Julgamento de Luka Magnotta: Magnotta tem transtorno de personalidade, não esquizofrenia, diz psiquiatra

Luka Magnotta não agia como uma pessoa esquizofrênica, afirma psiquiatra O psiquiatra contratado pela promotoria para analisar o comportamento de Magnotta diz que o réu foi “ultra-organizado” nas horas...
Julgamento de Luka Magnotta - Destacada - 5

Na foto: Um filhote de cachorro morto está entre as evidências apresentadas durante o julgamento de Luka Rocco Magnotta. Créditos: Dave Sidaway. The Gazette.

Na foto: Um filhote de cachorro morto está entre as evidências apresentadas durante o julgamento de Luka Rocco Magnotta. Créditos: Dave Sidaway. The Gazette.

Luka Magnotta não agia como uma pessoa esquizofrênica, afirma psiquiatra

O psiquiatra contratado pela promotoria para analisar o comportamento de Magnotta diz que o réu foi “ultra-organizado” nas horas e dias após ter matado Jun Lin.

O Dr. Gilles Chamberland testemunhou no julgamento que Magnotta ofereceu aos psiquiatras apenas informações que os fariam a crer que ele era um esquizofrênico.

Chambeland teve que basear sua avaliação em outros relatórios, incluindo os dois compilados pelos psiquiatras contratados pela defesa, pois Magnotta recusou-se a se encontrar com ele.

Magnotta admitiu ter matado e desmembrado Lin, mas alegou inocência das cinco acusações que pesam contra ele porque seu problema mental o havia tornado inimputável.

A promotoria alega que o crime foi premeditado.

No tribunal de Montreal, Chamberland observou que nas 48 horas subsequentes ao assassinato, Magnotta planejou sua viagem à Europa, limpou e esvaziou seu apartamento, e até mesmo fez tentativas para conseguir clientes sexuais do outro lado do oceano.

“É muita coisa para 48 horas”, testemunhou Chamberland. “Isso requer um alto nível de organização”.

O psiquiatra afirmou que organização está em desacordo com um dos principais sintomas da esquizofrenia: o pensamento desorganizado. Isso reforça a crença de Chamberland de que Magnotta não sofre de esquizofrenia, mas sim de uma variedade de transtornos de personalidade.

Chamberland sugeriu que o diagnóstico inicial de esquizofrenia de Magnotta no final da sua adolescência foi resultado do uso de drogas.

Descrição organizada de sintomas

O psiquiatra forense também notou um alto nível de organização no modo como Magnotta agiu após sua prisão em 4 de Junho, em Berlim.

O acusado passou uma semana sendo examinado pelo Dr. Thomas Barth na capital alemã antes de ser extraditado.

Barth testemunhou em favor da defesa que suspeitou que Magnotta sofresse de esquizofrenia paranoide porque ele se encaixava em todos os requisitos e reclamava de alucinações auditivas.

Mas Chamberland avaliou o comportamento de forma diferente, apontando no tribunal que Barth fez apenas uma pergunta e obteve uma variedade de respostas: que Magnotta estava ouvindo vozes como um rádio e acreditava estar sendo observado; ele não estava mais tomando medicação antipsicótica; seu pai era esquizofrênico; e ele teve uma infância abusiva.

Chamberland disse em juízo que se Magnotta estava tentando parecer esquizofrênico, ele forneceu um quadro completo em sua primeira entrevista, incluindo sintomas, histórico médico anterior, e um histórico familiar de doenças.

Depois disso, de acordo com Chamberland, o acusado permaneceu isolado em seu quarto ou simplesmente repetiu os mesmos sintomas.

“Para mim, isso é qualquer coisa menos um pensamento desorganizado”, testemunhou Chamberland, acrescentando que Magnotta também minimizou seu uso de drogas e bancou a vítima em suas interações com Barth.

Chamberland disse que ele acredita que o transtorno de personalidade histriônica, no qual pacientes são cheios de drama e buscam atenção, explica o comportamento de Magnotta em Berlim.

O centro das atenções

O psiquiatra observou que vários psiquiatras ao longo dos anos, incluindo aqueles que testemunharam em favor da defesa, acharam que Magnotta demonstrava traços de vários transtornos: transtorno de personalidade limítrofe, narcisista, antissocial e histriônica.

Na última quinta-feira no tribunal, Chamberland exibiu critérios dos manuais de transtornos mentais, e os associou a exemplos que ele observou no comportamento do acusado.

O psiquiatra falou no tribunal que um dos traços observados naqueles com transtorno de personalidade histriônica é um desconforto acentuado quando eles não são o centro das atenções.

Chamberland disse que o comportamento de Magnotta no que diz respeito ao boato de que estaria namorando a serial killer Karla Homolka se encaixa neste sintoma do transtorno.

O tribunal já havia sido informado que, provavelmente, o próprio Magnotta começou os rumores, e então foi às redes sociais para negar veementemente as afirmações.

O acusado também negou ter sido o autor de uma série de macabros filmes com gatos, apesar de mais tarde ter admitido isso para seus psiquiatras.

Chamberland apresentou esses dois atos como exemplos de comportamento histriônico em Magnotta, acrescentando que aqueles que sofrem desse transtorno tendem a achar que “atenção negativa é melhor do que atenção nenhuma”.

Outro sintoma de transtorno de personalidade histriônica é um comportamento inapropriado no flerte ou sedução, e Chamberland afirmou que o comportamento de Magnotta atrás das grades se encaixa nesta categoria.

Quando estava no centro de detenção de Rivière-des-Prairies, Magnotta teve uma queda por um enfermeiro, enviando-lhe uma “carta grosseira” e tentou seduzi-lo criando um “clima” com as luzes de sua cela.

Chamberland especificou em seu depoimento que um transtorno de personalidade não é uma doença, mas um grupo de características pertencentes a um indivíduo. Sendo assim, a pessoa não pode ser tratada com medicamentos, e sim com terapia para minimizar seus efeitos.

Continuaremos acompanhando o julgamento. Não deixe de nos acompanhar no Facebook e Twitter.

Fonte: CBC

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

marcus

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