“Caçador de Zumbi”, homem é preso acusado de ser um serial killer

Durante o dia ele era motorista de entregas da Amazon, e em seu tempo livre se transformava em um “caçador de zumbis” estilizado que patrulhava as ruas em um...
Caçador de Zumbis - Capa

Bryan Miller e seu alter ego "caçador de zumbi" patrulhava as ruas de Phoenix em busca de criaturas comedoras de cérebros. Foto: Facebook.

Bryan Miller e seu alter ego “caçador de zumbi” patrulhava as ruas de Phoenix em busca de criaturas comedoras de cérebros. Foto: Facebook.

Durante o dia ele era motorista de entregas da Amazon, e em seu tempo livre se transformava em um “caçador de zumbis” estilizado que patrulhava as ruas em um carro de polícia não-oficial.

Agora ele é acusado de ser um serial killer que assassinava aleatoriamente mulheres por diversão.

Novos detalhes surgiram sobre a vida de Brian Miller, acusado de esfaquear até a morte duas mulheres de Phoenix em 1992. O corpo de uma delas foi encontrado decapitado.

Miller era um entusiasta obsessivo da cultura de horror, e figurinha carimbada em eventos como a Comic Con e as “zombie walks”, onde ele satisfazia seu alter ego.

Ele foi preso na última terça-feira (13) após a reabertura de dois casos de mulheres assassinadas em 1992. Não bastasse isso, autoridades descobriram que ele tentou assassinar outra mulher em 2002, mas na época ele foi liberado ao alegar legítima defesa.

Melissa Ruiz-Ramirez estava caminhando em Everett, Washington, em 23 de maio, quando aceitou a carona de um homem que ela conhecia do condomínio de um amigo. Esse homem era Brian Miller.

Durante a carona, eles conversaram sobre como algumas das ruas e caminhos ao redor do condomínio eram perigosos. Miller supostamente levou Ruiz para seu trabalho e a esfaqueou nas costas com uma faca serrilhada de 30 centímetros. Mas as acusações contra ele foram retiradas após ele alegar que Ruiz-Ramires havia tentado roubá-lo.

O caçador de zumbis se mudou para o Arizona pouco depois, e seguiu sua vida tranquilamente.

Isto é, até sua dramática prisão na última terça-feira.

Também foi revelado que, no ensino médio, Miller esfaqueou uma mulher em um shopping de Phoenix, mas saiu da prisão após completar 18 anos.

Passado violento: Bryan Patrick Miller, 42, foi preso na última terça-feira acusado do assassinato de duas mulheres em 1992. Em sua página no Facebook ele se autodenomina de "O Assassino de Zumbi do Arizona". Foto: Facebook.

Passado violento: Bryan Patrick Miller, 42, foi preso na última terça-feira acusado do assassinato de duas mulheres em 1992. Em sua página no Facebook ele se autodenomina de “O Assassino de Zumbi do Arizona”. Foto: Facebook.

Bryan Miller em sua viatura policial não oficial patrulhando as ruas do Arizona em busca de zumbis. Foto: Facebook.

Bryan Miller em sua viatura policial não oficial patrulhando as ruas do Arizona em busca de zumbis. Foto: Facebook.

Miller, que notoriamente era obcecado por horror e fantasia, tinha uma viatura policial desativada que adquiriu em Washington e que dirigia pela cidade de Phoenix chamando a si mesmo de “O Caçador de Zumbis do Arizona”.

Ele criou uma página no Facebook especificamente para seu hobby, que ele descreveu como: “Manter o Arizona protegido das coisas que surgem à noite. Também disponível para o seu evento”.

Evidências de DNA recentemente coletadas por policiais disfarçados ligaram Miller aos assassinatos de Angela Brosso, 22 anos, e Melanie Bernas, de 17 anos.

As mulheres desapareceram em um intervalo de 11 meses, enquanto pedalavam por Phoenix.

Angela foi assassinada em Novembro de 1992 e seu corpo foi encontrado pouco depois de seu desaparecimento. Sua cabeça decepada foi encontrada 11 dias depois, no Canal do Arizona.

O corpo de Melanie foi descoberto a aproximadamente dois quilômetros e meio do de Angela, boiando na água, em Setembro de 1993. Seu macacão turquesa foi encontrado nas proximidades. Ela também estada pedalando na região do canal.

