Serial Killers: As Contemporâneas de Jack – Minnie Dean

Este post é parte da série “As Contemporâneas de Jack”: histórias de serial killers mulheres que viveram na mesma época de Jack, o Estripador, mas ao contrário dele não gozaram...
Minnie Dean - As Contemporâneas de Jack

As Contemporâneas de Jack - Minnie Dean

Este post é parte da série “As Contemporâneas de Jack”: histórias de serial killers mulheres que viveram na mesma época de Jack, o Estripador, mas ao contrário dele não gozaram da fama, não se tornaram assuntos de livros, muito menos filmes; seus crimes ficaram perdidos no tempo e na história, e não fosse o trabalho (tipo old school) de pesquisadores/escritores/jornalistas/entusiastas/etc (como este que aqui escreve), muitos nunca saberiam que um dia elas existiram.

Elas são europeias, elas são assassinas, elas são diabólicas, elas são serial killers. Elas são mulheres!

O assassinato em série nunca foi um fenômeno moderno que pareceu surgir nos anos 1970 com seus representantes máximos vindos dos Estados Unidos: os Bundy’s, Kemper’s, Gacy’s e Berkowitz’s da vida. Serial killers são tão antigos quanto a própria humanidade. É bem verdade que parece haver um ciclo. De tempos em tempos, eles, de repente, surgem. São centenas, milhares deles. E, da mesma forma que surgem, desaparecem nas sombras. Definitivamente hoje não há o número de assassinos em série que experimentamos, por exemplo, nos anos de 1970. Por quê? Não faço a mínima ideia. Claro, podemos especular, mas deixemos isso para outra hora.

Um outro momento em que serial killers infestaram o mundo foi na Europa do final do século 19. E eles não eram homens. Eram mulheres!

Minnie Dean


Crianças cuidado! É melhor que você seja bonzinho ou Williamina “Minnie” Dean irá te pegar!

Ou melhor, “ela vai te pe”, para usar as palavras da música escrita sobre a notória baby farmer escocesa que entrou para a história como a única mulher a ser executada na Nova Zelândia.

Cento e vinte e três anos depois de sua morte, uma lenda cresceu em torno de sua infâmia, imortalizada em livros, poesia, teatro e na música da cantora Helen Henderson.

A música codifica a ameaça que Minnie era para as crianças da Nova Zelândia; se elas se comportassem mal, Minnie Dean as levaria embora “e você nunca mais seria visto novamente”.

Aos 50 anos, Minnie Dean administrava uma espécie de orfanato na cidade rural de Winton, extremo sul da Nova Zelândia. Ela morava em uma fazenda com o marido Charles. Ambos eram pobres e pegar crianças para cuidar em troca de uma quantia em dinheiro dos pais foi uma forma de colocar comida na mesa. Ela aceitava filhos de mães solteiras ou de mães que já tinham filhos o suficiente. Em uma época em que ser mãe solteira era o pior dos castigos, o termo pejorativo “baby farming” apareceu para mostrar o desagrado das altas classes com a linha de negócio de tais mulheres. Pior ainda era o burburinho na região de que as crianças de Minnie Dean eram maltratadas.

De fato, ela era vigiada pela polícia desde 1891, quando apareceu perante um médico com um bebê de apenas seis semanas terrivelmente mal nutrido e com uma aparência esquelética. O bebê morreu no mesmo dia de problemas cardíacos e pulmonares. Ela enfrentou um julgamento e foi absolvida, mas o médico ficou preocupado com as condições na casa da criadora de bebê.

A casa de Minnie Dean na zona rural de Winton, Nova Zelândia. Foto: HOCKEN COLLECTIONS.

A casa de Minnie Dean na zona rural de Winton, Nova Zelândia. Foto: HOCKEN COLLECTIONS.

Quatro anos depois, Minnie Dean foi presa e acusada de matar Dorothy Edith Carter, 1 ano. Foi alegado que em uma série de viagens de trem por Southland e South Otago, ela matou uma criança e a colocou dentro de uma caixa, então a descartou durante a viagem, recebeu outra, também a matou, e colocou o cadáver na mesma caixa, passando a noite na cidade de Clinton antes de retornar a Winton. Uma busca ao longo da linha férrea falhou em encontrar os dois pequeninos corpos.

Mas o pior ainda estava por vir.

“Em Winton esta manhã, a polícia começou a escavar o jardim. Eles encontraram os corpos de duas garotinhas…como os corpos estavam frescos, supõe-se que o enterro foi bastante recente.”

