51 serial killers que nunca foram pegos

“O assassinato em série pode, na verdade, ser um fenômeno muito mais antigo do que imaginamos. As histórias e lendas difundidas sobre lobisomens e vampiros podem ter sido uma...
51 serial killers que nunca foram pegos

51 serial killers que nunca foram pegos - capa

“O assassinato em série pode, na verdade, ser um fenômeno muito mais antigo do que imaginamos. As histórias e lendas difundidas sobre lobisomens e vampiros podem ter sido uma maneira de explicar atrocidades tão abomináveis que ninguém nas pequenas e coesas cidades da Europa e da América colonial podia compreender as perversidades que agora aceitamos como algo corriqueiro. Monstros tinham que ser criaturas sobrenaturais.”

[John Douglas, Mindhunter]

Podemos afirmar que serial killers existem desde quando os humanos começaram a ser humanos. O assassinato de um da mesma espécie não é novidade para cientistas que todos os anos descobrem vestígios de tal prática em alguma caverna milenar da África ou Europa. Se por um lado não podemos especificar qual foi o primeiro assassino em série da história, por outro podemos afirmar que as características dos crimes dos assassinos em série da antiguidade são praticamente as mesmas dos modernos. Não muda nada na verdade. Alguns crimes foram motivados por desvios sexuais enquanto outros por inclinações religiosas, financeiras ou por patologias aberrantes: o desejo de comer a carne do outro, de beber o sangue…

Registros de serial killers existem a partir do momento que o ser humano passou a registrar a sua história. Como bem relatou John Douglas, alguns crimes eram tão aberrantes que as sociedades supersticiosas da época não acreditavam que podiam ter sido cometido por humanos, daí as lendas de lobisomens e vampiros, que por sua vez originaram os contos de fadas macabros que posteriormente foram suavizados pelos irmãos Grimm – chegando até nós “bem bonzinhos” pela Disney. Serial killers “sobrenaturais” que cometeram crimes aberrantes e que sobreviveram a passagem do tempo incluem os “lobisomens” Gilles Garnier e Peter Stubbe. Mil e quinhentos anos antes de Garnier e Stubbe, homens esfaqueados eram encontrados aos montes nos esgotos de Roma – obra de um serial killer. Tais crimes nunca teriam chegado ao nosso conhecimento se o autor não fosse ninguém menos do que Nero. Décadas depois, ao virar Imperador, Nero confessaria os crimes com um entusiasmo sádico aos seus pares.

Os assassinatos em série cometidos por Nero há dois mil anos atrás chegaram até nós devido à notoriedade de sua figura histórica. Agora imagine quantos serial killers desconhecidos tivemos ao longo dos tempos? Milhares, certamente. Até mesmo nos dias de hoje, centenas de serial killers desconhecidos em todo mundo trabalham tranquilamente. E isso se deve a vários fatores, que vão desde a incapacidade da polícia em ligar assassinatos similares até à astúcia desses predadores. Prova disso é o caso Israel Keyes. E por falar neste americano, mesmo os Estados Unidos, o país mais avançado no planeta no entendimento de serial killers, também é o país onde provavelmente existem mais serial killers que não foram pegos. Isso mostra o quão escorregadios eles são. Há quem diga que para cada serial killer capturado, há dezenas de outros nas sombras, matando sem serem detectados pelas autoridades. 

Compilamos neste post 51 casos de serial killers que nunca foram pegos. Partimos do século 19 até os dias de hoje (pelo fato dos registros serem mais claros). Misturamos casos famosos e desconhecidos. Obviamente que existem milhares de outros casos ao longo da história, alguns registrados já outros se perderam no tempo. Agora uma coisa é certa: serial killers só param de matar se forem presos ou morrerem. Eles são animais, mas também inteligentes. Ao ler os casos abaixo, vocês ficarão com a sensação de que esses serial killers nunca pegos mataram muito mais do que lhes foram atribuídos. Jack, o Estripador parou de matar em novembro de 1888? Bom, ou ele morreu ou fugiu para matar em outro lugar, já que toda polícia de Londres estava em sua cola. E Zodíaco? Cinco assassinatos e desapareceu? Ele mesmo confessou mais de 30. Zodíaco certamente pode ter continuado sua onda de matança em outro lugar que não São Francisco ou talvez dado um tempo ao ver que toda a polícia da Califórnia estava em seu encalço. Já em outros casos, como vocês verão a seguir, o serial killer pode ter constituído família e parado. Parado completamente? Bom, ele pode arranjar uma viagem de negócios, cruzar o país, matar uma mulher e voltar para o aconchego do lar. E este assassinato nunca será ligado a ele, então fica o entendimento de que ele “parou”. 

http://www.darksidebooks.com.br/category/crime-scene/

1. O Aniquilador de CriadasEstados Unidos


Onde: Austin, Texas, Estados Unidos | Período: Dezembro de 1884 a Dezembro de 1885

Em uma época em que a ciência forense não havia sido inventada, muito menos o termo “serial killer”, um psicopata aterrorizou a cidade de Austin ao matar sete mulheres, incluindo uma adolescente de apenas 12 anos.

Três anos antes de Jack, o Estripador aparecer, esses assassinatos em série se escalaram em brutalidade e praticamente se perderam na história. O maior estudioso do caso, Skip Hollandsworth, afirma que as vítimas do Aniquilador de Criadas, também conhecido como Assassino da Meia-Noite, eram “mutiladas por machados, facas, tijolos e até mesmo hastes de ferro que eram enfiadas em seus ouvidos”.

A primeira vítima foi uma criada negra chamada Mollie Smith, que foi “estripada e aberta como um bezerro em um açougue”. Autoridades da lei suspeitaram de um ex-namorado, apesar dele possuir um álibi. À medida em que os assassinatos continuavam, “oficiais de polícia negligentes e detetives particulares racistas” concentraram suas atenções nos “jovens negros analfabetos”. Mas, posteriormente, alguns se convenceram de que o assassino era “um homem diabólico, mas brilhante… um homem levado a destruir uma mulher após a outra de forma quase ritual”.

Tempos depois, quando Jack, o Estripador começou a estripar prostitutas em Londres, detetives ingleses levantaram a hipótese de que o Aniquilador de Criadas poderia ter se mudado para a Inglaterra.

O caso é descrito em detalhes no ótimo The Midnight Assassin, de Skip Hollandsworth.

Obs.: na imagem acima, duas vítimas do Assassino da Meia-Noite: Eula Phillips e Susan Hancock. Foto: AUSTIN PUBLIC LIBRARY/AUSTIN HISTORY CENTER.

Jack o Estripador - serial killer

2. Jack, o EstripadorInglaterra


Onde: Whitechapel, Londres, Inglaterra | Período: 31 de Agosto a 9 de Novembro de 1888

O mais famoso serial killer da história da humanidade nunca foi capturado. Jack, o Estripador foi o apelido dado ao homem que perpetuou uma horrenda série de assassinatos de prostitutas no distrito de Whitechapel, Londres, de agosto a novembro de 1888.

O assassinato de prostitutas era um crime relativamente frequente antes de o Estripador inaugurar sua trajetória de mortes. As vítimas tinham as gargantas cortadas e alguns órgãos internos removidos. Os corpos mutilados eram deixados nos becos escuros do bairro.

Oficialmente foram cinco vítimas, mas é possível que Jack tenha matado mais mulheres. Na época, pelo menos 11 crimes semelhantes foram ligados ao psicopata pela mídia. Todos os crimes foram cometidos à noite, sempre aos fins de semana.

O assassino teria enviado três cartas a jornais. Mas duas delas teriam sido forjadas por jornalistas para aumentar a publicidade em torno do caso. Ambas mencionam a alcunha “Jack, o Estripador”, criada pela imprensa. A outra, a mais famosa delas, chama-se “Do Inferno” (nome dado a um filme do caso com Johnny Depp). Uma das passagens mais sombrias dizia:

“Envio-lhe metade de um rim preservado que eu tirei de uma das mulheres. O outro pedaço eu fritei e comi, estava muito agradável”.

As investigações tiveram a colaboração de um número incomum de gente para a época. Mais de duas mil pessoas prestaram depoimento, mais de 300 foram investigadas e 80 foram detidas para interrogatório. Mas, como os procedimentos forenses da época eram pouco precisos – sem contar o talento do assassino e o contexto violento e supersticioso da região -, o caso jamais foi concluído. As investigações terminaram em novembro de 1891.

O Estripador de Manágua - serial killer

3. O Estripador de Manáguanicaragua


Onde: Manágua, Nicarágua | Período: Dezembro a Janeiro de 1889

Em janeiro e fevereiro de 1889, jornais do mundo inteiro noticiaram o brutal assassinato de seis mulheres em Manágua, Nicarágua. O Boston Evening escreveu:

Chicago, Fev. 6. Um despacho de Manágua, Nicarágua, por Nova Orleans, diz – Jack, o Estripador, de Whitechapel, mudou da cena dos seus horríveis assassinatos, ou então encontrou um ou mais imitadores nesta parte da América Central. As pessoas estão chocadas por seis dos mais brutais assassinatos jamais cometidos naquela região. O assassino desapareceu sem deixar rastro para identificação. Todas as vítimas eram mulheres de vida igual àquelas que encontraram o seu destino pelas mãos do assassino de Londres. Misteriosamente elas foram encontradas assassinadas, e as evidências apontam para métodos idênticos. De fato, cada detalhe dos crimes e características são idênticas aos horrores de Whitechapel”.

O Times de Londres reportou que duas das vítimas foram “massacradas além do reconhecimento” com seus rostos “horrivelmente cortados”.

Como Jack, este serial killer nicaraguense estripador de prostitutas desapareceu tão rápido quanto apareceu. Ele nunca foi capturado e diversas teorias surgiram, muitas afirmando que ele era o estripador londrino. Em Jack the Ripper: the 21st Century Investigation, Trevor Marriott afirma que os assassinatos ocorridos em Manágua e Londres foram perpetuados pelo mesmo assassino, que seria um marinheiro.

Béla Kiss - serial killer

4. Béla Kisshungria


Onde: Cinkota, Budapeste, Hungria | Período: 1903 a 1914

A horrível verdade sobre o húngaro Béla Kiss foi descoberta dois anos após ele marchar em direção aos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Durante dois anos, ninguém na pacata Cinkota viu ou ouviu sobre ele, talvez ele tivesse morrido na guerra, pensou uns. Então, em 1916, alguém decidiu ver o que tanto fedia em alguns tambores que ele guardava em sua propriedade. Havia sete grandes latões de metal e dentro havia corpos de mulheres, algumas com cordas ainda enroladas no pescoço, já outras tinham furos no pescoço, o que implicava que o assassino havia drenado o sangue. Uma busca no local revelou mais corpos, um total de 24.

A macabra descoberta fez a polícia ir mais a fundo na vida do psicopata, descobrindo como ele sistematicamente ludibriava mulheres propondo casamento. Com anúncios em jornais, mulheres que estavam em busca de amor eterno acabavam sendo presas fáceis. Cerca de 175 mulheres responderam aos seus anúncios, mas o número total de vítimas nunca pode ser contabilizado.

Apesar dos esforços das autoridades húngaras para encontrá-lo pela Europa, Béla Kiss nunca foi capturado.

