Dayton Leroy Rogers: jurados decidem pela quarta vez se serial killer deve morrer

Pela quarta vez em 26 anos, um júri do Condado de Clackamas irá decidir se um dos mais famosos serial killers do Oregon deve morrer. Dayton Leroy Rogers enfrentou...
Dayton Leroy Rogers
O serial killer Dayton Leroy Rogers durante seu terceiro julgamento em 2006. Foto: Oregon Live.

O serial killer Dayton Leroy Rogers durante seu terceiro julgamento em 2006. Foto: Oregon Live.

Pela quarta vez em 26 anos, um júri do Condado de Clackamas irá decidir se um dos mais famosos serial killers do Oregon deve morrer.

Dayton Leroy Rogers enfrentou a pena de morte pela primeira vez em 1989 após ser condenado por torturar e matar seis prostitutas e descartar seus corpos em uma floresta a oeste de Molalla.

Mas o Supremo Tribunal do Oregon derrubou sua sentença três vezes.

Este quarto julgamento começou ontem (12/10) e deve durar cerca de três semanas.

O serial killer


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O reparador de máquinas de cortar grama de Canby viveu na obscuridade até ser acusado de assassinar Jennifer Lisa Smith, 25, em 1987. Ela quase foi decapitada. Testemunhas viram Rogers fugindo do local do crime, o estacionamento de um restaurante em Oak Grove. Eles forneceram informações que o identificaram. O psicopata foi sentenciado à prisão perpétua em 1988.

Enquanto aguardava pelo julgamento de Smith, a polícia descobriu os corpos nus de sete mulheres em uma área florestal perto de Molalla. As vítimas haviam sido esfaqueadas várias vezes e seus corpos mostravam sinais de tortura e mutilação.

Em 1989, Rogers foi condenado pelo assassinato de seis das mulheres e condenado à morte. Ninguém foi acusado do assassinato da sétima mulher, que apenas recentemente foi identificada, mas o serial killer é o principal suspeito.

O que muda neste novo julgamento?


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Mais de uma dezena de testemunhas morreram desde o primeiro julgamento, incluindo a maioria das 11 mulheres que testemunharam sobre seus bizarros encontros com Rogers. Os testemunhos antigos delas serão lidos no tribunal.

Entre os mortos está o Dr. George Suckow, um psiquiatra que afirmou que Rogers sempre será uma ameaça à sociedade.

Pela primeira vez, membros das famílias das vítimas poderão testemunhar graças a uma recente mudança nas leis do Oregon.

A promotoria


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Espera-se que a promotoria argumente em torno do que fez nos últimos três julgamentos: que a pena de morte é a única punição apropriada para o serial killer, dada a gravidade de seus crimes e sua profunda personalidade sádica.

Rogers amarrava as mãos e pés das vítimas, torturava e esfaqueava-as várias vezes, cortando fora os pés de algumas.

Promotores irão rever o histórico criminal de Rogers antes dos assassinatos em série. Em 1972, aos 18 anos, ele esfaqueou uma garota de 15 anos após levá-la a uma área florestal para fazer sexo. Um ano depois, ele atacou duas garotas e foi enviado ao Hospital Mental do Estado do Oregon. Em 1976, ele foi condenado em um caso de coerção após amarrar duas adolescentes caronistas no banco de trás de seu carro.

Se ele receber prisão perpétua, Rogers será colocado junto aos demais presos. Os promotores deverão argumentar que isso é um perigo para os outros detentos, já que não há garantia de que o psicopata não atacará alguém para satisfazer suas necessidades perversas.

A defesa


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Aos 62 anos, Rogers não é mais uma ameaça. Ele tem sido um preso modelo, um argumento que foi usado nos julgamentos anteriores.

Os jurados ouvirão sobre a educação disfuncional de Rogers, de como ele foi moldado por uma educação excêntrica e religiosa, disciplinado severamente, causando confusão sobre a sua sexualidade e violência.

Rogers foi atormentado por seu pai, que lhe mostrava pouca afeição e costumava matar animais de estimação da família, sufocando-os com gás ou atropelando-os com um carro.

Familiares de algumas vítimas podem pedir que Rogers receba prisão perpétua, afim de escapar do ciclo interminável de manobras legais que os obriga a reviver um passado triste.

A defesa pode também argumentar que é menos caro para os contribuintes se Rogers receber uma prisão perpétua, já que assim a sociedade não terá que pagar por anos de apelação sobre se ele volta ou não para o corredor da morte (que é o que ocorre atualmente).

Os jurados tem três escolhas: morte, perpétua ou perpétua com possibilidade de condicional. Se ele for condenado à morte, é possível que a pena não seja executado por anos. Seu caso automaticamente será apelado até a Suprema Corte do Oregon – o primeiro de 10 passos processuais que pode levar uma década ou mais.

Atualização


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Datyton Leroy Rogers, 62, foi condenado à pena de morte na última segunda-feira, 16. É a quarta vez que ele recebe a pena de morte, uma decisão simbólica já que o estado do Oregon não executa ninguém a quase 20 anos.

Na sexta-feira, 13, o serial killer falou aos jurados que não tinha o direito de dizer a palavra “desculpa” e que se sentia por ter tirado “oito preciosas vidas”.

Fonte: Oregon Live

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