Peter Moore: em novo livro, advogado faz revelações chocantes sobre a confissão do serial killer conhecido como “Homem de Preto”

O advogado que representou “o homem mais perigoso do País de Gales” fez revelações perturbadoras sobre a noite em que o serial killer Peter Moore confessou ter esfaqueado quatro...

O advogado que representou “o homem mais perigoso do País de Gales” fez revelações perturbadoras sobre a noite em que o serial killer Peter Moore confessou ter esfaqueado quatro homens, dizendo que os ataques brutais foram fáceis “como uma faca atravessando manteiga”.

O momento chocante é contado pela primeira vez pelo ex-advogado Dylan Rhys Jones em um novo livro, intitulado “The Man in Black – Peter Moore: Wales’ Worst Serial Killer” [“O Homem de Preto – Peter Moore: O Pior Serial Killer do País de Gales”, em tradução livre], cuja publicação coincidirá com o 25º aniversário dos cruéis assassinatos que Moore, que era proprietário de um cinema em Flintshire, afirmou ter cometido por “diversão”.

Peter Moore, nascido em Kinmel Bay em 1940, era fã de cinema e possuía uma rede de salas em Bagillt, Denbigh, Holyhead e Blaenau Ffestiniog. Ele era bastante conhecido na região pelo seu estilo excêntrico, que lhe rendeu o apelido de “O Homem de Preto”.

Era madrugada da véspera de Natal de 1995 na delegacia de polícia de Llandudno quando Moore, um extremista neonazista, admitiu os assassinatos ocorridos em um período de três meses que havia começado na ilha de Anlesey, no mês de setembro, e aterrorizado a comunidade gay de North Wales e Merseyside.

Atualmente, o autor ministra aulas de Direito e Criminologia e ajudou a desenvolver o curso de graduação em Justiça Criminal e Gerenciamento de Ofensores na Coleg Cambria. Ele também participa de programas de rádio e televisão.

Foi com Dylan ao seu lado que Peter, com sua voz mansa, contou a dois investigadores da polícia de North Wales que tinha matado os quatro homens.

“Eu quero confessar os dois assassinatos em Anglesey, o assassinato em Pensarn Beach e também quero confessar outro assassinato que vocês não sabem, que eu cometi em Clocaenog Forest perto de Ruthin.”

E quando o promotor Alex Carlile instaurou um processo contra Peter em 1996, no tribunal de Mold, o chamou de “o homem de preto – pensamentos negros e as mais negras intenções.”

Ele foi condenado a prisão perpétua em novembro de 1996, com recomendação de jamais ser beneficiado com liberdade condicional.

Peter ainda está vivo e provavelmente morrerá trancado na Penitenciária Wakefield, apelidada de “Britain’s Monster Mansion” [“Mansão Britânica dos Monstros”] por conta da ala de segurança máxima que abriga estupradores e assassinos famosos como Harold Shipman, o “Doutor Morte”, e assassinos de crianças como Ian Huntley e Mark Bridger, que tirou a vida de April Jones, de apenas 5 anos, em 2012 na cidade de Machynlleth.

Mas às 2:32 daquela madrugada aterrorizante em Llandudno o advogado calmamente fazia anotações enquanto Peter, com sua voz calma e afeminada, conversava com os detetives Ian Guthrie e Dave Morris sobre os assassinatos.

A jornada assassina começou em setembro de 1995, quando Peter esfaqueou Henry Roberts, de 56 anos, em sua casa nas imediações de Caergeiliog, Holyhead – foram 27 golpes no corpo do ferroviário aposentado.

Henry Roberts morava praticamente isolado em uma pequena fazenda nos arredores de Caergeiliog. Típico “esquisitão”, era considerado inofensivo pelos vizinhos. Seu corpo foi encontrado no quintal, enquanto seu labrador latia preso dentro de casa.

A trilha de terror continuou no mês seguinte, quando Edward Carthy, um rapaz de 28 anos que Peter conheceu num bar gay em Liverpool, foi esfaqueado e teve seu corpo mutilado enterrado em Clocaenog Forest. 

