Serial Killers: Patrick Kearney, O Assassino da Estrada

Os Assassinatos do Saco de Lixo foram, sem dúvida, um dos mais hediondos crimes do século 20 e Patrick Kearney tem o seu lugar na mesma sala de serial killers de seu país como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer e John Wayne Gacy.
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Muitas Presas Disponíveis


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A década de 1970 foi uma época confusa para a juventude, principalmente para jovens homossexuais. A epidemia da AIDS ainda não era temida e a popularidade de saunas e bares gays convidava homens para sexo anônimo em parques e banheiros públicos. Foi uma época frenética, pós-paz e amor, o sexo não era mais um tabu e os homossexuais finalmente tomavam parte do que eles consideravam suas liberdades legítimas.

Na esteira do amor livre dos anos de 1960 em Haigh-Ashbury, São Francisco, jovens viajavam em massa para a Califórnia e muitos homossexuais viam o lugar como a casa que nunca tiveram. Jovens incompreendidos fugiam de pais insensíveis e durões, pedindo caronas em estradas até chegarem a Terra Prometida.

[No Haigh], adolescentes fugidos de casa eram os mais comoventes. Com 16, 15 anos ou até menos, eles vinham de toda parte do país, mais fugitivos do que qualquer grande cidade poderia absorver confortavelmente, muito menos um bairro relativamente pequeno. Alguns haviam deixado seus lares pela simples emoção… mas muitos outros, nas palavras de Joan Didion, eram ‘pateticamente despreparados’… eles eram crianças desequilibradas, aquele tipo sem habilidades sociais, com problemas em fazer amigos ou se adaptar em sua cidade natal, ou que tinha uma relação conturbada com os pais ou queria alguém mais compreensivo que o aceitasse e lhe dissesse o que fazer… assim, tantas ovelhas adolescentes indefesas naturalmente atraiam pastores e lobos.”

[Jeff Guinn. Manson, a Biografia, DarkSide Books, 2014. Página 108]

A maioria, evidentemente, não encontrava o que ansiavam. Muitos acabavam como garotos de programa, tentando ganhar a vida como podiam. Eles eram jovens, bonitos e estavam desesperados. E dentro deste grupo havia um alvo ainda mais fácil: os homossexuais. De acordo com o psicólogo Michael Evans, da Universidade de Berkeley, “Homossexuais são uma população cujo acesso, de forma anônima, é fácil“. Já o Sargento de Polícia Richard Sandberg, de Chicago, é mais direto: “Gays são presas fáceis.”

Predadores Trabalhando


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Em seu livro “Serial Killers – Anatomia do Mal”, Harold Schechter diz que a década de 1970 testemunhou um aumento tão acentuado no número de assassinatos sexuais promovidos por psicopatas que era como se de repente “um novo fenômeno de homicídio” tivesse entrado em cena.

“Por que isso aconteceu? Diversas razões já foram sugeridas e a maioria delas tem a ver com a mudança drástica nos hábitos sexuais precipitada pela revolução social dos anos 1960. Em reação aos inibidos anos 1950, a contracultura hippie pregava as alegrias de relaxar e ‘ser você mesmo’ – de livrar-se de todas as formas de repressão e entregar-se aos prazeres dionisíacos do sexo, das drogas e do rock and roll. Mas o inconsciente é uma caixa de Pandora e quando você liberta os instintos reprimidos, todos os tipos de forças – algumas estimulantes e criativas, outras assustadoras e destrutivas – jorram para fora.”

[Harold Schechter. “Serial Killers – Anatomia do Mal”]

E um velho hábito dos americanos acabou por facilitar bastante a vida desses psicopatas.

Pegar carona nunca foi (e nunca será) uma forma segura de transporte, mas nos anos 70, entrar no carro de um estranho era uma ocorrência bastante comum. Aos 18 anos, em 1978, o serial killer canibal Jeffrey Dahmer deu carona à sua primeira vítima quando esta levantou o dedo para ele no acostamento de uma estrada. E psicopatas como Dahmer fizeram a festa nessa época matando garotos que pediam carona. De acordo com Dennis McDougal, em seu livro “Angel of Darkness” (“Anjo da Escuridão”, em tradução livre), “Durante os anos 70 e começo dos 80, mais de uma centena de jovens pegaram carona nas estradas do sul da Califórnia e não viveram para contar a história.”

“…quase todos os jovens de Los Angeles faziam isso [pegar carona], mesmo estrelas do rock; era parte do estilo de vida amistoso da Geração Paz e Amor .”

[Jeff Guinn, Manson: A Biografia. DarkSide Books, 2014.]

Uma outra abordagem desses assassinos sexuais era frequentar bares na esperança de encontrar rapazes em um estado de embriaguez. Às vezes, homossexuais adolescentes estavam à procura de dinheiro, – ou apenas queriam sexo rápido e impessoal –, mas eles também procuravam alguém para desabafar suas frustrações, conversar com qualquer um que parecesse uma pessoa confiante e legal. Não raras vezes, para infelicidade de muitos, o cara legal seria, minutos depois, o pior de seus pesadelos.

