Por dentro do mundo dos psicopatas

Eles estão por aí, andando ao nosso lado. Apesar de sua existência ser conhecida desde os primórdios da humanidade, a ciência que os estuda ainda é nova. Tudo o...
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Por dentro do mundo dos psicopatas

Eles estão por aí, andando ao nosso lado. Apesar de sua existência ser conhecida desde os primórdios da humanidade, a ciência que os estuda ainda é nova. Tudo o que os envolve ainda é cercado de mistério e incógnitas.

*Este artigo foi escrito originalmente pelos colaboradores do blog o Aprendiz Verde para a edição Especial Nº 18 da revista Psicologia, editora Mythos. Edição publicada em 2015.

Você é alguém que não tem nenhum sentimento de culpa, arrependimento, vergonha ou remorso. Você não está preocupado com o bem-estar de qualquer pessoa, incluindo sua família ou colegas de trabalho. O conceito de ser responsável por suas ações não fazem sentido para você. Se algo de errado ou ruim é feito por você, isso simplesmente não o faz sentir nada. Se você se encaixa nessas definições, então me desculpe, mas há uma grande chance de que você seja um psicopata.

A psicopatia sempre fez parte da sociedade humana, e isso é evidente a partir da onipresença em mitos da história e literatura. A mitologia grega e romana é repleta de psicopatas, sendo Medeia a mais evidente. Psicopatas povoaram a Bíblia, pelo menos no Velho Testamento, talvez começando com Cain, e têm aparecido constantemente na literatura de todas as culturas desde que os humanos aprenderam a escrever em papéis. Do Rei Shahyar em “O Livro das Mil e Uma Noites” (século IX), passando pelos psicopatas de Shakespeare Richard III e Aarão, vilão em “Tito Andrônico” (1584-1590), e culminando com o corrupto chinês Ximen Qing, vilão do épico “Flor de Ameixa no Vaso de Ouro”, escrito em algum ponto da última Dinastia Ming (1368–1644) .

No século 20, psicopatas e sociopatas se tornaram estrelas de escritores e roteiristas que os usaram – muitas vezes com maestria – em suas novelas e filmes. O invejoso Tom Ripley de “O Talentoso Sr. Ripley” (1955); o Coringa de “Batman” (1940), Alex DeLarge de “Laranja Mecânica” (1962) ou o assustador Hannibal Lecter de “O Silêncio dos Inocentes” (1988) glamorizaram o mal que habita as ruas e trouxeram lucros exponenciais para a indústria de entretenimento, mas muitos dos personagens que vemos na TV ou cinema distorcem muito do que a ciência sabe sobre eles.

Quatro dos mais famosos psicopatas da literatura do século 20 ganharam as telonas em filmes à altura dos livros: Tom Ripley (Matt Damon, "O Talentoso Ripley", 1999); Alex (Malcolm McDowell, "Laranja Mecânica", 1971); Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, "O Silêncio dos Inocentes", 1991) e Coringa (Jack Nicholson, "Batman", 1989).

Quatro dos mais famosos psicopatas da literatura do século 20 ganharam as telonas em filmes à altura dos livros: Tom Ripley (Matt Damon, “O Talentoso Ripley”, 1999); Alex (Malcolm McDowell, “Laranja Mecânica”, 1971); Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, “O Silêncio dos Inocentes”, 1991) e Coringa (Jack Nicholson, “Batman”, 1989).

A ideia de que alguns seres humanos são aproveitadores inerentes e sem escrúpulos morais não é uma invenção midiática moderna. Desde o início, filósofos, pensadores e a religião tem notado pessoas que parecem vagar pela Terra com – como bem relatou o psiquiatra suíço Adolf Guggenbuhl-Craig – “almas vazias”. Um dos estudantes de Aristóteles, Teofrasto, foi provavelmente o primeiro a escrever sobre os psicopatas, ele os chamou de pessoas sem escrúpulos.

