Perfil Criminal (Parte 2) – O NCAVC e o Sucesso no Cinema

O NCAVC . Leia antes: Perfil Criminal   “Em uma das minhas entrevistas, John Wayne Gacy me presenteou com um colorido autorretrato de si mesmo vestido como um...

O perfil criminal chega ao cinema: O Silêncio dos Inocentes ganhou os cinco principais Oscars em 1992.

O NCAVC


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Leia antes: Perfil Criminal [Parte 1] 

“Em uma das minhas entrevistas, John Wayne Gacy me presenteou com um colorido autorretrato de si mesmo vestido como um palhaço. Na parte de trás havia uma inscrição: ‘Querido Sr. Ressler, você não pode esperar desfrutar da colheita sem primeiro trabalhar nos campos. Muitas felicidades e boa sorte, John Wayne Gacy, Junho de 1988’. Eu, então, perguntei a ele sobre o que ele estava se referindo. Ele respondeu: ‘Bem, Sr. Ressler, você é o profiler. Você é o FBI. Descubra.'”

[Robert Ressler]

Jeffers, bem como DeNevi e Campbell, relatam a história de como um detetive de homicídios de Los Angeles liderou o movimento para desenvolver uma base de dados nacional para crimes não resolvidos. Seu nome era Pierce Brooks e tudo começou com o assassinato de uma mulher em 1958. À medida em que ele estudava o crime, Brooks acreditava que o criminoso já havia matado antes. O investigador gastou suas horas de folgas e finais de semana na biblioteca à procura de incidentes semelhantes. Como ele acreditava que o assassino já havia matado antes, talvez houvesse algum assassinato noticiado em algum jornal que ele pudesse ligar ao criminoso. Brooks começou lendo artigos de jornais de Los Angeles e então passou a acompanhar jornais de outras grandes cidades. A tarefa parecia estar sem sorte, até o momento em que ele se deparou com um assassinato semelhante a um dos seus. Ele fez uma comparação de impressão digital entre os dois casos e encontrou um bom suspeito.

“Então ele foi para o seu chefe de polícia em Los Angeles e disse: ‘Olha, eu acho que precisamos comprar um computador, pesquisar estes tipos de casos e ver se não podemos combiná-los.’ O chefe zombou da ideia, porque um computador naquela época custaria $1 milhão e ocuparia um quarteirão da cidade.”

[Roy Hazelwood]

Brooks ligou uma sequência de três mortes a um serial killer, Harvey Glatman, que pedia às mulheres para posar para fotografias antes que ele as matasse. Glatman ficou conhecido como Lonely Hearts Killer (Assassino dos Corações Solitários). Casos como este fizeram Brooks concluir que investigadores de todo o país precisariam de um banco de dados centralizado. E ele nunca desistiu de pedir um.

O detetive Pierce Brooks, à direita segurando uma arma, durante reconstituição de um assassinato cometido por Jimmy Lee Smith (à esquerda). Data: 11 de março de 1963. (foto Don Cormier / Los Angeles Times)

O detetive Pierce Brooks, à direita segurando uma arma, durante reconstituição do assassinato cometido por Jimmy Lee Smith (à esquerda).
Data: 11 de março de 1963. (foto Don Cormier / Los Angeles Times)

Em uma reunião do subcomitê do Senado no Congresso dos EUA anos mais tarde, ele e outros apresentaram um caso para arrecadar fundos para comprar um sistema informatizado. John Walsh estava entre eles, e testemunhou sobre seu filho assassinado, Adam. A famosa escritora de crimes reais Ann Rule também testemunhou. Rule apontou para um grande grupo de serial killers que foram rápidos o suficiente para ir de estado a estado: Ted Bundy, Kenneth Bianchi, Gary Addison Taylor e Harvey Louis Carnigan. Ela disse que no caso de Bundy, de acordo com Jeffers, um sistema computacional poderia ter salvo até 15 vidas. Brooks relatou que seu próprio método de procurar crimes semelhantes era o mesmo há 25 anos, algo vergonhoso à luz da tecnologia computadorizada.