Um Adolescente Desaparece


El Segundo, Condado de Los Angeles, Califórnia.

Por volta das 17h30 de um Domingo, 13 de Março de 1977, John LaMay, 17, disse a seu vizinho que estava indo para Redondo Beach ver um cara que havia conhecido numa academia no centro de Los Angeles, e cujo nome era Dave. LaMay não voltou para casa e, no dia seguinte, desesperada, sua mãe ligou para a polícia de El Segundo, cidade a cerca de 40 quilômetros de Los Angeles, afirmando que alguma coisa havia acontecido a seu filho. A polícia não deu atenção, mas anotou seu nome na lista de adolescentes que provavelmente haviam fugido de casa.

Dias depois, os restos mortais de LaMay, que era assumidamente homossexual, foram descobertos no acostamento de uma estrada ao sul de Corona, cerca de 200 quilômetros de Redondo Beach. Ele havia sido cuidadosamente esquartejado, o sangue drenado, as partes do corpo lavados e embalados ordenadamente em cinco sacos de lixo industrial. Cada saco havia sido selado perfeitamente com fita adesiva, e três dos sacos foram colocados dentro de um tambor de óleo vazio, os outros dois deixados no chão ao lado. A cabeça do garoto estava faltando, mas uma marca de nascença claramente identificava os restos pertencentes a John LaMay.

E mais macabro do que o assassinato do jovem era o fato de que ele não era o único a ter sido encontrado de forma semelhante. Nos doze meses anteriores, a polícia da Califórnia encontrou pedaços de corpos pertencentes a pelo menos oito pessoas.

Investigando o horrendo assassinato do jovem, detetives descobriram que a vítima havia dito a um vizinho que estava indo visitar alguém chamado Dave em Redondo Beach. LaMay supostamente havia conhecido Dave numa academia de Los Angeles e, investigando o nome, detetives o ligaram a um Dave que regularmente frequentava saunas gays em Los Angeles. Não demorou muito para que eles estivessem batendo na porta de uma modesta casa em Redondo Beach.

Quem atendeu a porta foi um casal homossexual: Patrick Kearney e David Hill. Os dois receberam bem os policias e pareciam tranquilos e inocentes, mostrando preocupação com o garoto desaparecido. Enquanto estavam lá, no entanto, alguma coisa chamou a atenção dos detetives: um carpete. Os sacos de lixo em que foram guardados os pedaços do corpo de LaMay continham fibras pregadas nas fitas adesivas que selavam os sacos. Um exame forense posterior confirmou que as fibras encontradas na fita adesiva que selava os sacos de lixos contendo os restos mortais de LaMay combinavam com as do carpete da casa do casal Kearney/Hill.  

Essa descoberta foi apenas o início de muitas outras que levou as autoridades a desvendarem um dos piores casos de assassinatos em série do século passado e a desmascarar o serial killer que entrou para a história como:

seta

Patrick Kearney - O Assassino da Estrada

Patrick Kearney & David Hill


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Patrick Wayne Kearney nasceu em 1940 no Texas (outras fontes citam Los Angeles como seu local de nascimento) e era caçula de três irmãos. Ele era magro, tímido, propenso a doenças e, claro, um alvo fácil para os valentões da escola.

“Ele afirma que quando criança foi muitas vezes espancado pelos colegas e chamado de bicha por eles embora ele estivesse interessado em garotas.”

[John McMullin, psiquiatra. Citado em Reading Eagle, “Trash Bag Killer is Charged Again”]

Mas o garoto tímido e magricela escondia por debaixo de sua áurea infantil um forte desejo de matar. Aos oito anos, Patrick já tinha pensamentos homicidas, e tais fantasias ficavam cada vez mais claras e detalhadas à medida em que ele crescia. O adolescente ridicularizado logo começaria a por em prática tudo aquilo que vinha a sua mente. Aos 13 anos, seu pai o ensinou a matar porcos, atirando neles atrás da orelha esquerda, aprendizado que ele usou posteriormente para matar outros animais, estripá-los e ter orgasmos entrando em contato com sangue e vísceras.

Quando tinha pouco mais de 20 anos, suas experiências sangrentas atingiram outro patamar. Na fronteira dos Estados Unidos com o México, mais especificamente nas cidades de Tijuana e San Diego, Kearney começou a pegar garotos em bares e pontos de ônibus, lugares onde homossexuais se reuniam, à procura de uma rapidinha nos arbustos. Eles eram fáceis de achar, fáceis de matar e seus corpos fáceis de eliminar no deserto. O primeiro assassinato conhecido ocorreu em 1962 quando, aos 22 anos, Kearney convidou um rapaz de 19 anos para um passeio em sua moto. Patrick atirou em sua cabeça, estuprou-o e mutilou seu cadáver. Poucas semanas depois, matou novamente: dessa vez foi o primo de sua primeira vítima, um rapaz de 16 anos que vira Kearney saindo de moto com seu primo. Um terceiro rapaz, Mike, foi morto no mesmo ano.

