..

    • Joey

      Porra, eu leio muito o site e essas histórias, mas é para analisar o comportamento desses psicopatas e também porquê é um assunto interessante. Também acredito que a maioria dos que acessam aqui, o usam para este fim. Entretanto, há uma minoria perturbada e que é o tipo de pessoa que devemos ter cuidado e esse tipo de pessoa é a pessoa acima. Nossa, que bizarro, cara. Meu Deus, tem que ter piedade é da sua vida. Primeiro que o maluco era gay, era um doente, era um psicopata, sua história não deixa de ser interessante e curiosa beirando a ficção, mas criar um apego sentimental com o protagonista é muito insano.

    • Amanda

      Como você pode ser tão ingênua? Acredita em tudo que esse cara diz? Pessoas assim sabem mentir e convencer muito bem, foi dessa forma, ludibriando policiais e enganando suas vítimas, que conseguiu seguir com seus crimes por tanto tempo. Serial killers não são dignos de confiança, devemos montar um perfil de sua personalidade usando a lógica, através de suas atitudes, não restritamente pelo oque dizem. Fala sério, como você pode pensar que alguém que realizou tais atos dava a mínima por aquelas pessoas? Os crimes realmente não eram motivados por um sentimento de raiva, porém essa não é desculpa para achar que ele foi “melhor” do que qualquer outro assassino em série, os atos que ele cometeu estão no mesmo nível, provavelmente muito piores, do que outros assassinos. Ele gostava do que fazia (do contrário não seguiria com isso por tanto tempo) e sabia exatamente oque estava fazendo, tudo era planejado, não agia por impulso, muito menos “amava” suas vítimas, ele matava pensando apenas em satisfazer a si mesmo, completamente egoísta, isso não é amor, ele mesmo se contradiz e admite que as via apenas como objetos, não como pessoas. Deixando de lado todo o absurdo de “encontra-lo após a morte”, o cara era gay kkkkkk, não sentia a mínima atração por mulheres, o céu para ele seria um harém de homens kkkk. Você é bem bobinha, meu deus…

  • sabrina

    E digo mais Deus tem um plano pra ele e eh dos MELHORES!!! Ele eh um ANJO, inocente, carente..e se ve pela sua maneira de agir toda sua fragilidade e necessidade de amor! Eu tenho se sobra….

  • Luluzinha 2014

    Você tem razão Joey, uma pessoa que fala todas essas bobagens sobre um cara que era psicopata, assassino e cruel (não importa os motivos que o levaram a cometer esses crimes) como Jefrey Dahmer, o qual seria o último homem do mundo por quem alguém em sã consciência deveria se apaixonar (apesar de lindo) ou é uma pessoa doente e totalmente fora da realidade ou está apenas blefando, tentando chamar a atenção. Caso seja a primeira opção, precisa urgente procurar ajuda psicológica.

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