Reportagem Retrô: As Criadoras de Anjos de Nagyrév

Reportagem Retrô é uma coluna do blog O Aprendiz Verde que traz reportagens, matérias e artigos antigos publicados em algum lugar do nosso tempo-espaço. Trazer essas matérias é uma forma de resgatarmos o passado e, por um instante, ter um vislumbre daquele registro de época.
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Reportagem Retro - As Criadoras de Anjos de Nagyrev - Capa

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A Reportagem Retrô de hoje foi publicada no jornal norte-americano The Milwaukee Sentinel em 23 de Novembro de 1929, e fala sobre as “Criadoras de Anjos de Nagyrév”, horda de serial killers mulheres que envenenaram dezenas de pessoas, em sua maioria homens, ao longo de pelo menos 18 anos.

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Na foto: página do The Milwaukee Sentinel de 23 de novembro de 1929, sobre as "Fazedoras de Anjos". Créditos: The Milwaukee Sentinel.

Página do The Milwaukee Sentinel de 23 de Novembro de 1929 sobre as “Criadoras de Anjos”. Créditos: The Milwaukee Sentinel.

100 Viúvas na Cadeia – Envenenadoras de Maridos


Budapeste, 14 de novembro – Rumores da “Eliminação” Massiva de Maridos Indesejados Fazem as Autoridades Reabrirem Dezenas de Túmulos no Quintal da Igreja do Vilarejo de Nagyrév, Hungria, Com Resultados Assustadores

Aproximadamente cem mulheres presas, os corpos de trinta maridos assassinados exumados e dois suicídios. Até o momento, este é o resultado da descoberta de um “grupo de criadoras de viúvas” na Hungria. Para espanto da polícia e horror dos homens casados, um plano massivo e eficiente de assassinato veio à tona, digno dos tempos mais sombrios.

Desde 1911 era possível que, por uma quantia razoável, qualquer esposa dos vilarejos de Nagyrév e Tiszakurt, nas margens do rio Tisza, tivesse seu marido enviado para um cemitério sem nenhum alarde, problemas ou perguntas. Este notável serviço de homicídios estava disponível apenas para mulheres casadas. Nenhuma mulher solteira teria um namorado infiel punido com a morte, e as “Criadoras de Viúvas” não livrariam um marido de sua indesejada esposa. Além disso, se uma mulher tivesse um casamento feliz, não sendo portanto uma cliente em potencial do sindicato, ela não seria introduzida à “sociedade secreta” das matadoras de maridos e, da mesma forma, as solteironas não sabiam nada a respeito.

O segredo era guardado a sete chaves e ninguém sabia quantos maridos haviam sido prematuramente enviados para debaixo da terra até que, algumas semanas atrás, a esposa do chantre de Nagyrév deixou escapar o segredo durante um acesso de fúria. Aparentemente o chantre, apesar de ser uma importante personalidade do vilarejo, havia voltado para casa várias vezes seguidas sob o efeito dos vinhos locais, para irritação de sua esposa. Uma vez que suas reclamações não estavam surtindo efeito, a mulher, que era abstêmia, afirmou que ficaria casada com um bêbado apenas pelo tempo que quisesse ficar.

O chantre deu uma olhada para sua cara-metade, percebeu que ela falava sério, e imediatamente ficou sóbrio. Aquilo não era uma ameaça de divórcio. O casal, como praticamente todo mundo nas redondezas, pertencia a uma religião que não permitia o divórcio. Apesar de ninguém jamais ter mencionado as “Criadoras de Viúvas” antes, já circulavam entre os homens rumores e boatos fantásticos sobre como, de alguma forma, alguns maridos surpreendentemente morriam de acordo com a conveniência de certas esposas.

Tudo aquilo passou pela cabeça do chantre quando ele percebeu que o amor de sua vida estava mordendo o lábio, como frequentemente fazia quando sentia ter falado demais. Não era à toa que circulava no vilarejo a história de que o médico vacinara a esposa do chantre com uma agulha de vitrola. Antes do amanhecer, ele conseguiu arrancar de sua esposa tagarela uma confissão.

A Confissão


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A vizinha deles, uma viúva de sobrenome Szabó, oferecera à esposa do chantre veneno suficiente para matar o marido e até demonstrou como administrá-lo – tudo isso por 120 penges (aproximadamente US$ 20 dólares) de entrada, mais 120 penges após o funeral e uma parcela final do mesmo valor quando tudo estivesse resolvido. A Senhora Szabó havia dito que podia garantir que o veneno funcionaria sem despertar suspeitas no médico, porque o havia testado em seu próprio marido e no próprio irmão.