A psicopatia, cujo termo tem origem do grego e significa “psiquicamente doente”, foi utilizada ao longo do século XIX para definir qualquer doença mental. Voltando no tempo, em 1809, o francês Philippe Pinel utilizou a terminologia “mania sem delírio” em um caso clinico de manifesta impulsividade e comportamentos problemáticos. Vinte e nove anos depois, o psiquiatra francê Jean-Étienne Dominique Esquirol, discípulo de Pinel – dando continuidade ao trabalho do mestre -, mencionou a perturbação denominando-a como “monomania”. Esquirol defendia a ideia de que esta poderia provocar comportamentos criminosos.

Em 1857, o psiquiatra austríaco radicado na França Bénédict Augustin Morel, fez referencia a “loucura dos degenerados”. Segundo Morel, a loucura dos degenerados seria o conjunto de sintomas e sinais que, desencadeados por agentes externos (como álcool e tóxicos), suscitaria comportamentos degenerativos.

Cesare Lombroso (1835-1909).

Cesare Lombroso (1835-1909).

Uma das teorias que ficou muito conhecida foi a do italiano Cesare Lombroso. Ele acreditava que pessoas que cometiam crimes violentos teriam características físicas específicas, o “atavismo”, que foi descrito em seu livro l’uomo delinquente (O Homem Delinquente) de 1876. Em seu tempo, Lombroso foi admirado como o criminologista mais importante de sua era e o pai de algo chamado “antropologia criminal”, mas hoje ele é considerado um tipo excêntrico cujas teorias são motivo de piadas. Grosso modo, Lombroso sustentava que criminosos violentos eram seres selvagens, Neandertais que por conta de alguma falha evolutiva nasceram no mundo moderno. De acordo com o cientista, tais selvagens podiam ser identificados através de características físicas específicas (como crânios pequenos, testas inclinadas, dentes ruins, etc).

Vinte e oito anos depois, um dos grandes nomes da psiquiatria alemã, Emil Kraepelin (1856 – 1925),  cunhou o termo “personalidade psicopática”, que teria como característica fulcral o funcionamento amoral/imoral associado a uma conduta criminosa. Em 1923, outro alemão, Kurt Schneider, difundiu o termo criado por Kraepelin, caracterizando-a como um distúrbio de personalidade anormal e que não afetaria o organismo do sujeito e nem a sua cognição, ou seja, psicopatas eram pessoas com suas faculdades mentais em perfeito funcionamento.

O primeiro Manual de Diagnostico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-I) – que viria a se tornar a “Bíblia” para os profissionais da saúde mental – publicado em 1952 pela American Psychiatric Association, introduziu o termo “distúrbio sociopático da personalidade” com o intuito de padronizar a terminologia. Posteriormente, em 1980, a psicopatia passou a ser denominada “transtorno antissocial da personalidade”; ocorre então uma mudança significativa na caracterização do transtorno: ela passa a ser tratada através da perspectiva do comportamento criminoso, sendo crucial para o diagnostico que o indivíduo tivesse uma conduta de violação das normas sociais.

Em 1994, a quarta versão do DSM cunhou a terminologia “transtorno de personalidade antissocial“, podendo esta também ser designada como psicopatia. Os critérios para diagnóstico se tornaram bastante específicos, tendo como característica essencial o padrão invasivo e persistente de desrespeito, menosprezo e violação dos direitos do outro e das normas sociais. A manipulação é também uma componente muito forte, indivíduos psicopatas visam sempre algum ganho ou lucro. No que diz respeito às condutas, estas englobam quatro categorias:

  1. a destruição de propriedades;
  2. agressões a animais e pessoas;
  3. espoliação ou roubo e;
  4. outras violações de regras.

Em suma, podemos afirmar que a psicopatia é uma perturbação que apresenta características muito próprias em termos emocionais, comportamentais e relacionais, apresentando um registro patológico que desencadeia um funcionamento antissocial, mas não obrigatoriamente criminoso. Vale salientar que o indivíduo com o diagnostico de psicopatia apresenta maior tendência para a execução de comportamentos errantes e maior registro de reincidência, porem, o fato de ter o transtorno não significa, forçosamente, que o acometido cometerá algum crime ao longo da vida.