Leia mais sobre esse Barba Azul em nosso post:

Vale Nahanni - serial killer

5. O Caçador de Cabeças do Vale NahanniCanadá


Onde: Vale Nahani, Territórios do Noroeste, Canadá | Período: 1910 a 1946

Um mistério de aspecto quase sobrenatural assombra o sinistro mas bonito Vale Nahanni, localizado a sudeste da cadeia de montanhas Mackenzie, território canadense. Notícias publicadas ao longo das décadas diferem no número de vítimas e datas, mas todas deixam claro que a área um dia foi o playground de um serial killer nunca capturado que decapitou algumas de suas vítimas, enquanto os corpos de outras nunca apareceram para contar a história. Uma compilação de várias fontes incluem:

  • Os irmãos Frank e Willie MacLeod, de Fort Simpson, encontrados mortos e decapitados no Vale por volta de 1910 (Jay Robert Nash, em Encyclopedia of World Crime, adiciona um terceiro homem de nome desconhecido – ele e os MacLeod teriam desaparecido em 1904, e seus crânios separados do corpo encontrados três anos depois);
  • Martin Jorgensen, encontrado decapitado em uma cabana queimada, em 1917;
  • Annie Laferte, desaparecida em 1926. Seu corpo nunca foi encontrado;
  • Phil Powers, encontrado carbonizado em sua cabana, em 1932;
  • Dois homens de nomes desconhecidos desaparecem no vale em 1936, ano em que restos mortais humanos foram encontrados – os restos nunca foram identificados;
  • Ernest Savard, foi encontrado morto em seu saco de dormir em 1945, sua cabeça estava praticamente separada do corpo;
  • John Patterson, desapareceu em 1946 e foi dado como morto.

Em 1950, baseado em relatórios policiais, um artigo de uma revista canadense adicionou mais vítimas ao caso: Joe Mulholland, de Minnesota; Bill Espler de Winnipeg; Yukon Fischer; Edwin Hall; Andy Hays; e um homem chamado “O’Brien“, mas nenhum detalhe foi revelado sobre esses desaparecimentos a não ser o fato de alguns deles terem sido encontrados sem cabeça.

Há várias e claras razões para homens desaparecem no Vale Nahanni – uma área inóspita muitas vezes usadas para exercícios militares de sobrevivência. Mas os registros de pelo menos seis assassinatos envolvendo a remoção parcial ou completa da cabeça claramente indica que o lugar um dia foi o local de caça de um serial killer que, na época, foi apelidado de “O Caçador de Cabeças do Vale Nahanni”.

Estripador de Atlanta - serial killer

6. O Açougueiro NegroEstados Unidos


Onde: Atlanta, Geórgia, Estados Unidos | Período: 1911

Em 1 de julho de 1911, Emma Lou Sharpe, 20, estava preocupada. Era um sábado a tarde e sua mãe não chegava. Duas semanas antes, uma vizinha chamada Addie Watts levou uma tijolada na cabeça e teve a garganta cortada. O assassinato de Watts foi a última de uma série de ataques a jovens mulheres. Todas eram negras e tinham por volta dos 20 anos.

Emma Lou Sharpe se encaixava no perfil, mas devido a esses acontecimentos, ficou tão preocupada com sua mãe que decidiu sair na rua para procurá-la. Descobriu que ela nunca chegara ao seu destino: um mercado. Voltando para casa, entre os bairros de Inman Park e Reynoldstown, um estranho se aproximou dela, um homem “alto, negro, de ombros largos e vestindo um chapéu preto e largo”.

“Como você se sente nesta tarde?”, perguntou o homem. “Estou muito bem,” respondeu Emma. Ela, então, começou a caminhar mais rápido, mas foi bloqueada. “Não fique com medo. Eu nunca machuquei garotas como você”, ele disse. Emma foi esfaqueada nas costas. Sangrando, correu gritando por ajuda. A mãe de Emma? Ela já estava morta, sua cabeça quase foi separada do pescoço. Foi mais uma vítima do “Estripador de Atlanta”.

“Açougueiro negro trabalhando?”, questionaram os jornais da época. Sobreviventes dos ataques descreveram o mesmo homem negro e alto que atacara Emma. Entre 15 e 21 mulheres foram degoladas, esfaqueadas e mutiladas por este serial killer que nunca foi identificado.

O Homem do Machado de Nova Orleans - serial killer

7. O Homem do Machado de Nova OrleansEstados Unidos


Onde: Nova Orleans, Louisiana, Estados Unidos | Período: 1911 a 1919

Em 22 de maio de 1918, Joseph e Catherine Maggio foram degolados e mortos a machadadas por alguém que invadiu a casa-mercearia onde moravam. Em 27 de junho, Louis Besumer e sua namorada Anna Harriet Lowe foram atacados por um homem com um machado dentro de sua própria casa-mercearia. Os dois sobreviveram, mas Lowe morreu pouco mais de um mês depois em decorrência dos ferimentos. Em 10 de agosto, o barbeiro Joseph Romano foi assassinado com uma machadada na cabeça. Outras pessoas foram atacadas, como uma mulher grávida que sobreviveu. Em todos os casos, o serial killer entrava pela porta dos fundos com um cinzel.

Charles Cortimiglia, um imigrante que vivia com sua esposa e filha de dois anos na esquina da Avenida Jefferson com a Second Street em Gretna, Louisiana, subúrbio de Nova Orleans, teve um encontro nada agradável em 10 de março de 1919. Gritos vindos de sua casa chamaram atenção de um vizinho. Quando ele chegou lá descobriu que Cortimiglia havia sido atacado por um homem com um machado. Os três levaram golpes na cabeça, mas apenas a pequenina filha de Cortimiglia, Mary, morreu com uma machadada na nuca. Em 10 de agosto, o Homem do Machado atacou Steve Boca, ele levou um golpe de machado na cabeça, mas conseguiu correr para a casa de um vizinho. Depois de alguns dias em coma ele acordou sem lembrança do ataque. Em 2 de setembro, o farmacêutico William Carlson viu um cinzel entrando pela porta e atirou contra ela, fazendo o serial killer fugir. Na noite seguinte, Sarah Laumann, 19, foi atacada mas sobreviveu. O último ataque ocorreu em 27 de outubro, quando Mike Pepitone levou 18 golpes na cabeça e morreu no dia seguinte.

Os assassinatos causaram o caos na cidade, com moradores vivendo em constante medo de serem visitados pelo Homem do Machado. John Dantonio, um ex-investigador levantou a hipótese de que o assassino era o mesmo que atacou em 1911. Na verdade, ataques de um homem com machado vinham desde 1910, mas foi apenas em 1911 que ele fez a primeira vítima – Joe Davi. Então, o assassino desapareceu por sete anos. Ainda segundo Dantonio, o serial killer seria um indivíduo com dupla personalidade que matava sem motivo algum. Este tipo de pessoa seria alguém normal aos olhos das pessoas, um cidadão bem visto, mas que por dentro teria demônios incontroláveis que o levava a matar.

O Assassino do Tronco de Cleveland - serial killer

8. O Assassino do Tronco de ClevelandEstados Unidos


Onde: Cleveland, Ohio, Estados Unidos | Período: 1935 a 1938

Um dos mais fascinantes e macabros casos de assassinatos em série na América – O Assassino do Tronco de Cleveland foi um serial killer nunca identificado que matou pelo menos 12 pessoas nos anos 30.

Doze é o número oficial de vítimas atribuídas a este serial killer, mas pesquisas recentes mostram que o número pode ser bem maior. As vítimas, em sua maioria, eram os chamados hobos – eles eram decapitados e alguns desmembrados, às vezes o psicopata os cortava ao meio. Para dar um ar de ainda mais terror, legistas da época concluíram que algumas das vítimas foram decapitadas e/ou esquartejadas vivas. As vítimas, em sua maioria homens, também eram castrados e alguns dos corpos apresentavam evidências de que foram tratados com algum produto químico.

Apesar de uma grande caçada, envolvendo ninguém menos que Eliot Ness, o assassino nunca foi capturado.

A incrível história deste serial killer pode ser lida no post a seguir:

O Assassino Fantasma - serial killer

9. O Assassino FantasmaEstados Unidos


Onde: Texarkana, Texas, Estados Unidos | Período: 22 de Fevereiro a 3 de Maio de 1946

Texarkana – uma pequena cidade encrustada entre o Texas e o Arkansas – ficou conhecida como “A Cidade que Temia o Por-do-Sol”, graças ao filme de mesmo nome lançado em 1976. O filme é baseado em eventos reais ocorridos 30 anos antes, quando um sinistro serial killer andou pela cidade matando jovens casais que namoravam dentro de carros à luz do luar.

O assassino, descrito por testemunhas usando uma máscara branca ou saco com buracos cortados nos olhos, foi apelidado de “Assassino Fantasma”. Autoridades creditam a ele pelo menos cinco assassinatos cometidos durante um período de 10 semanas. Três pessoas sobreviveram aos seus ataques para contar a história. A primeira aparição do assassino ocorreu em 22 de fevereiro de 1946, em uma isolada estrada nos arredores da cidade. Ele se aproximou de Jimmy Hollis e Mary Jeanne Larrey, um jovem casal que namorava dentro do carro. O Fantasma os cegou com sua lanterna, então os obrigou a sair do veículo apontando-lhes uma arma. Jimmy Hollis foi obrigado a tirar suas calças e, então, levou golpes na cabeça que fraturaram seu crânio. Mary Jeanne foi orientada a correr. Quando ela saiu em direção a uma vala, o Fantasma a mandou mudar de direção, e correr para a estrada. Ele a perseguiu e a estuprou, mas a deixou fugir. Apesar da selvageria do ataque, Hollis e Larrey sobreviveram. Outros não tiveram tanta sorte.

Em Março, Richard Griffin e Polly Ann Moore foram encontrados mortos dentro de um carro parado em uma isolada estrada. Algumas semanas depois, Paul Martin e Betty Jo Booker se tornaram a terceira e quarta vítimas do Fantasma. Booker tinha apenas 15 anos.

Na primeira semana de Maio, o serial killer atacou o que seria sua última vítima oficial. Virgil Starks foi morto com dois tiros atrás da cabeça. Sua esposa Katie também levou dois tiros no rosto, mas milagrosamente sobreviveu. Após a quinta morte o pânico tomou conta da cidade. Moradores andavam armados e foi instaurado toque de recolher. Apesar do envolvimento dos Texas Rangers, os “Assassinatos do Luar”, como ficaram conhecidos, nunca foram solucionados.

O mistério em torno da identidade do assassino o tornou uma espécie de lenda local. A cidade nunca mais foi a mesma, entretanto, quando um filme sobre o caso foi lançado 30 anos depois, os moradores locais pareceram adotar o macabro episódio pelo qual a cidade se tornou conhecida. Todos os anos, perto do Halloween, o filme é exibido no Parque Spring Lake, perto de onde ocorreu um dos assassinatos.

O Assassino da Rodovia - Karl-Erik Nilsson

10. O Assassino da FerroviaSuécia


Onde: Sudoeste da Suécia | Período: 1948

O Assassino da Ferrovia foi um caso reportado na Suécia durante o ano de 1948, onde cinco pessoas, aparentemente escolhidas ao acaso, foram empurradas de trens em movimento ao longo da rede ferroviária do sudoeste sueco. De acordo com registros policiais datados de 29 de novembro de 1948, os ataques ocorreram durante cinco fins de semana seguidos. Quatro pessoas morreram em decorrência das quedas, os corpos foram recuperados dos trilhos horas depois; uma quinta vítima, o premiado lutador olímpico de luta greco-romana Karl-Erik Nilsson [na foto acima recebendo a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, 1948, meses antes de ter seu encontro com o serial killer], sobreviveu à queda mas não tinha lembrança do incidente que o deixou gravemente ferido.

Na época, a polícia veio a público informar sobre o lunático e o classificou de “sadista”. Aparentemente, os crimes cessaram quando o caso se tornou público. Nenhum suspeito ou prisão jamais foi feita.

