China: após 28 anos polícia prende serial killer mutilador de mulheres

Polícia chinesa prende suspeito de ser o serial killer conhecido como "Jack, o Estripador da China"
Jack o Estripador Chines
Retrato falado do serial killer mutilador que escapou da polícia por 28 anos.

Retrato falado do serial killer mutilador que escapou da polícia por 28 anos.

Uma história que mais parece um filme: um serial killer que perseguia mulheres vestidas de vermelho; as estuprava, as degolava, as mutilava e, de algumas, removia os úteros. Uma equipe de investigadores que nunca desistiu de pegar o fantasma da morte que, assim como Jack, o Estripador, matava e desaparecia como por encanto. Por quase 30 anos este serial killer permaneceu nas sombras, até que a ciência forense revelou sua identidade.

De 1988 a 2002, 11 mulheres foram encontradas terrivelmente mutiladas na cidade de Baiyin, Província de Gansu, e na região da Mongólia Interior. Gargantas e seios cortados, órgãos sexuais mutilados, úteros removidos… Mas foi somente em 2004, 16 anos após o primeiro assassinato, que a polícia local assumiu que havia um serial killer à sólta após ligar todos os crimes ao mesmo psicopata. Um perfil do assassino em série divulgado na época dizia:

“O suspeito é um pervertido sexual que odeia mulheres. Ele é recluso e antissocial, mas paciente.”

Uma recompensa de 200 mil yuan (cerca de R$ 70 mil reais atuais) foi oferecido a quem desse alguma pista do assassino. Desde então, ele nunca mais atacou. A mídia o apelidou de “Jack, o Estripador da China”.

Anos se passaram e, sem pistas, a polícia de Baiyin chegou a coletar as impressões digitais de todos os homens da cidade, além de coleta de sangue para exames de DNA, mas não adiantou. Como seu colega britânico, parecia que o Jack chinês nunca seria pego. Até semana passada.

Gao Chengyong, um pacato dono de mercearia, com mulher, filhos, netos, e 52 anos, foi preso acusado de ser o terrível psicopata homicida em série. Ele confessou 11 assassinatos à polícia. Dentre as vítimas, uma garotinha de apenas 8 anos.

Chengyong foi ligado aos crimes através do DNA de seu sêmen e impressões digitais.

Gao Chengyong sendo escoltado pela polícia.

Gao Chengyong sendo escoltado pela polícia.

A casa onde Gao Chengyong morava com a família em Lanzhou, China. Ele foi preso acusado de assassinar nove mulheres em Baiyin e duas outras na Mongólia Interior. China Foto Press.

A casa onde Gao Chengyong morava com a família em Lanzhou, China. Ele foi preso acusado de assassinar nove mulheres em Baiyin e duas outras na Mongólia Interior. China Foto Press.

Gao conseguiu enganar a polícia por tanto tempo em parte porque, como morador de uma pequena aldeia, ele conseguia evitar a exigência de que todos os chineses deviam ser submetidos a coleta de impressões digitais. Mas este ano, um tio dele foi preso e uma amostra do seu DNA foi retirada. Assim a polícia determinou que o assassino de mulheres era um parente.

Pelo destino de seu conterrâneo Zang Yongming, não é preciso de muito esforço para saber o que os chineses irão fazer com ele.

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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