Edward Carthy tinha problemas com álcool e drogas e foi a última vítima encontrada. A polícia encontrou o corpo com a ajuda de um mapa desenhado pelo assassino.

Em novembro de 1995, Peter matou Keith Randles, um fiscal de trânsito com 49 anos de Chester, num trecho da rodovia A5 que corta Anglesey.

Keith Randles morava em um trailer num canteiro de obras perto de Llangefni, às margens da rodovia A5. Na noite de 29 de novembro de 1995, ele saiu para comprar o jantar e foi visto pela última vez. Seu corpo foi encontrado na porta de sua residência, às 7:30 da manhã do dia seguinte.

Peter fez sua última vítima em dezembro em Pensarn Beach, perto de Abergele. Ele esfaqueou Anthony Davies, de 40 anos, e o deixou para morrer lá.

O livro conta que Peter apareceu na casa de Henry Roberts em Caergeiliog, vestido de preto com um boné nazista e armado com uma faca de caça, e como Henry insistiu que não era judeu antes de ser esfaqueado. Relata ainda como Keith Randles implorou pela sua vida e que o serial killer escondeu lembranças de suas vítimas numa lagoa em seu jardim.

Uma faca contendo vestígios do sangue de vários homens foi encontrada em uma bolsa que pertencia a Peter. Em uma prateleira no quarto dele havia um capacete policial, dois bonés militares alemães e um par de botas de cano longo. Pendurado em um armário ao lado da cama havia um cassetete, e ainda um uniforme policial dentro do guarda-roupas.

Sobre o assassinato de Keith Randles, Peter disse aos detetives:

“Ele me perguntou porque eu o estava matando enquanto eu o esfaqueava, e eu disse que era por diversão. Ele caiu no chão. Simplesmente pensei que tinha sido um trabalho bem feito, saí e voltei para minha van.”

Indagado sobre como se sentia quando matava suas vítimas, ele respondeu:

“Era fácil. Como uma faca atravessando manteiga.”

Peter confessou ter atacado “muitos homens” em Conwy Valley durante um período de 20 anos antes de começar a matar.

“Quando eu estava dirigindo por aí, às vezes notava alguém andando pela estrada tarde da noite e então eu parava e atacava. Eu os atacava com um cassetete policial e os golpeava na cabeça e no corpo várias vezes. Geralmente eu estava vestido como um policial, em um uniforme nazista ou algo parecido, só para assustá-los. Soube que alguns desses homens ficaram gravemente feridos depois dos ataques.”

No livro, Dylan descreve o feito traumático que a pavorosa confissão causou nele e nos dois detetives, e a maneira calma e contida como Peter contou tudo. O advogado, que hoje mora em Abergele, acrescenta:

“Era como assistir um lagarto de sangue frio se mover em direção à sua presa lentamente, calculando cada movimento e não sem gastar energia de modo desnecessário, apenas descrevendo os elementos fundamentais para o documento… era a descrição insensível por um assassino desprovido de emoções sobre as consequências de suas ações.”

Na manhã seguinte, apenas algumas horas depois, Peter contradisse a confissão, alegando que havia feito aquilo para proteger um amigo que chamou de “Jason” e que seria o verdadeiro assassino. Curiosamente, Jason é o nome do assassino da série de filmes “Sexta-feira 13”, que ele adorava e exibia em seus cinemas.

O livro apresenta a calma e compostura de Peter, suas descrições de assassinato feitas em termos claros e indiferentes, a facilidade em matar alguém, a simplicidade no processo de esfaquear uma pessoa, relatadas de modo direto e sem demonstrar qualquer emoção.

Fonte consultada: Lawyer tells inside story of North Wales serial killer’s shocking Christmas Eve confession. Rhyl Journal.

Por:


Marcus Santana
Revisão

Universo DarkSide – os melhores livros sobre serial killers e psicopatas

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