O chantre sabia que seu velho amigo, o Senhor Szabó, ficara inválido e se tornado um estorvo para sua esposa antes de sua última e breve doença, mas ele ficou intrigado do porquê de ela ter matado o irmão. Descobriu-se mais tarde que ele havia feito um seguro de vida em nome da irmã, e ela precisava do dinheiro. 

As prateleiras da despensa da Sra. Fazekas, cada frasco preservado está preenchido com conservas envenenadas. Estes a mulher miserável vendia a preços altos para mulheres que queriam se livrar de seus maridos, pais e mães. The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

As prateleiras da despensa da Sra. Fazekas, cada frasco preservado está preenchido com conservas envenenadas. Estes a mulher miserável vendia a preços altos para mulheres que queriam se livrar de seus maridos, pais e mães. The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Na manhã seguinte, sem esperar o desjejum, o chantre procurou o oficial comandante da força militar do vilarejo. Naquela noite, depois que todos foram dormir, a polícia secretamente levou a viúva Szabó à cidade de Szolnok, onde um juiz rapidamente obteve dela os fatos. Ela havia, de fato, envenenado o marido e o próprio irmão, e conseguiu o material com outra viúva, Zsuzsi Fazekas, a parteira do vilarejo, que era igualmente eficiente em trazer pessoas a este mundo e mandá-las embora dele.

A Senhora Fazekas também foi presa e levada a Szolnok para um interrogatório. Mas ao final de dois dias, sem que o juiz tivesse obtido uma confissão da obstinada mulher, ela foi liberada para voltar para casa com a impressão de que havia despistado as autoridades. Durante este tempo, oficiais vasculharam a casa dela e descobriram evidências de um esquema de assassinatos, digno da Roma dominada pelos Bórgias.

No sótão da casa pertencente à mulher, que não era uma parteira licenciada apesar de ser a melhor enfermeira do vilarejo, eles encontraram escondido uma enorme quantidade de papel matamoscas, impregnado com arsênico. Entre as tábuas do assoalho do sótão e o teto do cômodo abaixo havia uma dúzia de garrafas cuidadosamente tampadas e cheias de água, nas quais aquele mesmo papel estava imerso. Nas outras garrafas havia uma solução saturada de arsênico da qual os papéis haviam sido removidos.

Ao coletarem amostras das garrafas e substituírem o líquido que haviam removido por igual quantidade de água, eles deixaram tudo de maneira que a mulher não suspeitasse que sua reserva de veneno havia sido descoberta. Por dois dias após seu retorno, o comércio de veneno continuou na casa dela como se nada tivesse acontecido, e então, como as autoridades esperavam, ela começou a coçar de curiosidade. Ela simplesmente tinha de descobrir se alguém havia aberto a boca, e avisar a todos os outros membros sobre o que fazer.

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As Visitas


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Na segunda noite após o seu retorno, Fazekas começou a fazer uma série de visitas. Com a cabeça coberta com um véu, em intervalos de poucos minutos ela olhava em torno com seus olhos velhos, mas aguçados, para certificar-se de que ninguém a estava seguindo. Não obstante, sua sombra ainda mais eficiente anotava cada casa que ela visitava. Também foi notado que em todos os casos ela conversou com uma mulher que havia ficado viúva pelo menos uma vez. Na noite seguinte, ela começou a tocar campainhas e terminou na da senhora Szabó, a vizinha do chantre.

A mulher que havia assassinado seu próprio marido e irmão retornara para casa sabendo que se cooperasse com as autoridades poderia se livrar mais facilmente daquilo. Um detetive estava escondido a uma distância audível quando a parteira a chamou, mas aparentemente algum alarme, talvez involuntário, foi transmitido pela viúva Szabó para a viúva Fazekas, porque após alguns comentários banais sobre o clima, a visitante foi direto para casa.

Percebendo que sua presa havia sido alertada, a polícia fez outra jogada. Na manhã seguinte, o coveiro do cemitério que ficava entre os dois vilarejos ficou espantado ao descobrir que a polícia lhe havia designado uma equipe de ajudantes e ordens para reabrir 11 túmulos. Nenhuma explicação foi dada, mas o procedimento chamou a atenção e levou ao local quase toda a população das comunidades. Entre elas estava a viúva Fazekas e as onze mulheres que ela havia visitado. As onze viram com desespero os escavadores revirando as covas de seus saudosos maridos.