O jovem Patrick Kearney. Data desconhecida. Foto: Daily Breeze.

O jovem Patrick Kearney. Data desconhecida. Foto: Daily Breeze.

Em sua “outra” vida, Kearney era um cara completamente normal. Serviu o Exército e até se casou – um relacionamento que durou pouco tempo, entretanto. Em 1962 (outras fontes citam 1960), ele conheceu David Douglas Hill, casado e veterano do Exército. Dois anos antes, Hill havia abandonado o ensino médio e se juntado ao Exército, mas foi rapidamente dispensado após ser diagnosticado com um transtorno de personalidade não especificado. De volta a sua cidade natal, Lubbock, Texas, Hill se casou com sua namorada de ensino médio, mas a largou após conhecer Kearney. Os dois se mudaram para a Califórnia em 1967, onde Patrick conseguiu um excelente emprego como engenheiro aeronáutico na gigante Hughes Aircraft. David não trabalhava, mas cuidava da casa.

Mas ainda que ambos nutrissem um amor platônico um pelo outro, a vida a dois, ao longo de uma década, foi tumultuada e tempestuosa. O casal brigava frequentemente e, quando isso acontecia, Hill saia de casa e passava noites com amigos. Ocasionalmente ele viajava até Lubbock, mas sempre retornava.

Quando Hill estava fora, as frustrações de Kearney chegavam a um ponto de ebulição e só havia uma coisa que ele sabia que satisfaria seus sentimentos reprimidos de raiva: matar.

Em Junho de 1967, Hill convidou o namorado para um passeio no México onde eles se encontrariam com um velho amigo de Hill: George. Seis meses depois, George seria morto por Kearney.

Dois anos depois, Kearney comprou uma residência em Redondo Beach, local onde mataria várias de suas vítimas, incluindo John LaMay.

Raiva e Assassinatos


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Quando Hill saia de casa após as brigas, Kearney saia pela estrada. Ele pegava seu Volskwagen e vagava em busca de adolescentes pedindo carona ou jovens frequentadores de bares gays. De aparência inofensiva e mais parecendo um “tiozinho boa praça”, Kearney não tinha muitas dificuldades para fazer com que suas vítimas entrassem dentro de seu carro. Às vezes, dentro do carro, do nada, ele atirava na cabeça dos jovens com uma pistola calibre 22. Outras, ele dirigia pela estrada com a mão esquerda no volante, respeitando o limite de velocidade e, em seguida, atirava na vítima que estava no banco ao lado com a mão direita.

Kearney, então, dirigia pelas redondezas a procura de um lugar adequado, a fim de aliviar suas frustrações, destilar sua raiva e exercer seu poder. Assim que ele ficava sozinho com seus cadáveres, tirava suas roupas e mantinha relações sexuais com os corpos frios. A próxima etapa era o esquartejamento total do corpo com um serrote. De vez em quando, ele levava as vítimas até sua casa, onde as matava no banheiro, lavava meticulosamente cada parte do corpo e drenava o sangue, sem sequer deixar suas digitais no sangue seco.

Toda sua perícia em matar foi adquirida através de anos de experiência, mas ele também aprendeu lendo. Kearney mantinha vários recortes de jornais do serial killer Dean Corll, que matou 17 garotos em Houston, Texas, enrolando-os em sacos de lixo e os enterrando. Kearney estudou cuidadosamente os macabros crimes de Corll, coletando matérias de jornais e revistas sobre eles e analisando as formas de torturas e cenas dos crimes.

John LaMay e Robert Benniefiel, duas vítimas de Kearney, compartilhavam traços em comum: eram loiros e jovens. Foto: Reprodução Internet.

John LaMay e Robert Benniefiel, duas vítimas de Kearney, compartilhavam traços em comum: eram loiros e jovens. Foto: Reprodução Internet.

Como grande parte dos serial killers, havia um tipo específico que lhe chamava atenção: loiros esnobes, arrogantes. Tais garotos lembravam aqueles que o esnobaram ou lhe provocaram algum mal durante a adolescência. Às vezes, após matá-los e violar seus corpos, Patrick os espancava.

“Ele sentia como se suas vítimas tirassem vantagem dele devido a sua bondade. De acordo com relatórios médicos, [as vítimas] se assemelhavam a pessoas que o perseguiram quando criança.”

[The Argus Press, 22 de Dezembro de 1977]

Um Tempo Sangrento


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A incrível onda de matança de Patrick Kearney foi facilitada pela época. Naquele tempo, o Sul da Califórnia foi assolado por um grande número de psicopatas que infestavam as cidades e estradas. Os “Estranguladores da Colina”, Angelo Buono e seu primo, igualmente psicopata, Kenneth Bianchi, atuavam na mesma área de Patrick – e ao mesmo tempo –, sequestrando meninas, torturando-as, estrangulando-as e descartando seus corpos conforme a conveniência. O famoso e ainda não identificado “Assassino do Zodíaco” zombou da polícia e criou um reinado de terror com seus assassinatos aleatórios em São Francisco. Na mesma São Francisco, os “Assassinos Zebra” caçavam pessoas aleatoriamente com machetes; já Randy Kraft, um dos assassinos mais dementes da história, assim como Kearney, percorria estradas da Califórnia para sadicamente torturar e matar adolescentes homossexuais. William Bonin e seu parceiro Vernon Butts também eram serial killers de estrada que na época estavam matando um número incrível de jovens gays e descartando seus corpos nas rodovias.