“Então no começo dos anos 80, Brooks conseguiu com que o Departamento de Justiça fizesse uma conferência na Universidade Estadual de Sam Houston, e foi quando o VICAP, Programa de Captura de Criminosos Violentos, nasceu. O caso Glatman despertou todo o processo. Ficou decidido que o FBI o executaria em Quantico e em 1985 nós contratamos Brooks para ser o primeiro diretor do VICAP, já que era sua ideia. Eu o encontrei e disse a ele, ‘Você trabalhou no caso Harvey Glatman’. Ele ficou surpreso. ‘Ninguém sabe disso’, disse ele. Eu disse a ele que havia estudado o caso. Ele terminou me dando as fotografias originais tiradas por Glatman. Então todos esses anos, de 1960 a 1985, Glatman fez parte da minha vida.”

[Roy Hazelwood]

Harvey Glatman

Os crimes do serial killer Harvey Glatman foram a semente para o programa NCAVC do FBI.

Como citou Hazelwood em uma entrevista a Katherine Ramsland, no início dos anos 80, Brooks conseguiu que o Departamento de Justiça organizasse uma conferência na Universidade Estadual de Sam Houston, e foi então que o VICAP, Programa de Captura de Criminosos Violentos (Violent Criminal Apprehension Program), nasceu. A semente para o VICAP veio a partir dos assassinatos em série de Glatman em 1960.

Assim, em 1985, foi criado o departamento do FBI NCAVC (Centro Nacional para a Análise de Crimes Violentos). Ficou acordado que o NCAVC teria a gestão dos agentes da BSU. Hoje, o NCAVC é conhecido como BSS (Behavioral Science Services, Serviços de Ciências Comportamentais), com uma Unidade de Apoio que oferece o Programa de Análise de Investigação Criminal (CIA), em que o perfil desempenha apenas uma parte. A CIA é uma abordagem multifacetada para muitos tipos de crimes, e divide uma investigação em quatro etapas claras.

  1. Determinar que um crime foi cometido;
  2. Tentar identificar com precisão o crime;
  3. Tentar identificar e apreender o agressor (perfil);
  4. Apresentar provas em tribunal.

Usando formulários padrões VICAP (revisados ​​e simplificados ao longo dos anos), os investigadores recolhem dados de departamentos policiais em todo os Estados Unidos sobre:

  • homicídios resolvidos;
  • homicídios não resolvidos;
  • tentativas de homicídios;
  • corpos não identificados nos quais se suspeita que a morte seja um homicídio;
  • e os casos de pessoas desaparecidas em que uma ação violenta pareça ter desempenhado um papel fundamental.

Em outras palavras, graças ao programa, um homicídio em Los Angeles pode ser ligado a um em Nova York cometido pela mesma pessoa; um anônimo assassinado no Missouri pode ser identificado como um fugitivo de Boston.

Todos os envolvidos esperavam grandes avanços com o programa. Na BSU, o banco de dados fez brilhar os olhos dos profilers. A ferramenta definitivamente ajudaria no desenvolvimento do perfil criminal. E por falar nele, ninguém imaginava que o profiling sairia de uma sala apertada e cruzaria as fronteiras do continente, culminando com o ganho dos cinco principais Oscars do cinema.

Cruzando o Continente – Um Caso Horripilante


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“Muito mais crimes ocorrem na alma humana do que no mundo externo. A alma do criminoso, como manifestada em suas ações, muitas vezes oferece uma visão sobre os mais profundos processos psicológicos da humanidade em geral.”

[C. G. Jung]

Um perfil pode ser útil mesmo depois que um criminoso é capturado, como ilustrado com o infame Andrei Chikatilo, o mais demente e prolífico serial killer russo [talvez até este ano]. De 1978 a 1990, ele violou, brutalizou e assassinou pelo menos 53 mulheres, adolescentes e crianças. Richard Lourie descreveu o caso em Caçando o Demônio (Hunting the Devil, 1993), e Robert Cullen lançou O Departamento do Assassino (The Killer Department, 1993), livro em que o sensacional filme da HBO, Citizen X, foi baseado. [Cullen e Lourie podem ser vistos no documentário “O Açougueiro de Rostov do Biography Channel].

Tentando restringir as possibilidades de suspeitos, o investigador-chefe Viktor Burakov, influenciado pelo o que sabia sobre o programa do FBI, pediu a vários psiquiatras que elaborassem um perfil. A maioria recusou, mas o Dr. Alexander Bukhanovsky concordou em estudar os poucos detalhes conhecidos, bem como os padrões das cenas dos crimes, para chegar a um perfil extenso. O assassino, disse ele, tinha desvios sexuais, com 25 a 50 anos de idade e cerca de 1,78 de altura. Ele achava que o homem sofria de alguma forma de inadequação sexual e cegava suas vítimas para impedi-las de olhar para ele – ou então para que a imagem dele não ficasse gravada na retina delas (uma superstição russa). O assassino brutalizou seus cadáveres, parcialmente por frustração e parcialmente para aumentar a sua excitação. Ele tinha dificuldades em obter alívio e o alívio só era atingido quando ele mutilava as vítimas. Com o perfil do “Açougueiro de Rostov”, Bukhanovsky se tornou o primeiro profiler russo da história.

