Serial Killer de Long Island: 20 anos depois autoridades americanas identificam mais uma das vítimas

Um novo elo foi adicionado a uma cadeia de 10 assassinatos não resolvidos, na região de Long Island, estado americano de Nova Iorque. Com a ajuda da genealogia genética,...

Mapa mostra os locais onde 8 das 10 vítimas do possível serial killer de Long Island foram encontradas.

Um novo elo foi adicionado a uma cadeia de 10 assassinatos não resolvidos, na região de Long Island, estado americano de Nova Iorque. Com a ajuda da genealogia genética, investigadores da polícia do Condado de Suffolk identificaram uma das vítimas de um possível serial killer.

Apelidada de “Jane Doe No. 6”, Valerie Mack foi a identificação das autoridades policiais, 20 anos após o seu desaparecimento. 

Mack foi vista pela última vez em Port Republic, Nova Jersey. A mulher, de 24 anos, vivia na Filadélfia e trabalhava como garota de programa. Desmembrada, seus restos mortais foram encontrados em dois anos distintos:

  • seu tronco, encontrado no ano de 2000, na área de Halsey-Manor Road, em Manorville, Nova Iorque [50 minutos de carro de Gilgo Beach];
  • e seu crânio e membros encontrados em abril de 2011, em Gilgo Beach. 

Segundo a comissária de polícia do Condado de Suffolk, Geraldine Hart, Mack nunca foi dada como desaparecida.

Para Hart, a identificação de Valerie representa um progresso na investigação. As autoridades de Suffolk trabalharam com o FBI utilizando avanços na tecnologia de DNA, a fim de descobrir a identidade de Jane Doe No. 6, bem como as duas outras vítimas não identificadas do Condado de Suffolk.

Após estabelecer um perfil de genealogia, detetives e agentes federais usaram dados desse perfil para procurar pistas em áreas de Nova Jersey, onde a vítima poderia ter tido laços. Usando amostras de seus restos mortais, os investigadores encontraram os parentes biológicos de Mack através da genealogia genética. Como consequência, chegaram à família adotiva e filho da vítima.

Mack estava entre as 10 vítimas que tiveram seus restos mortais espalhados ao longo de um trecho de praia em Long Island. Seu tronco foi encontrado dentro de sacos plásticos em uma área arborizada de Manorville, em novembro de 2000, mas, de acordo com a Long Island Press, eles foram deixados no local em setembro. Em abril de 2011, mais de uma década depois, a cabeça, mãos e pernas de Mack foram encontrados.

Assassinatos em Long Island


A descoberta dos crimes foi feita enquanto as autoridades procuravam por Shannan Gilbert, uma acompanhante que anunciava seus serviços no site de classificados Craigslist e que desapareceu em 1º de maio de 2010, depois de fugir da casa de um cliente na comunidade de Oak Beach. Em dezembro daquele ano, um policial que fazia um treinamento com seu cão encontrou o cadáver de uma mulher em um saco de aniagem. Depois disso, outros três corpos foram encontrados nas imediações.

As vítimas eram quatro prostitutas desaparecidas:

  • Maureen Brainard-Barnes, de 25 anos,
  • Melissa Barthelemy, de 24,
  • Megan Waterman, de 22, e
  • Amber Lynn Costello, de 27.

Elas ofereciam seus serviços no Craiglist. Todas haviam sido estranguladas e seus corpos embrulhados em sacos de aniagem antes de serem jogados ao longo da Gilgo Beach.

Entre o final de março e o início de abril de 2011, outros quatro cadáveres foram encontrados na mesma região, sendo assim, as buscas foram ampliadas. No Condado de Nassau, novos restos humanos foram encontrados, chegando a um total de 10 vítimas.

Os corpos correspondiam ao de duas mulheres, de um homem e de uma criança. Somente uma das mulheres foi identificada (Jessica Taylor, de 20 anos). O corpo da jovem estava cortado, sem a cabeça e sem as mãos. O corpo do homem parecia ser o de um jovem asiático, enquanto o do mais jovem era o de uma menina de 16 a 24 meses de idade, sem sinais de trauma e envolto por um cobertor. Os testes de DNA mostraram que a mãe da criança era a mulher não identificada.

Com os avanços na tecnologia do DNA, particularmente na genealogia genética, é possível estabelecer um perfil de genealogia, e, com isso, buscar vínculos através de parentes em potencial das vítimas, obtendo amostras de DNA, possibilitando encontrá-las —como foi feito no caso de Valerie.

Durante uma coletiva de imprensa, Hart disse que ela e sua equipe esperam que os esforços em relação ao caso de Mack, levem, de alguma forma, a um senso de encerramento e paz à família da vítima.

Melissa Cann, de Connecticut, irmã da vítima de Gilgo Beach, Maureen Brainard-Barnes, celebrou os avanços do caso, mostrando-se otimista com a forma como estão usando a tecnologia. Cann se diz encorajada e define como “incrível” o fato de terem sido capazes de identificar uma mulher desaparecida desde 2000.

Enquanto ao serial killer de Long Island, a polícia americana está em seu encalço e completamente determinada a descobrir este misterioso homem cujo prazer é destroçar a vida de mulheres. Assista abaixo ao anúncio da comissária de polícia Geraldine Hart:

Podcast – OAV Perfil


Ouça o nosso podcast sobre o caso do serial killer de Long Island.

Nossos posts sobre o caso:


Por:


Daniel Cruz
Texto

Daniel Cruz
Revisão

Universo DarkSide – os melhores livros sobre serial killers e psicopatas

http://www.darksidebooks.com.br/category/crime-scene/

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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." (Platão)
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