Por isso, a polícia da época estava completamente atarefada, confusa e sem rumo. Eles não podiam dizer quantos serial killers havia e quantos desses assassinatos eram copycat. Mas, com a contagem crescente de corpos, eles começaram a notar algumas diferenças marcantes no modus operandi. Um dos assassinos, mais tarde identificado como Randy Kraft, pegava caronistas, gays, fuzileiros navais, ou qualquer um que ele achasse atraente. Ele então os drogava, torturava durante horas e os castrava, empurrando o que estava em sua mão – cabo de vassoura, galho de árvore, estaca, cueca ou os genitais da própria vítima – em seus retos. Ele costumava fazer isso enquanto a vítima ainda estava viva e gritando.

Já William Bonin estrangulava suas vítimas com corda, cabo ou camiseta da vítima antes de violar sexualmente os cadáveres e descartar o corpo em acostamentos de estradas.

O serial killer William Bonin passeia pelos locais onde matou acompanhado de oficiais. Data: Junho de 1983. Foto: YGNACIO NANETTI/OCR, OCR.

Acompanhado de oficiais, o serial killer William Bonin passeia pelos locais onde matou. Apesar de não conhecerem um ao outro, Bonin e Kearney atuavam no mesmo local e ao mesmo tempo. Data: Junho de 1983. Foto: YGNACIO NANETTI/OCR, OCR.

Mas um assassino destoava dentre os demais ao cuidadosamente desmembrar suas vítimas, limpá-las, e metodicamente embalá-las em sacos de lixo. Para estes crimes, a imprensa criou um nome: os “assassinatos dos sacos de lixo”. Entre os detetives que investigavam o caso, a piada era: assassinatos da “bicha em um saco”. Vocês devem saber de quem estou falando.

Na Caça do Serial Killer


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Assim que a polícia deixou a casa, Kearney destruiu todos os arquivos que mantinha do serial killer Dean Corll. Dias depois, as autoridades voltaram à casa do casal e pediram amostras dos pelos pubianos dos dois, bem como do animal de estimação deles, um cachorrinho. A dupla colaborou plenamente. Mais uma vez, os pelos pubianos de um deles, Kearney, combinou com os encontrados no corpo de LaMay. Dias depois, quando os policiais voltaram novamente, desta vez com um mandado de busca, o casal havia desaparecido.

Revirando a casa, a polícia encontrou uma serra com uma lâmina limpa e fresca, mas apenas pequenas gotas de sangue e tecidos puderam ser recuperadas. O sangue e os tecidos pertenciam a John LaMay. Eles também encontraram sangue residual por todo o banheiro, invisível a olho nu, mas bastante evidente para os peritos forenses. Uma fita adesiva também foi encontrada, e uma busca no escritório de Kearney, na Hughes Aircraft, ofereceu a prova definitiva: eram os sacos de lixo da empresa que ele utilizava para embalar os pedaços de suas vítimas. Uma rápida verificação e os detetives concluíram que aquele homem de aparência inofensiva era o responsável por mais de 20 grotescos assassinatos.


Acima o local em Redondo Beach onde, há 40 anos atrás, vários adolescentes foram mortos e desmembrados.

Cartazes com as fotografias de Kearney e Hill foram distribuídas por toda Califórnia. A mídia também fez sua parte com emissoras de TV, mostrando suas fotos. A pressão era grande e eles não tinham para onde fugir.

Quando viu que havia sido descoberto, Kearney, juntamente com Hill, fugiu para El Paso, Texas. Mas viver uma vida em fuga não era uma opção e, a pedido de parentes, a dupla voltou para a Califórnia e, às 13h30 de 1.º de julho de 1977, ambos entraram calmamente no escritório do Xerife do Condado de Riverside, apontaram para o cartaz de “Procurados” e disseram:

Somos eles!”

O cartaz de "Procura-se" utilizado pela polícia da Califórnia em busca dos amantes Patrick Kearney e David Hill. Data: Junho de 1977. Foto: © Tony Korody/Sygma/Corbis.

O cartaz de “Procura-se” utilizado pela polícia da Califórnia em busca dos amantes Patrick Kearney e David Hill. Data: Junho de 1977. Foto: © Tony Korody/Sygma/Corbis.

Os dois foram presos e fichados por suspeita de oito assassinatos e, no mesmo dia, o Ministério Público os denunciou em duas acusações de homicídio e a fiança foi fixada em U$ 500 mil dólares cada.