Uma vez que Chikatilo foi pego (novembro de 1990), as autoridades da lei foram incapazes de obter a confissão de que precisavam desesperadamente. Ele foi preso sem nenhuma acusação e, pelas reis russas da época, um homem só podia ficar preso – sem acusação – durante nove dias. Eles não tinham provas contra ele, por isso queriam que ele confessasse. Eles sentiram que ele era o serial killer. No nono dia preso, as autoridades perceberam que ele não falaria nada e assim seria libertado. Então, Burakov teve a ideia de trazer o Dr. Bukhanovksy. Talvez o psiquiatra que escreveu o perfil do assassino anos antes conseguisse tirar alguma coisa do suspeito. De imediato, relatou Cullen, Bukhanovsky percebeu que aquele era o tipo de homem que descrevera em seu perfil de 1987. Muitos dos indicadores estavam lá – comum, solitário, não-ameaçador.

Ao contrário dos ameaçadores detetives russos, o psiquiatra veio com uma abordagem diferente e mais íntima. Pedindo permissão a Chikatilo, Bukhanovsky lentamente leu o perfil para Chikatilo, admitindo em alguns pontos que ele poderia estar enganado. Bukhanovsky descreveu a natureza da doença mental de Chikatilo e algumas possíveis razões para isso. À medida em que Chikatilo ouvia, notou que o psiquiatra descrevia sua vida secreta tão claramente que começou a tremer. Finalmente, ele cedeu e confessou que tudo o que Bukhanovsky dizia era verdade. Ele fez todas àquelas coisas horríveis e começou a confessar assassinato por assassinato, 56 no total, embora autoridades confirmassem com provas apenas 53 (31 mulheres e 22 homens).

O “caçador de mentes” Roy Hazelwood fala sobre o caso Andrei Chikatilo para o Biography Channel (veja mais neste link)

O FBI soube do caso e enviou um telegrama às autoridades russas, afirmando o quanto admiravam o trabalho de Burakov para capturar Chikatilo (a entrega desta notícia ao investigador principal do caso é um dos momentos mais marcantes de Citizen X).

O caso atraiu grande interesse da mídia, o mesmo aconteceu com outros, o que colocou de vez o perfil criminal no radar. Eventualmente, a BSU abriu suas portas para um escritor de ficção.

Fazendo a Festa no Oscar


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“Quando fomos a Nova Iorque conversar com o ‘Filho de Sam’ David Berkowitz, ele nos disse que nas noites em que não conseguia encontrar uma vítima para matar, ele voltava à cena de um antigo assassinato para reviver o crime e fantasiar a respeito. Isso foi um pedaço de informação para arquivar em algum lugar e ver se algum outro criminoso faria o mesmo.”

[Robert Ressler]

O escritor americano Thomas Harris teve permissão para ir a reuniões e aprender tudo o que podia sobre os Caçadores de Mentes, os homens que aperfeiçoaram o perfil criminal. Das suas pesquisas e idas à BSU, Harris escreveu os romances Dragão Vermelho (Red Dragon, 1981) e O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1988). Em 1991, O Silêncio dos Inocentes foi adaptado para o cinema com direção de Jonathan Demme e Anthony Hopkins e Jodie Foster nos papéis principais. Hopkins, no papel de um psiquiatra canibal e serial killer, e Foster uma estagiária do FBi que aspirava entrar na BSU. O filme hoje é considerado uma obra-prima do cinema e ganhou os cinco principais prêmios da Academia do Oscar, incluindo melhor filme. A película trouxe grande fama para a BSU, algo que ela já tinha entre especialistas, mas era desconhecida da população comum geral. O filme foi considerado um grande benefício – mas nem tanto.

DeNevi e Campbell dizem que o chefe da unidade na época, Roger Depue, foi o modelo para o personagem Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes. Outras fontes indicam que Ressler (ele mesmo já confessou) foi o modelo, enquanto outras dizem que John Douglas, que afirmou que Harris passou muito tempo com ele, assim como a equipe de filmagem, foi o modelo. Douglas descreve em Mindhunter como ele mostrou a Scott Glenn, o ator que interpretou Jack Crawford, algumas fotos de cenas de crimes como uma maneira de ele entender como era a vida de um profissional do FBI. No entanto, nem Harris nem os produtores do filme nunca disseram quem foi o real modelo para Jack Crawford, profiler chefe da BSU no filme.