[The New Zealand Herald – 11 de Maio de 1895]

O esqueleto de um menino de quatro anos também foi encontrado no jardim da fazenda de Minnie Dean.

Dorothy foi morta com uma overdose de láudano, um medicamento à base de ópio comumente usado na época para acalmas crianças com muita energia. O outro bebê foi asfixiado.

Crianças encontradas na fazenda de Minnie Dean no dia de sua prisão. Da esquerda para a direita: Ethel Maud Hay, Florence Smith, Esther Wallis [filha adotiva de Minnie de 15 anos] segurando um bebê, Cecil Guilford e Arthur Wilson. Foto: Intercargill Public Library.

Crianças encontradas na fazenda de Minnie Dean no dia de sua prisão. Da esquerda para a direita: Ethel Maud Hay, Florence Smith, Esther Wallis [filha adotiva de Minnie de 15 anos] segurando um bebê, Cecil Guilford e Arthur Wilson. Foto: Intercargill Public Library.

Policiais escavando o terreno da fazenda de Minnie Dean. Foto: Teara.

Policiais escavando o terreno da fazenda de Minnie Dean. Foto: Teara.

Bonecas em miniatura dentro de caixas de chapéu foram vendidas como souvenirs durante o julgamento de Minnie Dean. Foto: Lynley Hood.

Bonecas em miniatura dentro de caixas de chapéu foram vendidas como souvenirs durante o julgamento de Minnie Dean. Foto: NZ History.

Um dos muitos mitos que surgiram ao longo dos anos foi a de que Minnie Dean matava bebês enfiando espetos através dos buracos das caixas. Foto: NZ History.

Um dos muitos mitos que surgiram ao longo dos anos foi a de que Minnie Dean matava bebês enfiando espetos através dos buracos das caixas. Foto: NZ History.

O advogado de Minnie Dean, Alfred Hanlon, disse em seu julgamento que todas as mortes foram acidentais, e os enterros teriam sido um erro da mulher, que acreditava que isso poderia dar uma publicidade negativa a seu negócio. Em 21 de junho de 1895, Minnie Dean foi considerada culpada do assassinato de Dorothy e sentenciada à morte. Entre junho e agosto de 1895, Minnie Dean escreveu a história de sua vida.

Ela alegou ter cuidado de 28 crianças, as quais ela chamava de filhos. Destes, cinco estavam com boa saúde quando a polícia invadiu a sua fazenda; seis morreram sob seus cuidados e um havia sido pego de volta por seus pais. Além de duas filhas adotivas, sua biografia deixou um buraco de 14 crianças desaparecidas.

Até o último dia de sua vida, Minnie Dean alegou inocência. Ela foi enforcada pelo carrasco oficial da Nova Zelândia, Tom Long, na cidade de Invercargill, no cruzamento das ruas Spey e Leven, onde hoje é o estacionamento Noel Leeming.

Local onde Minnie Dean foi executada hoje é um estacionamento da loja de eletrônicos Noel Leeming

A serial killer escocesa Williamina "Minnie" Dean em 1872.

A serial killer escocesa Williamina “Minnie” Dean em 1872.

Quando estava no alçapão pronta para morrer, foi dada a ela o direito de dizer suas últimas palavras, ela disse:

“Não, exceto que sou inocente.”

Após sua morte, Minnie Dean se tornou parte do folclore da Nova Zelândia. Lendas locais vão desde a afirmação de que em volta do seu túmulo não crescem plantas até de que ela alimentava os porcos de seu marido com os cadáveres de bebês. A cantora Helen Henderson, que cresceu em Southland, disse em uma entrevista que “Minnie era como o bicho-papão de nossa cidade quando éramos crianças. Se você fosse desobediente com seus pais, eles diziam: ‘é melhor você se comportar ou eu vou te mandar para a fazenda de Minnie Dean e você nunca mais será vista de novo.'” Henderson capturou a fascinação macabra com o caso em sua música ‘Minnie Dean’.

Mais sobre esta série:

Fontes Consultadas: [1] Baby farmers Page 3 – Minnie Dean – New Zealand History; [2] Story: Dean, Williamina – The Encyclopedia of New Zealand; [3] Minnie Dean story a challenge to uncover – Southland Times; [4] The day New Zealand’s notorious ‘baby farmer’ Minnie Dean was executed for murdering babies – New Zealand Times;

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