Muito embora o diagnóstico só possa ser feito a partir dos 18 anos, os comportamentos tem início na infância ou adolescência e estendem-se até a idade adulta.

Características e Diagnóstico


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Ted Bundy
, um dos mais famosos psicopatas da história, disse a um investigador de polícia que “Eu nunca soube o que fazia as pessoas quererem ser amigas. Eu não sabia o que eram interações sociais.”. Perguntado sobre suas vítimas, ele comentou:

“Eu não me sinto culpado por nada. Eu sinto pena de que quem se sente culpado. Eu não dou a mínima para aquelas pessoas.”.

As assustadoras frases de Bundy claramente resumem as principais características de um psicopata: uma pessoa insensível, manipuladora, sem empatia, impulsiva e incapaz de sentir culpa ou remorso. Eles não estão em uma posição de sentir pena ou se importar com o sofrimento que causam. Tudo gira em torno de satisfazer a si mesmo, não importando as consequências. O DSM-IV estabelece quatro critérios para o diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.

O critério (A) faz referencia ao padrão global de violação dos direitos dos outros e do desrespeito, com início na infância e subsistindo até a idade adulta; deve ocorrer desde os 15 anos e apresentar pelo menos 3 dos 7 respectivos itens:

  1. incapacidade de se conformarem com as normas sociais no que diz respeito a comportamentos legais, como é demonstrado pelos atos repetidos que são motivo de detenção;
  2. falsidade, como é demonstrado por mentiras e nomes falsos, ou contrariar os outros para obter lucro ou prazer;
  3. impulsividade ou incapacidade de planejamento antecipado;
  4. irritabilidade e agressividade, como é demonstrado pelos repetidos conflitos e lutas físicas;
  5. desrespeito temerário pela segurança de si próprio e dos outros;
  6. irresponsabilidade consistente, como é demonstrado pela incapacidade repetida para manter um emprego ou honrar obrigações financeiras;
  7. ausência de remorso, como é demonstrado pela racionalização e indiferença com que reagem após terem magoado, maltratado ou roubado alguém.

A pessoa deve ter no mínimo 18 anos (critério B), e apresentar desordens no comportamento antes dos 15 anos (critério C). Por fim, o comportamento antissocial não pode ser verificado exclusivamente durante a evolução de um quadro esquizofrênico ou de um episódio maníaco (critério D).

O escritor e professor da Universidade de Nova Iorque, Harold Schechter, diz em seu livro Serial Killers – Anatomia do Mal que psicopatas podem ser alheios a uma gama de emoções, mas se uma coisa parece certa é que eles sentem prazer e frustração. Muitos psicopatas são propensos a fazer escolhas que buscam maximizar o prazer e minimizar a frustração, e ao contrário da maioria das pessoas, eles costumam ter um pobre controle do impulso, recorrendo muitas vezes ao álcool e drogas. Em outras palavras, psicopatas anseiam por estímulos.

Foi o que descobriu o neurocientista americano Jim Fallon, que a décadas pesquisa o cérebro de psicopatas. Em um documentário da rede britânica BBC em 2011, Fallon disse que:

“Para chegar ao ponto de ficar satisfeito, alguns psicopatas fazem coisas extraordinárias. Um pode voar até Las Vegas e ficar bêbado, outro pode sair e ficar com várias prostitutas, cheirar cocaína ou, o mais extremo, matar e matar pessoas, repetidamente.”

Tom Parker, o tirânico empresário do Rei do Rock’ ‘n’ Roll Elvis Presley, foi diagnosticado como psicopata quando serviu o Exército dos Estados Unidos. De comportamento extremo e autoritário, o empresário era um psicopata do tipo que voava até Las Vegas e ficava bêbado. Ele gastava quase todo o seu dinheiro nos cassinos da cidade. Segundo Adam Victor, autor de “The Elvis Encyclopedia”, Parker torrou praticamente todo o dinheiro ganho com Elvis, cerca de US$ 100 milhões de dólares, em jogatina, bebidas e negócios mal feitos.