O Mutilador de Atteridgeville - serial killer

11. O Mutilador de AtteridgevilleAfrica do Sul


Onde: Atteridgeville, Gauteng, África do Sul | Período: 1956

A praga dos serial killers na África do Sul pareceu explodir após o Apartheid em 1990, mas obviamente existiu muitos outros ao longo da história deste país africano. Um deles atende pelo sinistro apelido de o “Mutilador de Atteridgeville”.

Suas vítimas, homens adolescentes, eram caçados na pequena cidade de Atteridgeville, conurbada a Pretória. Todos foram encontrados com suas línguas e genitais cortados durante o ano de 1956. Seis no total.

Como Jack, o Estripador, este assassino em série sul-africano agiu por poucos meses e desapareceu para nunca ser descoberto.

Jack, o Stripper - serial killer

12. Jack, o StripperInglaterra


Onde: Hammersmith, Londres, Inglaterra | Período: 17 de Junho de 1959 a 16 de Fevereiro de 1965

Jack, o Stripper, assassinou seis prostitutas da área de Notting Hill-Bayswater, no oeste de Londres. 

Após o assassino ejacular na boca das vítimas durante sexo oral, ele as sufocava com o pênis ainda dentro da boca. Então ele quebrava os dentes das vítimas e pintava-as com tinta spray. 

John du Rose, encarregado do caso, anunciou que 20 suspeitos haviam sido reduzidos a três. Um deles, um guarda de segurança casado residente em Putney, cometeu suicídio em junho de 1965, alegando que “não podia mais suportar a tensão”. Porém, apesar de buscas intensivas na casa desse homem, a polícia não encontrou nada que o ligasse a nenhum dos assassinatos, que permanecem sem solução.

O Vampiro de Cali - serial killer

13. O Vampiro de CaliColômbia


Onde: Cali, Colômbia | Período: Novembro de 1963 a Abril de 1964

Entre 1963 e 1964, 13 crianças morreram estranguladas nos arredores de Cali, Colômbia. Seus corpos eram encontrados em pastagens em torno da região industrial da cidade e mostravam sinais de estupro, furos no peito em cima do coração (característico de agulhas) e inchaço. Para dar um ar ainda mais assustador, o sangue era drenado e algumas vítimas tinham os olhos removidos.

O Vampiro de Cali ou Monstro de Mangones atacou pela primeira vez em 5 de novembro de 1963. Luis Alberto Osorio, 10, foi encontrado morto no pasto do bairro Santa Rita, a oeste de Cali. O corpo da criança foi encontrado nu e com vários sinais de violência. Em 4 de dezembro foi encontrado o segundo corpo. Uma terceira criança foi encontrada sem os olhos em 12 de dezembro na ribanceira do rio Aguacatal. Em 23 de dezembro, restos esqueléticos de uma criança foram encontrados perto de uma estação ferroviária. A quinta vítima foi encontrada no final do mês no bairro Prados del Norte, mesmo local onde a segunda vítima foi morta.

Posteriormente as vítimas foram identificadas como Wílder Perlaza, Raúl Ríos, Luis Manrique e Alfonso Caicedo. Em 1964, o Vampiro continuou seus crimes. Em 13 de janeiro o corpo em decomposição de uma criança foi encontrado no bairro La Flora. Dois dias depois, Alberto Garzón, 12, foi assassinado. A oitava criança, Félix Vanegas, 9, foi encontrada morta em 18 de janeiro, perto do local onde Alberto foi assassinado. Duas outras crianças foram encontradas mortas em 20 e 27 de janeiro. A décima primeira vítima foi identificada como Fabio Palta, morto no bairro Tequendama em 26 de fevereiro. Jorge Días, 11, morreu em 17 de março, e em 1 de abril de 1964 o corpo da décima terceira vítima, Albeiro Santana, 12, foi encontrado.

Outros assassinatos de crianças continuaram a acontecer ao longo da década em Cali, mas com modus operandi diferente. O Vampiro de Cali nunca foi identificado.

João da Bíblia - serial killer

14. João da BíbliaEscócia


Onde: Glasgow, Escócia | Período: 22 de Fevereiro de 1968 a 31 de Outubro de 1969

Durante quase dois anos, em Glasgow, Escócia, um assassino não identificado que recebeu o apelido de “João da Bíblia” porque gostava de citar a Bíblia assassinou três mulheres. A única ligação entre as vítimas parecia ser o amor pela dança e o local onde foram apanhadas: a boate Barrowland Ballroom. Patricia Docker, 25, mãe divorciada de um menino de quatro anos, foi a primeira vítima. Ela foi estrangulada e encontrada morta perto de uma garagem na Carmichael Lane em 22 de fevereiro de 1968. Um ano e meio mais tarde, no dia 16 de agosto de 1969, a mãe de três filhos Jemina McDonald foi encontrada no número 23 da Mackeith Street, a uma curta distância de onde morava, e também havia sido estrangulada. Em 30 de outubro de 1969, Helena Puttock, mãe de 29 anos de dois filhos saiu para se divertir na Ballroom e foi encontrada estrangulada no dia seguinte. Testemunhas que a viram na boate com um homem chamado “John” descreveram que ele mencionou a Bíblia inúmeras vezes, afirmando que “meu pai diz que esses lugares são covis da iniquidade”. Segundo ele, boate não era lugar para mulheres casadas.

No dia seguinte, baseado no depoimento das testemunhas, jornais publicaram um retrato falado e uma caçada teve início, mas João da Bíblia nunca foi oficialmente identificado.

Em 1995, Donald Simpson escreveu um livro em que aponta o vendedor de móveis John Irvine McInnes como o verdadeiro João da Bíblia. A polícia o havia interrogado na época dos crimes, mas o liberou. Ele morreu em 1980. Em 1996, o corpo de McInnes foi exumado e seu DNA foi comparado com manchas deixadas na terceira vítima, enquanto seus dentes foram comparados com as marcas de mordidas deixadas no corpo dela. A investigação durou cinco meses, mas as provas foram inconclusivas, e os crimes cometidos por João da Bíblia permanecem sem solução.

Zodíaco - serial killer

15. ZodíacoEstados Unidos


Onde: São Francisco, Califórnia, Estados Unidos | Período: 20 de Dezembro de 1968 a 11 de Outubro de 1969

Lago Herman, Vallejo, arredores de São Francisco, 20 de Dezembro de 1968. David Faraday quase teve a cabeça arrancada por um tiro; sua namorada Betty Lou Jensen tentou correr e levou cinco tiros nas costas.

Estacionamento do campo de golfe Blue Rock Springs, Vallejo, 5 de Julho de 1969. Darlene Ferrin e Michael Mageau estavam num estacionamento quando um homem se aproximou com uma lanterna acoplada à uma pistola 9mm. Ofuscado pela luz, o casal não teve tempo de reagir. Darlene levou cinco tiros e morreu no hospital. Michael Mageau sobreviveu ao ataque.

31 de Julho de 1969. Cartas criptografadas foram enviadas para os jornais San Francisco Examiner, San Francisco Chronicle e Vallejo Times-Herald. O remetente ameaçou matar pessoas caso as cartas não fossem publicadas. Quando os textos foram decifrados, o que se descobriu foi muito mais assustador do que esclarecedor.

Lago Berryessa, nordeste de São Francisco, 27 de Setembro de 1969. Bryan Calvin Hartnell foi esfaqueado seis vezes e sua namorada Cecelia Ann Shepard 16 vezes.

11 de Outubro de 1969. O taxista Paul Stine [foto acima] foi baleado na cabeça pelo passageiro em seu táxi. Antes de ir embora, o assassino pegou a carteira de Stine e cortou um grande pedaço ensanguentado de sua camisa. Em 11 de dezembro do mesmo ano, o assassino enviou ao San Francisco Chronicle o pedaço da camisa de Stine.

As vítimas acima foram mortas pelo Assassino do Zodíaco, um homicida que se tornou um dos mais famosos serial killers da história. Ele espalhou o pânico no final da década de 60 na Califórnia. O Zodíaco é diferente de todos os outros serial killers porque ao mesmo tempo que matava, ele zombava da polícia enviando cartas criptografadas aos veículos de comunicação. Além disso, ele deixava sinais associados à astrologia e seus assassinatos tinham alguma ligação com as conjunções astrais. Na época, a polícia da Califórnia suspeitava que ele fosse de touro.

A investigação dos crimes do Zodíaco continuaram durante anos e na década de 80 os caçadores de mentes do FBI chegaram a visitar o Palhaço Assassino John Wayne Gacy na cadeia para pedir ajuda no caso Zodíaco, algo que ficaria imortalizado anos depois no cinema, em O Silêncio dos Inocentes, quando Clarice Starling vai até o manicômio judicial pedir ajuda a Hannibal Lecter para pegar outro serial killer que estava à solta.

O caso continua aberto nos departamentos de polícia de São Francisco, Vallejo e nos condados de Napa e Solano.

Estrada das Lágrimas - serial killer

16. Estrada das LágrimasCanadá


Onde: Highway 16, Colúmbia Britânica, Canadá | Período: 25 de Outubro de 1969 a 28 de Maio de 2011

“Garotas não peguem carona na Estrada das Lágrimas. Assassino à solta!”, adverte uma placa colocada na Highway 16, uma estrada entre Prince George e Prince Rupert, na Colúmbia Britânica, Canadá.

Em uma manhã da primavera de 1990, Delphine Nikal, 16, foi vista pedindo carona em um ponto da Highway 16. Ela nunca mais foi vista. Ramona Wilson, também 16 anos, deixou sua casa em um sábado a noite em junho de 1994 para ir até uma cidade vizinha se divertir. Ela costumava ir até lá de carona pela Highway 16. Seus restos mortais foram encontrados 10 meses depois. Tamara Chipman, 22, desapareceu em 2005. Já Gloria Moody, 26, desapareceu em 1969. Seu corpo foi encontrado na floresta que cerca a estrada.

Oficialmente, 18 jovens mulheres desapareceram ou foram assassinadas ao cruzarem a Highway 16, mas o número pode chegar a 50, segundo ativistas locais. A primeira vítima ligada ao caso é Gloria Moody, a última Madison Scott, 20, desaparecida em 28 de Maio de 2011. Tantas adolescentes e mulheres desaparecidas ou mortas ao longo da Highway 16 que os residentes das cidades que ela corta a chamou de “Estrada das Lágrimas”.

A maioria das vítimas são mulheres indígenas, talvez por isso o governo canadense tenha demorado a dar à devida atenção ao caso. Em meados da década de 2000, os desaparecimentos ganharam as manchetes do mundo, o que gerou um escândalo no país. Em Dezembro de 2015, o primeiro ministro do Canadá Justin Trudeau anunciou um inquérito federal para investigar os desaparecimentos.

É bastante improvável a ação de apenas um serial killer na Highway 16. Meu palpite é que ao longo das décadas vários serial killers caçaram mulheres indígenas pela Highway 16. O hábito de pedir carona na América do Norte certamente facilitou a vida desses predadores sexuais.

Canibal de San Isidro - serial killer

17. A Hiena AssassinaArgentina


Onde: San Isidro, Buenos Aires, Argentina | Período: 1972

Um dos casos mais misteriosos da história criminal argentina, há 45 anos um assassino em série matou cinco belas mulheres loiras e de olhos azuis no bairro de San Isidro, Buenos Aires. As mulheres eram atacadas por trás quando estavam andando sozinhas nas ruas; desmaiadas ou meio acordadas após levar golpes da cabeça, eram levadas para lotes baldios, então o sádico assassino as estuprava, estrangulava e arrancava pedaços do corpo a mordidas, daí o seu apelido dado pela polícia: Canibal de San Isidro. Para a imprensa, ele era a “Hiena Assassina”, um “sádico, degenerado, louco, amoral, perverso, maníaco”.