Fotografia mostra o coveiro trabalhando e o médico examinando partes dos corpos desenterrados. Após exames preliminares na mesa ao lado da cova, vários órgãos dos corpos foram enviados para Budapeste (Instituto Médico Criminal para análises). Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Fotografia mostra o coveiro trabalhando e o médico examinando partes dos corpos desenterrados. Após exames preliminares na mesa ao lado da cova, vários órgãos dos corpos foram enviados para Budapeste (Instituto Médico Criminal para análises). Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

As doze mulheres e uma outra, também viúva, se agruparam e após vários sussurros se dispersaram. A décima terceira, que veio a ser Bálint Czordás, colocou suas melhores roupas e rumou para a capital húngara, seguida por agentes da polícia. Em Budapeste, ela entrou numa loja de produtos químicos e pouco depois foi vista saindo de lá com um rosto pálido e agitado, e os agentes logo descobriram o motivo. Ela havia perguntado se quando uma pessoa morre de envenenamento por arsênico, vestígios do composto permanecem no corpo. O químico lhe assegurou que o veneno pode ser detectado através de um teste bastante simples. Ela então quis saber se algo poderia ser encontrado se o corpo fora enterrado há tanto tempo que toda a carne desaparecera. A senhora pareceu surpresa ao descobrir que ele ainda poderia ser encontrado nas unhas e cabelos.

Czordás voltou à cidade, deu as más notícias à parteira e foi presa no caminho de volta. Junto com as onze viúvas cujos maridos estavam sendo exumados e a vizinha do chantre, ela foi levada para a prisão de Szolnok, onde a história sinistra das “Criadoras de Viúvas” rapidamente começou a ser desvendada. A parteira não estava com elas. Quando os agentes foram prendê-la, ela bebeu um copo de soda cáustica, usada para dissolver gordura de encanamentos, e morreu após uma agonia terrível e interminável. Ela deu a si mesma uma morte mais dolorosa do que a de qualquer uma de suas vítimas. As viúvas tentaram trocar as lápides do cemitério naquela noite, mas um policial de guarda as impediu.

Guardas húngaros vigiam as lápides no jardim da igreja em Nagyrév. Quando as covas dos mortos começaram a ser abertas pelas autoridades para saber se eles foram envenenados, as viúvas começaram a mudar as lápides de noite de modo que as lápides dos envenenados fossem postas sobre os que morreram de causas naturais. Por isso foi necessário colocar guarda policial para vigiar o cemitério até que as exumações terminem. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Guardas húngaros vigiam as lápides no jardim da igreja em Nagyrév. Quando as covas dos mortos começaram a ser abertas pelas autoridades para saber se eles foram envenenados, as viúvas começaram a mudar as lápides de noite de modo que as lápides dos envenenados fossem postas sobre os que morreram de causas naturais. Por isso foi necessário colocar guarda policial para vigiar o cemitério até que as exumações terminem. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

A História Vem à Tona


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A câmara receptora do cemitério foi transformada em um necrotério, onde a presença de arsênico nos onze corpos foi rapidamente detectada. Os corpos foram devolvidos aos túmulos e o composto também foi encontrado nos restos mortais do marido e do irmão da vizinha do chantre. Depois desses, outros mais vieram com o mesmo resultado, trinta maridos envenenados no total, na medida em que as confissões em Szolnok traziam à tona mais e mais crimes. E mais e mais viúvas eram presas até chegarem às quase cem que estão agora na prisão de Szolnok, acusadas de participarem do sindicato.

Homens, mulheres e crianças espiavam pelas janelas do pequeno necrotério os restos de homens que haviam morrido durante os últimos dezoito anos, e cujas viúvas haviam confessado tê-los tirado do caminho com um pouco do “remédio” da parteira.

Curiosos observam a partir da janela do necrotério do cemitério de Nagyrév onde médicos trabalham examinando alguns dos corpos exumados. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Curiosos observam a partir da janela do necrotério do cemitério de Nagyrév onde médicos trabalham examinando alguns dos corpos exumados. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Logo as confissões implicaram quase todas as viúvas em ambos os vilarejos cujos maridos deram seu último suspiro na cama durante a última década e meia. Assim, as autoridades simplesmente determinaram que todo homem casado que morrera a partir de 1911 deveria ser exumado e examinado. Atualmente, o cemitério se assemelha a um campo de batalha da última guerra e todas as viúvas terão a oportunidade de rever seus saudosos maridos. Até o momento, apenas duas mulheres e meia dúzia de crianças tiveram seus corpos desenterrados.

Atualmente há cerca de cem viúvas na prisão aguardando julgamento, e já se prevê que antes que o último dos testes seja realizado haverá muito mais prisioneiras. Algumas poucas delas, em vez de protestarem contra essa exumação coletiva, têm insistido nisso. Elas alegam que seus atuais esposos as abandonarão e que jamais conseguirão se casar novamente a não ser que lhes seja oferecida uma chance de provar que elas não faziam parte das “Criadoras de Viúvas”. Coincidentemente, todos os casamentos e noivados parecem ter sido suspensos na região. As cerimônias de matrimônio não devem acontecer novamente até que os julgamentos tenham acabado.