O exemplo de Parker é significativo porque foge do estereótipo do que o senso comum julga ser um psicopata. Quando pensamos em psicopatas, logo nos vem a cabeça alguém segurando uma moto-serra, como o personagem Leatherface, de “O Massacre da Serra Elétrica”, ou um serial killer do tipo Hannibal Lecter, o inteligentíssimo psiquiatra canibal dos romances do escritor Thomas Harris. Mas na vida real, a chance de você topar com alguém parecido é bastante remota. O psicólogo canadense Robert Hare estima que 1% da população geral seja psicopata, e apenas uma pequenina fração desses 1% são criminosos violentos como o goiano Tiago da Rocha, acusado de vários assassinatos em série de mulheres, moradores de rua e travestis em Goiânia, ou Francisco das Chagas, que matou mais de 40 crianças no Maranhão e Pará. Ao contrário, a maioria dos psicopatas não cometem crimes violentos como estupros ou assassinatos, eles se camuflam na sociedade, construindo famílias e forjando carreiras de sucesso. Bernard Lawrence Madoff, presidente da L. Madoff Investment Securities, era o retrato do homem bem sucedido, andava com milionários de Wall Street, da City Londrina e com políticos de Washington. Pomposo, dava festas de luxo e esbanjava dinheiro com a compra de helicópteros, lanchas e tudo de bom que o dinheiro podia comprar. Mas debaixo do terno, ele escondia uma personalidade psicopata que construiu e executou o maior golpe financeiro individual da história do capitalismo. Quando os investidores que confiaram seu dinheiro a Madoff descobriram a farsa, cerca de US$ 65 bilhões de dólares já haviam desaparecido.

Imagem de capa da revista New York Magazine de 2 de março de 2009 mostra Bermard Madoff como o personagem Coringa, de Batman. (AP Photo/ Darrow )

Imagem de capa da revista New York Magazine de 2 de março de 2009 mostra Bernard Madoff como o personagem Coringa. (AP Photo/ Darrow )

E por falar nos “psicopatas de terno”, como Madoff, segundo o psicólogo Paul Babiak, 1 em cada 25 líderes de negócio no mundo pode ser um psicopata. Seu estudo, primeiramente divulgado pela BBC Horizon em 2011, sugere que psicopatas disfarçam sua condição se escondendo atrás de seu status nas organizações. Mas como eles chegam ao poder? Usando um charme superficial e manipulando os que estão ao seu redor. Crescer em um ambiente saudável, com uma família boa, por exemplo, podem fazer psicopatas desviarem de comportamentos mais violentos e destrutivos. “Psicopatas realmente não são o tipo de pessoa que você acha que são. Sua tendência natural é a de ser charmoso. Pegue esse charme e misture-o na hora certa na linguagem de negócio, [e ele] parecerá um líder carismático.”, disse Babiak no documentário “Are we born good or evil?”

Assassinos ou enganadores, o que chama atenção é o fato destes indivíduos não se adaptarem às normas, o que provavelmente desencadeará inúmeros e repetidos atos que os levarão à prisão. Os psicopatas desrespeitam os desejos, sentimentos e direitos alheios, agem de maneira manipulativa, sempre enganando os outros com a finalidade de obter vantagens (que pode ser tanto no âmbito financeiro,  de estatuto social, sexo quanto poder). Constantemente podem mentir e ludibriar, simular sentimentos e usar nomes falsos. As decisões são tomadas por impulso e de forma impensada, obviamente sem levar em conta as consequências futuras, um bom exemplo disto são as mudanças frequentes de emprego, de casa e relacionamentos, pois os psicopatas vivem no presente e somente para o presente. Tendencialmente são agressivos e irritáveis, e com alguma constância, envolvem-se em brigas e lesão corporal, inclusive dirigidas aos mais próximos, como espancar filhos e o cônjuge.

Psicopatas também manifestam um imprudente desrespeito pela sua própria segurança. Comportamentos no trânsito incluem excesso de velocidade frequente, acidentes periódicos e condução em estado de intoxicação; comportamentos sexuais promíscuos e com alto risco, uso de substancias extremamente danosas, negligencia parental ao ponto de deixar de cuidar de um filho colocando-o em perigo, entre outros inúmeros atos também fazem parte do repertório comportamental do psicopata.

