Lee Chun-Jae: polícia coreana se desculpa com familiares de vítimas e suspeitos acusados injustamente

No fim do ano passado, a polícia da Coreia do Sul finalmente identificou um assassino em série que aterrorizou o país entre 1986 e 1991. Quinze mulheres foram mortas...

Retrato falado elaborado pela polícia coreana a partir das descrições de testemunhas. Créditos da imagem: The Straits Times.

No fim do ano passado, a polícia da Coreia do Sul finalmente identificou um assassino em série que aterrorizou o país entre 1986 e 1991. Quinze mulheres foram mortas pelas mãos dele. A investigação anteriormente fracassada manteve um homem inocente preso por 20 anos.

Segundo as autoridades, Lee Chun-jae, o verdadeiro criminoso, estuprou e assassinou 10 mulheres em regiões rurais de Hwaseong, ao sul de Seul, durante um período de cinco anos.

Lee, de 57 anos, só foi apontado como suspeito mais de 30 anos depois de matar sua primeira vítima. Foram usadas as últimas técnicas forenses para recuperar DNA de crimes antigos. Interrogado, ele admitiu todos os 10 assassinatos de Hwaseong, bem como outros quatro, incluindo uma menina de oito anos, disse a polícia, acrescentando que ele também estuprou outras nove mulheres.

“Suas tendências psicopáticas eram evidentes, pois ele era incapaz de sentir empatia com a dor e o sofrimento das vítimas”, disse o chefe de polícia da província, Bae Yong-Ju.

Bae se curvou diante das câmeras enquanto se desculpava com as famílias das vítimas e aqueles que tinham sido falsamente acusados como suspeitos, dando ênfase ao homem que foi injustamente condenado por um dos assassinatos, cumprindo 20 anos de prisão.

Lee está atualmente cumprindo prisão perpétua por estuprar e assassinar sua cunhada em 1994, mas não será processado por seus outros crimes, pois, segundo a polícia, os crimes prescreveram.

O anúncio divulgado na quinta-feira, 02 de julho, confirmou que um homem chamado Yoon, condenado em 1989 por estuprar e matar uma adolescente entre as vítimas de Hwaseong, foi preso injustamente. Yoon foi solto em liberdade condicional em 2009 depois de cumprir 20 anos de prisão, e pediu um novo julgamento no ano passado depois que a polícia iniciou sua investigação sobre Lee.

Relatos dizem que pelo menos quatro indivíduos tiraram a própria vida na década de 1990 depois de serem investigados pela polícia como possíveis suspeitos dos assassinatos de Hwaseong, cujas vítimas tinham entre 14 e 71 anos.

Yoon havia sido abusado fisicamente e “forçado a fazer uma confissão falsa”, disse Bae aos repórteres, acrescentando que oito policiais e promotores envolvidos em sua investigação dos anos 1980 haviam sido acusados de abuso de poder e detenção ilegal.

O caso foi inspiração para o filme coreano Memórias de um Assassino, lançado em 2003 e dirigido por Bong Joon Ho, mesmo diretor de Parasita. O longa reproduz a atmosfera de pressão do governo e da mídia para a resolução do crime, bem como as negligências e abusos policiais na busca por um serial killer desconhecido.

“Abaixei a cabeça e peço desculpas às vítimas dos crimes de Lee Chun-Jae, às famílias sobreviventes e a todos que sofreram danos devido à investigação policial, incluindo o Sr. Yoon”, disse Bae.

Fontes consultadas: The Jakarta Post; The Sun.

Por:


Mariana
Texto

Glenda
Revisão

Marcus Santana
Revisão

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