Kearney cooperou plenamente com a polícia. Ele disse que os assassinatos “o excitavam e davam para ele uma sensação de domínio.”. A ideia de machucar e matar alguém era sexualmente excitante. Quando os policiais o pressionaram sobre como era pegar um fuzileiro naval, o alimentar com comprimido e bebidas para depois matá-lo, Kearney os olhou como se dissesse “o que é que vocês estão falando?” Os policiais persistiram: “Qual a sensação de torturar? Como é colocar o pênis da vítima dentro do ânus dele? Enfiar galhos de árvores?” Kearney percebeu que os policiais estavam enganados. “Eu não sou o Estaca de Madeira”, disse ele. Patrick sabia dos crimes de outro serial killer de estrada pelos jornais; empalar, estrangular ou torturar suas vítimas não era o seu estilo. O negócio dele era limpo: uma bala na cabeça e pronto. Em um ponto do interrogatório, ele chegou a se ofender ao ser confundido com o serial killer que, posteriormente, descobriu-se ser Randy Kraft.

A Confissão de um Psicopata


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A investigação dos “Assassinatos do saco de lixo” começou oficialmente em 13 de abril de 1975, quando o corpo de Albert Rivera, 21, de Los Angeles, foi encontrado envolvido em sacos de lixo perto da Rodovia 74, no Leste de San Juan Capistrano. Mas, de acordo com Kearney em uma série de cartas e confissões para a polícia, tudo começou muito antes: no começo dos anos 60, na fronteira dos Estados Unidos com o México, nas cidades de Tijuana e San Diego. Para provar o que estava falando, Kearney levou os policiais até a cova onde enterrou uma de suas primeiras vítimas, conhecido apenas como George, atrás do apartamento dele e de Hill na cidade de Culver City, Condado de Los Angeles. A vítima foi morta ao final de 1967 (outras fontes datam 1968). A polícia escavou o lugar indicado pelo serial killer e encontrou um esqueleto com um único buraco de bala em seu crânio.

“Um esqueleto foi desenterrado quinta-feira no jardim da casa uma vez ocupada pelo casal de homossexuais acusados no caso dos ‘assassinatos do saco de lixo’. Patrick Kearney, um dos acusados, levou as autoridades até a casa em uma calma rua residencial atrás de um prédio em Culver City. Kearney, 37, e David Hill, 34, viveram na casa de 1968 até 1970. O xerife Ed Douglas disse que o nome do homem morto é George, mas não deu mais detalhes.”

[Associated Press, “Skeleton found killng case”, 8 de Julho de 1977]

Após matar George, um paranoico Kearney ficou quieto por mais de um ano. Ele já havia matado antes, mas George era um conhecido do casal e, por algum motivo, Patrick pensou que poderia ser pego. Mas o tempo foi passando e ninguém bateu em sua porta; ele, então, percebeu que realmente havia se safado de mais um crime hediondo. Um vizinho chegou a dizer às autoridades que ocasionalmente escutava o que pensava serem tiros, mas não tinha ideia de onde vinha, muito menos pensou que poderia ser seu vizinho matando pessoas.

Com os dias passando, Kearney escrevia cartas para a polícia detalhando seus crimes, os nomes das vítimas e os lugares onde os corpos poderiam ser encontrados. No mesmo dia que o número oficial chegou em 18, a 13ª vítima dos “Estranguladores da Colina” era encontrada.

Kenneth Bianchi, um dos "Estranguladores da Colina", testemunha contra seu primo igualmente psicopata, Angelo Buono, durante seu julgamento. Data: 6 de Julho de 1981. Foto: © Bettmann/CORBIS.

Kenneth Bianchi, um dos “Estranguladores da Colina”, testemunha contra seu primo igualmente psicopata, Angelo Buono, durante seu julgamento. “Não fiz porra nenhuma de errado. Por quê é errado se livrar de algumas bocetas fodidas?”, diria ele tempos depois. Bianchi, Buono, Bonin, Kearney e Kraft foram cinco serial killers que atuaram na mesma época no sul da Califórnia. Data: 6 de Julho de 1981. Foto: © Bettmann/CORBIS.

Hill não estava presente quando Kearney chegou em casa com John LaMay. O adolescente inocente, que queria apenas se divertir com um homem mais velho, teve o azar de, entre tantos outros homens, conhecer um psicopata que sentia prazer em matar jovens como ele. Patrick o convidou para assistir TV e foi até a cozinha pegar alguma de coisa de comer. Mas ele voltou com uma arma e, sem dizer nada, deu um tiro na parte de trás da cabeça de LaMay. Levou o corpo para o banheiro, onde o lavou e drenou seu sangue. Esquartejou-o com uma serra e embalou cuidadosamente os pedaços em sacos de lixo. Os sacos foram jogados no deserto, perto do acostamento de uma estrada. Kearney gostava de abandonar os restos no deserto, pois os animais e insetos removiam as evidências de forma rápida e eficiente.

“Coisas desapareciam muito rapidamente no deserto. Você pode colocar um pequeno animal em um formigueiro e ele desaparece bem em frente aos seus olhos.”