A Senhora Zsuzsi Fazekas, a parteira de Nagyrév. O monstro que vendia venenos que resultou no assassinato de mais de cem maridos e que cometeu suicídio no momento em que a polícia a cercava. À esquerda, visão da prisão de Szolnok, onde mais de cem mulheres aguardam julgamento pelo papel nos assassinatos. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

A Senhora Zsuzsi Fazekas, a parteira de Nagyrév. O monstro que vendia venenos que resultou no assassinato de mais de cem maridos e que cometeu suicídio no momento em que a polícia a cercava. À esquerda, visão da prisão de Szolnok, onde mais de cem mulheres aguardam julgamento pelo papel nos assassinatos. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Uma peculiaridade inesperada das exumações foi a descoberta, em alguns caixões, de garrafas contendo um sedimento ressecado do que evidentemente era a solução de arsênico com a qual o crime foi cometido. Em alguns deles também havia restos de pão e bolo saturados com o veneno. Isto aconteceu apenas quando a própria parteira estava encarregada do serviço. Ela utilizava este estranho método para retirar evidências de dentro da casa.

As confissões revelaram que Bálint Czordás era a segunda no comando, um tipo de vice-presidente do sindicato de assassinas. Ela confessou ter ajudado a envenenar vinte maridos e também, durante o período de fome que sucedeu a guerra, algumas crianças difíceis de alimentar. Na manhã seguinte à sua confissão, as autoridades quiseram fazer mais uma pergunta ou duas, mas ela cometeu suicídio durante a noite. Três outras viúvas, companheiras de cela, viram Bálint fazer uma corda com lençóis e se enforcar com ela, sem interferirem.

A enfermeira começou a coisa em 1911, ao mostrar à esposa de Lewis Takács como assassinar o marido. Vendo que Lewis foi parar numa cova sem maior alarde, ela iniciou o negócio de extermínio de maridos incômodos. Como parteira, ela tinha oportunidade de conversar em particular com as esposas, e se elas estivessem cansadas de seus maridos ela lhes mostrava uma saída. Como os cirurgiões, ela cobrava de acordo com a quantia que sua cliente podia pagar. Afirma-se que ela ajudou na morte de Takács por “caridade”. Mas ela jamais revelou que seu “remédio assassino” era apenas papel mata-moscas imerso em água. Ela tinha a ilusão de que o arsênico, dissolvido, não poderia ser detectado em um cadáver.

Uma das criadoras de víuvas sendo presa em sua casa de campo enquanto o chefe de polícia está dentro procurando por evidências incriminadoras. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Uma das criadoras de víuvas sendo presa em sua casa de campo enquanto o chefe de polícia está dentro procurando por evidências incriminadoras. Foto: The Milwaukee Sentinel, 23 de Novembro de 1929.

Uma das clientes envenenou dois maridos e havia comprado uma garrafa para o terceiro quando a polícia interveio. A viúva Palinka assassinou apenas um marido, mas a coisa funcionou tão bem que ela não conseguiu resistir e adquiriu mais veneno, despachando em dois anos outros seis membros da própria família – seus pais, dois irmãos, a cunhada e uma tia – para a sepultura. Ao fazer isso, ela herdou uma ótima casa e dois acres e meio de terra. Isto, entretanto, contrariava as regras do grupo, cuja iniciativa consistia apenas em matar homens, com uma ou outra criança ocasionalmente, mas nunca mulheres.

Palinka fazia seu trabalho com um floreio ostensivo. Primeiro, ela administrava uma pequena dose, suficiente apenas para causar na vítima um pouco de cólica. Então, para curá-la, ela corria até a cidade e retornava com uma garrafa de um caro remédio para estômago, do qual ela daria à pessoa doente generosas doses, na frente de todos, até que ela morresse. Obviamente, ela havia derramado o conteúdo original e enchido a garrafa com a água envenenada, obtida com a enfermeira.

Como em muitas outras partes da Hungria desde a guerra, aquela região era castigada pela pobreza e havia um racionamento rigoroso tanto no âmbito governamental quanto nos círculos privados. A carência do governo impediu uma supervisão médica adequada dos atestados de óbito, o que, com as conclusões precipitadas dos legistas sobrecarregados e mal remunerados, tornou possível o trabalho do sindicato assassino.

Nota do Aprendiz: Leia também nosso post sobre o caso:


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