Julgamento de Luka Magnotta: Promotoria destaca questões que psiquiatra falhou em responder 

O promotor Louis Bouthillier passou seu segundo dia de interrogatórios com o psiquiatra Joel Watts, contratado pela defesa para avaliar o estado mental do réu quando ele matou Jun...
Julgamento de Luka Magnotta - Magnotta - Destacada

Na foto: O promotor Louis Bouthillier saindo do tribunal em Montreal. Créditos: Ottawa Citizen.

Na foto: O promotor Louis Bouthillier saindo do tribunal em Montreal. Créditos: Ottawa Citizen.

O promotor Louis Bouthillier passou seu segundo dia de interrogatórios com o psiquiatra Joel Watts, contratado pela defesa para avaliar o estado mental do réu quando ele matou Jun Lin, bombardeando o médico com perguntas que permanecem sem resposta. 

O Dr. Joel Watts apresentou um relatório de 124 páginas concluindo que Magnotta não é criminalmente responsável por matar e desmembrar a vítima em Maio de 2012. Ele é o segundo psiquiatra contratado pela defesa a chegar a essa conclusão. 

Na última segunda-feira, a promotoria se concentrou no que não consta do relatório de Watts, com o promotor indagando o médico se ele havia feito perguntas detalhadas a Magnotta. 

O psiquiatra testemunhou que não havia perguntado a respeito de certos fatos – incluindo o que foi feito do passaporte canadense do acusado, o porquê de Magnotta ter comprado lençóis novos e virado os colchões de seu apartamento, ou por que ele apagou de seu computador fotos, vídeos e a música utilizados em um vídeo publicado online que exibe alguns dos crimes cometidos contra Lin. 

“Você não achou relevante que, três dias após um corpo ter sido encontrado em Montreal, ele apagou algumas informações que poderiam metê-lo em problemas?”, perguntou Bouthillier. 

Watts respondeu que podia ser relevante, mas apontou que há outras evidências incriminadoras, como o vídeo de vigilância que mostra Magnotta entrando e saindo de seu apartamento na noite em que Lin foi morto. 

O psiquiatra reiterou que estava concentrado na avaliação do estado mental do acusado e não analisando a história como um investigador. 

A promotoria também apontou que as perguntas que Watts fez sobre a noite em que Lin foi assassinado não foram respondidas por Magnotta. 

Magnotta contou ao médico que não conseguia se lembrar de certos fatos relacionados aos crimes que cometeu, incluindo como a câmera que filmou os atos foi parar no lixo, ou como o vídeo foi editado e postado online. 

Watts explicou que lapsos de memória são comuns em pacientes sofrendo de psicose, particularmente quando falam de um evento traumático. 

“Manny” e registros telefônicos 

Bouthillier disse que o relatório psiquiátrico inclui numerosas referências a um homem chamado Manny, que Magnotta afirma ter ligado constantemente para ele na noite em que Lin foi assassinado. 

O tribunal ainda não obteve evidências de que Manny seja uma pessoa real e vários psiquiatras, incluindo Watts, acreditam que ele pode ser real, mas que mais tarde se tornou uma figura central nas alucinações do acusado. 

O promotor perguntou o porquê de Watts não ter examinado os registros telefônicos de Magnotta para checar se Manny havia ligado repetidas vezes naquela noite. 

Watts admitiu que teria sido uma boa ideia, mas afirmou que nunca havia passado pela sua cabeça verificar os registros telefônicos. 

Magnotta queria comprar maconha 

A promotoria também apresentou um registro de SMS do mês que antecedeu o assassinato, mostrando que Magnotta estava tentando comprar maconha. 

Watts respondeu que era a primeira vez que ele via tais mensagens e que isso não tinha relação com a sua avaliação do acusado, entretanto, seu relatório afirma que Magnotta não usava drogas regularmente.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Fonte: CBC

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

marcus

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