Alta, loira e de olhos azuis, Diana Goldstein, 23, teve um encontro com o serial killer em 23 de novembro de 1972. Dela, o maníaco arrancou a língua e o lábio inferior, assim como parte da bochecha, do pescoço e a ponta do nariz.

Três anos depois dos crimes cessarem, um outro serial killer começou a agir em San Isidro: Francisco Antonio Laureana matou cerca de 15 mulheres. A polícia tentou ligá-lo ao Canibal de San Isidro sem sucesso. Seu modus operandi era diferente, assim como o perfil das vítimas.

Ivan o Estripador - serial killer

18. Ivan, o EstripadorRússia


Onde: Moscou, Rússia | Período: 1974

É de conhecimento público que ao longo da história estados comunistas esconderam por debaixo do tapete crimes violentos que ocorriam em seus quintais. Tal prática tinha como objetivo mostrar ao mundo que assassinatos aberrantes não aconteciam no perfeito estado comunista. Talvez por isso informações sobre um serial killer não identificado que atacou em Moscou nos anos 70 sejam praticamente nulas. Muita pesquisa e o que você conseguirá é apenas uma reportagem da Agence France Presse (AFP), republicada em vários jornais do mundo, de novembro de 1974.

“Ivan o Estripador persegue mães em Moscou”, diz o título da reportagem. Segundo a AFP, durante o ano de 1974, pelo menos 11 mulheres foram assassinadas por Ivan, o Estripador, um serial killer jovem, de 22 ou 23 anos, que caçava suas vítimas em Moscou esfaqueando-as oito vezes na barriga com um punhal. Os crimes eram tão violentos que os soviéticos o compararam a Jack, o Estripador.

Apesar da polícia de Moscou ter supostamente identificado a região onde o maníaco morava, ele nunca foi identificado.

“A mídia soviética tem mantido silêncio sobre o caso… perguntas feitas pela Agence France-Presse a fontes oficiais não foram respondidas”.

[AFP, 19, nov, 1974]

O Desenhista - serial killer

19. O DesenhistaEstados Unidos


Onde: São Francisco, Califórnia, Estados Unidos | Período: Janeiro de 1974 a Setembro de 1975

Em meados dos anos 70, durante um ano e meio, 21 homossexuais foram assassinados na meca gay da América: São Francisco. Catorze desses crimes foram creditados a um serial killer nunca identificado conhecido como “The Doodler”. O número de serial killers ativos nos anos 70 nos Estados Unidos foi enorme, talvez por isso The Doodler hoje esteja esquecido ou, talvez, homossexuais não fossem pessoas de interesse para a mídia.

Eis o modus operandi do serial killers: caçava suas vítimas em bares e restaurantes nos bairros Castro e Upper Market; os levava até um local reservado; desenhava a vítima; podia ou não ter relação sexual; esfaqueava-as várias vezes no peito, garganta e costas.

Reportagens de época citam três sobreviventes. O primeiro: um diplomata europeu que se encontrou com o serial killer em maio de 1975 em um bar. Eles foram até o apartamento do diplomata que levou seis facadas. O segundo: um apresentador de TV “nacionalmente conhecido”. O terceiro: “uma figura muito conhecida de São Francisco” – este deixou a cidade e nunca voltou (algumas fontes citam um ator de Hollywood). Em uma época em que era proibido ser gay e temendo exposição social (eles não queriam ser expostos como homossexuais), estes sobreviventes nem queixas fizeram. Seus nomes nunca foram divulgados, assim como os desenhos das vítimas de The Doodler.

Segundo autoridades, o assassino tinha “problemas de identificação sexual”, “dificuldades mentais envolvendo o sexo” e provavelmente já havia sido internado para cuidados psiquiátricos.

A mídia da época praticamente ignorou os assassinatos de gays em São Francisco até que eles cessaram e aos poucos foram caindo no esquecimento.

Serial Killers - caminhoneiros

20. Serial Killers CaminhoneirosEstados Unidos


Onde: Estados Unidos | Período: 1974 – Atualmente

Regina Kay Walters, 14 anos, um dia quis viver uma aventura com seu namorado. Em fevereiro de 1990 os dois adolescentes fugiram da casa dos pais em Pasadena, Texas, em direção ao México. Mas no meio do caminho eles pegaram carona no caminhão de um serial killer. A foto acima foi tirada pelo próprio assassino e mostra Regina com as mãos pra frente, como se estivesse tentando se defender do ataque que viria a seguir. Seu corpo em decomposição foi encontrado meses depois. O do seu namorado nunca foi encontrado. O serial killer caminhoneiro que matou Regina, Robert Ben Rhoades, foi preso na auto-estrada Interstate 40 em abril de 1990 e responsabilizado por pelo menos 50 assassinatos de mulheres. Mas isso era apenas o começo.

Catorze anos depois da prisão de Rhoades, em 2004, um analista de crimes do escritório do FBI em Oklahoma identificou algo assustador: um padrão nos assassinatos de mulheres que eram encontradas ao longo do corredor da Interstate 40, passando por Oklahoma, Texas, Arkansas e Mississippi. Os assassinatos foram inseridos no VICAP para análise e cinco anos depois o FBI divulgou a iniciativa “Assassinatos em Série de Estrada”.

Assustados com o que descobriram na Interstate 40, o FBI resolveu ampliar o espectro e analisar casos de mortes ocorridos em estradas de todo país desde 1974. A conclusão? Mais de 500 assassinatos por todo os Estados Unidos foram creditados a serial killers caminhoneiros. “Os suspeitos são predominantemente caminhoneiros que percorrem longas distâncias”, diz o relatório. As vítimas, em sua maioria, são mulheres que vivem em situação de risco, que pedem caronas em estradas e muitas vezes envolvidas com drogas e prostituição. “Elas são frequentemente pegas em paradas de caminhões ou postos de gasolina; são estupradas, assassinadas e jogadas ao longo de uma estrada”. 

O FBI contabilizou cerca de 300 “serial killers de estradas” como Rhoades ativos nos Estados Unidos. Em 2010, as estatísticas do FBI mostravam que o estado do Texas liderava o número de assassinatos em série não solucionados em estradas. Desde a divulgação do estudo [29], um caminhoneiro serial killer foi preso no Tennessee e acusado de quatro mortes. E a estrada que deu início à pesquisa, a Interstate 40? Uma dupla de serial killers que agiam juntos foi presa e acusada de vários assassinatos. Mas o serial killer do Tennessee e a dupla da Interstate 40 não representam nem 1% dos assassinatos, o que indica que ainda há dezenas, talvez centenas, de serial killers caminhoneiros à solta percorrendo estradas pelos Estados Unidos.

O Monstro de Florença - serial killer

21. O Monstro de FlorençaItália


Onde: Florença, Itália | Período: 15 de Setembro de 1974 a 7 de Setembro de 1985

Para quem gosta do estudo do crime, o Monstro de Florença continua a ser um dos mais intrigantes serial killers do século 20. De muitas maneiras, sua história lembra uma novela: um serial killer com uma terrível assinatura; suspeito de assassinatos no passado; perversões sexuais; e como pano de fundo uma deslumbrante cidade. A única coisa que não faz esta “novela” ser perfeita é que não há solução. Ainda hoje, ninguém sabe quem foi o Monstro de Florença.

Em 1974, um casal, Pasquale Gentilcore, 19, e Stefania Pettini, 18, faziam sexo dentro de um carro quando foram assassinados. Pettini foi violada com um pedaço de pau e teve os peitos e a área pubiana completamente desfigurados por 97 facadas. O serial killer voltou a atacar na década seguinte: duas vezes em 1981 – Giovanni Foggi, 30, e Carmela Di Nuccio, 21, levaram tiros e foram esfaqueados, com Di Nuccio tendo sua região pubiana mutilada; Stefano Baldi, 26, e Susanna Cambi, 24, mortos a tiros e esfaqueados. Como as vítimas anteriores, Susanna também teve a região pubiana mutilada -, uma vez em 1982 – Paolo Mainardi, 22, e Antonella Migliorini, 20, mortos a tiros dentro do carro de Paolo. Desta vez nenhuma das vítimas foi esfaqueada -; uma vez em 1984 – Claudio Stefanacci, 21, e Pia Gilda Rontini, 18, esfaqueados e baleados dentro do carro de Claudio. O assassino removeu a vagina e o seio esquerdo de Gilda -; uma vez em 1985 – os turistas franceses Jean Michel Kraveichvili, 25, e Nadine Mauriot, 36, baleados e esfaqueados. Nadine teve a vagina e os seios removidos e o resto do corpo mutilado. Semanas depois a polícia recebeu uma nota e um pedaço do seio de Nadine.

Exames balísticos revelaram que a arma era uma Beretta .22, a mesma usada no assassinato de um casal vários anos antes, em 1968 – Antonio Lo Bianco, 29, e Barbara Locci, 32, mortos dentro do carro em Signa, cidade a oeste de Florença (este duplo assassinato não é creditado ao Monstro). A histeria da população italiana durante os anos 80 foi tão grande que a polícia ficou perdida na própria investigação, dado o montante de falsas pistas e informações. Qualquer vizinho meio estranho era delatado para a polícia. Como no caso Chikatilo, a investigação dos assassinatos em série levou a polícia até o submundo de Florença: um padre que gostava de raspar os pelos pubianos de prostitutas; o homem que forçava sua esposa a participar de orgias; uma seita satânica que usava órgãos sexuais retirados de cadáveres para missas negras; vários voyeurs que usavam equipamentos sofisticados para observar de longe casais fazendo sexo dentro de carros, apartamentos…

Mas o psicopata que aterrorizou a cidade… esse nunca foi identificado.

Assassino da Golden State - serial killer

22. O Assassino da Golden State Estados Unidos


Onde: Califórnia, Estados Unidos | Período: 18 de Junho de 1976 a 1986

Em Junho de 2016, o FBI anunciou uma recompensa de 50 mil dólares por informações que levassem à captura de um serial killer suspeito de 12 assassinatos e 45 estupros na Califórnia, em um caso de mais de 40 anos.

O homem não identificado, que hoje deve ter entre 60 e 75 anos, esteve ativo entre 1976 e 1986 pela Califórnia. Segundo o FBI, o homem usava armas de fogo e invadia casas previamente analisadas, onde viviam casais. Com uma lanterna, ele mirava nos olhos das vítimas, amarrava o homem e estuprava a mulher. Em uma ocasião ele assassinou o casal, em outras vezes ele atacava mulheres sozinhas em casa.

O primeiro caso atribuído a ele ocorreu em 18 de junho de 1976 em Sacramento. Ele cometeu estupros e assassinatos na cidade até 1978, então mudou para a região de São Francisco. Nos dois anos seguintes ele matou várias pessoas na costa da Califórnia. Em 1981, após ter assassinado uma mulher em Irvine, ele pareceu ter parado, voltando a atacar em 1986, na mesma Irvine, estuprando e matando uma adolescente. Acredita-se que ele tenha parado em 1986 após constituir família. O serial killer foi ligado a esses casos graças aos avanços do DNA. Também conhecido como “O Perseguidor da Noite Original” (em alusão à Richard Ramirez), este serial killer costumava ligar para as vítimas antes dos ataques: “Feliz Natal, sou eu novamente!”, disse em uma das ligações.

Se houve uma época de infestação de serial killers pela Califórnia essa foi os anos 70. Escrevemos um pouco sobre isso no post sobre o Assassino da Estrada.

