Jack Levin: Poderá o FBI capturar futuros serial killers através da crueldade contra animais?

Por Jack Levin Juntamente com sua contagem anual de homicídios, estupros, roubos e assaltos, em fevereiro passado o FBI adicionou uma nova categoria que irá rastrear – crueldade animal....
Torturadores famosos de animais
Serial Killer Hadden Clark

Uma das diversões do menino Hadden Clark era perseguir outras crianças com sua bicicleta e deixar cabeças decapitadas de animais de estimação na porta daqueles que o aborreciam. Ao se tornar adulto, Clark matou pelo menos duas pessoas.

Por Jack Levin

Juntamente com sua contagem anual de homicídios, estupros, roubos e assaltos, em fevereiro passado o FBI adicionou uma nova categoria que irá rastrear – crueldade animal.

Há anos, criminologistas reconhecem haver uma ligação entre abuso animal e violência humana. Parece existir uma espécie de “efeito gradativo”, onde jovens problemáticos ensaiam com torturas a animais domésticos ou outros animais, antes de ferirem humanos.

Abusadores de animais são CINCO vezes mais propensos a cometer atos de violência humana (por exemplo, assalto e estupro), QUATRO vezes mais propensos a cometer crimes contra o patrimônio (tais como arrombamento e vandalismo) e TRÊS vezes mais propensos a cometer delitos envolvendo drogas.

Serial Killers frequentemente começam torturando e matando animais. O “Estrangulador de Boston” Albert DeSalvo aprisionava cães e gatos em caixotes de madeira e atirava neles com arco e flechas. John Wayne Gacy, que matou 33 homens e garotos em sua casa no subúrbio de Chicago, torturava perus atirando balões cheios de gasolina e depois incendiando as aves. Ted Bundy, que ceifou a vida de estudantes do sexo feminino em muitos campus de faculdades pelo Estados Unidos, mutilava cães e gatos quando era criança.

Na maioria dos casos, assassinos sádicos empregam em humanos os mesmos métodos de tortura que usavam em animais. Lee Malvo, um dos dois atiradores de Washington, usava estilingue e bolinhas de gude para matar gatos de rua.

Jeffrey Dahmer estrangulou e desmembrou 17 homens e guardou seus corpos em decomposição em barris de ácido. Durante sua infância, ele declaradamente matou animais para esfolá-los e mergulhar seus ossos em ácido antes de colocar suas cabeças em estacas no seu quintal.

A inclusão feita pelo FBI chamará a atenção para a severidade de um crime muito negligenciado. Ainda assim, as fragilidades já existentes nos bancos de dados do Sistema Nacional de Notificação de Acidentes (SNNA) também impactam negativamente na verossimilhança dos relatórios de ofensas contra animais.

O FBI fia-se principalmente em informações voluntárias de jurisdições policiais de todo o Estados Unidos, muitos dos quais se recusam a cooperar. Pelo mesmo motivo o qual as jurisdições cooperativas variam ano a ano, é impossível examinar tendências no cometimento de crimes mais sérios incluindo abuso animal.

Outro problema com o SNNA envolve a relutância das vítimas de apresentarem queixa na polícia. Num período de um ano, por exemplo, apenas 58 crimes de ódio contra pessoas com deficiência foram incluídos nos relatórios do FBI, ainda assim mais de 33 mil crimes de ódio foram denunciados anonimamente por pessoas com deficiência ao Departamento de Justiça. Muitos crimes contra pessoas não são denunciados, mas ao menos as vítimas têm a capacidade de denunciar as mazelas sofridas, diferente dos animais.

Geralmente também há um problema ao se definir crueldade com animais. O FBI define crueldade como:

“intencionalmente ou imprudentemente tomar atitudes que maltratem ou matem animais sem justa causa, tais como torturá-los, atormentá-los, mutilá-los, aleijá-los, envenená-los ou abandoná-los.”

Isso também inclui simples ou total negligência, abuso e tortura intencionais, abuso organizado como brigas de cachorro e zoofilia. No entanto, essa ampla definição é subjetiva e aberta a interpretação.

Não obstante os problemas associados ao SNNA, a decisão do FBI de incluir a crueldade contra animais entre os crimes hediondos no seu relatório anual é digna de reconhecimento. Relatórios de crimes contra animais devem encorajar a aplicação da Lei e a conscientização dos cidadãos da importância dos esforços para se reduzir a crueldade contra animais.

Atos frequentes de abusos sádicos a animais – especialmente com animais domésticos – podem servir como um sinal de alerta para identificar crianças que estejam precisando de ajuda. Podemos intervir em suas vidas antes que as coisas fiquem muito piores.

Jack Levin é o co-diretor do Centro de Brudnick de VIolência e Conclito na Northeastern University, e Arnold Arluke é o vice-presidente e diretor de pesquisa Investigação Forense Veterinária em Boston.

John Wayne Gacy - Torturador de Animais

Ted Bundy - Torturador de Animais

amosos torturadores de animais

Leia também: Crianças Psicopatas – Torturadores de Animais

Fonte: Can the FBI catch future serial killers using this test? The New York Post.

Com colaboração de:

Gustavo Saraiva

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“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (Platão)

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