Julgamento de Luka Magnotta: “Diagnóstico de esquizofrenia foi devido ao uso de cocaína”, diz psiquiatra

Um psiquiatra contratado pela promotoria acredita que é “altamente possível” que Luka Magnotta estava são e ciente de que o que estava fazendo era errado quando matou Jun Lin,...

Um psiquiatra contratado pela promotoria acredita que é <em>“altamente possível”</em> que Luka Magnotta estava são e ciente de que o que estava fazendo era errado quando matou Jun Lin, de 33 anos.

Na foto: O psiquiatra Gilles Chamberland durante intervalo do julgamento de Luka Magnotta. Créditos: Dario Ayala. Montreal Gazette.

Um psiquiatra contratado pela promotoria acredita que é “altamente possível” que Luka Magnotta estava são e ciente de que o que estava fazendo era errado quando matou Jun Lin, de 33 anos.

O Dr. Gilles Chamberland foi contratado pela promotoria para avaliar Magnotta, mas o acusado recusou-se a se encontrar com ele, portanto, o psiquiatra foi incapaz de apresentar uma opinião definitiva.

Na elaboração do seu laudo de 9 páginas, Chamberland estudou os relatórios apresentados pelos dois psiquiatras contratados pela defesa, os quais concluíram que Magnotta estava em estado psicótico e incapaz de compreender que suas ações eram erradas quando matou e desmembrou Lin.

Sentado no banco das testemunhas no tribunal de Montreal, o psiquiatra forense, que trabalha no Instituto Philippe-Pinel de Montreal, afirmou que há duas hipóteses para explicar o comportamento de Magnotta.

A primeira é que o acusado sofre de esquizofrenia e isso explicaria os seus crimes.

A segunda, a qual Chamberland acredita, é que Magnotta possui vários transtornos de personalidade e que o diagnóstico inicial de esquizofrenia, dado no final da sua adolescência, foi causado pelo uso de cocaína.

Diagnóstico rápido 

Chamberland separou os primeiros anos de registros médicos de Magnotta para demonstrar o que ele chamou de uma “surpreendente” rapidez no seu diagnóstico de esquizofrenia, uma doença que possui vários sintomas que também podem ser explicados por outros transtornos mentais.

Em Abril de 2001, quando Magnotta foi tratado em um hospital de Ontário, dois enfermeiros que atenderam suas crises tiveram a impressão de que ele poderia estar simulando sintomas da doença, um médico disse ter tido “uma impressão de que ele [estava] buscando alguma vantagem secundária”.

Várias semanas depois e sem um diagnóstico preciso, Magnotta preencheu um formulário descrevendo seus sintomas de esquizofrenia com o objetivo de ter aprovado um benefício financeiro do governo por incapacidade.

Quatro meses após a visita inicial, Magnotta foi internado às pressas no mesmo hospital, onde a esquizofrenia paranoide foi mencionada no relatório final, juntamente com “overdose de drogas”.

Magnotta foi visto em outro hospital em Março de 2002, menos de um ano após sua primeira visita, e um diagnóstico de “esquizofrenia crônica” subitamente havia aparecido em seu prontuário.

Chamberland disse em juízo que está inclinado a acreditar que o uso de cocaína explica as internações de Magnotta quando mais jovem.

Transtornos de personalidade 

Em seu relatório, Chamberland aponta os vários distúrbios identificados por aqueles que trataram Magnotta, incluindo transtorno de personalidade antissocial, histriônica, narcisista e limítrofe.

O psiquiatra sustenta que os transtornos explicam melhor o comportamento de Magnotta do que o diagnóstico de esquizofrenia.

Ele conclui que o único profissional médico a examinar completamente Magnotta antes do assassinato, o Dr. Joel Paris, do Jewish General Hospital, deixou claro em seu diagnóstico que o acusado não sofria de esquizofrenia.

Chamberland também acrescenta que os crimes de Magnotta tem um claro componente sexual, e que o nível de organização empregado durante o assassinato e nas horas subsequentes deu força à teoria de que eles foram cometidos por alguém que não sofre de esquizofrenia.

Contradições e omissões 

O relatório de Chamberland também menciona várias contradições e omissões nas diferentes versões dos eventos que Magnotta forneceu aos psiquiatras contratados para avaliá-lo, o que Chamberland vê como um sinal de que o acusado pode estar fingindo seus sintomas.

O psiquiatra observa que o acusado disse ter se sentido ameaçado por Lin, que ele acreditava ser um espião do governo – uma explicação frequentemente dada por pacientes com delírios.

Chamberland afirmou que esses pacientes geralmente estão conectados com a realidade, mas simplesmente acreditam que devem fazer algo para combater o que sentem ser uma ameaça.

Magnotta, por outro lado, disse aos psiquiatras que o avaliaram, que estava num estado desorganizado e confuso quando matou Lin, entretanto, Chamberland nota que sinais de desorganização não foram percebidos antes ou depois do crime.

O psiquiatra conclui que pensamentos desorganizados não são compatíveis com o fato de Magnotta ter fugido para a Europa após matar Lin.

Chamberland explicou em seu relatório que usualmente, em casos onde indivíduos são considerados criminalmente inimputáveis, ou eles demonstram um comportamento desorganizado e ilógico, ou experimentam um delírio estruturado no qual eles se sentem que possuem uma justificativa para cometer o crime.

Magnotta não só ofereceu ambas as reações nas suas versões dos eventos, como ainda ofereceu uma terceira.

Quando perguntado sobre o motivo de ter editado e postado na Internet um vídeo mostrando partes do crime, ele disse que sentia como se alguém o estivesse controlando e forçando-o a agir.

Chamberland afirmou que é possível que as três explicações sejam plausíveis neste caso, mas é raro que um indivíduo cometa uma série de atividades criminais e forneça “três razões diferentes para justificar sua não-responsabilidade”.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Fonte: CBC

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

marcus

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