O Monstro de Udine - serial killer

23. O Monstro de UdineItália


Onde: Udine, Itália | Período: 19 de Fevereiro de 1980 a 26 de Fevereiro de 1989

O Monstro de Udine conhecia a anatomia feminina. Ele gostava de procurar por mulheres indefesas para cortá-las de maneira ritual. Uma vítima teve o seu abdômen aberto ainda viva, já outra foi desfigurada com um bisturi em brasa. O motivo? Delírios psicóticos e a frustração por não ser capaz de praticar a medicina. Foi o que disse o médico-legista Carlo Moreschi, autor do livro “Mostro di Udine: una luce sul mistero” (O Monstro de Udine: uma luz sobre o mistério, em tradução literal).

Embora alguns acreditem que as vítimas passassem de 15, o serial killer que aterrorizou a cidade de Udine foi oficialmente ligado a quatro assassinatos de mulheres entre 1980 e 1989. Maria Carla Bellone, 19, foi morta em 19 de fevereiro de 1980; Luana Giamporcaro, 22, foi massacrada em 24 de janeiro de 1983; Aurelia Januschewitz, 42, foi morta em 3 de março de 1985; já Marina Lepre, 40, em 26 de fevereiro de 1989.

Assassinatos de mulheres em Udine – ocorrência bastante rara na região – vinham acontecendo desde 1971 quando Irene Belletti foi encontrada morta com várias facadas. Elsa Moruzzi morreu em novembro do mesmo ano. Quatro anos depois, Eugenia Tilling foi esfaqueada na garganta. Nove meses depois, Maria Luisa Bernardo também foi morta a facadas. No total, até 1989, 13 mulheres foram assassinadas de forma semelhante.

Mas quatro destes crimes tinham uma assinatura macabra: cortes longitudinais feitos com bisturi. Os cortes realizados pelo assassino não matavam a vítima logo de cara, ao contrário, elas sangravam até a morte. Os cortes, feitos no abdômen, eram longitudinais. Em um caso a ferida foi cauterizada por um bisturi em brasa. Os assassinatos foram cometidos nos finais de semana e sempre na mesma época do ano: entre o final de janeiro e início de março.

Na época, médicos ginecologistas ficaram na mira de investigadores, mas apesar da suspeita do serial killer ser um médico, ele nunca foi identificado.

O Esquartejador de Lima

24. O Esquartejador de LimaPeru


Onde: Lima, Peru | Período: 1985 – 1986

Esta é uma das histórias mais bizarras que você irá ler e envolve um serial killer nunca identificado e um psicólogo louco.

Entre o final de 1985 e começo de 1986, um serial killer matou e esquartejou várias mulheres em Lima. Os corpos desmembrados eram encontrados espalhados pela cidade. Pernas aqui, cabeças ali. Fontes da época citam até 20 vítimas, mas sete é o número mais aceito. Logo, a investigação chegou até um suspeito chamado Ángel Díaz Balbín, o qual a mídia batizou de “O Esquartejador de Lima” – mesmo ele sendo apenas um suspeito.

Após a prisão de Balbín, a polícia solicitou os serviços do psicólogo Mario Poggi [foto acima], que havia estudado criminologia em uma prestigiada universidade da Bélgica, para verificar se o suspeito tinha alguma patologia. O doutor empregou diversas técnicas para adentrar à mente de Balbín, tentando aflorar sua violência lhe negando comida ou mostrando imagens dos corpos desmembrados, afirmando a todo momento que ele era o autor daquela barbárie. Mas Balbín permaneceu em silêncio, respondendo de maneira coerente e não reagindo às provocações do psicólogo.

Após quatro dias de intenso interrogatório, um desesperado Mario Poggi se apresentou na redação de uma revista para dar uma exclusiva sobre o Esquartejador de Lima. O psicólogo assegurou que podia provar que Balbín era o serial killer e apresentou fotos do caso e gravações do interrogatório. Mas a revista não se interessou muito, as gravações não mostravam nada demais. Sem conseguir êxito com seus métodos pouco convencionais, Mario Poggi implorou para Balbín confessar seus crimes, obtendo mais uma vez um não como resposta. Então o que o psicólogo fez? Tirou o seu cinto e estrangulou Balbín, matando-o na sala de interrogatório. Condenado a sete anos de prisão, cumpriu cinco e, ao sair, pintou o cabelo de verde e se autodenominou “louco”. Virou uma celebridade, aparecendo em programas de TV e publicando uma auto-biografia: “Eu sei que sou idiota”.

E quanto ao Esquartejador de Lima? Os crimes continuaram a acontecer após a morte de Balbín, o que o exclui definitivamente como suspeito. Ele nunca foi identificado e até acabou ofuscado pelo bizarro psicólogo assassino.

Paraquat - serial killer

25. O Envenenador do ParaquatJapão


Onde: Japão | Período: 30 de Abril de 1985 a 17 de Novembro de 1985

Haruo Otsu, 52, tinha um hábito comum a muitos japoneses: comprar bebidas em máquinas de venda. Em Dezembro de 1985, ele comprou duas pequenas garrafas de uma bebida chamada Oronamin C, um suco de vitamina bastante popular no Japão. Na metade da segunda garrafa, Otsuo começou a passar mal. Poucas horas depois ele foi levado até o hospital de sua cidade em Tondabayashi. À noite Otsuo estava morto.

Em meados dos anos 80, bebidas envenenadas mataram pelo menos 10 pessoas e deixaram outras 35 seriamente doentes no Japão. O assassino usava paraquat, um mortal herbicida facilmente obtido em qualquer lugar do mundo e muito usado por forças policiais para matar plantas de maconha.

A maioria das vítimas eram homens que beberam bebidas com suplementos vitamínicos. Em praticamente todos os casos, a bebida envenenada foi colocada dentro de máquinas automáticas de venda ou então em cima dela. Na época, o Professor de psicologia Susumu Oda disse ao The New York Times: “Ele cinicamente desfruta de uma superioridade imaginando as vítimas gemendo e não sente remorso.”

El Psicópata - serial killer

26. El PsicópataCosta Rica


Onde: Costa Rica | Período: 1986 a Outubro de 1996

El Psicópata foi o primeiro caso documentado e estudado de um serial killer da história da Costa Rica. Ele agiu ao longo de uma década deixando um rastro de 19 assassinatos entre 1986 e 1996.

Suas vítimas eram mulheres ou casais (geralmente atacados em lugares remotos à noite), que tinham a má sorte de cruzar o “triângulo da morte”, uma área localizada entre as cidades de Cartago, Curridabat e Desamparados.

Um perfil do assassino foi traçado com a ajuda do FBI, mas sem sucesso. O último crime atribuído a Él Psicópata ocorreu em 26 de outubro de 1996, na zona rural de Desamparados. Mauricio Cordero e Ileana Álvarez estavam dentro de seu veículo Nissan Sentra quando foram surpreendidos pelo serial killer que os obrigou a sair do carro e andar 500 metros antes de executá-los.

O Psicopata de hwaseong - serial killer

27. O Psicopata de Hwaseong


Onde: Hwaseong, Coréia do Sul | Período:  15 de Setembro de 1986 a 3 de Abril de 1991

Os assassinatos em série de 10 mulheres durante quatro anos assustou a Coréia do Sul no final da década de 80. O último assassinato ocorreu por volta das 21h de 3 de abril de 1991, quando uma mulher de 69 anos foi encontrada morta. Ela foi estuprada e estrangulada com a sua meia-calça em uma montanha de Hwaseong. Todas as vítimas eram estranguladas com suas próprias roupas: meia-calças ou meias.

Descobriu-se que o assassino tinha o sangue tipo B, e baseado no testemunho de uma vítima que conseguiu escapar, ele estava na casa dos 20 anos, tinha 1.65 a 1.70m e era magro. Na tentativa de resolver o caso, autoridades sul-coreanas empenharam o maior número de policiais da história do país. Mais de 21 mil homens foram investigados e mais de 40 mil tiveram suas impressões digitais retiradas. A primeira análise de DNA no país – com ajuda dos japoneses – foi feita em cabelos coletados de vários suspeitos.

Em 2003, o filme “Memórias de um Assassino“, vagamente baseado no caso, foi sucesso na Coréia do Sul e no mundo.

O assassino nunca foi pego e o caso prescreveu em 2006.  

Assassinatos no Parque Colonial

28. O Assassino do Parque ColonialEstados Unidos


Onde: Parque Colonial, Virgínia, Estados Unidos | Período: 12 de Outubro de 1986 a 5 de Setembro de 1989

O Assassino do Parque Colonial atacou pela primeira vez em 12 de outubro de 1986. Suas duas primeiras vítimas foram um casal de lésbicas – a corretora da bolsa e ex-marinheira Cathleen Marian Thomas, 27, e a estudante Rebecca Ann Dowski, 21. Seus cadáveres foram encontrados por uma pessoa que corria no parque. Os corpos estavam dentro do Honda Civic de Cathleen. Acredita-se que elas tenham estacionado no parque para namorar (há no parque uma popular área frequentada por casais gays). Foram amarradas, estranguladas e tiveram a garganta cortada, mas não havia evidência de abuso sexual. Os corpos estavam encharcados com diesel, mas não foram incendiados.

Pouco menos de um ano depois, em setembro de 1987, David Lee Knobling, 20, e Robin M. Edwards, 14, foram assassinados e encontrados no sopé da ponte do rio James. O sutiã de Robin estava em volta do seu pescoço e a picape Ford de David foi encontrada com a janela do motorista aberta até a metade, a chave na ignição e a carteira no painel. A polícia acredita que o casal foi forçado a andar dois quilômetros até a floresta antes de serem executados e jogados na margem do rio.

Sete meses depois, Cassandra Lee Hailey, 18, e Richard Keith Call desaparecem após marcarem o primeiro encontro. Um dia depois, o carro de Call foi encontrado no Parque Colonial. As peças íntimas dos dois estavam no banco traseiro. Os corpos de Cassandra e Call nunca foram encontrados.

Em 6 de setembro de 1989, Anna Marie Phelps, 18, e Daniel Lauer, 21, desapareceram. No mês seguinte seus restos esqueléticos foram encontrados no Parque Colonial. Uma autópsia revelou que eles foram esfaqueados.

Mais de 30 anos depois do início dos assassinatos, a polícia americana não tem ideia de quem seja o assassino. Sob jurisdição do FBI, o caso não foi fechado e continua sendo investigado.

O Estripador de Lisboa

29. O Estripador de Lisboa


Onde: Lisboa, Portugal | Período: 31 de Julho de 1992 a 15 de Março de 1993

Elas eram mulheres; prostitutas; baixas; morenas. Todas tinham o nome Maria. Apenas os rostos foram preservados.

A primeira vítima oficial do Estripador de Lisboa foi Maria Valentina, 22, encontrada morta em 31 de Julho de 1992. Ela foi estrangulada e estripada. O assassino levou com ele alguns órgãos internos. A segunda vítima, Maria Fernanda, 24, foi encontrada morta em 27 de Janeiro de 1993. Ela também foi estripada e, mais uma vez, o assassino levou consigo alguns órgãos. A terceira vítima, Maria João, 27, foi encontrada morta em 15 de Março de 1993. Como as vítimas anteriores, ela foi estripada, mas desta vez o psicopata levou praticamente todos os seus órgãos.

Sem pistas e sem saber para onde ir, a polícia portuguesa pediu ajuda aos famosos caçadores de mentes do FBI; um perfil foi traçado, mas o estripador nunca foi identificado. Os crimes prescreveram em 2008. Como seu colega londrino, nunca saberemos o nome deste serial killer português.

Serial killer de Long Island

30. O Serial Killer de Long IslandEstados Unidos


Onde: Long Island, Nova Iorque, Estados Unidos | Período: 1996 – atualmente

Acredita-se que o serial killer de Long Island tenha assassinado entre 10 e 17 pessoas em um período de 20 anos. Os corpos foram descartados ao longo da Ocean Parkway, perto de praias remotas de Long Island – Gilgo Beach e Oak Beach.