[Patrick Kearney]

De acordo com Dennis McDougal, Kearney, certa vez teve, o pneu furado durante uma de suas aventuras no deserto. Quando percebeu que o step também estava murcho, teve que chamar um reboque para levar seu carro até a borracharia mais próxima. E lá foi Kearney sendo rebocado pela estrada com sacos no banco de trás contendo braços, pernas, uma caixa torácica e intestinos.

Outra vez, ele trancou as chaves dentro do carro enquanto inspecionava possíveis locais para despejo. Levou horas até que ele conseguisse abrir a porta do carro com um cabide, nervosamente olhando ao redor o tempo todo enquanto pedaços de corpos humanos jaziam no porta-malas. Assim que ele os descartou, sentiu uma enorme sensação de alívio, realização e poder, uma emoção indescritível de estar no fio da navalha.

Julgamento


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“Ele fica sozinho em uma pequena cela, separado dos outros prisioneiros, silencioso com as autoridades, e ainda é um mistério para eles. Patrick Wayne Kearney, que os investigadores dizem ter cometido mais assassinatos do que qualquer outro na história deste país, espera julgamento na prisão do Condado de Riverside. O julgamento está marcado para começar em 5 de Outubro. Ele declarou-se inocente das três acusações de assassinato. Embora tenha sido acusado de três mortes, detetives afirmam que ele contou sobre 25 outros e que o número pode passar de 40.”

[Lakeland Ledger, “Kearney Awaits Trial”, 12 de Agosto de 1977]

Após ouvir durante três horas as evidências do caso, o Grande Júri recusou-se a indiciar David Hill. O promotor Byron Morton disse que “as evidências contra o Sr. Hill eram fracas”, acrescentando que grande parte da informação descoberta pelos investigadores de Riverside indicavam a inocência de Hill. Em outras palavras, não haviam provas para ligar Hill a qualquer um dos assassinatos. Kearney afirmou que seu amante nem sequer sabia dos crimes e que os cometera enquanto Hill estava fora. O advogado de Kearney, Malcolm MacMillan, criou um manto de sigilo sobre o caso e raramente repórteres e fotógrafos conseguiam chegar perto de Patrick. Enquanto o julgamento do macabro serial killer corria, Hill, agora livre, voltava para o conforto de sua cidade natal, Lubbock.

“David Douglas Hill, um dos dois homens originalmente acusados dos ‘assassinatos do saco de lixo’, foi libertado após o grande júri falhar em indiciá-lo. Entretanto, o grande júri indiciou seu ex-parceiro, Patrick Wayne Kearney, em três acusações de assassinato. O Capitão de Polícia Roger Denman disse que Hill, 34, se encontrou com seu sobrinho e ambos, junto com um advogado, deixaram o tribunal em um carro.”

[Eugene Register-Guard, 15 de Julho de 1977]

Reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre a condenação de Patrick Kearney. Data: 17 de Fevereiro de 1978.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo sobre a condenação de Patrick Kearney. Data: 17 de Fevereiro de 1978.

Contra o conselho de seu advogado, Patrick Kearney mudou sua declaração de inocente para culpado.

Seu advogado aconselhou-o a declarar-se inocente por razões de insanidade, mas o serial killer afirmou ser o responsável das três acusações de assassinato e pediu para ser sentenciado imediatamente, em um aparente movimento para evitar a pena de morte da Califórnia.

Sua ação foi discutível; a pena de morte no estado não entraria em vigor até Agosto de 1977. Todos os homicídios dele antecediam aquela época, então a pena de morte nunca foi uma opção para os promotores.

Em resposta ao seu pedido, em 21 de Dezembro de 1977, o Juiz do Tribunal Superior John Hews proferiu três penas de prisão perpétua sem possibilidade de condicional em sete anos para o assassino do saco de lixo.

Os três assassinatos pelos quais Kearney foi condenado foram os de Albert Rivera, 21, de Los Angeles; Arturo Marquez, 24, de Oxnard, e John LaMay, 17, de El Segundo.

Ligado a 32 assassinatos, Kearney foi posteriormente julgado e condenado por outros dezoito, recebendo 18 penas de prisão perpétua que, adicionadas às três anteriores, somou-se 21. Seu segundo julgamento ocorreu em 1978 e ficou famoso pelas frases do juiz Paul Breckenridge Jr. que, visivelmente incomodado com o caso, a todo momento tentava entender o porquê de um ser humano ter acabado contra a vida de tantos jovens.

Breckenridge Jr.: “Por quê? Por quê todas as mortes?… Eu tenho alguma obrigação com as 18 pessoas que você silenciou. As famílias deles querem saber porque. Você pode nos dizer por quê?”

Kearney: “Eu prefiro não responder, meritíssimo.”

“Este réu certamente perpetuou uma série horrível e terrível de crimes. Eu só espero que o conselho de liberdade condicional nunca o libere. Certamente ele merece qualquer punição deste tribunal. Ele parece ser um insulto a humanidade.”