Angela Brosso e Melanie Berna foram assassinadas num período de 11 meses. As duas andavam de bicicleta por Phoenix quando desapareceram. Seus corpos foram encontrados a poucos quilômetros de distância um do outro e até a última terça-feira os casos não haviam sido solucionados. Foto: Reprodução Internet.

Angela Brosso e Melanie Berna foram assassinadas num período de 11 meses. As duas andavam de bicicleta por Phoenix quando desapareceram. Seus corpos foram encontrados a poucos quilômetros de distância um do outro e até a última terça-feira os casos não haviam sido solucionados. Foto: Reprodução Internet.

Os investigadores levaram seis meses para ligar os assassinatos através de evidências forenses, mas não conseguiram nenhum avanço até terça-feira, quando indiciaram Miller por dois crimes de sequestro e homicídio em primeiro grau e um crime de estupro.

A polícia afirmou que eles ligaram Miller ao caso através de DNA, mas se recusaram a dizer como eles obtiveram a amostra.

A polícia continuou a vasculhar a casa de Miller, próxima do North Mountain Park, na quinta-feira, e provavelmente permanecerá lá por alguns dias.

Uma bicicleta foi encontrada em uma barraca no quintal de Miller, mas autoridades disseram ainda não estar claro se ela pertencia a uma das vítimas.

Nenhuma das bicicletas das vítimas – nem a Diamondback roxa de 21 marchas de Angela nem a SPC Hardrock Sport verde de Melanie – jamais foi encontrada, sugerindo que o assassino pode tê-las guardado como troféus.

Miller se apresentou no tribunal na quarta-feira sem advogado.

De acordo com a polícia, durante o interrogatório ele negou qualquer envolvimento nos assassinatos.

Ele admitiu que morava na vizinhança na época dos assassinatos, e que pedalava nas ciclovias.

Jason Brosius, que trabalhou com Miller na época de sua prisão pela agressão em Everett, disse nunca ter visto o acusado exibir qualquer comportamento estranho.

“Ele era um cara meio calado, mas não era mais quieto que qualquer outra pessoa”, disse Brosius, que ainda trabalha na mesma empresa, uma fornecedora de acessórios para caminhões. “Ele nunca demonstrou nenhum sinal de loucura ou esquisitice para mim. Ele parecia bem certinho”.

Brosius lembrou como Miller se mudou logo após ter sido inocentado, sem comentar muito com ninguém.

“Ele voltou aqui, pegou as coisas dele e foi a última vez que alguém o viu”, disse Brosius. “Ele disse que estava voltando para o Arizona, e foi isso”.

A polícia afirmou que o assassino provavelmente possuía treinamento militar especial, dada a velocidade e brutalidade das execuções das mulheres.

“É provavelmente o assassinato mais brutal que já tivemos”, afirmou William Schira, um investigador da equipe do caso de Phoenix em 2012.

A polícia de Phoenix e a Divisão de Homicídios Não Solucionados lançaram um novo apelo por informações, na esperança de que alguém que vivia na área possa se recordar de qualquer coisa incomum entre seus vizinhos.

“Estamos convocando a população que morava naquela região na época para que pensem: ‘Quem possuía treinamento especializado e poderia parecer meio esquisito?'”, disse o sargento Troy Hillman, da polícia de Phoenix, na época.

Não se sabe se a prisão de Miller foi resultado daquele chamado.

De acordo com o perfil de Miller no Facebook, ele é pai de uma criança, trabalha como motorista para a Amazon, adora filmes de zumbi e convenções, e recentemente iniciou um relacionamento.

Uma postagem recente diz: “Eu tenho tido que lidar com algumas das piores rejeições que se possa imaginar, e algumas que foram excepcionalmente cruéis… eu sou desajeitado no que diz respeito a vários aspectos sociais da minha vida”.

Outra, de outubro do ano passado, diz:

“Meu aniversário é na sexta e normalmente eu odeio meu aniversário por bons ‘motivos’, mas este ano eu decidi celebrar meu aniversário durante todo o mês de outubro. Ver amigos, shows, comer, eventos automobilísticos, e simplesmente tentar aproveitar mais as coisas, e este fim de semana eu tenho a zombie walk e mais um dia de folga e então semana que vem tem o halloween e a FearCon”.

Com informações: Daily Mail.

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução por:

marcus

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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