Os restos mortais das primeiras quatro vítimas foram descobertos em Dezembro de 2010 quando a polícia investigava o desaparecimento de uma prostituta. Outros seis restos mortais humanos foram encontrados em Março e Abril de 2011. Em 29 de Novembro de 2011, a polícia de Nova Iorque anunciou que um serial killer seria o responsável por todas as 10 mortes. Os restos mortais que puderam ser identificados pertenciam a garotas de programa que anunciavam os seus serviços no site de classificados Craiglist. Ainda no mesmo ano, autoridades revelaram que os restos mortais encontrados em 11 de Abril de 2011 correspondiam à duas pernas encontradas em um saco de lixo que boiou na Ilha do Fogo em 1996, indicando que o assassino é atuante desde essa época.

Em 2015 o FBI se juntou ao caso. 

Sobre este serial killer leia os textos abaixo:

31. O Açougueiro de Mons


Onde: Mons, Bélgica | Período: 1996 – 1997

A polícia da cidade belga de Mons acusa um desconhecido serial killer pelo assassinato de cinco mulheres, cujos corpos desmembrados foram encontrados em valas de estradas e beira de rios. A primeira descoberta, em março de 1997, revelou braços e pernas de três diferentes vítimas, enrolados em sacos de lixo jogados ao lado de uma estrada nos arredores de Mons. Um dia depois, outro saco de lixo foi encontrado, este continha o tronco de uma mulher “cirurgicamente dissecado”. A autópsia revelou que uma vítima havia sido morta uma semana antes; as outras duas, com as pernas e braços meio congelados, pareciam ter sido mortas dois anos antes.

A BSU foi contatada e ajudou a traçar um perfil do Açougueiro de Mons. Enquanto isso, a quarta vítima foi encontrada em junho de 1997, enrolada em sacos de lixo como as outras. Duas das vítimas foram identificadas como Martine Bohn, 43, uma transexual francesa que desapareceu em julho de 1996 – ela teve ambos os seios removidos. A segunda era Nathalie Godart, 21. Posteriormente, Jacqueline Leclercq, 23, vista pela última vez em 23 de janeiro de 1997, foi identificada como sendo a terceira vítima do assassino em série. A quarta mulher, Carmelina Russo, desapareceu em 4 de janeiro de 1996. Restos esquartejados da quinta vítima, Begonia Valencia, 37, foram encontrados tempos depois (desaparecida desde julho de 1997).

Psiquiatras belgas descreveram o psicopata como uma pessoa extremamente meticulosa, exigente e organizada, cujos assassinatos eram “muito limpos, precisos, o trabalho de um obsessivo”.

O montenegrino Smajo Džurlić é um dos principais suspeitos do caso. Ele atualmente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos pelo assassinato semelhante de uma mulher em Nova Iorque. Ele teria cometido vários assassinatos do tipo pela Europa, entretanto, a polícia belga não fez nenhuma conexão entre ele e o Açougueiro de Mons, que oficialmente permanece desconhecido.

Operação Enigma - serial killer

32. Operação EnigmaInglaterra


Onde: Inglaterra | Período: 1996 a 1998

A Operação Enigma foi iniciada em 1996 após preocupações das autoridades inglesas sobre o alto número de assassinatos de mulheres não resolvidos e o medo de que serial killers estivessem atuando no país, principalmente após uma série de assassinatos não resolvidos de prostitutas em Midlands, entre 1993 e 1994, e também devido ao Estripador de Yorkshire, cujos assassinatos não foram ligados entre si.

Com a ajuda da BSU, a força-tarefa composta de cientistas, psicólogos e agentes da lei examinou 207 assassinatos não resolvidos de mulheres entre 1986 e 1996. Em 1998, a Operação Enigma concluiu que 135 desses assassinatos foram aleatórios, mas 72 deles “necessitavam de maior investigação“, segundo o próprio relatório. Essas 72 mortes foram distribuídas em 21 grupos que apresentavam “características similares“, com assinaturas óbvias, como a forma de mutilar as vítimas.

A conclusão da Operação Enigma foi de que havia quatro serial killers ativos e não identificados na Inglaterra. Eles nunca foram identificados. Já Alun Kyte, foi preso em 2000 e acusado de dois dos assassinatos de prostitutas de Midlands.

Maníaco de Novosibirsk - serial killer

33. O Maníaco Satanista de NovosibirskRússia


Onde: Novosibirsk, Rússia | Período: 1998 – 2006

A partir de 1998, mulheres começaram a morrer de forma grotesca em Novosibirsk, Sibéria, região central da Rússia. Os assassinatos eram cometidos em áreas isoladas nos arredores da cidade, como em aterros sanitários, áreas florestais ou estradas, o que fez com que a polícia levasse anos para ligá-los. Os cadáveres eram encontrados desmembrados, com os pedaços mutilados por cortes que representavam símbolos; o coração era removido, assim como a cabeça, que era colocada dentro de um capuz. A mutilação era tão extrema que levou anos para a polícia identificar as primeiras vítimas.

Dezessete vítimas foram ligadas ao mesmo assassino. Elas eram mulheres morenas de cabelos compridos, jovens e com alguma ligação com a prostituição. Apenas seis vítimas puderam ser identificadas – 11 permanecem desconhecidas. Em 1999, o corpo de uma mulher foi encontrado em uma floresta perto da aldeia de Tulinskoe, ao lado havia alguns amuletos estranhos (como o da imagem acima), oito estacas de madeira com cerca de 30 centímetros com símbolos pregados; cada estaca estava queimada. Descobriu-se que a vítima foi morta no Dia das Bruxas.

Apenas em 2005 a polícia juntou todos os caos em apenas um, mas a investigação foi suspensa devido à incapacidade de encontrar um suspeito. Em 2006, o Maníaco Satanista de Novosibirsk atacou novamente, e no ano seguinte o caso foi reaberto. 

Dez anos depois, os macabros assassinatos de Novosibirsk continuam sem solução.

Jack o Açougueiro - serial killer

34. Jack, o AçougueiroBelize


Onde: Cidade de Belize, Belize | Período: 1998 a 2000

Uma reportagem do canal belizenho News 5 no final de 2016 apontou para o grande número de assassinatos ocorridos naquele ano no país. Muitos deles permanecem sem solução. E por falar em assassinatos sem solução, uma série de crimes contra crianças ainda assombra as pessoas de Belize quase 20 anos depois.

Pelo menos cinco crianças (o número pode chegar a oito) foram brutalmente assassinadas na capital do país entre 1998 e 2000. Elas tinham entre 9 e 14 anos; eram torturadas e selvagemente esfaqueadas por todo o corpo. Sherilee Nicholas, 13, Jackie Malic, 12, Naomi Hernandez, 14, Jay Blades, 9, e Erica Wills, , sentiram a fúria do serial killer que os belizenhos apelidaram de “Jack, o Açougueiro”. Malic foi desmembrada enquanto as outras sofreram terríveis mutilações.

Na época, os belizenhos compararam os assassinatos aos de Jack, o Estripador. Autópsias revelaram que o assassino drogava as meninas com álcool e drogas antes de matá-las.

Há a suspeita de que Jack, o Açougueiro seria da área da saúde, um médico ou enfermeiro.

O Ritualista de Accra - serial killer

35. O RitualistaGana


Onde: Accra, Gana | Período: 1998 – 2000

Um prolífico serial killer aterrorizou as mulheres de Accra, Gana, no final dos anos 90 e início de 2000. As vítimas, mulheres, eram encontradas nuas da cintura pra baixo, com as pernas abertas. Em muitos casos, preservativos não usados eram espalhados em volta do corpo. Algumas vítimas tinham as vaginas mutiladas assim como pequenos furos de onde o assassino retirava o sangue – seringas vazias eram encontradas nas cenas dos crimes.

A falta de interesse da polícia em solucionar os casos facilitou a ação do assassino, que parece ter parado de matar dois anos depois de começar, quando relatos do caso começaram a pipocar na mídia internacional e as autoridades ganesas passaram a dar mais atenção. Mas já era tarde demais, o Ritualista desapareceu deixando para trás 34 mulheres mortas.

Em tempo: um homem chegou a ser preso e condenado por nove dos assassinatos, mas alegou ter sofrido tortura para confessar os crimes. Em 2010, o presidente de Gana, John Atta Mills, pediu formalmente ao Inspetor Geral da Polícia para reabrir o caso, pedido que ganhou o apoio da mídia e população local, que não acreditam na culpa do suspeito. De qualquer forma, mesmo se ele for o culpado por 9 dos 34 assassinatos, ainda sobra 25 não solucionados, obras de outro serial killer desconhecido.

O Homem do Rio - serial killer

36. O Homem do RioAfrica do Sul


Onde: Greenwood Park, Durban, África do Sul | Período: 1999 – 2003

O Homem do Rio é um dos mais notórios assassinos em série a escapar da polícia. Acredita-se que ele tenha começado sua onda de matança em março de 1999 quando um corpo foi encontrado boiando no Rio Umhlangeni, em Greenwood Park, Durban. Até 2003, outros 12 corpos seriam encontrados. Algumas fontes ligam o Homem do Rio a até 26 assassinatos.

Todas as vítimas eram mulheres com idades entre 25 e 40; todas foram estranguladas com um item do seu vestuário; os corpos eram encontrados boiando no rio ou na margem com as mãos amarradas para trás.

Uma grande força-tarefa foi montada, contando com os melhores psicólogos forenses da África do Sul, para tentar identificar o serial killer, mas até hoje o Homem do Rio permanece à solta.

Serial Killer na Guatemala

37. Jack, o Estripador da GuatemalaGuatemala


Onde: Cidade da Guatemala, Guatemala | Período: 2001

Em 2001, um serial killer fez o seu caminho na Cidade da Guatemala ao matar pelo menos 12 prostitutas estrangulando-as com sacos plásticos e escrevendo mensagens moralistas nas costas das vítimas com um marcador vermelho. Ele foi apelidado de “Jack, o Estripador da Guatemala” e assassinava suas vítimas dentro de quartos de hotéis. Ele assinava suas notas com as letras MS e informou que já havia matado prostitutas em Los Angeles e El Salvador. “Morte às putas, eu voltarei”, foi uma de suas mensagens.

Jack, o Estripador da Guatemala não foi o único serial killer a nunca ser capturado na Guatemala. Na verdade, se existe um país propício para assassinos em série este é a Guatemala. Segundo uma reportagem da BBC Mundo [25] em 2005, entre 2001 e 2004, 1.188 mulheres foram assassinadas no país. Muitos desses crimes foram cometidos por serial killers, e como sabemos que as mulheres são as principais vítimas desses assassinos…”Os assassinatos ocorrem em circunstâncias excepcionalmente brutais. As vítimas muitas vezes são desfiguradas, apresentam mutilações e sinais de tortura”, diz a reportagem. O estudo Guatemala: No protection, no justice: Killings of women in Guatemala revela mais:

“Os corpos de muitas mulheres, às vezes nus ou semi-nus, são muitas vezes abandonados em lugares públicos, periferias, barrancos ou nas entradas da cidade… Muitas das mortes são brutais. O corpo de Sandra Janet Palma, 17, foi encontrado em 5 de julho de 2004. Ela desapareceu uma semana antes na cidade de Buena Vista em San Pedro de Secatepéquez. Os relatórios indicam que seu braço direito, seios, mão esquerda, olhos e coração foram mutilados.”

Já outro serial killer nunca capturado no país atacou em 2003 ao torturar e matar 10 adolescentes. Em 2007, foi lançado o documentário “Killer’s Paradise“, e ele deixa claro: “Guatemala é um local quente para um esporte – o de caçar mulheres e meninas por serial killers.”