[Paul Breckenridge Jr., Juiz]

Patrick Wayne Kearney chegando ao tribunal para o seu segundo julgamento. Data: 21 de Fevereiro de 1978. Foto: © Bettmann/CORBIS.

Patrick Wayne Kearney chegando ao tribunal para o seu segundo julgamento. Data: 21 de Fevereiro de 1978. Foto: © Bettmann/CORBIS.

Se todas suas confissões são verdadeiras, ele também matou duas crianças, de 5 e 8 anos; quatro vítimas nunca foram encontradas e pelo menos sete permanecem sem identificação.

Patrick Wayne Kearney tem hoje 77 anos e permanece encarcerado na Califórnia. Ele costuma escrever ensaios e tem até alguns publicados. Em 2001, David Hill apareceu no History Channel no episódio “Terrorizing the Cities”, da série “History’s Mysteries: Infamous Murders”.

Apesar de desconhecido e praticamente não falado, os Assassinatos do Saco de Lixo foram, sem dúvida, um dos mais hediondos crimes do século 20 e, na opinião deste que escreve, Patrick Kearney tem o seu lugar na mesma sala de serial killers de seu país como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer e John Wayne Gacy.

“Se os jovens quiserem um conselho, e estamos dando-o há pelo menos 50 anos, eu digo: não pegue carona.”

[Wyatt Hart, ex-Xerife da Califórnia. The Lewiston Journal. 19 de Abril de 1980]

Vítimas


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Vítima Nome Morte Idade Local
1 Desconhecido Primavera de 1962 19 Indio (Califórnia)
Kearney o levou até uma área de deserto e quando a vítima virou de costas levou um tiro na cabeça. O cadáver foi violado sexualmente e Kearney o deixou lá para os animais.
Vítima Nome Morte Idade Local
2 Desconhecido 1962 16 Indio (Califórnia)
Morto no mesmo local e da mesma forma que a primeira vítima.
Vítima Nome Morte Idade Local
3 Mike 1962 18 Indio (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Foi violado sexualmente e seu corpo deixado no deserto.
Vítima Nome Morte Idade Local
4 George Dezembro de 1967 Tijuana (México)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça enquanto dormia. Kearney levou o corpo até uma banheira onde o violou sexualmente. O cadáver foi desmembrado e enterrado nas redondezas.
Vítima Nome Morte Idade Local
5 John Demichik  26 de Junho de 1971 13 Inglewood (Califórnia)
O corpo de Demichik foi encontrado dois anos depois, em 9 de Fevereiro de 1973.
Vítima Nome Morte Idade Local
6 James Barwick Desconhecido 17 Califórnia (cidade desconhecida)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Seu corpo foi encontrado em 22 de Setembro de 1973.
Vítima Nome Morte Idade Local
7 Ronald Dean Smith Jr. 24 de Agosto de 1974 5 Lennox (Califórnia)
Primeira criança morta (por sufocamento) por Kearney. Seu corpo foi encontrado dois meses depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
8 Albert Rivera 13 de Abril de 1975 21 San Diego (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Kearney levou o cadáver para casa onde o sodomizou, esquartejou, embalou os pedaços em sacos de lixo e descartou numa rodovia.
Vítima Nome Morte Idade Local
9 Larry Gene Walters 10 de Novembro de 1975 20 Redondo Beach (Califórnia)
Morto na casa de Kearney, sodomizado e esquartejado. Os pedaços do corpo foram embalados em sacos de lixo e descartados em várias localidades.
Vítima Nome Morte Idade Local
10 Robert “Billy” Benniefiel Outono de 1976 17 Redondo Beach (Califórnia)
Aceitou a carona de Kearney após sua moto ter quebrado na estrada. Patrick atirou na parte de trás de sua cabeça, levou o corpo para casa, o sodomizou, esquartejou, embalou em sacos plásticos e descartou em vários locais. Nenhum dos sacos nunca foi encontrado.
Vítima Nome Morte Idade Local
11 Kenneth E. Buchanan 1 de Março de 1976 17 Redondo Beach (Califórnia)
Kearney atirou na parte de trás de sua cabeça e o estuprou. Milagrosamente Kenneth acordou horas depois e Kearney terminou o serviço atirando três vezes em sua cabeça. O corpo foi encontrado um mês depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
12 Oliver Peter Molitor 21 de Março de 1976 13 Redondo Beach (Califórnia)
Kearney deu carona ao adolescente e brincou de “médico” com ele, o que levou ao sexo. Então o matou, esquartejou o corpo, embalou em sacos de lixo e enterrou em vários locais diferentes do aterro de Palos Verdes, Condado de Los Angeles.
Vitima Nome Morte Idade Local
13 Larry Armedariz 19 de Abril de 1976 15 Califórnia (cidade desconhecida)
Caronista, Kearney o matou com um tiro na parte de trás da cabeça, levou o corpo para casa, o sodomizou, esquartejou e embalou em sacos de lixo para descarte.
Vítima Nome Morte Idade Local
14 Merle “Hondo” Chance 6 de Abril de 1977 8 Redondo Beach (Califórnia)
Segunda criança assassinada por Kearney. Como a primeira, Merle foi sufocado e levado até a casa do serial killer onde foi sodomizado. O corpo então foi descartado na Rodovia Angeles Crest onde foi encontrado um mês depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
15 Michael Craig McGhee 11 de Junho de 1976 13 Redondo Beach (Califórnia)
Atirou na parte de trás da cabeça do garoto, o estuprou, esquartejou, embalou em sacos plásticos e descartou numa estrada.
Vítima Nome Morte Idade Local
16 John “Woody” Woods 20 de Junho de 1976 23 Los Angeles (Califórnia)
Uma das vítimas mais velhas de Kearney, seu corpo foi encontrado um ano depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
17 Tony Stewart Sobrevivente 19
O único a sobreviver a uma abordagem de Patrick Kearney, Tony Stewart publicou em 2010 o livro “The Trash Bag Murderer” (“O Assassino do Saco de Lixo”). “Pessoalmente, eu não percebi nada de anormal ou peculiar em sua personalidade; ele aparentava ser calmo e bem articulado”, diz ele no livro.
Vítima Nome Morte Idade Local
18
Larry Epsy
17 Redondo Beach (Califórnia)
Aceitou uma carona de Kearney e foi morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Patrick fez sexo com o cadáver e o cortou em pedaços, colocando-as em sacos de lixo e descartando na estrada.
Vítima Nome Morte Idade Local
19 Mark Andrew Orach 6 de Outubro de 1976 20 Condado de Orange (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça, seu corpo foi encontrado no mesmo dia.
Vítima Nome Morte Idade Local
20 Wilfred Lawrence Faherty 28 de Agosto de 1976 20 Califórnia (cidade desconhecida)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Seu corpo foi encontrado no mesmo dia.
Vítima Nome Morte Idade Local
21 Randall “Randy” Lawrence Moore Agosto de 1976 16 San Diego (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça. Seu corpo foi encontrado dois meses depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
22 Timothy B. Ingham 15 de Novembro de 1976 19 Arredores de Indio (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça enquanto dormia. Kearney o esquartejou, descartou os restos mortais numa ravina e presenteou amigos no México com objetos da vítima.
Vítima Nome Morte Idade Local
23 David Allen Outono de 1976 27 Fallbrook (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça no acostamento de uma estrada. O corpo foi encontrado semanas depois.
Vítima Nome Morte Idade Local
24 Arturo Romos Marquez Fevereiro de 1977 24 Los Angeles (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça, esquartejado, embalado em sacos de lixo e descartado na estrada.
Vítima Nome Morte Idade Local
25 Nicholas “Nicky” Hernandez-Jimenez 23 de Janeiro de 1977 28 Los Angeles (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça, esquartejado, embalado em sacos de lixo e descartado na estrada.
Vítima Nome Morte Idade Local
26 John Otis LaMay 13 de Março de 1977 17 Los Angeles (Califórnia)
Morto com um tiro na parte de trás da cabeça, esquartejado, embalado em sacos de lixo e descartado na estrada. A investigação da morte de LaMay pôs um fim na onda de matança de Kearney que já durava mais de uma década.
Demais vítimas não foram identificadas ou seus corpos nunca foram encontrados.