O perfil criminal chega ao cinema: O Silêncio dos Inocentes ganhou os cinco principais Oscars em 1992. Na imagem Jonatham Demme (prêmio de melhor diretor), Jodie Foster (melhor atriz) e Anthony Hopkins (melhor ator). Foster interpretou uma estagiária do FBI que aspira entrar na BSU e se tornar uma profiler. (AP Photo/Reed Saxon)

O perfil criminal chega ao cinema: O Silêncio dos Inocentes ganhou os cinco principais Oscars em 1992. Na imagem Jonatham Demme (prêmio de melhor diretor), Jodie Foster (melhor atriz) e Anthony Hopkins (melhor ator). Foster interpretou uma estagiária do FBI que aspira entrar na BSU e se tornar uma profiler. (AP Photo/Reed Saxon)

Na história, uma jovem agente em formação, Clarice Starling (Jodie Foster), é enviada para o manicômio do brutal serial killer e canibal, Dr. Hannibal Lecter, para obter informações sobre a mente de “Buffalo Bill”, um assassino em série que possivelmente está com uma mulher como refém. Buffalo Bill foi baseado em uma combinação de Ted Bundy, Gary Heidnik e Ed Gein. Já Lecter, cujas matanças são “refinadas” e foi considerado louco, teve o personagem baseado em um assassino mexicano chamado Alfredo Ballí.

Segundo DeNevi e Campbell, os caçadores de mentes da BSU examinaram o roteiro e sugeriram mudanças importantes, mas, aparentemente, a única concessão que tiveram foi uma mudança no nome da Unidade. Por isso, muito do que foi mostrado no filme está, na verdade, longe da realidade. O Silêncio dos Inocentes é um dos melhores filmes da história, mas é apenas uma obra de ficção. Dentre os pontos negativos em relação ao perfil criminal, está a infeliz impressão deixada pelo filme de que jovens agentes podem se tornar profilers sem ter qualquer experiência de campo (uma estagiária em um caso real e complexo?) e que agentes femininas podem ser deixadas sozinhas com assassinos perigosos – até mesmo sair por conta própria para tentar pegá-los.

O filme foi um sucesso tão grande que uma sequencia foi escrita. Hannibal também tornou-se um bestseller e virou filme – mas foi ainda mais ridículo em termos de investigação e da psicologia de serial killers. Com Hannibal (2001), a divisão entre o que o público, naquele momento, acreditava saber sobre a BSU, e o que realmente os agentes da BSU faziam, estava aumentando.

Em meio a tudo isso, vários dos primeiros profilers da primeira geração haviam se aposentado do FBI e agora estavam escrevendo livros sobre suas experiências. Leitores mal podiam esperar. Eles começaram a ser vistos como super-detetives, uma espécie de Sherlock Holmes contemporâneo. Esta ideia gerou uma série de televisão, Profiler, onde uma agente do FBI tinha poderes extra-sensoriais de visão. Graças, em grande parte, à mídia, o perfil criminal passou a ser visto não apenas como uma entre muitas ferramentas de investigação criminal, mas como A ferramenta principal. Desenvolver um perfil parecia ser uma garantia de que um serial killer seria pego, e os profissionais que poderiam fazer isso foram julgados como portadores de habilidades de outro mundo. Em resposta, serial killers ficcionais foram redesenhados para se tornarem adversários à altura (daí a concepção popular de que serial killers são assassinos super inteligentes).

Com o número de obras ficcionais crescendo cada vez mais, o perfil criminal pareceu ser vítima do seu próprio sucesso. Uma vez na mídia, o estrago se tornou inevitável. A ficção não tem compromisso com a realidade e o problema disso é o desentendimento. As pessoas, por algum motivo, acreditam em tudo que veem na TV. Milhares de pessoas veem, por exemplo, um episódio de CSI e acreditam que um assassino pode ser pego em 30 minutos ou que o perfil criminal é infalível.