O Estrangulador de Guarulhos - serial killer

38. O Estrangulador de GuarulhosBrasil


Onde: Guarulhos, São Paulo, Brasil | Período: 17 de Julho de 2001 a Novembro de 2002

Entre 2001 e 2002, um maníaco estrangulador assassinou pelo menos 10 mulheres em Guarulhos, São Paulo. O modus operandi do assassino consistia em adentrar na casa da vítima, fingindo ser um comprador de imóvel ou funcionário de uma empresa de serviço de água e esgoto, estrangulá-la com uma peça de roupa da própria vítima (camisetas, calças, cintos…) e levar algum objeto como “um macabro souvenir”, segundo delegado do caso.

A primeira vítima, Elisângela Nicolau dos Santos, 24, foi estrangulada dentro de sua casa com um cinto. Maria Augusta da Silva, 31, foi estrangulada dentro de sua casa com sua própria blusa. Joice Rodrigues dos Santos, 18, foi estrangulada com a alça da própria bolsa. Cleonice da Silva Martins, 25, foi estrangulada com o pano de prato. No final de junho de 2002, Maria Noêmia Silva de Moraes, 23 anos, foi encontrada com um lençol amarrado no pescoço. Já Ivaneide Miranda de Queiroz, 25, foi estrangulada com uma de suas blusas.

Um retrato-falado do psicopata chegou a ser feito baseado no depoimento de mulheres que sobreviveram aos ataques – supõe-se que o assassino tenha pensado que a vítima estava morta e foi embora, mas elas apenas haviam desmaiado. Segundo V.R.S., 21, uma das sobreviventes, o homem entrou em sua casa após ludibriá-la sobre a possibilidade de comprar o lote vizinho. Já A.S.A.R, 29, não o deixou entrar quando ele veio com a mesma conversa. Então ele deu a volta pelo terreno e invadiu a cozinha. O serial killer esganou a jovem mas fugiu quando o cunhado de A.S.A.R. chegou na residência. Segundo as sobreviventes, o psicopata tem a lábia afiada para enganar e tem uma risada sarcástica quando inicia o ataque.

Apesar da ajuda da criminologista Ilana Casoy, este estrangulador em série brasileiro nunca foi capturado.

“É uma pessoa doente que está praticando esses atos”.

[João Roque Américo – Delegado de Polícia]

O Colecionador de Ossos de West Mesa - serial killer

39. O Colecionador de Ossos de West MesaEstados Unidos


Onde: West Mesa, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos | Período: 2001 a 2005

A sinistra história do Colecionador de Ossos de West Mesa começa nos arredores de Albuquerque, Novo México, quando 11 corpos foram desenterrados do deserto em 2009.

Levou semanas para que a polícia descobrisse todos os corpos – que estavam espalhados em 37 hectares de deserto – e quase um ano para identificar as vítimas. Todas eram mulheres com idades entre 15 e 32 anos, a maioria de origem hispânica. As mulheres haviam desaparecido entre 2001 e 2005, ou seja, muito antes dos corpos serem descobertos. Dez das 11 vítimas eram prostitutas e usuárias de drogas. Uma das vítimas, Michelle Valdez, 22, estava grávida de quatro meses. A vítima número 11, Jamie Barela, 15, desapareceu após ir a um parque com sua prima em 2004. Evelyn Salazar, 27, prima de Barela, também foi identificada como uma das 11 vítimas do Colecionador de Ossos. Uma outra adolescente de 15 anos, Syllania Edwards, era a única vítima afro-americana e a única com laços fora do Novo México.

Profilers do FBI foram chamados pela polícia de Albuquerque para ajudar nas investigações dos assassinatos que ficaram conhecidos no estado como o “crime do século”. Apesar dos esforços, o serial killer continua à solta.

“Existe a possibilidade do assassino ir e vir. Serial killers se movem; é por isso que eles não são pegos. Se ele não foi capturado, então tenho certeza absoluta que há vítimas em outro lugar. Ele pode estar ainda no Novo México ou outro estado.”

[George Walker, detetive particular contratado por familiares das vítimas]

O Esquartejador - serial killer

40. O EsquartejadorCosta Rica


Onde: San José, Costa Rica | Período: 2001 a Julho de 2010

Outro serial killer nunca identificado na Costa Rica foi O Esquartejador. Em 15 de julho de 2010, jornais locais publicaram a volta do serial killer cuja uma das características é o longo período de inatividade, na psicologia dos serial killers conhecido como período de “resfriamento emocional”.

Na manhã de ontem apareceu uma cabeça, uma mão e um pé de um homem jovem no pé do rio Chirripó… O macabro assassinato pode ser o primeiro de uma nova temporada desse assassino em série que havia parado de operar em 2007″, relatou o La Gente. Responsável por cerca de 15 assassinatos (em 2001, 2005, 2007 e 2010), suas vítimas eram mulheres e homens viciados em drogas, a maioria jovens. Eles eram decapitados e esquartejados com uma serra elétrica ou cutelo.

A história do Esquartejador começa em 2001 quando ele começou a matar mulheres viciadas em drogas que costumavam perambular pela região de Lomas de Ocloro. As primeiras a morrerem foram duas adolescentes de 17 e 14 anos. Ele só voltou em 2005, esquartejando seis mulheres. Tirou dois anos de “férias” e voltou em 2007 e depois em 2010.

Apesar uma grande investigação, o serial killer permanece à solta.

O Maníaco de Danilovsky - serial killer

41. O Maníaco de DanilovskyRússia


Onde: Cherepovets, Rússia | Período: 2004 – 2007

Entre 2004 e 2007, sete mulheres foram assassinadas na cidade de Cherepovets, Rússia. Marina Ostrovskaya, 17, foi morta em fevereiro de 2004. Em agosto do mesmo ano, a estudante Irina Popova, 19, foi estuprada e estrangulada em um terreno baldio. Um mês depois, Tatiana Baeva, 22, também foi estuprada e morta. Em 8 de dezembro foi a vez de Tatyana Maximova, 17, ser estuprada e morta. Em 26 de junho de 2005, o assassino voltou a trabalhar quando estrangulou Lyudmila Miroshcichenko, 31. Em 14 de julho, Svetlana Stepanova, 19, foi morta. O estrangulador tirou um ano de “férias” em 2006 e voltou a atacar em junho de 2007 ao assassinar Natalia Zakalova.

As autoridades russas creditam ao mesmo assassino todos os sete assassinatos. Ainda há a suspeita de que o mesmo serial killer tenha assassinado uma mulher chamada Elena em 2010, em Vologda, cidade a duas horas de Cherepovets. Ele ainda é suspeito de uma série de assassinatos entre 1999 e 2003.

Apesar de uma recompensa oferecida pelas autoridades, este serial killer ainda não foi identificado.

O Empurrador - serial killer

42. O EmpurradorInglaterra


Onde: Manchester, Inglaterra | Período: 2004 – Atualmente

Desde 2004, cerca de 100 cadáveres foram retirados dos rios de Manchester, Inglaterra. A causa da morte foi descoberta na grande maioria dos casos, mas 28 continuam sem explicação. Especialistas ingleses sugerem a hipótese de que um serial killer – apelidado de “The Pusher” – está por trás das mortes. Ele seria um psicopata que assassina suas vítimas – todos homens – empurrando-os para as águas geladas. A crença da ação de um serial killer é reforçada pelo alto número de homens que morreram nos rios (86 entre 2007 e 2014). Investigando a vida da maioria das vítimas, a polícia encontrou pais de família, estudantes e jovens com uma vida completamente normal, sem qualquer indício para, por exemplo, suicídio. Além disso, médicos legistas e autoridades não conseguiram concluir como as vítimas caíram nos rios. Para finalizar, em um caso – do estudante de design Souvik Pal, 18 -, câmeras de segurança o flagraram caminhando com um homem desconhecido minutos antes de desaparecer na ponte do Canal Bridgewater.

David Plunkett, 21, encontrado morto no Canal Ship Manchester, desapareceu em abril de 2004. Na noite de sua morte, os pais de David, preocupados, ligaram para o filho e escutaram gritos aterrorizantes. O personal trainer Nathan Tomlinson, 21, foi encontrado morto boiando no Rio Irwell em fevereiro de 2011. Ele estava sem o seu casado, telefone, passaporte e carteira.

Mortes semelhantes ocorreram em Yorkshire – cinco em 2016 – e em Bristol. Especificamente em Bristol, três jovens homens foram encontrados mortos boiando em rios no prazo de poucas semanas, entre março e abril de 2017. Muitos na Inglaterra especularam que O Empurrador, receoso com a investigação em Manchester, tenha parado de agir em 2014 e voltado a atacar em Yorkshire (2016) e Bristol (2017).

“Canais não são lugares populares para suicídios, especialmente homens. Ao contrário, canais são lugares populares para descartar um corpo. A água é um ótimo lugar para apagar evidências de DNA.”

[Craig Jackson, criminologista e professor da Universidade da Cidade de Birmingham]

Açougueiro da B1 - serial killer

43. O Açougueiro da B1namibia


Onde: Rodovia B1, Namíbia | Período: 2005 a 2007

Entre 2005 e 2007, cinco mulheres foram mortas e encontradas aos pedaços ao longo da B1 – uma estrada que corta de norte a sul a Namíbia.

As vítimas desse açougueiro africano eram todas jovens: Juanita Mabula, 21, morta em 2005; Melanie Janse, 22, também assassinada em 2005 e Sanna Helena, 36, morta em 2007. Pedaços esquartejados pertencentes a duas outras mulheres nunca foram identificados. Todas as vítimas pertenciam às chamadas “pessoas de cor”, namibianas que não eram 100% negras, mas de pele mais clara, descendentes de colonizadores europeus. Além disso, todos os pedaços de corpos encontrados apresentavam sinais de congelamento, o que indicou aos investigadores que eles foram armazenados em algum tipo de câmara fria antes de serem descartados. Além disso, o esquartejamento feito de forma limpa e precisa, com o sangue drenado, mostrou aos investigadores que o assassino era um profissional na arte de matar – um psicopata dos mais assustadores. 

Duas das três vítimas identificadas eram prostitutas que trabalhavam na área de Ausspannplatz, região de Windhoek. Apesar de uma grande caçada policial que contou com a ajuda de especialistas da África do Sul, este lunático homicida jamais foi identificado. A última atividade suspeita relacionada a ele foi em 2010 quando uma cabeça foi encontrada em Rehoboth, região central da Namíbia.

Homem Cerveja - serial killer

44. Homem CervejaÍndia


Onde: Mumbai, Índia | Período: Outubro de 2006 a Janeiro de 2007

Homem da Cerveja foi o apelido dado a um serial killer suspeito de matar sete homens no sul de Mumbai, Índia, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007. O assassino deixava uma garrafa de cerveja ao lado de cada corpo, daí o apelido – o que também era sua assinatura.

As vítimas eram mortas com várias facadas pelo corpo e tinham suas cabeças esmagadas por pedras. A polícia chegou a prender um suspeito, Ravindra Kantrole, e o acusou de três dos sete assassinatos. Mais tarde, porém, descobriu-se que Kantrole havia sido torturado para confessar as mortes e, além disso, evidências forenses falharam em ligá-lo aos crimes. 

