Dennis Nilsen: cartas inéditas revelam um pouco mais sobre a mente perturbada do “serial killer carente”

Um bizarro poema escrito por Dennis Nilsen no qual ele descreve o cheiro de preservativos foi revelado em uma carta recém-descoberta, enviada por ele a um amigo por correspondência....

Um bizarro poema escrito por Dennis Nilsen no qual ele descreve o cheiro de preservativos foi revelado em uma carta recém-descoberta, enviada por ele a um amigo por correspondência.

Nilsen escreveu ao homem anônimo do HMP Full Sutton, em Yorkshire, onde cumpriu a última parte de sua sentença de prisão perpétua pelo assassinato de pelo menos 12 jovens entre 1978 e 1983. Ele morreu em 12 de maio de 2018, aos 72 anos, após complicações de uma cirurgia.

O amigo por correspondência, que não teve o nome revelado, tornou públicas as cartas de 2009 que recebeu de Nilsen pela primeira vez após o lançamento do drama Des, da ITV, que conta a história da prisão e processo do assassino em série.

Uma das duas cartas contém um poema bizarro em que Nilsen descreve o cheiro dos preservativos, além de referências censuradas pelos agentes penitenciários.

Nilsen também protestou contra a autoridade, a desigualdade, as guerras do Afeganistão e Iraque, em discursos furiosos A parte mais estranha das cartas era um poema bizarro e perturbador que Nilsen escreveu sobre contracepção.

Em carta escrita em 2009, Dennis Nilsen critica os governantes e reclama sobre a doação de um “correspondente artístico” ter sido confiscada pelas autoridades prisionais.

Ele escreveu:

A madeira amorosa do látex fino e necessário

Tirado do pacote, escondido na jaqueta de alguém

Tão substancial quanto um sopro de vapor cor de rosa

Estabelecendo-se no rum cintilante da dúvida

A linha entre fato e ficção

Antes que a verdade apareça

O poema é uma dica das sádicas fantasias desviantes de Dennis. O assassino em série realizava atos sexuais solitários em frente aos cadáveres das vítimas.

Nilsen estava se correspondendo com um britânico que escreveu cartas para políticos, jogadores de futebol e também para presidiários. O homem não identificado – que está revelando as cartas pela primeira vez – disse:

“Nilsen escrevia suas cartas como palestras. Ele gostava de usar palavras longas, mas nem sempre faziam sentido. Ele parecia arrogante.’’

As divagações bizarras mostraram a visão de mundo distorcida de Nilsen e o que poderia ter ajudado a levá-lo à morte. O psicopata escreveu:

“Suponho que, como muitas outras pessoas na sociedade, você acredita que a autoridade dominante é inteligente, sábia e cognitivamente bem intencionada. Apesar do fato de que nossos ‘superiores morais’ nos colocaram em duas guerras agressivamente invasivas, presidiram uma fratura da sociedade (com sua lacuna desordenada entre ricos e pobres), e arruinaram o sistema financeiro/econômico de proporções globais.”

Em 2009, Dennis escreveu várias cartas que mostraram sua visão confusa de mundo. No seu estranho discurso – escrito com uma máquina de escrever em papel amarelo vivo – o psicopata revelou estranhas teorias da conspiração que podem tê-lo levado ao assassinato.

Ele escreveu:

“Além dos bancos e da economia, aparentemente ainda há espaço para mais podridão no que é chamado de ‘sistema’. Pequenas coisas atraem a atenção total da mente pequena com todos os problemas realmente grandes e massivos escapando de sua atenção.”

O serial killer também fez um discurso bizarro sobre o Serviço Prisional bloqueando sua autobiografia, poesia e música. Ele disse:

“Ao longo dos anos, o Serviço Prisional tem interferido muito na correspondência que entra ou sai da prisão. Minhas autobiografias estão proibidas, a antologia da minha poesia e as fitas das minhas composições musicais também foram proibidas. A besta censuradora da máquina penal sem mente e sem cérebro (devotamente assistida pelos seus fiéis sacerdotes, tanto altos quanto baixos), continua a censurar-me sempre que tem oportunidade. E não é preciso muito para chamar a atenção deles.”

Na mesma carta, o assassino reproduz o poema lírico Dover Beach, do poeta inglês Matthew Arnold, publicado em 1867:

“Ah, o amor, sejamos sinceros

Um com o outro! pois este mundo, que parece

Estar pra nós como um país de sonhos

Tão belo, tão diverso, tão recente,

Não tem luz, nem amor, nem alegria,

Nem certeza, nem paz, nem pensa a dor;

E aqui ficamos como em sombria planície

Entre loucos alarmes de luta e fuga,

Onde ignaras tropas chocam-se à noite”.

ARNOLD, Matthew. Dover beach. Tradução de José Lino Grünewald. In: GRÜNEWALD, José Lino (Seleção, tradução e organização). Grandes poetas da língua inglesa do século XX. Edição bilíngue. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira, 1988. p. 115 e 117

Fontes consultadas: “Dennis Nilsen’s bizarre poem that describes the scent of condoms is revealed in letters to a penfriend made public for the first time”. Daily Mail; “Serial killer Dennis Nilsen wrote twisted poems before dying in agony in East Yorkshire prison”. Hull News.

Por:


Mariana
Texto

Marcus Santana
Revisão

Universo DarkSide – os melhores livros sobre serial killers e psicopatas

http://www.darksidebooks.com.br/category/crime-scene/

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