Informações


.
Patrick Wayne Kearney - MugshotNome: Patrick Wayne Kearney

Conhecido como: O Assassino da Estrada; O Assassino do Saco de Lixo.

Nascimento: 24 de Setembro de 1939. Los Angeles, Califórnia.

Acusação: Assassinatos em série.

Vítimas: 28 confirmadas. Condenado por 21 assassinatos. Kearney confessou mais de 40 assassinatos.

Captura: 1 de Julho de 1977.

Período: 1962 a 13 de Março de 1977.

Local: Califórnia, Estados Unidos.

Status: Patrick Kearney tem hoje 77 anos e continua preso na California State Prison, em Mule Creek.

Fontes consultadas: [1] Guinn, Jeff. “Manson: A Biografia”, DarkSide Books, 2014; [2] The Argus Press. “Killings Helped Him Vent His Frustrations and Feel Powerful”. 22 de Dezembro de 1977; [3] Eugene Register-Guard. “Accused killer freed after jury fails to indict”. 15 de Julho de 1977; [4] Beaver County Times. “Murderer gets second life sentence”. 22 de Fevereiro de 1978; [5] Reading Eagle, “Trash Bag Killer is Charged Again”. 16 de Fevereiro de 1978; [6] Lakeland Ledger, “Kearney Awaits Trial”, 12 de Agosto de 1977; [7] The Lewiston Journal. “A killer travels them freeways in California”. 19 de Abril de 1980; [8] McDougal, Dennis. “Angel of Darkness”, Warner Books 1991; [9] Time Magazine, July 18, 1977 “Twenty-eight and Counting”; [10] Associated Press, “Skeleton found killng case”, 8 de Julho de 1977; [11] Patrick Kearney “The Trash Bag Killer”. Department of Psychology Radford University.

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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