Ivan Milat: Cartas do mais notório serial killer australiano são publicadas em livro

As cartas desconexas do mais notório serial killer australiano, que está cumprindo sete sentenças de prisão perpétua pela morte brutal de sete mochileiros, foram reveladas em um novo livro. ...
Ivan Milat - Tribunal

Trabalhador rodoviário, o serial killer Ivan Milat assassinou, pelo menos, sete pessoas entre 1989 e 1992. Foto: The Milat Letters .

Trabalhador rodoviário, o serial killer Ivan Milat assassinou, pelo menos, sete pessoas entre 1989 e 1992. Foto: The Milat Letters .

As cartas desconexas do mais notório serial killer australiano, que está cumprindo sete sentenças de prisão perpétua pela morte brutal de sete mochileiros, foram reveladas em um novo livro. 

Ivan Milat, 70, foi condenado pelo assassinato de sete jovens entre 1989 e 1992. Os corpos das vítimas foram enterrados na floresta de Belanglo, em Nova Gales do Sul. Há quase 20 anos, Milat mofa numa solitária do presídio de segurança Máxima Goulburn. 

Durante esse tempo, ele começou a escrever duas vezes por semana para seu sobrinho mais velho, Alistair Shipsey. 

Shipsey, 55, antigo membro de um grupo de motociclistas, compilou as cartas de Milat – incluindo uma nota a respeito da razão pela qual o assassino doentio arrancou seu próprio dedo na prisão – em um livro intitulado The Milat Letters (As Cartas de Milat, em tradução livre), a respeito do qual ele promete “você não vai conseguir parar de ler”. 

A descrição do livro diz: 

Inocente ou culpado? Este livro contém 94 cartas de Ivan Milat, que, atualmente, está cumprindo sete sentenças de prisão perpétua pela morte de sete mochileiros. 

Eles dizem que ele teve ajuda de uma ou mais pessoas – mas nós nunca saberemos. Ele continua a negar sua culpa nos assassinatos brutais que foram cometidos na floresta de Belanglo entre 1989 e 1992. Ele está preso há 20 anos agora. 

Um trecho de uma das cartas de Milat, escrita antes dele cortar seu próprio dedo com uma faca de plástico em janeiro de 2009, carinhosamente se refere a Shipsey como “Al”. 

O trecho diz: 

“Não, Al, eu nunca vou desistir, dizer que fiz isso ou algo do tipo, eu certamente não dou a mínima para manutenções veiculares que me permitiriam sair da HRMU. Eu realmente luto para lidar com esse lugar claustrofóbico de merda, sem janelas, é como um caixão de cimento. Eu sofro intensamente, às vezes, eu penso que as paredes se fecham, sem ar, é um sentimento de merda, não, eu nunca vou suplicar aos porcos. Eu vou enviá-los partes da minha mão primeiro, eu tenho considerado isso há um tempo e somente preciso de metade de uma razão para mostra-los como me sinto a respeito de suas ideias de merda, não muito que eles possam fazer comigo mais e, na minha idade, eu não me importo.” 

[Nota do tradutor: HRMU é sigla em inglês para Unidade de Gerenciamento de Altos Riscos, setor do presídio australiano em que Milat se encontra] 

O serial killer perdeu seu dedo mínimo da mão esquerdo depois que o decepou em uma tentativa de manda-lo em um envelope acolchoado para a Corte Suprema. O hospital de Goulburn foi incapaz de recolocar o dedo. 

Outra carta enviada por Milat ao sobrinho fala sobre a greve de fome que ele decidiu deflagrar depois de cortar seu próprio dedo. 

“Por sete dias depois de eu cortar meu dedo, eu estive trancado numa cela segura, com a luz ligada 20 horas por dia, sem percepção de tempo, é uma caixa de cimento, sem janelas ou aberturas. A melhor maneira para lidar com essa merda é não comer e, depois de alguns dias, eu tinha toda aquela dor em minha mão, então, depois de alguns dias, eu não me importava com o que aconteceria, levaram sete dias para negociar, como usualmente, a partir de quando concordei a começar a comer.” 

Em uma página do Facebook utilizada para propaganda do livro, Shipsey revela seus pensamentos a respeito do encarceramento de seu tio e culpa a mídia por não divulgar os fatos verdadeiros. 