Em regra geral, são muito irresponsáveis, o que reflete no comportamento laboral, podem apresentar faltas regulares e sem justificativas plausíveis, passarem por longos períodos de desemprego mesmo com novas oportunidades de trabalho, abandono frequente do trabalho sem haver uma outra proposta em vista. Antes de efetuar um dos piores assassinatos em massa da história dos Estados Unidos, James Huberty pingou de emprego em emprego, cada um mais decadente do que o outro. Ia embora sem motivo aparente antes que pudesse se firmar em um. Em Setembro de 1983, sofreu um acidente de carro ao dirigir perigosamente e em alta velocidade e, como sequela, ficou com um tremor na mão.

Como não sentem remorso pelos seus atos, mostram-se indiferentes ou usam uma justificativa superficial quando causam danos aos outros, podem culpar as próprias vitimas por terem sido tolas ou supostamente responsáveis por suas próprias frustrações. “A sociedade teve a sua chance”, disse Huberty à sua esposa antes de dirigir-se à uma filial do McDonald’s em San Diego, Califórnia, e matar 21 pessoas.

Geralmente não compensam ou reparam a sua conduta danosa, acreditando que não se deve respeitar nada nem ninguém. Ao contrário, o psicopata pode fingir respeito ou remorso, mas apenas para manipular outra pessoa em benefício próprio.

Psicopatas estão por aí, andando ao nosso lado. Apesar de sua existência ser conhecida desde os primórdios da humanidade, a ciência que os estuda ainda é nova. Na verdade, tudo que os envolve ainda é cercado de mistério e incógnitas. A maneira precisa, por exemplo, de leis, juízes e oficiais de presídios lidarem com eles é uma questão complexa que implica muitos fatores, que vão desde os ligados a saúde aos políticos. Não podemos, entretanto, fingir que isso não existe, a psicopatia é real, pode ser diagnosticada de forma confiável e, porque não, num futuro próximo, ser tratada a partir do diagnóstico na infância e/ou adolescência.



Referências

[1] American Psychiatric Association (2002). DSM-IV-TR: “Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais” (4.ª ed., texto revisto, J. N. Almeida, trad.). Lisboa: Climepsi Editores

[2] Barra da Costa, J.M. (2013). “Perfis Psicocriminais. Do estripador de Lisboa ao profiler. Lisboa”: Pactor. 

[3] Nunes, L.M. (2011). Sobre a psicopatia e sua avaliação. Arquivos Brasileiros de Psicologia; Rio de Janeiro, v. 63, n. 2. 

[4] SHINE, S. K. (2000). “Psicopatia”. São Paulo: Casa do Psicólogo.

[5] Schechter, Harold. (2014). Serial Killers – Anatomia do Mal, DarkSide Books

[6] BBC Horizon. Are we born good or evil? (2011);

[7] Nash, Alanna. The Colonel: The Extraordinary Story of Colonel Tom Parker and Elvis Presley (2004);

[8] Victor, Adam. The Elvis Encyclopedia (2008);

[9] Hare, R. D (1998) Psychopathy, affect and behaviour. In Psychopathy: Theory, Research and Implications for Society (eds D. Cooke, A. Forth & R. Hare), pp. 105–-139. Dordrecht: Kluwer;

[10] Adolf Guggenbühl-Craig, The Emptied Soul: On the Nature of the Psychopath (Gary V. Hartman trans., Spring Publications 1999) (1980);

[11] Millon Theodore, et al. Historical Conceptions of Psychopathy in the United States and Europe. In: Millon, et al., editors. Psychopathy: Antisocial, Criminal and Violent Behavior. 1998. p. 3.p. 3

[12] Donnelley, Paul (2011). 501 Crimes Mais Notórios. Larousse.

[13] Michaud, Stephen; Aynesworth, Hugh (1999) The Only Living Witness: The True Story of Serial Sex Killer Ted Bundy (Paperback; revised ed.). Irving, Texas: Authorlink Press.

Com colaboração de:


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Rochele Kothe

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