No final dos anos 90, quando o perfil criminal já era uma realidade de conhecimento público, começou o mal-entendido da mídia sobre o que era um perfil. Jornalistas procuravam qualquer um que pudesse fornecer um perfil a priori de algum assassino ou, pior, que pudessem oferecer um perfil num programa ao vivo 10 minutos depois da descoberta de um corpo. O erro mais comum era a visão de que o perfil seria uma espécie de modelo ou lista de traços para certas categorias criminais, as quais se podia medir pessoas para ver se elas eram ou não suspeitas viáveis. Isso é conhecido como perfil prospectivo, semelhante ao perfil racial, o que não era o que os profissionais da BSU estavam fazendo. Por exemplo, a mídia poderia perguntar, “Qual é o perfil de um anjo da morte e uma enfermeira se encaixa nisso?” Obviamente, essa é a pergunta errada. Mais precisamente, os policiais interessados ​​em um perfil perguntariam: “O que você vê nesta cena do crime? Quais traços ou comportamentos em uma pessoa podemos estar procurando?”

Investigadores responsáveis ​​resistiram à demanda da mídia, mas sempre havia pessoas dispostas a bater no rótulo “profiler” e oferecer o que fosse necessário. As ideias e frases estavam disponíveis, graças à ficção e ao cinema. Alguns até mesmo começaram a oferecer seminários curtos que fraudulentamente formava jovens novatos como profilers.

Como todas as coisas que sobem rápido, descer não estava longe. Como o perfil não é uma técnica exata ou algo milagroso e seu sucesso se confia na informação disponível e na habilidade e experiência da pessoa que a interpreta, havia espaço para erros.

“Você tem que ter cuidado para que as informações que você esteja usando sejam precisas e completas”, escreveu Gregg McCrary. “Se há informações lá fora que não foram coletadas, isto pode afetar a precisão do perfil.” Ele escreveu um editorial para o Congressional Quarterly em 2003 afirmando ainda que:

“Se o profiler ou os dados estão comprometidos, também está o potencial para se ter um resultado bem-sucedido.”

Tais erros poderiam ter sido absorvidos e esquecidos, mas o brilho da mídia era muito intenso para que isso acontecesse. A linha entre um simples erro e os charlatões e profissionais que procuravam o centro das atenções ficou tênue, e o caso de amor que a mídia tinha com a elaboração de perfis finalmente atingiu o fim da lua de mel. Virando a casaca, muitos jornalistas começaram a questionar a eficiência da técnica, procurando e dando visibilidade apenas aos erros. Psicólogos insatisfeitos com a forma como o perfil havia sido promovido, por pessoas sem treinamento psicológico, começaram a ser ouvidos, e não economizavam nas palavras ao dizer como era um método pobre. Erros em casos de visibilidade fechava o menu da queda.


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Fontes Consultadas


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[1] Pinizzotto, A. J. , & Finkel, N. J. (1990). Criminal personality profiling: An outcome and process study. Law and Human Behavior, 14, 215-233.

[2] Kocsis, R. N., Irwin, H. J., Hayes, A. F., & Nunn, R. (2000). Expertise in psychological profiling: A comparative assessment. Journal of Interpersonal Violence, 15, 311-331.

[3] A Psychological Analysis of Adolph Hitler – His Life and Legend. Walter C. Langer Office of Strategic Services -Washington, D.C.

[4] Baltimore Sun – The FBI’s John Douglas spends his days profiling criminals, 11 de março de 1991. Disponível em: http://articles.baltimoresun.com/1991-03-11/features/1991070079_1_serial-killers-killer-ted-bundy-douglas

[5] Citizen X, HBO Home Video, 2000. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TMVEvD_hq7M

[6] Casebook. Disponível em casebook.org

[7] Criminal Profiling, FBI. Disponível em vault.fbi.gov

[8] Russell Vorpagel, 1998. Profiles in Murder: An FBI Legend Dissects Killers and Their Crimes 

[9] Mccrary, Gregg. Philpin, John. Are criminal profiles a reliable way to find serial killers? – CQ Researcher – Congressional Quarterly

[10] Blog o Aprendiz Verde – Robert Ressler, o homem que entendia serial killers

[11] Gregg O. McCrary – The Unknown Darkness Profiling the Predators Among Us, 2004

[12] Nigel Blundell – Serial Killers: Murder Without Mercy, 2011

[13] Michael Newton – A Enciclopédia De Serial killers, 2000

[14] The FBI Files: Season 2 – Ep 14 “Killer Abroad” – Discovery Channel

[15] Stephen Giannangelo – The Psychopathology of Serial Murder, 1996

Colaboração de:


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Sheeza

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