“Essas cartas são reais, escritas pelo próprio Ivan, [o livro] foi escrito para aqueles que queiram lê-las, é único, você pode ler sobre o jeito em que ele vive na prisão de segurança máxima em seu caixão de cimento”, relatou o sobrinho do serial killer. 

Shipsey prometeu que nenhum dinheiro das vendas do livro irá para Milat, pois “ele não precisa de dinheiro onde ele está”. 

Eu compilei as cartas para deixar qualquer um ver que ele está no inferno, onde você quer vê-lo, então é interessante ver os comentários sobre suas dificuldades na luta por seu recurso, todos têm direito à justiça, algo que o vem sendo negado. 

Lembrem-se, a mídia pode dizer o que eles quiserem e as pessoas acreditam sem olhar para o fato verdadeiro. 

[Alistair Shipsey] 

O Assassino de Mochileiros 

The Milat Letters, de Alistair Shipsey.

The Milat Letters, de Alistair Shipsey.

Os dois primeiros corpos de vítimas de Milat foram descobertos em 19 e 20 de Setembro de 1992, quando dois corredores encontraram um cadáver em decomposição na floresta de Belanglo. 

A polícia, posteriormente, confirmou que os corpos eram das mochileiras desaparecidas Caroline Clarke e Joanne Walters. Walters havia sido esfaqueada 35 vezes e Clarke atingida 10 vezes na cabeça. 

As cruéis descobertas eram somente o começo de uma longa e extensa busca, que resultou na descoberta dos corpos dos australianos James Gibson e Deborah Everist, encontrados em Outubro de 1993. Em seguida veio o corpo esfaqueado de Simone Schmidl, encontrado em Novembro do mesmo ano. 

Dias depois, o corpo decapitado da mochileira alemã Anja Habschied (que também teve sua coluna espinhal decepada) foi encontrado junto com seu namorado Gabor Neugebauer em covas rasas separadas por 50 metros. 

O então superintendente de polícia Clive Small liderou uma investigação de sete meses, que culminou na prisão de Milat na manhã de 22 de maio de 1994. 

A captura, que levou a polícia a descobrir mais de 300 itens, incluindo pertences das vítimas e armas de fogo nas casas de Milat, seus irmãos e sua mãe, foi realizada no começo da manhã depois que o negociador de polícia, Wayne Gordon, conseguiu persuadir Milat – um psicopata controlador – a sair da casa. 

Como muitos serial killers, Milat mantinha “troféus” de suas caças. Ele guardou as camisas, sacos de dormir, garrafa d’água, fogão portátil e mochilas de suas vítimas no teto e nas cavidades da parede, no que ele descreveu como uma “caverna de Aladdin”, na casa onde foi preso há mais de 20 anos atrás. 

Em 2014, fotos dos troféus, que segundo o investigador forense Rod Milton proporcionavam prazer ao serial killer, foram revelados no livro “Milat”, publicado em 2014. 

A obra ainda apresenta detalhes da fita isolante, das cordas e das presilhas, incluindo coleiras improvisadas que Milat usou para amarrar e dominar os mochileiros. 

Milat foi condenado pelos sete assassinatos em 27 de Julho de 1996 e pela tentativa de homicídio, cárcere privado e roubo de Paul Onions. 

Ele recebeu sete sentenças de prisão perpétua e está hoje encarcerado na prisão mais severa da Austrália, a High Risk Management Correctional Centre, conhecida como Supermax, na cidade de Goulburn, sul de Sydney e próxima da floresta de Belanglo. 

Na prisão, Milat tem sido um ocupante problemático, tendo planejado escapar pelo menos uma vez e engolindo objetos metálicos na tentativa de ser tratado fora da cadeia.

Ivan Milat posando com uma de suas armas. Assim como o americano Robert Hansen, Milat gostava de caçar pessoas.

Ivan Milat posando com uma de suas armas. Assim como o americano Robert Hansen, Milat gostava de caçar pessoas.

O serial killer Ivan Milat.

O serial killer Ivan Milat.

O serial killer Ivan Milat fotografado na casa de seu irmão Alex em 1983 segurando uma relíquia da Primeira Guerra Mundial.

O serial killer Ivan Milat fotografado na casa de seu irmão Alex em 1983 segurando uma relíquia da Primeira Guerra Mundial.

Com informações: Daily Mail.

Esta matéria teve colaboração de:

Tradução

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