Lisa Montgomery: autoridades federais dos EUA executam primeira mulher em quase 70 anos por assassinato brutal cometido em 2004

À 1h31 de quarta-feira, 13 de janeiro (3h31 do horário de Brasília), um médico entrou na sala de execuções da penitenciária de Terre Haute, Indiana, com um estetoscópio. Após...

À 1h31 de quarta-feira, 13 de janeiro (3h31 do horário de Brasília), um médico entrou na sala de execuções da penitenciária de Terre Haute, Indiana, com um estetoscópio. Após auscultar o coração e o pulmão da mulher deitada na maca, declarou que ela estava morta. Era Lisa Montgomery, de 52 anos, a primeira mulher a ser executada pelo Governo Federal desde 1953.

Lisa havia sido condenada à morte em 26 de outubro de 2007 pelo assassinato brutal de Bobbie Jo Stinnett, uma jovem de 23 anos que estava grávida de seu primeiro filho, uma menina.

Bobbie Jo Stinnett e seu marido tinham um negócio de criação de cães, e namoravam desde os tempos de escola. Ela havia revelado em um fórum online que estava grávida de seu primeiro filho.

Usando o nome falso “Darlene Fischer”, Lisa contatou Bobbie pela internet sob o pretexto de comprar um filhote de cachorro e marcou um encontro na residência dela em Skidmore, Missouri. Em 16 de dezembro de 2004, dirigiu os quase 200km até a cidade. Na casa, Lisa atacou Bobbie e a estrangulou com uma corda até que ela perdesse a consciência.

“Usando uma faca de cozinha, Montgomery então cortou o abdome de Stinnett, o que fez com que ela retomasse a consciência. Uma luta se seguiu, e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte”, segundo relatos do Departamento de Justiça dos EUA. Depois ela retirou o bebê e cortou o cortão umbilical. O corpo de Bobbie foi encontrado pela própria mãe, em um estado tão pavoroso que parecia que sua barriga tinha “explodido ou algo assim”.

Milagrosamente a bebê, de apenas oito meses, havia sobrevivido à “cesariana” apenas com um pequeno corte. A intenção de Lisa, desde o começo, era roubar a criança. Lisa, que já tinha quatro filhos de seu primeiro casamento com um homem chamado Carl, havia sido forçada por ele e pela própria mãe a se submeter a uma esterilização, e durante os anos seguintes fingiu estar grávida várias vezes. Sem saber disso, seu segundo marido Kevin sempre acreditava que ela realmente estava grávida.

Como contam J. J. Slate e R. J. Parker em Social Killers,

“Lisa ligou para o marido logo em seguida. Disse que tinha ido fazer compras fora da cidade e que entrou de repente em trabalho de parto. Contou que deu à luz uma menininha saudável em uma clínica da mulher em Topeka, Kansas. Kevin e seus dois filhos mais velhos encontraram-na em Topeka e os quatro viajaram de volta para casa”.

Lisa foi presa no dia seguinte e confessou o crime. A criança foi devolvida ao pai.

Quem achou a história bastante familiar certamente vai se recordar do Crime #54 da nossa recém-lançada lista com os 101 Crimes Notórios e Horripilantes de 2020. O caso, ocorrido no Brasil, guarda inúmeras semelhanças com o assassinato ocorrido há quase 16 anos.

A execução de Lisa gerou novos protestos contra a pena de morte nos Estados Unidos. Desde a morte de Bonnie Brown Heady na câmara de gás em 18 de dezembro de 1953, nenhuma mulher era executada pelas autoridades federais. Os advogados de Lisa, que sempre alegaram insanidade, tentaram até o último minuto reverter a condenação alegando que o crime cometido por Lisa era fruto de sua infância turbulenta.

Lisa cresceu em uma família disfuncional, marcada por pobreza, violência, dependência de drogas e doença mental, na qual as crianças eram espancadas constantemente. Ela foi abandonada pelo pai e afirmava ter sido vítima de abusos sexuais desde os 11 anos de idade. Segundo especialistas que estudaram o caso de Lisa, os diversos traumas aumentaram sua predisposição a transtornos mentais, e ela sofria de danos cerebrais severos.

Segundo a constituição americana, nenhum condenado pode ser executado caso não seja capaz de compreender o significado da sentença. Ainda na segunda feira, 11 de janeiro, um juiz federal ordenou a suspensão da execução, mas pouco depois a Suprema Corte rejeitou os últimos recursos interpostos pela defesa e autorizou a execução.

Na sala de execução, Lisa recebeu uma injeção de pentobarbital. Antes de receber a injeção no braço, ela bateu os dedos nervosamente e fechou os olhos. Ela engasgou quando a substância entrou no seu corpo – sua barriga chegou a mexer, mas ela parou rapidamente.

Para saber mais:

Social Killers - Capa

Título: Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais

Título original: Social Media MonstersInternet Killers

Autor: J.J. Slate, R.J. Parker

Editora: DarkSide®

Idioma: Português

Páginas: 272

Edição: 1ª

Assunto: Literatura Estrangeira – Policial

Sinopse: SOCIAL KILLERS – AMIGOS VIRTUAIS, ASSASSINOS REAIS é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, RJ Parker e JJ Slate, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Stalkers, predadores sexuais, assassinos, canibais, torturadores. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia.

Fonte consultada: U.S. Executes Lisa Montgomery for 2004 Murder. NY Times.

Por:


Marcus Santana
Texto

Universo DarkSide – os melhores livros sobre serial killers e psicopatas

http://www.darksidebooks.com.br/category/crime-scene/

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