Maníaco do Arco-Írirs

45. O Maníaco do Arco-ÍrisBrasil


Onde: Carapicuíba, São Paulo, Brasil | Período: Julho de 2007 a Agosto de 2008

O parque dos Paturis, em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, é um popular ponto de encontro gay. Mas no período de um ano, entre julho de 2007 e agosto de 2008, o local foi assombrado por um serial killer que parecia não gostar de homossexuais. Nos registros oficiais 13 homens foram assassinados por um homicida misterioso que ganhou o apelido de “Maníaco do Arco-Íris” – uma alusão à bandeira colorida da comunidade LGBT. Doze vítimas foram mortas a tiros e uma a pauladas. Em março de 2009, o homossexual Sales Neto, 29, foi morto a pauladas a 200 metros do parque. Ele foi encontrado com suas calças arriadas e o rosto completamente desfigurado. Apesar da similaridade, Sales Neto não foi adicionado aos 13 assassinatos atribuídos ao serial killer.

Um ex-PM chegou a ser preso e acusado de um dos crimes, mas foi inocentado.

Os assassinatos em série do parque Paturis continuam sem solução.

Serial Killer dos Urais - Video

46. O Matador da SibériaRússia


Onde: Sibéria, Rússia | Período: 2011 – atualmente

Em 4 de novembro de 2013, o The Siberian Times publicou uma matéria assustadora. O título trazia a seguinte manchete: “Polícia nos Urais caça sádico assassino de vovós que matou 32 pensionistas”.

A reportagem diz que a polícia oferece uma recompensa de 31 mil dólares por informações que levem a captura de um serial killer que já matou 32 mulheres com idades entre 80 e 90 anos.

A polícia russa o caracterizou de “sadista”, pois ele nunca rouba dinheiro ou outros pertences das vítimas. Aparentemente, o serial killer tem interesse apenas em estrangulá-las até a morte. As táticas deste psicopata que ainda não foi capturado mostram semelhanças com a pior serial killer mulher da história russa: Irina Gaidamachuk, conhecida pelo apelido de “Satanás de Saia”. Irina foi presa por assassinar 17 mulheres idosas nos Urais, entre 2003 e 2010.

Como Irina, o serial killer que está à solta se passa por um funcionário público para ter acesso às casas das idosas. Irina fingia ser assistente social, já este serial killer finge ser um agente de habitação. O perfil das vítimas e o local (Sibéria) também é o mesmo, e isso levou à suspeita de que o serial killer possa ser um copycat (imitador).

O serial killer percorre uma ampla área para matar, cobrindo a orla ocidental da Sibéria, principalmente na região de Ekaterinburg e Chelyabinks, e nas regiões de Kazan e Samara.

Após ser flagrado por câmeras de segurança em 2013, ele aparentemente parou, mas parece ter voltado à ativa no final de 2016. Um vídeo de segurança de um conjunto de apartamentos em Kazan, Tartaristão, de Outubro de 2016, mostrou um homem espreitando os apartamentos. Uma olhada mais aguçada e as autoridades comprovaram que o homem é o serial killer procurado por pelo menos 32 mortes na Sibéria. Veja o vídeo no link abaixo:

Assassino de Prostitutas de Ruanda

47. O Missionário de KigaliRuanda


Onde: Kigali, Ruanda | Período: Julho de 2012 – Atualmente

“Eu vou parar quando eu tiver matado 400 prostitutas”, foi o bilhete deixado talhado a faca na barriga da prostituta Clementine Uwimbabazi, em 29 de agosto de 2012. Em apenas dois meses, entre julho e agosto de 2012, 18 prostitutas foram estranguladas por um serial killer missionário em Kigali, Ruanda.

Outros assassinatos de prostitutas foram cometidos nos anos seguintes e é possível que o assassino tenha diminuído sua escalada de mortes devido às investigações que se sucederam após atenção internacional. Uma reportagem do site ruandês The New Times of Rwuanda afirmou que “na maioria dos incidentes, testemunhas falaram de um homem alto, magro, de pele clara que parece estar na casa dos 30 anos. Um homem que preenche esta descrição, dizem as testemunhas, tem sido visto nas áreas conhecidas por mercado de sexo em Kigali”.

O Ritualista de Irokodu - serial killer

48. O Ritualista de IkoroduNigeria


Onde: Ikorodu, Lagos, Nigéria | Período: 2015

Moradores de Ikorodu, Lagos, tiveram pesadelos em 2015 com o número de corpos encontrados em canais e estradas da cidade antiga. Pelo menos 10 corpos mutilados de mulheres foram descobertos, incluindo seis cadávers em decomposição encontrados em um canal [foto acima] no bairro de Anibaba.

Outros corpos de mulheres foram encontrados em beira de estradas, com seios e línguas removidos. Duas adolescentes também foram encontradas mortas em canais de Ikorodu na mesma época, mas os corpos sem mutilações fez a polícia descartar serem obras do Ritualista.

Hospital Yokohama - 101 Crimes Notórios e Horripilantes de 2016

49. O Envenenador do Hospital OguchiJapão


Onde: Yokohama, Japão | Período: Julho a Setembro de 2016

Em 18 de setembro de 2016, Sozo Nishikawa, 88, faleceu no hospital geral de Oguchi, Japão. Dois dias depois, Nobuo Yamaki, 88, também faleceu. Duas mortes em tão pouco espaço de tempo é incomum para os padrões de saúde japoneses. Mas não era só isso. Muitos no hospital já suspeitavam de que havia algo estranho ali: somente nos últimos dois meses, de julho e agosto, 46 pessoas morreram no mesmo corredor que Nishikawa e Yamaki.

Assustados, a direção do hospital, juntamente com a equipe médica local, decidiu realizar uma autópsia nos corpos de Nishikawa e Yamaki. A autópsia revelou uma grande quantidade de líquido desinfetante, desses que a gente usa pra limpar a casa. Estava claro que algum médico(a) ou enfermeiro(a) estava cuidando para que os pacientes encontrassem logo o criador, injetando desinfetante em suas veias. Um pente fino no hospital revelou vários sacos de soro, aqueles que ficam pendurados em hastes de metal, repletos de desinfetante. Em todos havia um furo muito, mas muito pequeno, orifício pelo qual acredita-se que o psicopata injetou o líquido.

O costume dos japoneses em cremar seus mortos dificultou o trabalho da polícia em saber quantas pessoas ao certo foram assassinadas. A investigação apontou que, enquanto pacientes morriam, uma série de incidentes assustadores tirou o sossego dos funcionários do hospital. Em um deles, uma enfermeira encontrou seu avental todo picado, como se alguém tivesse usado um bisturi para cortá-lo. Em outro, um funcionário passou mal e teve bolhas nos lábios após beber água de um galão, que descobriu-se estar com água sanitária. 

Até o presente momento as autoridades japonesas não identificaram o serial killer suspeito da morte de 48 pessoas no Hospital Oguchi.

Matador de Crianças de Kasur - serial killer

50. O Tio do Doce


Onde: Kasur, Paquistão | Período: Janeiro de 2017 – Atualmente

Seis meses e 10 assassinatos, todas crianças entre 5 e 10 anos, todas estupradas, assassinadas e deixadas em casas em construção.

O matador em série de crianças de Kasur atacou pela última vez em 8 de julho, ao estuprar e estrangular uma menina de 8 anos. O primeiro assassinato aconteceu em janeiro, quando uma garotinha de cinco anos foi encontrada amordaçada em uma casa em construção perto de onde morava.

Os 10 assassinatos ocorreram em um raio de 10 quilômetros. Cerca de 150 pessoas já foram levadas sob custódia e interrogadas, mas os crimes permanecem sem solução.

O Selvagem do Galho - serial killer

51. O Selvagem do GalhoUganda


Onde: Katabi Town Council, Uganda | Período: Abril de 2017 – Atualmente

O corpo de Gorret Nansubuga, 19, foi encontrado em 7 de junho, apenas 10 metros de onde ela morava com uma amiga. Grávida de dois meses, a vítima estava com as pernas abertas e um galho enfiado na vagina. Menos de duas semanas depois, em 19 de junho, o corpo nu de Faith Komugisha, 31, foi encontrado em um campo atrás de sua casa na vila Kitinda. Como Nansubuga, ela estava com as pernas abertas e tinha um galho enfiado na vagina. Um mês depois, em 20 de julho, o corpo nu de Norah Wanyana, 18, foi encontrado em uma plantação de banana perto de sua casa. Mais uma vez havia um galho enfiado em sua vagina.

Parece não haver dúvidas de que há um serial killer atacando em Uganda neste ano de 2017 com uma macabra assinatura. Outras quatro mulheres, todas na casa dos 20 anos, foram estupradas e estranguladas na região a partir de abril. Entre 2014 e 2015, Uganda registrou vários assassinatos de mulheres que seguem o mesmo padrão: jovens mulheres estupradas e estranguladas. Nenhum dos crimes foi solucionado.

Fontes consultadas: [1] Boston Evening – A Whitechapel Fiend in Nicaragua. 6, fev, 1889; [2] The Guardian – Jack the Ripper ‘may have killed abroad’; [3] 501 Crimes mais Notórios – Paul Donnelley;  [4] Nytimes; [5] Texas Monthly; [6] Ultima Hora – Publico.pt – Caso do estripador de Lisboa prescreve hoje; [7] Folha de São Paulo – Polícia diz que estrangulador de Guarulhos pode ter matado dez. 31, ago, 2002; [8] Folha de São Paulo – Homem é morto a pauladas em Carapicuíba. 16, mar, 2009; [9] The New York Times – JAPANESE PUZZLE: THE VENDING MACHINE MURDERS. 10, dez, 1985; [10] Creative Loafing – Atlanta’s Jack the Ripper. 26, out, 2005; [11] Messaggero Veneto Udine – In un ventennio 14 omicidi e 3 arresti; [12] Il Friuli – Ecco chi era il mostro di Udine; [13] Newsru – В деле новосибирского маньяка-сатаниста опознаны 6 жертв из 17; [14] Vice – How the ‘Axeman of New Orleans’ Terrorized a City and Escaped the Law; [15] Hindu Times – ‘Beer man’ let off; [16] News 5 – Revisiting Greatest Unsolved Murder Mystery – “Belizean Jack the Ripper”; [17] Taringa – Hiena Asesina, El Caníbal de San Isidro; [18] La Gente – Costa Rica en vilo: reaparece el «descuartizador»; [19] The Guardian – Fear grips Ghana as ritual killer claims 34th victim; [20] BBC – Ghana: Women killer strikes again; [21] Notimérica – ¿Conoces la terrible historia del descuartizador de Lima y su psicólogo ‘loco’?; [22] El Comercio – Mario Poggi o el histrión de la muerte; [23] BBC – Police to reopen ‘Enigma’ murders; [24] The Independent – Murders of women may be linked; [25] BBC Mundo – Ejecutadas en Guatemala. 9, jun, 2005; [26] Guatemala: No protection, no justice: Killings of women in Guatemala; [27] BG Falcon Media – Police say killer stalks prostitutes in Guatemala; [28] Reuters – FBI offers reward for California serial killer in cold case; [29] FBI.gov – Highway Serial Killings – New Initiative on an Emerging Trend; [30] AFP – Ivan the Ripper Stalks Mum Moscow. 19, nov, 1974; [31] IOL – ‘Riverman’ serial killer strikes again; [32] Daily Monitor – 6 women raped, killed in similar brutal fashion; [33] Daily Monitor – Serial killings: Schoolgirl falls victim; [34] Daily Trust -Nigeria: In Ikorodu, Fears Mount Over Serial Murders; [35] Dawn – 10 minors raped, killed in six months in Kasur city; 

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  • Deivid

    Todos esses tiveram sorte de não serem pegos, principalmente em países onde a pena de morte seria quase certa, Mas na minha opinião, nunca existiu um assassino, pedófilo, vampiro e canibal como o Albert Hamilton Fish, esses aí da lista são cruéis, porém Fish só matava crianças, o que o torna ainda mais cruel do que os outros que eu já li.

  • Do inferno é originalmente uma obra em quadrinhos do escritor Alan Moore, q foi posteriormente adaptada para o cinema.

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